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terça-feira, 18 de julho de 2017

Já chegamos naquele período do mês em que tenho de postar algum conteúdo no meu blog... o veeeelho blog.
E ninguém parece perceber que esse monte de denúncias e julgamentos na Política que certamente terminarão em pizza, que essas brigas sem sentido por direitos trabalhistas que não serão perdidos ou pela Previdência Social que um dia certamente deixará de existir, não passam de pura distração para que ninguém faça pressão sobre ítens de real prioridade de importância para a população como o Fim do Foro Privilegiado, o voto impresso (que apesar da lei aprovada, está sob ameaça), as "10 Medidas Contra A Corrupção" e o fim do Estatuto do Desarmamento.
É muito mais fácil brigar por narrativas de pura propaganda do que raciocinar sobre as estratégias por trás disso, afinal de contas, a prioridade dessa gente toda é e sempre será festa, futebol e cerveja ao invés do futuro dos filhos ou dos netos no melhor estilo "eu sou esperto, vou passar a perna em todo mundo e viver o presente no meu mundinho enquanto a próxima geração que se foda!"
Bem assim mesmo... Sem honra, dignidade baseada em imagem publicitária própria (vulgo "status social") e conceitos de "felicidade" todos baseados nisso.

É um mundo muito triste o que vivemos hoje.



A Resposta para o Enigma de Publius: Se existe um Deus de verdade, Ele sussurra música
"Se você quer descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, freqüência e vibração."


Quem já me acompanha nesses quase 15 anos de textos, certamente já sacou que eu mudei muito nesse tempo todo, especialmente após o período menos produtivo de conteúdo aqui nesse velho periódico pessoal, em que eu estava muito mais ocupado em aproveitar a melhor época da minha vida e deve estar se perguntando até se eu ainda sou o mesmo cara depois que tudo foi destruído.
Acreditem... estou tentando e muito nesse tempo todo.
De 1 ano para cá, com o fim da minha equipe na AT&T, pude me dedicar mais a mim mesmo (e só a mim mesmo) em busca de algo que resgatasse pelo menos uma essência do que eu era.
Somente hoje, após quase 5 anos sem vontade de ouvir música como estou ouvindo agora, ouvindo o CD "The Division Bell", totalmente "flat"* direto do CD-Player, sem nenhum outro equipamento no meio com bons fones AKG-K121 Studio (projetado para vocal e mixagem, baseado em certos modelos de referência de estúdio há quase 40 anos)...
É estranho eu sentir vontade de ouvir logo esse trabalho do Pink Floyd como o primeiro em "flat" após anos sem praticar esse exercício... Logo ele, envolto no famoso mistério do Enigma de Publius, que pelo menos pela minha interpretação, não é mistério algum.
Sendo otimista, quem sabe volto a ser o audiófilo que eu era e voltar a sentir algo com a música? (Embora eu tenha postado o #ClipDoDia como uma missão diária de divulgar um pouco de música nesse mundo vazio de hoje.)
Mistério mesmo é o que me trouxe de volta essa vontade após tantos anos.
E foi muito difícil eu voltar a sentir vontade de fazer esse exercício, embora seja uma necessidade natural, quando se passa quase 2 anos estudando canto como um hobby, assim... quando dava inspiração, sem fazer os exercícios como deveria, nem a menor disciplina (até porque não tenho a menor intenção de ganhar a vida com essas coisas), mas... as aulas de canto me ajudaram a achar alguma coisa perdida no tempo: Ao tentar cantar como (mais um exercício prático), a primeira música que me lembro de ter cantarolado na vida ainda quando criança e para a minha surpresa, sentí um fragmento de emoção. Coisa que eu não já sentía mais há anos e que eu achava que tinham se esgotado para sempre. E cantar sem sentir emoção nenhuma, é desesperadoramente horrível, resultando em gravações de péssima qualidade final.
Foi pouco, mas o suficiente para trazer de volta, lágrimas aos olhos deste "defunto" aqui.
Acho que encontrei uma pequena peça sobrevivente que talvez possa me ajudar a construir de novo pelo menos uma parte do que já fui.
Mas definitivamente, nunca mais serei o mesmo e não sei o quê isso vai fazer de mim de agora em diante.
Se essa experiência de ouvir em "flat" se mostrar promissora, passo de novo para o próximo nível e... bom... tenho "Division Bell" em LP aqui no meu acervo pessoal, embora seja o único LP do Pink Floyd com master digital antes do álbum "The Endless River", em que a banda já não se encontra mais completa devido à morte do tecladista, Richard Wright de modo que o álbum foi feito de sobras de estúdio em sua homenagem.
Após alguns dias dessa experiência aí, semana passada, tive uma longa conversa com um grande amigo (que já conheço há quase 30 anos) e que para a minha surpresa, por muito pouco não acabou com a própria vida.
Sinto que essa conversa o ajudou (bem mais que o tratamento psiquiátrico e medicamentos ao qual ele se submeteu) e de certa forma, acho que essa conversa talvez tenha me dado alguma pista do por quê de eu ter voltado do Reino dos Mortos.
Só espero que esse não seja o único motivo, porque esse mundo não tem mais salvação. Pelo menos não vejo nenhuma para a Espécie Humana, que segue a cada dia mais inconsciente para a própria destruição, como gado na fila do matadouro... e igualmente conformada, de modo que tudo o que já escreví aqui, seja como aviso, seja como exposição de realidades inconvenientes aos olhos já totalmente hipnotizados pelas ilusões do Reino dos Vivos.
Sei que esse texto aqui certamente deve soar estranho, mas... logo eu, que sempre fui apaixonado por ouvir boa música e de repetir incontáveis vezes que foi a única paixão que tive em vida que nunca me decepcionou... Bom... parece que ela me retribuiu com esse presente: um mísero fragmento de memória sensorial da minha infância como um precioso ponto de partida, como um fragmento de DNA inerte aterrissando num planeta estéril dentro de um meteorito.
Não se enche um planeta com vida assim da noite para o dia, mas ao longo de bilhões de anos, de tentativas e erros que formam novas formas de vida e múltiplas extinções em massa.
Alma, coração... Mesma coisa.
É certamente por isso que também chamam essas coisas de "vida".


*"Flat" é como audiófilos e engenheiros de som chamam o sinal "puro" à partir da fonte do sinal, sem nenhuma equalização e com o mínimo de interferência, de modo que ele fique absolutamente intocado, conforme produzido inicialmente. A audição desse tipo de sinal é geralmente "colorida" pelos próprios fones ou sistemas comuns de alto-falantes e para ouvi-los realmente em "flat", apenas com equipamento profissional de referência, do tipo que tem resposta "plana" ou "linear" ao longo do espectro.
É um exercício de referência tonal com o objetivo de re-educar o ouvido, na verdade, o cérebro, para perceber nuances escondidas.

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