Translate

quarta-feira, 12 de abril de 2017

É lamentável o hábito do ser humano atual, de tomar por verdades, conclusões imediatistas sem um mínimo de análise crítica dos fatos.
Assim, declarações curtas e ingênuas sobre certas notícias se mostram tão vazias quanto sensacionalistas.
Uma movimentação militar de dissuasão conforme uma resolução do Conselho de segurança da ONU, seguindo um acordo assinado em 1953 já viram declarações nas redes sociais como "é o começo do fim" ou "vem aí a Terceira Guerra Mundial".
Para se chegar a um conflito nuclear ou uma Terceira Guerra Mundial, o número de fatores ainda precisaria ser muito maior, com um envolvimento sistêmico entre países cujas populações estão já bastante ocupadsa tentando sobreviver em meio a seus problemas internos, embora que os globalistas parecem mesmo ter bastante interesse em criar condições sistêmicas para um caos mundial e consequente "Guerra Mundial" com a abertura de fronteiras para espalhar a atuação de grupos terroristas pelo mundo.
Nenhum conflito se resolve sem a compreenção profunda do mesmo.
Compreenção que definitivamente não existe aos estúpidos ou ignorantes.
E sinceramente, já estou cansado de conflitos, de estupidez e até de perder tempo com esse blog (nem estou lá muito a fim de pôr links de referência como sempre faço nos meus textos aqui.)
O momento histórico em que vivemos, exige muita meditação e tranquilidade de espírito para que as atitudes e as declarações estejam corretas.


O Graveto
"A felicidade é o torpor dos ignorantes."


Sobre sua Teoria Geral da Relatividade, Albert Einstein soltou a simples e célebre frase "Tudo é relativo.", infelizmente muitíssimo mal interpretada até hoje em que se relativiza tudo ao invés de entender que tudo e todos no Universo, estão interligados.
Outro dia eu estava caminhando aqui pelo condomínio por uma dessas trilhas de concreto no gramado quando chutei um pequeno graveto que caiu de alguma árvore próxima.
Difícil imaginar uma atitude tão natural corriqueira e aparentemente insignificante, não?
Para nós, humanos, com certeza.
Mas e para o Universo que nos cerca? Alguma vez paramos para pensar nisso?
O graveto foi parar na grama, provavelmente partido em mais um ou dois pedaços. Uma parte provavelmente irá apodrecer, virar alimento para fungos e bactérias, que poderão servir de alimento para insetos; outra parte poderá ser levada por formigas para cultivar fungos para se alimentarem e outra parte, pode simplesmente virar adubo para a grama.
O inseto que se alimentar dos fungos do graveto, provavelmente se contaminará e levará desses fungos e bactérias para outros materiais orgânicos para serem decompostos, ou para animais, que poderão adoecer e gerar anticorpos (se forem novos) ou morrerem (se forem velhos).
Geralmente pequenos animais como ratos ou camundongos, quando adoecem, tornam-se presa fácil para cobras ou corujas, enquanto os insetos, podem se tornar alimento para certas aves como pardais, pica-paus ou galinhas, essas últimas, podem servir de alimento ao Homem, que na idade da pedra, eram certamente difíceis de serem caçadas, estimulando a necessidade de se inventar armadilhas ou armas tanto para caça-las, como para disputa-las com outros predadores ou de sobreviver a outros predadores ou mesmo de se defender dos interesses de outras tribos.
Hoje as galinhas são criadas em cativeiro já com o propósito alimentar, assim como algumas outras espécies, mas a necessidade de inventar armadilhas ou armas por questões de sobrevivência ou defesa, foi e ainda é uma necessidade primária do ser humano. E é por isso que certas tribos continuam tentando desarmar outras tribos por interesse, seja em riquezas naturais, seja por escravizar mesmo, subjulgar.
Assim sendo, pelo menos em essência, o ser humano não mudou absolutamente nada da idade da pedra para hoje, embora tenta-se criar a idéia de que "evoluiu", como se as necessidades primárias de sobrevivência, defesa pessoal ou de sua família (que é o que motiva o ser humano a sobreviver) não fosse mais prioridade.
Assim, nasce a subversão. Doença que implica não apenas na distorção desses valores primários, como na formação de um sem número de fatores que vão desde o cultivo do ódio alheio, idéias que geram preconceitos e histerias coletivas de modo que um grupo tenha a necessidade psicológica de criticar ou de combater outro grupo por não compartilhar dos mesmos valores.
E isso acontece seja por questões religiosas, políticas, étnicas, ou culturais, mas aparentemente, a imensa maioria dos seres humanos hoje são absolutamente incapazes de perceber a profundidade disso e levantam bandeiras humanitárias para "morder a pizza pelas bordas", criando na maioria das vezes, ainda mais discriminações e intolerâncias, apesar do aparente posicionamento bem intencionado.
A chave para contornar esse tipo de coisa está no indivíduo ao invés do grupo.
Infelizmente, hoje são muito raros os indivíduos que entendem esse tipo de coisa e cuja solução para manter sua sanidade mental para fugir dessas histerias coletivas, é o isolamento delas na medida do possível.
Isolamento que possibilita a esses indivíduos, observar o mundo de fora desses grupos, mas ao invés de se ocuparem com causas filosóficas ou a evolução da espécie humana como gostariam (talvez estudando novas maneiras de viajar pelo espaço levando a espécie humana para outros mundos ou sei lá o que mais), se sinta frustrado ao não ver mais muito futuro nesse tipo de coisa de tentar fazer a espécie humana evoluir para algo mais nobre e acabam meditando sobre as consequências das coisas aqui na Terra mesmo, incluindo as mais simples ou insignificantes, como chutar um graveto num final de tarde, exercitando a humildade de se identificar com aquele graveto com a plena consciência de que tanto o graveto como si mesmo, não passam de apenas umas peças ínfimas de uma enorme máquina chamada Universo.

Nenhum comentário: