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domingo, 25 de agosto de 2019

Esta semana, estou prestando um serviço inusitado.
De início, não estou ganhando nada com isso, mas tenho impressão de que posso ser "o cara certo no lugar certo" para fazer o que precisa ser feito e como tenho o estranho hábito de pensar que é nas grandes batalhas que surgem os heróis, cá estou eu no meio do fogo cruzado dessa guerra pela mera glória do combate, mas por alguma razão, sinto que isso poderá ajudar muita gente no futuro, além de um cara que claramente merece uma ajuda.
Ser empreendedor no Brasil, é ato de heroísmo.
É preciso reconhecer isso e se possível, ajudar quem o faz honestamente.
Pois é essa gente que garante os empregos e fazem a Economia funcionar.
Não os que só "falam bonito".


O Efeito Manada
"Aonde a vaca vai, o boi vai atrás"
(João da Praia.)


Já notaram que as pessoas tendem a agir conforme a maioria?
Isso não seria uma questão filosófica exposta aqui neste blog se não houvesse um detalhe: a maioria dessas pessoas o faz, sem se questionarem sobre "por quê" o fazem.
O grande Friedrich Nietzsche já observou isso e chamou em suas obras de "comportamento de manada" e infelizmente é um fenômeno mundial milenar.

No Brasil de hoje, por exemplo, a imensa maioria das pessoas têm exatamente os mesmos horários de trabalho, almoço, jantar e sono; escolhem a noite de sexta-feira para encontrar os amigos, quase que na totalidade das vezes num bar e "entope" as estradas para o litoral em véspera de Reveillon, saturando totalmente a infraestrutura das cidades litorâneas, tornando a experiência, a mais estressante possível com todos os estabelecimentos lotados, caros e cheios de filas quando poderiam se reunir em suas próprias cidades de orígem, ou mesmo em outros lugares sem precisarem se preocupar com falta de água ou com filas de restaurantes.

Aliás, sempre achei muito pouco inteligente "todo mundo" trabalhar exatamente nos mesmos horários, ou no chamado "horário comercial", porque... se você precisar resolver alguma coisa que só pode ser resolvida durante o horário comercial, você obrigatoriamente terá de faze-lo no seu horário de trabalho, ou seja, se ausentar dele.
O pior é que nesse caso, nem tem o que fazer. É uma tradição que vem do trabalho no campo, em que a luz do Sol ditava os horários e que permanece hoje, mesmo com a luz artificial já sendo uma realidade desde o começo do sóculo passado. (OK, até entendo que é uma fração muito pequena de tempo na História humana, mas não precisamos mais ser escravos dos horários do Sol.)

O fato é que pensar por si próprio é um exercício cansativo e a maioria das pessoas prefere ter aversão à essa prática e simplesmente seguir a maioria, ou melhor dizendo, "seguir a boiada", razão pela qual preferem (por exemplo) restaurantes lotados simplesmente adotando a idéia de que "se tem bastante gente deve ser bom" ao invés de um restaurante tranquilo que certamente poderia oferecer um atendimento muito mais pessoal e consequentemente de melhor qualidade.

O problema de sempre só "seguir a boiada" é você pode acabar sendo tratado como gado (e de uma forma ou de outra), até parar num matadouro.

Esse comportamento praticamente inconsciente da maioria das pessoas, é obviamente bastante explorado pelos meios midiáticos, que praticamente só trabalham no sentido de criar uma "percepção moldada" do mundo para essas pessoas, conforme os interesses de quem pague melhor, como certos grupos muito influentes em governos, instituições, empresas e mercados, com o intuito de obter lucro, poder, controle ou algumas outras vantagens.

E esses grupos têm um interesse bastante grande na intimidade das pessoas, de modo que quem nasceu até meados dos anos 80 foi certamente a última geração a conhecer na prática o real significado da palavra "privacidade".

A maioria das pessoas compartilha seus dados sem perceber, entregando "de presente" nas redes sociais e serviços "gratuitos" de buscadores, portais e sites na Internet, todos os seus dados, informações sobre seus comportamentos, o que gostam, o que não gostam, suas visões políticas ou religiosas, seus valores pessoais e inclusive tudo isso, dos amigos com os quais se relacionam.

Aí, entram os algoritmos automáticos que passam a reconhecer essas pessoas pelo rosto, pela voz, montar estatísticas comportamentais e sabe-se lá onde mais isso pode parar.
Mas talvez, o mais preocupante é que esses dados provenientes desses "serviços "gratuitos", no final das contas, podem muito bem ser utilizados para, além do mero interesse financeiro, tentar mudar a opinião pública, política ou ideologicamente no melhor estilo "Big Brother" (ou "o Grande Irmão").
E no futuro, ai de quem se opuser à maioria!

Hoje, estamos vivendo uma época em que as opiniões são demasiadamente polarizadas sobre tudo, adotando um grau de paixão exacerbada sobre suas próprias convicções, como se houvesse uma espécie de "fascismo" para tudo.
O pior, é que aproveitando-se disso, criam-se todo tipo de "teoria da conspiração" e percebendo que esse nicho é bastante eficiente para confundir as pessoas, desacreditar grandes feitos históricos ou instituições sérias enquanto dissolve amizades, há meios que recebem discretamente bastante investimento globalista para espalhar esse tipo de coisa enquanto calam todos os que se atrevem a questiona-los.

Muito cuidado com pessoas que falam "com propriedade" em tom debochado em vídeos polêmicos na Internet acusando "tudo e todos" de "mentirosos".
Essa gente é muito mais perigosa e desonesta do que parecem.
Minha dica aqui é... Não sigam essa gente sem questionar os motivos dessa gente ou se o que eles dizem é realmente tudo verdade, se não quiserem terminar como lemingos.
É sério.