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terça-feira, 18 de julho de 2017

Já chegamos naquele período do mês em que tenho de postar algum conteúdo no meu blog... o veeeelho blog.
E ninguém parece perceber que esse monte de denúncias e julgamentos na Política que certamente terminarão em pizza, que essas brigas sem sentido por direitos trabalhistas que não serão perdidos ou pela Previdência Social que um dia certamente deixará de existir, não passam de pura distração para que ninguém faça pressão sobre ítens de real prioridade de importância para a população como o Fim do Foro Privilegiado, o voto impresso (que apesar da lei aprovada, está sob ameaça), as "10 Medidas Contra A Corrupção" e o fim do Estatuto do Desarmamento.
É muito mais fácil brigar por narrativas de pura propaganda do que raciocinar sobre as estratégias por trás disso, afinal de contas, a prioridade dessa gente toda é e sempre será festa, futebol e cerveja ao invés do futuro dos filhos ou dos netos no melhor estilo "eu sou esperto, vou passar a perna em todo mundo e viver o presente no meu mundinho enquanto a próxima geração que se foda!"
Bem assim mesmo... Sem honra, dignidade baseada em imagem publicitária própria (vulgo "status social") e conceitos de "felicidade" todos baseados nisso.

É um mundo muito triste o que vivemos hoje.



A Resposta para o Enigma de Publius: Se existe um Deus de verdade, Ele sussurra música
"Se você quer descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, freqüência e vibração."


Quem já me acompanha nesses quase 15 anos de textos, certamente já sacou que eu mudei muito nesse tempo todo, especialmente após o período menos produtivo de conteúdo aqui nesse velho periódico pessoal, em que eu estava muito mais ocupado em aproveitar a melhor época da minha vida e deve estar se perguntando até se eu ainda sou o mesmo cara depois que tudo foi destruído.
Acreditem... estou tentando e muito nesse tempo todo.
De 1 ano para cá, com o fim da minha equipe na AT&T, pude me dedicar mais a mim mesmo (e só a mim mesmo) em busca de algo que resgatasse pelo menos uma essência do que eu era.
Somente hoje, após quase 5 anos sem vontade de ouvir música como estou ouvindo agora, ouvindo o CD "The Division Bell", totalmente "flat"* direto do CD-Player, sem nenhum outro equipamento no meio com bons fones AKG-K121 Studio (projetado para vocal e mixagem, baseado em certos modelos de referência de estúdio há quase 40 anos)...
É estranho eu sentir vontade de ouvir logo esse trabalho do Pink Floyd como o primeiro em "flat" após anos sem praticar esse exercício... Logo ele, envolto no famoso mistério do Enigma de Publius, que pelo menos pela minha interpretação, não é mistério algum.
Sendo otimista, quem sabe volto a ser o audiófilo que eu era e voltar a sentir algo com a música? (Embora eu tenha postado o #ClipDoDia como uma missão diária de divulgar um pouco de música nesse mundo vazio de hoje.)
Mistério mesmo é o que me trouxe de volta essa vontade após tantos anos.
E foi muito difícil eu voltar a sentir vontade de fazer esse exercício, embora seja uma necessidade natural, quando se passa quase 2 anos estudando canto como um hobby, assim... quando dava inspiração, sem fazer os exercícios como deveria, nem a menor disciplina (até porque não tenho a menor intenção de ganhar a vida com essas coisas), mas... as aulas de canto me ajudaram a achar alguma coisa perdida no tempo: Ao tentar cantar como (mais um exercício prático), a primeira música que me lembro de ter cantarolado na vida ainda quando criança e para a minha surpresa, sentí um fragmento de emoção. Coisa que eu não já sentía mais há anos e que eu achava que tinham se esgotado para sempre. E cantar sem sentir emoção nenhuma, é desesperadoramente horrível, resultando em gravações de péssima qualidade final.
Foi pouco, mas o suficiente para trazer de volta, lágrimas aos olhos deste "defunto" aqui.
Acho que encontrei uma pequena peça sobrevivente que talvez possa me ajudar a construir de novo pelo menos uma parte do que já fui.
Mas definitivamente, nunca mais serei o mesmo e não sei o quê isso vai fazer de mim de agora em diante.
Se essa experiência de ouvir em "flat" se mostrar promissora, passo de novo para o próximo nível e... bom... tenho "Division Bell" em LP aqui no meu acervo pessoal, embora seja o único LP do Pink Floyd com master digital antes do álbum "The Endless River", em que a banda já não se encontra mais completa devido à morte do tecladista, Richard Wright de modo que o álbum foi feito de sobras de estúdio em sua homenagem.
Após alguns dias dessa experiência aí, semana passada, tive uma longa conversa com um grande amigo (que já conheço há quase 30 anos) e que para a minha surpresa, por muito pouco não acabou com a própria vida.
Sinto que essa conversa o ajudou (bem mais que o tratamento psiquiátrico e medicamentos ao qual ele se submeteu) e de certa forma, acho que essa conversa talvez tenha me dado alguma pista do por quê de eu ter voltado do Reino dos Mortos.
Só espero que esse não seja o único motivo, porque esse mundo não tem mais salvação. Pelo menos não vejo nenhuma para a Espécie Humana, que segue a cada dia mais inconsciente para a própria destruição, como gado na fila do matadouro... e igualmente conformada, de modo que tudo o que já escreví aqui, seja como aviso, seja como exposição de realidades inconvenientes aos olhos já totalmente hipnotizados pelas ilusões do Reino dos Vivos.
Sei que esse texto aqui certamente deve soar estranho, mas... logo eu, que sempre fui apaixonado por ouvir boa música e de repetir incontáveis vezes que foi a única paixão que tive em vida que nunca me decepcionou... Bom... parece que ela me retribuiu com esse presente: um mísero fragmento de memória sensorial da minha infância como um precioso ponto de partida, como um fragmento de DNA inerte aterrissando num planeta estéril dentro de um meteorito.
Não se enche um planeta com vida assim da noite para o dia, mas ao longo de bilhões de anos, de tentativas e erros que formam novas formas de vida e múltiplas extinções em massa.
Alma, coração... Mesma coisa.
É certamente por isso que também chamam essas coisas de "vida".


*"Flat" é como audiófilos e engenheiros de som chamam o sinal "puro" à partir da fonte do sinal, sem nenhuma equalização e com o mínimo de interferência, de modo que ele fique absolutamente intocado, conforme produzido inicialmente. A audição desse tipo de sinal é geralmente "colorida" pelos próprios fones ou sistemas comuns de alto-falantes e para ouvi-los realmente em "flat", apenas com equipamento profissional de referência, do tipo que tem resposta "plana" ou "linear" ao longo do espectro.
É um exercício de referência tonal com o objetivo de re-educar o ouvido, na verdade, o cérebro, para perceber nuances escondidas.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Este mês estou sem a menor idéia do que escrever neste blog.
Geralmente escrevo sobre coisas que me perturbam, indignações, observações que sei que são ignoradas propositalmente ou não, um pouco da minha visão "fora da caixa" do mundo (que alguns vêm como um "superpoder" e outros como uma "doença", mas no fundo é ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição), em suma, inquietações da minha mente.
Desta vez, eu estava sem a menor idéia nem vontade de escrever aqui, ser repetitivo, então resolví publicar uma versão revisada de um dos meus textos de rascunho que guardo há muitos anos, porque sei que poderia causar muita polêmica, ou parecer muita "viagem", mas como tudo nesse blog visa atiçar a curiosidade dos leitores para que façam suas próprias pesquisas à respeito, achei que talvez fosse o momento certo de postar isso, embora não como um artigo rico como eu pretendia inicialmente.
É um daqueles textos que é bom para se ter em mente que é muito mais importante se questionar sobre suas próprias convicções do que acreditar nas respostas que você já tem.
Chamem como quiser... conspiração, creepy pasta, "viagem", "brisada"... Francamente, isso pra mim não importa.
O texto de hoje contém material observado durante décadas. E até hoje, muitas perguntas permanecem sem resposta.
Teorias da conspiração é o que não faltam no mundo de hoje... e se apenas uma delas for real, certamente existe muito mais sujeira embaixo do tapete.


O Caso Michael Jackson
"Há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser enganado por eles."
Charles Colton


Minhas suspeitas sobre esse caso nasceram ainda no começo dos anos 80, em que eu era fã do Michael Jackson (e nem tinha como ser diferente. Quem não era fã do Michael Jackson naquela época?)...
Bom... as suspeitas começaram com a notícia (mais precisamente de 27 de janeiro de 1984) de que ele teria sofrido um acidente e a estranhíssima primeira imagem dele após o tal acidente, divulgada um dia depois num dos telejornais da Globo*, que mostrava um cara de óculos espelhados bem grandes, uma faixa na cabeça embaixo de um chapéu tipo Fedora que nem de longe combinava com a roupa que ele estava usando e com a famosa luva acenando para o público.
Naquele instante pensei comigo mesmo: "Aquele cara não é o Michael Jackson!"
A forma de caminhar, de acenar para o público era absurdamente diferente, mas deixei quieto. Imaginei que talvez fosse alguma medicação forte ou algo assim. Mas foi o dia em que minha "pulga" começou a coçar atrás da orelha.
Note que esse vídeo "sumiu"... hoje, o máximo que conseguí achar foram umas fotos de dentro do hospital supostamente logo após o acidente (que sumiram do YouTube, supostamente por infração de "direitos autorais").
E a cena do mesmo dia dele, seguindo para o hospital de maca.

No entanto, deixei de lado até que no meio dos anos 90, topei com um texto de humor na Internet, que apesar de obviamente nem um pouco sério (e com sérios erros diga-se de passagem), especulava sobre o assunto com alguns argumentos bastante plausíveis e isso aguçou a minha curiosidade.
A página foi refeita, mas o texto continua lá... recomendo dar uma lida, apesar das palhaçadas.
Note que no texto desse site, diz que "durante a gravação de um comercial de TV Jackson sofreu um acidente, acreditou-se, na época, que um dos refletores de luz teria caído em sua cabeça. Foi divulgado um comunicado à imprensa afirmando que Michael teria sofrido apenas leves escoriações, que arruinaram seu cabelo afro para sempre. Mas segundo testemunhas o acidente foi bem mais grave do que se divulgou na imprensa". O que confere com o que eu me lembrava. E se levarmos em consideração que é muito comum as celebridades mudarem de visual durante a carreira e geralmente serem vistas apenas de muito longe ou maquiadas na TV, é plausível a idéia de se trocar uma pessoa por um sósia impostor. inclusive, é comum certos ditadores usarem desse artifício para se protegerem de possíveis snipers.
Sob essa ótica, o tal texto de humor pode não parecer assim tão absurdo. Especialmente se levarmos também em consideração que não é a primeira vez que um artista é substituído por outro a citar o famoso caso do Paul McCartney em que até o Ringo Starr admitiu a história. (Coincidentemente, Michael e Paul eram conhecidos como amigos e até gravaram juntos algumas vezes.)

Somente um bom tempo após sua morte oficial, mostraram a "cena inédita" em que uma explosão dos efeitos especiais, ocorre muito cedo queimando seu cabelo, no sexto take da gravação de um comercial da Pepsi cujo contrato fôra de 5 MILHÕES DE DÓLARES... Eu diria que era bastante dinheiro para a época, dada a desvalorização do Dólar e não é à toa... O último álbum lançado até o tal acidente foi "Thriller", indiscutivelmente um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.
Logo, a franquia "Michael Jackson" vendia feito água e certamente lucrou muito.
Só para se ter uma idéia, em Março de 1984, o making of do clip de "Thriller" lançado foi lançado em VHS e o número de vendas só foi superado por "Titanic" em 1997 (13 anos depois).

Curiosamente, após o tal acidente, uma série de fatos estranhos começou a acontecer dos quais, destaquei apenas alguns aqui:

1 - Após o acidente e terminada a turnê de shows pré-agendada da Pepsi (durante esse período, Michael Jackson não tirava o estranho óculos preto do rosto de jeito nenhum e em público, sempre apresentava uma expressão um tanto "tensa"), Jackson praticamente "sumiu" até 1988 quando surgiu o filme "MoonWalker, que começa legal, mas tem uma estranhíssima quebra de roteiro e de repente vira praticamente uma coleção de clips antigos sem ligação alguma.
Repara na expressão do rosto dele na entrega do Grammy em 1984... (Seria um primeiro impostor?)

2 - Ele virar completamente recluso por anos enquanto surgiram uma porção de boatos sobre sua vida pessoal (vide Wikipédia entre 1987 e 1990) e de repente ele aparece... branco!? (Seria um segundo impostor?)

3 - O modo de cantar "You Are Not Alone", definitivamente não me convenceu como audiófilo, apesar de eu achar a canção maravilhosa, a expressão da voz dele me pareceu estranha além de bem mais aguda do que eu estava acostumado da voz dele além de "marcadinha demais" para um artista do naipe de Jackson, mesmo assumindo "uma nova fase".
É um tipo de marcação quase primário em cursos de canto. (Estou no meio do meu curso de canto e ainda não consegui me livrar desse "vício de expressão".)
Quando chegou nesse ponto, resolvi tirar à limpo comparando o áudio do famoso "gritinho" de "Don't Stop Til Get Enough" e "Bad"... e pasmem! Segundo a análise no computador (o que pode ser feito tranquilamente através da comparação espectral em qualquer software que disponha desse recurso, como Steinberg Wavelab), definitivamente não há como dizer que se trata do mesmo aparelho vocal**.

4 - Estatisticamente, todos os álbuns após "Thriller" nem de longe se comparavam à riqueza artística do mesmo ou antes dele (embora tenham vendido muito bem no Brasil). Nem mesmo os "carros-chefe" dos álbuns soavam naturais. Seqüências de samples de voz deixavam as músicas sintéticas demais. (OK... Convenhamos... aqui é um ítem subjetivo e questão de gosto.)

5 - Tenho um outro amigo também pesquisando e coletando dados. E ele já também está chegando às mesmas conclusões. No caso dele, o que disparou sua curiosidade foi a diferença de performance de dança.
Exemplo: Era muito comum Michael Jackson puxar a calça próximo à virilha enquanto dançava, para não atrapalhar na performance.
Nas performances mais modernas, é mais comum ve-lo simplesmente pondo a mão na virilha.

6 - Em 2000, "Michael" e a gravadora Sony começaram a se desentender de forma muito estranha até pouco antes de sua morte, através de seus pronunciamentos e atitudes, ele ameaçava "abrir o jogo" e "derrubar" a gravadora.

7 - Após a morte oficial em 25 de junho de 2009, notaram que o corpo imediatamente "sumiu"? E logo depois era um tal de ninguém saber o que fazer com ele, onde seria enterrado, ou se seria autopsiado... enfim acabou sendo enterrado em 7 de julho de 2009, ou seja... 12 dias depois. (12 dias!!! Quem conserva um corpo com tanta dúvida por 12 dias???)

8 - O filme "This Is It", supostamente feito como "Making Of" dos preparos do novo show, que foi praticamente inteiro baseado em re-edições (remixes) dos trabalhos antigos... TODOS com playback.

9 - O recente lançamento do álbum póstumo "Michael" já gera polêmica: seus filhos mais velhos dizem que a voz que se ouve em algumas das canções não corresponde a de seu pai.
A Sony Music naturalmente rejeita as acusações e vai continuar ganhando dinheiro com a marca "Michael Jackson".

10 - Em 2010, os próprios filhos de Michael Jackson classificaram o lançamento do álbum póstumo "Michael" de "fraude".

Conclusões:
Todos sabemos que todas as grandes potências mundiais de mídia pertencem (assim como incontáveis corporações dos mais diferente setores) a um grupo de pessoas muito poderosas cujos propósitos levantam muitos questionamentos.
Mesmo que o verdadeiro Michael Jackson tenha de fato morrido em 2009, sempre onde rola muito dinheiro, o terreno pode se tornar demasiadamente perigoso. Especialmente quando certos projetos estiverem para ser desmascarados.

E aí? Consegue dormir com tanta dúvida sobre até que ponto tudo isso é ou não verdade ou mera imaginação, com tantos fatos apontados com seus respectivos links?
Até que ponto o mundo em que eu e você vivemos, não passa de uma imensa fraude?


* Continuo revirando o YouTube atrás dessa cena.
Não encontrei ainda, o que acho muito estranho para uma imagem supostamente divulgada mundialmente.
Mais estranho ainda, essa cena não ter sido exibida após a morte "oficial" dele e estranhamente, pouco depois o assunto daquele mesmo acidente ter voltado à tona com "cenas inéditas".
Será que todas as agências de notícias do mundo perderam aquela cena, substituindo apenas pelas cenas "inéditas" divulgadas recentemente?

** Qualquer dia, pretendo fazer a experiência novamente, de forma muito mais sistemática (e desta vez, devidamente documentada), tendo por base um mesmo formato de mídia capaz de uma resolução muito maior (LP analógico) para "matar" todas as dúvidas sobre essa questão da alteração de voz, muito além da diferença de idade.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Eu fui criado num tempo em que se prezava a dignidade através da integridade, da educação, do bom trato e respeito ao próximo, da elegância de pensamento e conduta justa.
Hoje, os tempos são outros e o que se preza é a imoralidade, o poder de destruir reputações, pensar e agir como bandido.
Nesse cenário, não dá para esperar que alguém como eu consiga se sentir feliz por muito mais tempo do que alguns minutos enquanto distraído da realidade desse cenário em que eu, obviamente me sinto cada dia mais deslocado, nem de longe me identificando com esse caminho que a Evolução da espécie humana está seguindo.
Nos últimos tempos, estou revivendo as lembranças de tudo o que já tive de experiência de vida, tentando resgatar um pouco daquele cara que morreu no final de 2012 após ter conseguido tudo o que sonhou alcançar em vida numa tentativa desesperada de buscar sem sucesso, algum motivo para acreditar que vale a pena sonhar em ter pretensões ou acreditar nelas, uma vez que tudo no que aquele cara acreditou, aos poucos foi se comprovando como sendo ilusão até o dia da morte de sua alma, quando a última ilusão em que acreditava, logo a única que tinha condições de reverter seus conceitos formados ao longo de uma vida de decepções em todos os campos de sua vida, se mostrou como era: apenas mais uma fraude, assim como Deus, fé, esperança.
A maior maldição de um homem que volta do Inferno, é desconfiar de tudo e de todos. É não ter vida, por não ter fé em nada, nem acreditar em nada.
Hoje, não há mais ver como perdoar os responsáveis pela morte daquela alma, mas infelizmente, só o tempo mostrará as consequências disso.
Que sejam amaldiçoados com todos os demônios do Inferno!


O Caos da omissão
"Quanto menos educação, mais se tende à barbárie."


Estamos vivendo um período histórico muito perigoso.
Tudo bem que muito do que eu disse sobre o futuro da política aqui nesse blog e que foi muito criticado acabou acontecendo (para o ódio dos críticos "acadêmicos" hoje inconformados), mas no cenário atual, a instabilidade já se instaurou de tal forma, que é impossível fazer qualquer tipo de previsão.
Já se arquiteta uma média de 3 golpes de Estado por dia no Brasil enquanto a mídia chama terrorismo de "manifestação" (basta procurar no dicionário para conferir a definição) além de tentar empurrar outras "novilínguas" como chamar direita de "extrema-direita" (regime que tecnicamente só existe dentro de um quartel) para poderem chamar a esquerda de centro, ou ainda dar um jeito de "enxertar" um jeito de repetir menos 2x por dia no "Jornal da Cultura" ou todo programa "Domingão do Faustão" que o período militar foi "ditadura" ao invés de um Estado de Exceção. (E todo mundo sabe que repetição é técnica de lavagem cerebral.)
Ora... se a mídia vive de propaganda, é óbvio que é mais lucrativo defender quem é feito de pura propaganda ao invés de expôr essa gente como eles realmente são!
Enquanto a Polícia Federal continua "enxugando gelo" ao expôr os intermináveis e imensuráveis esquemas de corrupção envolvendo políticos, empresários e sindicalistas (embora a mídia nem os cite como parte do esquema), os "expostos" financiam esquemas de tomada de poder com a divulgação de uma gravação montada apresentada na mídia simultaneamente a duas "manifestações" (uma na Av. Paulista e outra em Brasília) além de uma carta de pedido de impeachment claramente pré-redigida.
Se a tal gravação não tivesse sido descoberta como fraudulenta à tempo, o Presidente não poderia ter convocado o Exército (pois estaria sem seu status de "Comandante em Chefe") para conter a "manifestação" (financiada pelos "expostos" bem como os 16431 sindicatos que perderão a "boquinha" da "contribuição" sindical obrigatória com a nova Reforma Trabalhista) e ela certamente poderia ter tomado dimensões maiores e imprevisíveis.
Essa semana, o remédio para acabar com esse pesadelo todo será novamente votado: o fim do Foro Privilegiado, que duvido que seja aprovado justamente pelos "expostos" que naturalmente querem continuar "blindados" pelo Foro Privilegiado através do qual, Ministros como Marco Aurélio Mello, o mesmo que estava tremendo de medo ao se manifestar sobre a autorização da presença das FFAA na Praça dos 3 Poderes, talvez achando que isso poderia evoluir para uma Intervenção Militar Constitucional em que ele e outros cúmplices certamente seriam julgados por um tribunal militar.
Aliás, vendo por esse lado, se eu fosse um desses políticos corruptos, eu preferiria aprovar o fim do Foro Privilegiado e responder na Justiça (a mesma que livrou a cara dos donos da JBS) ao invés de ter de ser julgado por um tribunal militar depois. Mas como o Poder cega e torna os poderosos irracionais, eles muito provavelmente vão preferir do jeito difícil.
O desespero com a exposição é tanto, que estão tentando de tudo... É PEC para passar por cima da Constituição (que já prevê situação de vacância de cargo na Presidência) para antecipar eleições presidenciais (através de um sistema eleitoral já comprovadamente fraudulento que eu repito: já frauda eleições presidenciais desde 1996) ao invés de se fazer eleição indireta pelo Congresso (o que é ruim, mas pelo menos é Constitucional); É tentativa de "emplacar" a idéia de se formar uma nova Assembléia Nacional Constituinte para se fazer uma nova Constituição; É acordão entre o Presidente atual e dois ex-Presidentes (um, enrolado com a Justiça até o pescoço e outro que o STF (em que ninguém mais acredita) já disse que nem pode ser investigado, mas que pode ter sido o cara que deu orígem a todos esses esquemas ainda em 1985 com a estranhamente "conveniente" morte do Tancredo Neves antes de assumir a Presidência)... e sabe-se lá o quê mais já estão tramando para essa semana!
Não bastasse o caos na política, ainda temos o crescimento exponencial do estado de infantilidade mental por histeria coletiva induzida por "causas humanitárias politicamente corretas" que fazem essas vítimas dessa doença mental coletiva acreditarem que conseguirão fazer alguma diferença pela paz mundial soltando bolhas de sabão na praia de Ipanema enquanto outro grupo ao som de "pancadão" para mante-los acordados enquanto se drogam até os ossos, se armam para praticarem mais arrastões sobre os cidadãos desarmados justamente pelo mesmo tipo de pensamento "politicamente correto" que dá mais valor aos animais do que aos seres humanos.
Animais como o inocente gatinho arremessado por uma "vítima da sociedade" contra a polícia que estava tentando fazer o trabalho dela desesperadamente, tentando conter a desordem, arriscando suas vidas por muito menos do que muitos dos que estavam lá destruindo patrimônio público e privado, certamente ganham por mês.
O quê poderia ter evitado tudo isso?
A resposta é muito simples: Educação.
Não a doutrinação marxista que já toma conta de TODAS das universidades brasileiras desde 1976 e que forma novos doutrinadores geração após geração desde então, mas educação pragmática, crítica, sem duplicidade de pensamento nem palavras de definição dúbia.
Valores como o respeito ao próximo indiscriminadamente (ao invés de acusações estupidamente irracionais de homofobia, machismo, racismo ou qualquer outro "ismo"), de construção familiar, de boa vizinhança, de se autopoliciar para ser exemplo de integridade ao invés de "vida loka", deveríam estar no topo de nossos objetivos de vida.
Lamento ter de dar esse chacoalhão aqui, mas não se alcança integridade sendo "politicamente correto" ao invés de logicamente correto.
E infelizmente, nós, como povo, falhamos gravemente nesse sentido e continuamos falhando cada dia mais, exponencialmente.
À medida que fomos omissos, distraídos com a supervalorização de futebol, bebida (em especial, a cerveja) e festa (em especial, balada e Carnaval) para "socializar", nos deixamos doutrinar por idéias que nunca passaram de pura propaganda para nos iludir enquanto tomam de nós, nossa liberdade, nosso esforço de trabalho, nossas vidas.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

É lamentável o hábito do ser humano atual, de tomar por verdades, conclusões imediatistas sem um mínimo de análise crítica dos fatos.
Assim, declarações curtas e ingênuas sobre certas notícias se mostram tão vazias quanto sensacionalistas.
Uma movimentação militar de dissuasão conforme uma resolução do Conselho de segurança da ONU, seguindo um acordo assinado em 1953 já viram declarações nas redes sociais como "é o começo do fim" ou "vem aí a Terceira Guerra Mundial".
Para se chegar a um conflito nuclear ou uma Terceira Guerra Mundial, o número de fatores ainda precisaria ser muito maior, com um envolvimento sistêmico entre países cujas populações estão já bastante ocupadsa tentando sobreviver em meio a seus problemas internos, embora que os globalistas parecem mesmo ter bastante interesse em criar condições sistêmicas para um caos mundial e consequente "Guerra Mundial" com a abertura de fronteiras para espalhar a atuação de grupos terroristas pelo mundo.
Nenhum conflito se resolve sem a compreenção profunda do mesmo.
Compreenção que definitivamente não existe aos estúpidos ou ignorantes.
E sinceramente, já estou cansado de conflitos, de estupidez e até de perder tempo com esse blog (nem estou lá muito a fim de pôr links de referência como sempre faço nos meus textos aqui.)
O momento histórico em que vivemos, exige muita meditação e tranquilidade de espírito para que as atitudes e as declarações estejam corretas.


O Graveto
"A felicidade é o torpor dos ignorantes."


Sobre sua Teoria Geral da Relatividade, Albert Einstein soltou a simples e célebre frase "Tudo é relativo.", infelizmente muitíssimo mal interpretada até hoje em que se relativiza tudo ao invés de entender que tudo e todos no Universo, estão interligados.
Outro dia eu estava caminhando aqui pelo condomínio por uma dessas trilhas de concreto no gramado quando chutei um pequeno graveto que caiu de alguma árvore próxima.
Difícil imaginar uma atitude tão natural corriqueira e aparentemente insignificante, não?
Para nós, humanos, com certeza.
Mas e para o Universo que nos cerca? Alguma vez paramos para pensar nisso?
O graveto foi parar na grama, provavelmente partido em mais um ou dois pedaços. Uma parte provavelmente irá apodrecer, virar alimento para fungos e bactérias, que poderão servir de alimento para insetos; outra parte poderá ser levada por formigas para cultivar fungos para se alimentarem e outra parte, pode simplesmente virar adubo para a grama.
O inseto que se alimentar dos fungos do graveto, provavelmente se contaminará e levará desses fungos e bactérias para outros materiais orgânicos para serem decompostos, ou para animais, que poderão adoecer e gerar anticorpos (se forem novos) ou morrerem (se forem velhos).
Geralmente pequenos animais como ratos ou camundongos, quando adoecem, tornam-se presa fácil para cobras ou corujas, enquanto os insetos, podem se tornar alimento para certas aves como pardais, pica-paus ou galinhas, essas últimas, podem servir de alimento ao Homem, que na idade da pedra, eram certamente difíceis de serem caçadas, estimulando a necessidade de se inventar armadilhas ou armas tanto para caça-las, como para disputa-las com outros predadores ou de sobreviver a outros predadores ou mesmo de se defender dos interesses de outras tribos.
Hoje as galinhas são criadas em cativeiro já com o propósito alimentar, assim como algumas outras espécies, mas a necessidade de inventar armadilhas ou armas por questões de sobrevivência ou defesa, foi e ainda é uma necessidade primária do ser humano. E é por isso que certas tribos continuam tentando desarmar outras tribos por interesse, seja em riquezas naturais, seja por escravizar mesmo, subjulgar.
Assim sendo, pelo menos em essência, o ser humano não mudou absolutamente nada da idade da pedra para hoje, embora tenta-se criar a idéia de que "evoluiu", como se as necessidades primárias de sobrevivência, defesa pessoal ou de sua família (que é o que motiva o ser humano a sobreviver) não fosse mais prioridade.
Assim, nasce a subversão. Doença que implica não apenas na distorção desses valores primários, como na formação de um sem número de fatores que vão desde o cultivo do ódio alheio, idéias que geram preconceitos e histerias coletivas de modo que um grupo tenha a necessidade psicológica de criticar ou de combater outro grupo por não compartilhar dos mesmos valores.
E isso acontece seja por questões religiosas, políticas, étnicas, ou culturais, mas aparentemente, a imensa maioria dos seres humanos hoje são absolutamente incapazes de perceber a profundidade disso e levantam bandeiras humanitárias para "morder a pizza pelas bordas", criando na maioria das vezes, ainda mais discriminações e intolerâncias, apesar do aparente posicionamento bem intencionado.
A chave para contornar esse tipo de coisa está no indivíduo ao invés do grupo.
Infelizmente, hoje são muito raros os indivíduos que entendem esse tipo de coisa e cuja solução para manter sua sanidade mental para fugir dessas histerias coletivas, é o isolamento delas na medida do possível.
Isolamento que possibilita a esses indivíduos, observar o mundo de fora desses grupos, mas ao invés de se ocuparem com causas filosóficas ou a evolução da espécie humana como gostariam (talvez estudando novas maneiras de viajar pelo espaço levando a espécie humana para outros mundos ou sei lá o que mais), se sinta frustrado ao não ver mais muito futuro nesse tipo de coisa de tentar fazer a espécie humana evoluir para algo mais nobre e acabam meditando sobre as consequências das coisas aqui na Terra mesmo, incluindo as mais simples ou insignificantes, como chutar um graveto num final de tarde, exercitando a humildade de se identificar com aquele graveto com a plena consciência de que tanto o graveto como si mesmo, não passam de apenas umas peças ínfimas de uma enorme máquina chamada Universo.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Não é novidade que desde 27 de Dezembro estou fazendo um curso completo de canto e que essa semana completei o primeiro módulo (que o professor recomenda 6 meses para fazer, mas eu fiz em menos de 4). E estou achando o curso excelente! Muito melhor do que muito curso que andei ouvindo falar "por aí"... Alguns em que uma única aula custa mais caro que o curso completo que estou fazendo.
Isso me dá um pouco de "nó no cérebro", uma vez que minha vida toda sempre fui técnico, pesquisador, meio inventor, meio "cientista maluco", consertador de coisas que muita gente considerava impossível de consertar, um curioso irremediável, utopista romântico ou filósofo introspectivo... Em outras palavras, nada a ver com aulas de canto. Mas por alguma razão, estou gostando.
Talvez seja parte de alguma nova transformação ou preparo para alguma nova fase pessoal.
Por experiência, essas fases não começam da noite para o dia e ainda não faço idéia de que caminho devo seguir ou que circunstâncias eu vou encontrar daqui para frente, ou mesmo o que vou fazer para ganhar a vida.
Mas que as coisas estão mudando, estão.
Até minha mãe que sempre criticou tanto tudo o que eu fiz na vida, há cerca de 1 ou 2 meses disse que tudo o que faço é sempre muito bem feito! (Isso foi uma surpresa tão grande pra mim que estou perplexo até agora.)
Novos amigos, novos esquemas de trocas de idéias, novas responsabilidades (com a idade dos meus pais aumentando)... E uma imensa bagagem de experiências de vida sobre as quais tenho meditado muito nos últimos meses.
Eu só queria saber onde isso vai me levar, que tipo de porta isso vai abrir pra mim, que tipo de experiências que eu já não tenha vivido isso não vai me trazer, ou que tipo de decepções que sempre as acompanham.
Só sei que já não sou mais o garoto imaginativo, o adolescente inventor, o jovem zoeiro, o rapaz babaca, o "Mestre" em Computação Gráfica (embora tenha gente que me chame assim até hoje) ou o técnico de suporte famoso por simplificar e otimizar processos altamente confusos e ineficientes.
Eu nem sei mais o que eu sou.
Acho que não sou mais nada, assim como tudo em que eu acreditava.


O Nível Superior
"Todas as normas fixas são incapazes de adaptabilidade ou flexibilidade. A verdade está fora de todas as normas fixas."


Em nenhum período na História da Humanidade, fomos tão bombardeados com dados em nossas mentes como agora. (Notem bem que eu disse DADOS, não INFORMAÇÕES.)
Em umas 2 horas de navegação na Internet, por exemplo, nossos cérebros estão sendo atordoados com mais dados do que um cidadão típico do meio do século 19 seria capaz de assimilar durante a sua vida toda.
E agora a parte ruim: a imensa maioria desses dados são absolutamente inúteis (piadinhas, animações e filmes de bichinhos bonitinhos e coisinhas engraçadinhas, fofinhas...), desinformação (boataria, pregação religiosa ou política, pseudo-ciências, "pesquisas" ou "estudos" sem fontes ou com fontes questionáveis ou ainda financiadas por fontes interessadas em propaganda...), futilidades (fofocas, qualquer coisa relativa a celebridades, "videocacetadas", pegadinhas, pseudo-testes, pornografia), propaganda (disfarçada ou não), etc.
Ou seja... desses dados todos, muito pouca coisa pode ser aproveitada para se construir alguma INFORMAÇÃO com base suficiente para ter alguma qualidade.
Mas nem tudo é ruim.
Além das distrações da Internet, que na maior parte do tempo obtidas através das redes sociais (que são um tesouro para pesquisadores de perfís de usuários potenciais consumidores ou potenciais eleitores ou potenciais escravos de futuros governos totalitários e portanto, as empresas que administram as tais redes sociais faturam uma boa grana vendendo esse tipo de relatórios estatísticos além da propaganda direcionada), existe um sem-número de blogs pra todo gosto (informativos ou não), workshops, tutoriais, manuais, livros e... cursos, MUITOS cursos. Mas muitos cursos mesmo! E BONS!!! E muitos deles, melhores, mais rápidos e mais focados no assunto do que quaisquer cursos de graduação oferecidos da forma tradicional cujos títulos (no caso do Brasil) são monopolizados pelo Governo através do MEC (Ministério da Educação e Cultura, atualmente apelidado de "Ministério da Educação Comunista"), que decide quais cursos merecem ou não serem reconhecidos com o pomposo título de "nível superior".
Reconhecimento esse que exige toda uma cadeia burocrática também autorizada, controlada e fiscalizada pelo MEC.
E como toda burocracia custa caro, um certificado reconhecido com esse título "fascista/nazista" intitulado "nível superior". Título esse, que até soa até como se fosse algo acima dos reles mortais plebeus, como se os mortais plebeus que os têm, fossem mesmo "superiores" de alguma forma, ou algum tipo de "raça ariana" ou alguma coisa assim... E como se todos os outros certificados de todos os outros cursos fossem destinados aos guetos ou campos de concentração. O que na prática, é exatamente a idéia por trás desse monopólio.
Com a imensidão de cursos online ou à distância que existem hoje, eu poderia por exemplo, fazer um curso de graduação em História Econômica pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (instituição que sozinha gerou mais prêmios Nobel que TODAS as universidades brasileiras juntas - que aliás, não geraram nenhum), sem gastar praticamente dinheiro algum e consumindo muito menos tempo que em qualquer curso de graduação tradicional, mas cujo certificado reconhecido em qualquer país desenvolvido - adivinha - não é reconhecido pelo MEC e portanto o Governo não reconhece como curso de "nível superior".
Quais as consequências disso?
Bom... primeiro, que se acontecer alguma cagada e você for preso(a), ficará em cela comum (viu Lulinha?).
Segundo, que muito estagiário de empresas de recursos humanos na hora de fazer os anúncios de empregos, exigem o tal do "nível superior" sem nem saberem direito o que diabos isso significa. E eles o fazem em TODOS os anúncios, inclusive de faxineiro, recepcionista, atendente e figurante de novela das 6h.
Terceiro, que existe toda uma cultura tradicional quase religiosa, (com crenças, rituais e tudo) de que curso de formação "que vale" é curso universitário, acadêmico... que é claro, só podem ser os reconhecidos pelo governo ou perigam até ser "demonizados" pela percepção comum, especialmente pelos que se formaram através desse processo tradicional. (Claro! Gastaram rios de seu suado dinheiro e tempo sofrido quase traumatizante para isso! Nem tem como culpar essa gente por esse sacrifício todo.)
Quarto (a parte que eu até concordo), certas profissões não podem ser exercidas sem autorização certificada pelo governo. MAS... (a parte que eu discordo) na maioria dos casos essa autorização não é uma prova PRÁTICA de competência. Geralmente é uma prova teórica (que pode muito bem ser gabaritada na base da "decoreba" de apostilas que podem ser obtidas legalmente ou não), mas que para poder fazer, precisa do certificado reconhecido pelo "Ministério da Educação Comunista" a menos que você seja estrangeiro(a).
E quinto, o preconceito de quem nunca fez um curso desses ou já se formou pelos ritos tradicionais arcaicos (como toda religião que se preze) para a Era digital online extremamente dinâmica atual e que naturalmente quer valorizar a grana e tempo que gastou com isso, como aqueles manés do LinkedIn que traduziram propositalmente "Education" ("educação", "ensino", "instrução", segundo o Google Tradutor) como "Formação Acadêmica" na versão em Português do site, só para citar um exemplo.
No mundo dinâmico e diverso em que vivemos hoje, esse tipo de visão tacanha, engessada e preconceituosa sobre o valor dos cursos atrelados a certificados controlados pelo governo, felizmente já quase inexistem em países desenvolvidos e há empresas (realmente grandes e sérias, como IBM, AT&T, Google, NVidia, Facebook, Mercedes-Benz, Amazon...) que até patrocinam esses cursos em iniciativas como "Oficina do Futuro" ou "Udacity Nanodegree" e reconhecem os certificados emitidos por essas iniciativas. (E o governo que se dane! Bem-feito!)
Agora... convencer essas empresas a manterem seus serviços no Brasil ou trazerem para cá, já é outro assunto.
Vai ver é por isso que nos consideramos reles mortais plebeus e sofremos de "Complexo de Vira-Lata", "endeusando" tudo o que vem de fora ao invés de valorizarmos o que somos capazes de fazer com nossas próprias mãos: lá, ao menos aparentemente, eles sabem reconhecer o valor do conhecimento, ao invés dos títulos.
Como se costuma dizer... Papel, aceita qualquer coisa. Papel higiênico que o diga.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Felizmente minhas previsões pessimistas do mês passado para este mês que já está terminando, não se concretizaram (ainda), embora coisas muito ruins tenham acontecido no campo da política, que nem quero mencionar.
Este começo de ano pra mim está começando muito bem, com um esquema de encontro entre amigos que praticamente nunca se encontravam em função da distância e das agendas complicadas, mas que estamos conseguindo manter finalmente com uma certa regularidade e uma amiga minha, que é youtuber (e minha admiradora já a um certo tempo), num passeio por um shopping aqui de Campinas, resolveu gravar uma entrevista-surpresa comigo (bem divertida, diga-se de passagem) para o canal dela no YouTube para falar um pouco sobre minha história, hobbies e experiência profissional.
Hoje o texto para muitos vai parecer pura nerdice e certamente só a galera de TI vai entende-lo em sua íntegra, mas certas observações críticas são mais do que necessárias.
Melhoras só acontecem quando os indignados reclamam. Calados, aceitam tudo como escravos.



Padrão ABNT... Padrão?
"Se você não estiver satisfeito com os padrões existentes, não se preocupe que logo haverão outros."
(Andrew Stuart Tanenbaum)


Primeiro tinha o teclado "padrão ABNT", originalmente estabelecido para máquinas de escrever, mas que com o passar dos anos acabou sendo adotado para a Informática... Assim, durante muitos anos, usuários de microcomputadores brasileiros viviam apanhando para encontrar caracteres especiais ao "catar milho" nos teclados enquanto os usuários de microcomputadores importados (especialmente dos EUA), digitavam "em modo turbo"... e foi assim por vários anos.
Usuários de Expert apanhavam ao tentar digitar num Hotbit que é outro computador da mesma plataforma (MSX), só pra citar um exemplo.
Depois veio o "padrão" ABNT2, tarde pra caraca, de modo que um monte de gente de saco cheio desse tipo de p***ria resolveu adotar o teclado padrão estadunidense (especialmente a galera dos Macintosh e Amiga que trabalhavam com Computação Gráfica e produção de mídia, mas teve um lote de teclados tchecos que a Apple Computer Brasil empurrou como "teclado brasileiro" sem arroba bem no começo da Era da Internet).
Agora, os desktops têm teclado ABNT2, com o shift esquerdo minúsculo, quase inviabilizando o trabalho com Photoshop para quem trabalha com Macintosh há décadas.
Razão pela qual eu continuo adotando teclado ANSI (estadunidense) e configurando como "United States International" no Windows, ou "English (US, Alternative International)" no Linux.
Porém, já notaram quantos layouts diferentes de teclados "padrão ABNT2" existem para notebooks, netbooks e laptops? (Só aqui em casa tem 3.)
E aquela bizarrice de ter de usar uma combinação de tecla [AltGra]+[Q] para conseguir uma barra ou [AltGra]+[W] para sair uma interrogação? Por acaso é proposital para usuários de terminal UNIX terem dificuldade adicional para especificar caminho de arquivo e não fazerem perguntas?
Que p* de padrão é esse que não padroniza p* nenhuma, mas OBRIGA todo mundo a seguir feito uma tal norma brasileira para plugs e tomadas (IMPOSTO praticamente da noite para o dia, aparentemente sem consultar ninguém nem pesquisar p* nenhuma, claramente para beneficiar alguém... e que infelizmente não fui eu) que na verdade são dois padrões (um para aparelhos até 10A e outro para aparelhos até 20A), só que uma imensidão de aparelhos eletrodomésticos comuns, têm corrente bem no limiar entre um padrão e outro, ou seja... você tem de instalar uma tomada específica na sua casa, para cada aparelho que vai usar e não poderá move-lo para outro lugar sem ter de refazer a instalação elétrica? (Aliás, seria muito mais sensato, versátil e econômico para todu mundo, um padrão só para até 20A e outro para uso industrial acima de 20A. Mas nãããão... vai só impondo as coisas, né?)
Eu até perdôo os idealizadores do padrão ABNT original para teclados, porque era uma época em que usavam-se máquinas de escrever, mas os responsáveis pelo ABNT2, merecem um monumento, um memorial à incompetência!
É vergonhoso sermos o ÚNICO país do mundo que tem 3 configurações diferentes para teclado quando vamos instalar um sistema operacional num computador moderno, após 46 anos de História da microinformática brasileira!
Essa vergonha merece um museu como o do Vasa, o maior e mais monumental navio de Guerra sueco, que representaria a Casa Real de Vasa, mas que afundou na primeira viagem por um erro idiota de projeto, virando um verdadeiro exemplo nacional para os suecos jamais fazerem nada mal feito nem deixarem de se ater aos detalhes.

ABNT... Eu ODEIO sua INCOMPETÊNCIA!!!
Aliás... será que essa incompetência não é proposital não?
Um inquérito, uma auditoria ou uma investigação sobre certas imposições de normas cairiam tão bem...

sábado, 28 de janeiro de 2017

Cá estamos nós, já terminando o mês de Janeiro.
Certamente o mês mais improdutivo do ano já que brasileiro tradicionalmente só trabalha depois do Carnaval... a porcaria do Carnaval.
Nada mais nocivo a um povo do que uma distração monumental banhada a promissoras aventuras ligadas ao sexo ou à bebida enquanto os governantes aplicam-lhes golpes legislativos. E esse ano, a lista é GRANDE e EXTREMAMENTE perigosa, incluindo tentativas de unificação das polícias sob um só comando, "doar" mais de R$100 bilhões às operadoras (para tentar censurar discretamente ou dificultar acesso a certos conteúdos online), tentar empurrar "na marra" uma Assembléia Nacional Constituinte (com uma Constituição golpista já desenvolvida em segredo), tentar aprovar a tal "lei da mordaça" (
PLS 280/2016) do Renan Calheiros, que agora tramita na CCJ que tende a ser presidida por ele mesmo (Renan Calheiros) à partir do mês que vem), tentativa de melar o fim da aberração jurídica conhecida como "Foro Privilegiado", outra tentativa de empurrar a versão invertida das "10 Medidas Contra a Corrupção", tentar forçar uma eleição prematura (inconstitucional) para Presidente (naturalmente com um sistema eleitoral fraudulento) e sabe-se lá o quê mais planejaram durante o "recesso".
Mas o que o povo tem na cabeça mesmo é bunda, né?
De vez em quando é bom lembrar que bunda geralmente só produz uma coisa.



Uma triste visão de mundo de fora da caixa
"Eta povinho bunda!"


Olhando para algumas postagens mais antigas deste blog, percebo que de certa forma ele tem refletido momentos históricos e acabo me perguntando se no futuro, blogs como esse poderão ser citados em algum assunto ligado a esse período.
Só não sei sob qual contexto. E de certa forma isso me desconcerta porque costumo registrar de tudo aqui e algumas coisas talvez sejam vergonhosas para essas gerações atuais em relação às gerações futuras.
Como eu previa, esse começo de ano está sendo uma enxurrada de mudanças, seja na política (que naturalmente se reflete na Economia), seja nas polêmicas causadas pelos governantes que assumiram seus cargos neste começo de ano e os já esperados ataques gratuitos a essas medidas polêmicas, pra variar, sem contextualizar as coisas ou defini-las corretamente antes, deixando claro que o real objetivo (ainda que inconsciente) das pessoas, tem sido o ataque direto às opiniões. Não o diálogo saudável em busca de soluções práticas para ambos os lados.
Em suma, é uma guerra de opiniões estáticas, onde consome-se energia demais, tempo demais e fosfato demais com picuinhas e "mimimi" enquanto o que realmente tem relevância sempre acontece em outra frente de combate.
Ou seja... esse povo não só desaprendeu a dialogar de uma década pra cá, como transforma qualquer tentativa de diálogo em guerra ideológica para defender suas utopias.
E quando não existem argumentos, partem para o ataque psicológico, com o objetivo de "desconstruir" não os argumentos dos adversários, mas a reputação dos mesmos o mais publicamente possível, geralmente induzindo uma situação de irritação para depois alegar "burrice", "insanidade" ou "desequilíbrio mental", embora esse truque hoje, já seja manjado.
E a qualidade dos argumentos está cada dia mais desanimadora.
Coisa de gente absolutamente incapaz de raciocínio crítico, condicionada a repetir palavras de ordem proferidas pelos líderes de suas utopias, que insistem em pregar uma visão de mundo absolutamente fora da realidade, tal qual se faz na maior parte das religiões, em que se demoniza quaisquer outras versões que não sejam as pregadas pelas mídias da seita.
Mas desanimador mesmo são os efeitos dessas coisas na Política, na Economia, na legislação, na Justiça, nos hábitos alimentares, nos costumes coletivos (e histerias coletivas), nos valores humanos (hoje mais voltados aos animais do que aos humanos), nas inversões desses valores, na subversão cultural, na defesa elitizada e pseudo-intelectualizada da mesma nas mídias, escolas e universidades (que ao invés de doutrinação, deveriam ensinar como ter raciocínio crítico comparativo, estimular a compreensão das coisas ao invés de "passar na prova" para depois ter um papel sem valor efetivo), na criminalização das vítimas, na vitimização dos criminosos, que gera cada vez mais violência uma vez que não existe punição exemplar ou educativa, no duplipensamento, na novilíngua, nos desnecessários excessos de regulamentações que tornam a vida dos cidadãos impossível de ser 100% regular, o que garante arrecadação extra através de fiscalização que não há como ser fiscalizada ou denunciada, na absurda burocracia para qualquer coisa que se faça, na multiplicação da carga tributária que no final das contas, financia tudo isso... e graças a todas essas coisas, na descrença em relação ao futuro, enfim... o caos generalizado sonhado por Georg Lukács.
E é exatamente nesse cenário que eu aqui, sinto-me sem motivação alguma para acreditar no que quer que seja.
E acreditar em alguma coisa, é o mínimo que se precisa para se transformar idéias em projetos e investir neles para que haja algum progresso.
Mas com "incentivos" como esses?
É bem verdade que tem bastante gente indignada, bastante gente lutando, mas de forma desorganizada, sem foco, em muitos pequenos grupos, infelizmente todos dispersos, que não aprenderam a se unirem de maneira a formar uma corrente eficiente.
Francamente, o que mais sinto falta hoje, é de algo ou alguém em que eu possa confiar de forma realmente significativa.
Seria uma prova importante de que ainda vale a pena acreditar em alguma coisa.
Sem isso, não existe uma existência que se possa chamar de vida.
E as perspectivas nesse sentido não parecem nem um pouco animadoras num país em que o que realmente tem prioridade é cerveja, sexo, se aproveitar do(a) próximo(a) e destruir reputações ao invés de construir uma sociedade que simplesmente funcione melhor para todo mundo (e tenhamos menos motivos - ao menos reais - de reclamar de tudo).