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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Com o mundo como está hoje, doente, ou você fica louco(a) ou fica deprimido(a), ou fica entediado(a).
Se fica louco(a), vira militante de algum movimento qualquer.
Se fica deprimido(a), se mata.
Se fica entediado(a), se isola do mundo, procura observar tudo de fora e para se sentir produzindo alguma coisa, escreve num blog.
Piadas à parte, é realmente lamentável como o mundo se encontra hoje: Todo mundo perdido, mas todo mundo tem todas as respostas para tudo à moda "Dialética Erística" em que a verdade deixa de ter valor em relação ao ego, as "causas" defendidas apaixonadamente incondicionalmente tratando quaisquer discordâncias como "inimigos de guerra".
Aliás, como não perceber que já estamos em guerra, se todos os dias tem carro forte ou caixas eletrônicos sendo explodidos, policiais assassinados, cidadãos mortos em supostos assaltos, "black propaganda" em todos os meios, subversão cultural há pelo menos 44 anos, 65 mil assassinatos por ano, projetos de destruição do sistema de saúde, da intra-estrutura e de burocratização estatal para ficarmos todos na dependência de um governo completamente aparelhado por eles, "controle de pensamento", censura disfarçada de "politicamente correto", divisão da sociedade por "classes", etnias, gênero, religião ou o que quer que puderem arranjar para separar a nação pregando o caos, impostos à perder de vista e a hipocrisia nos canais de TV (todos têm concessão do governo) tentando impôr idéias absurdas como "normal", destruição dos valores familiares, do respeito ao próximo, instauração de uma "guarda pretoriana" (Guarda Nacional) à moda cubana/venezuelana e que todos os "inimigos do sistema" quando não morrem de forma estranhamente "conveniente" sofrem atentados ou intimidações enquanto a gente aqui fica fingindo que guerra é só quando tem batalha com tanques nas ruas?
Ah, mas o problema todo se resume a "machismo", "homofobia", "racismo", mimimi...
Caiam na real!
Não há como mudar tudo isso "soltando pombinhas" ou jogando flores!



O Teatro Eleitoral mudou e os atores principais não sacaram
"Peço licença à população brasileira que me ouve para dizer que, mais uma vez, de maneira tenebrosa, aviltante, repugnante, sórdida, torpe, vil, ignominiosa, ela está sendo enganada - e isso é uma torpeza sem limites."


Este é o último texto antes do Primeiro Turno das eleições presidenciais brasileiras de 2018.
Certamente as eleições mais conturbadas da História do país, em que um monte de coisas que vieram à tona nos últimos anos (e que adiantei aqui no meu blog, mas ninguém notou), finalmente parece estar fazendo com que a população comece a tomar consciência para escolher direito. No entanto, falta muito ainda de idéia sobre como funciona de fato, a estrutura do governo.
As discussões parecem dar idéia de que Presidente é uma espécie de "mágico" que faz tudo acontecer, como se ele não estivesse "preso" às decisões do Poder Legislativo (o Congresso, ou seja, Câmara dos Deputados e Senado, que infelizmente funcionam como um balcão de negócios movido à propina e trocas de "favores" de modo que quaisquer tentativas de trabalho honesto ficam estagnados enquanto os desonestos proliferam) nem dependesse da competência dos Ministros sobre as decisões de gestão da "máquina pública" conforme as leis vigentes monitoradas pelo Poder Judiciário (STF, que infelizmente está aparelhado pelos mesmos grupos que tocam os projetos desonestos do Poder legislativo).
Para piorar as coisas, as chances de renovação do Congresso são mínimas para não dizer nulas, com o "quociente eleitoral" (que da última vez, elegeu 513 deputados, mas só 35 tinham votos suficientes para serem eleitos) e com as tais "listas fechadas" (em que os partidos é que escolhem quem será eleito ao invés do eleitor, pelo número de votos que este ou aquele partido recebe).
Esta também é a primeira eleição em que podemos ver finalmente questionadas a honestidade das tais "pesquisas eleitorais" que além de serem organizadas por "estatísticos responsáveis" que não passam de militantes políticos, o TSE valida "pesquisas" de supostos mais de 8000 "entrevistados" através de apenas 50 gravações telefônicas. Ou seja... 50 pessoas são efetivamente entrevistadas mas os números que as tais "pesquisas" mostram falam de mais de 8000 pessoas de modo que esses números podem ser dispostos "à la carte" conforme melhor convier aos "estatísticos responsáveis".
Obviamente as tais "pesquisas" servem mesmo é para formar a opinião pública, preparando-a para aceitar os resultados de um sistema eleitoral nitidamente fraudável (para não dizer fraudulento) como "legítimo".
Um sistema eleitoral através do qual um único órgão (o TSE, que "por acaso" é um "puxadinho" do STF), é o responsável por organizar, implementar, executar todas as fases do processo eleitoral e quaisquer questionamentos, ou processos contra este órgão, serão julgados por ele mesmo.
Um sistema eletrônico de votação absolutamente inauditável cujas urnas emitem apenas um relatório de votação que pode perfeitamente ser pré-programado para, à partir de um determinado horário, contabilizar votos para candidatos pré-determinados apagando automaticamente as partes do código que fazem isso ao gerar o tal relatório, para não deixar vestígios.
Embora hajam boatos sobre a tal "intervenção branca" através da qual as FFAA estariam por trás de várias movimentações secretas no governo desde janeiro, entre elas a fiscalização das eleições (o que foi desmentido publicamente numa suposta nota oficial do Exército que apesar de espalhadas por vários sites, não encontrei em nenhum site do próprio Exército), uma fraude eleitoral hoje, ficaria bastante evidente e certamente causaria uma revolta bastante significativa na população, hoje bem mais consciente dessas coisas do que nas últimas eleições.
Tarde demais, eu diria. Uma vez que as desconfianças sobre tudo isso, hoje descaradamente evidentes por N relatos espalhados aos montes pela Internet, mas obviamente ignorados pela grande mídia, que por sua vez vive da concessão do governo, de "incentivos" (com várias histórias mal contadas como a Lei Rouanet) e de verba publicitária do mesmo).
Para pôr mais lenha na fogueira, os tais boatos de "intervenção branca" ganham força com coisas bastante incomuns acontecendo de janeiro para cá, como a Intervenção Federal no Rio de Janeiro (que "matou" a prioridade de Michel Temer de fazer a tão polêmica "reforma da Previdência"), o estranho silêncio do Presidente da Câmara bem como dos Ministros do STF que no ano passado viviam dando entrevistas à imprensa, a visita de 3 "figurões" do governo dos EUA no Brasil (o Vice-Presidente Mike Pence, o Secretário de Defesa James "Mad Dog" Mattis e o Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, o General Robert Blake Neller) que certamente não estavam passeando por aqui à turismo, deixando bem claro que os EUA não têm o menor interesse em ver o país mais poderoso do Hemisfério Sul se transformar numa "Cuba", "Bolívia" ou "Venezuela".
Especialmente agora, que com a tentativa de assassinato do presidenciável líder em intenções de voto, o que configuraria algo muito mais sério do que um mero homicídio qualquer, ou seja, quebra do Regime Democrático de Direito. O que poderia sim causar a evocação da Lei de Segurança Nacional.
Boa hora para lembrar que a Revolução de 1930 teve início com o assassinato de João Pessoa antes de ele assumir a Presidência, fazendo com que uma junta militar prendesse Washington Luís em sua conturbadíssima sucessão, entregando-a a Getúlio Vargas.
Nesse cenário todo, é natural que os ânimos estejam exaltados, que as pessoas estejam apaixonadas por suas visões confusas parciais do mesmo e que nessa confusão, o "sistema" tente aplicar golpes de desinformação como a tal entrevista do homicida que (segundo dizem), ocorrerá nesta sexta-feira 28, de modo que toda a imprensa (que tem todos os interesses possíveis em tentar se defender para não perder a "mamata") certamente repetirá um monte de mentiras para posteriormente justificar uma suposta "virada" nas eleições perante a opinião pública.
Só uma dica para os desinformantes: Suas velhas fórmulas, hoje não funcionam mais.
Não brinquem com isso se não quiserem sentir a ira de uma população enfurecida.
Não é uma ameaça. É só um aviso de quem (infelizmente) tem acertado quase todas as previsões sobre Política desde 2010 e não está a fim de ver coisas piores do que já previu antes... embora pareça inevitável.