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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Felizmente minhas previsões pessimistas do mês passado para este mês que já está terminando, não se concretizaram (ainda), embora coisas muito ruins tenham acontecido no campo da política, que nem quero mencionar.
Este começo de ano pra mim está começando muito bem, com um esquema de encontro entre amigos que praticamente nunca se encontravam em função da distância e das agendas complicadas, mas que estamos conseguindo manter finalmente com uma certa regularidade e uma amiga minha, que é youtuber (e minha admiradora já a um certo tempo), num passeio por um shopping aqui de Campinas, resolveu gravar uma entrevista-surpresa comigo (bem divertida, diga-se de passagem) para o canal dela no YouTube para falar um pouco sobre minha história, hobbies e experiência profissional.
Hoje o texto para muitos vai parecer pura nerdice e certamente só a galera de TI vai entende-lo em sua íntegra, mas certas observações críticas são mais do que necessárias.
Melhoras só acontecem quando os indignados reclamam. Calados, aceitam tudo como escravos.



Padrão ABNT... Padrão?
"Se você não estiver satisfeito com os padrões existentes, não se preocupe que logo haverão outros."
(Andrew Stuart Tanenbaum)


Primeiro tinha o teclado "padrão ABNT", originalmente estabelecido para máquinas de escrever, mas que com o passar dos anos acabou sendo adotado para a Informática... Assim, durante muitos anos, usuários de microcomputadores brasileiros viviam apanhando para encontrar caracteres especiais ao "catar milho" nos teclados enquanto os usuários de microcomputadores importados (especialmente dos EUA), digitavam "em modo turbo"... e foi assim por vários anos.
Usuários de Expert apanhavam ao tentar digitar num Hotbit que é outro computador da mesma plataforma (MSX), só pra citar um exemplo.
Depois veio o "padrão" ABNT2, tarde pra caraca, de modo que um monte de gente de saco cheio desse tipo de p***ria resolveu adotar o teclado padrão estadunidense (especialmente a galera dos Macintosh e Amiga que trabalhavam com Computação Gráfica e produção de mídia, mas teve um lote de teclados tchecos que a Apple Computer Brasil empurrou como "teclado brasileiro" sem arroba bem no começo da Era da Internet).
Agora, os desktops têm teclado ABNT2, com o shift esquerdo minúsculo, quase inviabilizando o trabalho com Photoshop para quem trabalha com Macintosh há décadas.
Razão pela qual eu continuo adotando teclado ANSI (estadunidense) e configurando como "United States International" no Windows, ou "English (US, Alternative International)" no Linux.
Porém, já notaram quantos layouts diferentes de teclados "padrão ABNT2" existem para notebooks, netbooks e laptops? (Só aqui em casa tem 3.)
E aquela bizarrice de ter de usar uma combinação de tecla [AltGra]+[Q] para conseguir uma barra ou [AltGra]+[W] para sair uma interrogação? Por acaso é proposital para usuários de terminal UNIX terem dificuldade adicional para especificar caminho de arquivo e não fazerem perguntas?
Que p* de padrão é esse que não padroniza p* nenhuma, mas OBRIGA todo mundo a seguir feito uma tal norma brasileira para plugs e tomadas (IMPOSTO praticamente da noite para o dia, aparentemente sem consultar ninguém nem pesquisar p* nenhuma, claramente para beneficiar alguém... e que infelizmente não fui eu) que na verdade são dois padrões (um para aparelhos até 10A e outro para aparelhos até 20A), só que uma imensidão de aparelhos eletrodomésticos comuns, têm corrente bem no limiar entre um padrão e outro, ou seja... você tem de instalar uma tomada específica na sua casa, para cada aparelho que vai usar e não poderá move-lo para outro lugar sem ter de refazer a instalação elétrica? (Aliás, seria muito mais sensato, versátil e econômico para todu mundo, um padrão só para até 20A e outro para uso industrial acima de 20A. Mas nãããão... vai só impondo as coisas, né?)
Eu até perdôo os idealizadores do padrão ABNT original para teclados, porque era uma época em que usavam-se máquinas de escrever, mas os responsáveis pelo ABNT2, merecem um monumento, um memorial à incompetência!
É vergonhoso sermos o ÚNICO país do mundo que tem 3 configurações diferentes para teclado quando vamos instalar um sistema operacional num computador moderno, após 46 anos de História da microinformática brasileira!
Essa vergonha merece um museu como o do Vasa, o maior e mais monumental navio de Guerra sueco, que representaria a Casa Real de Vasa, mas que afundou na primeira viagem por um erro idiota de projeto, virando um verdadeiro exemplo nacional para os suecos jamais fazerem nada mal feito nem deixarem de se ater aos detalhes.

ABNT... Eu ODEIO sua INCOMPETÊNCIA!!!
Aliás... será que essa incompetência não é proposital não?
Um inquérito, uma auditoria ou uma investigação sobre certas imposições de normas cairiam tão bem...