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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

E lá vamos nós para mais um texto de encerramento de ano... e eu francamente, não vejo 2018 com bons olhos, a menos que algo muito grande e surpreendente aconteça à ponto de mudar radicalmente todo o cenário geral, o que acho bastante difícil de acontecer.
Pessoalmente, estou terminando o ano muitíssimo frustrado comigo mesmo, após ter tido tempo de sobra para meditar sobre tudo o que já fiz na vida, tudo o que já estudei, tudo o que já aprendí, todos os trabalhos que já tive, todas as experiências de vida boas e más pelas quais já passei, sobre as minhas lembranças da infância, da adolescência, sobre o quanto já fui babaca, sobre o quanto já fiz pelas pessoas, sobre os amigos e amigas que tive, os(as) colegas de escola, de curso, de trabalho, as namoradas que tive, as coisas que acumulei... e para quê?
Para terminar aqui, incrédulo sobre tudo à minha volta, porque concluo que nada disso no final das contas me deixou satisfeito com o que eu me tornei ao chegar até aqui e por isso mesmo, não consigo mais encontrar motivação alguma para "me reinventar", "começar tudo de novo do zero" como eu deveria fazer, mas... como passei a vida toda batalhando para ser o melhor em tudo o que faço para terminar aqui, no limbo pessoal e profissional, já com quase meio século de história pesando nas costas?
E puxa! Quanta coisa já fui!
Quanta coisa já fiz!
Quantas responsabilidades já tive!
Sair de uma edícula de fundos com goteiras em uma cidade pequena do interior para ter toda a experiência que já tive com 42 das maiores multinacionais do mundo certamente não é pouco, mas... e agora que essa fase boa se foi e cansei de ser técnico como já fui a vida toda?
Para quê valeu tudo isso afinal? Nada?
Eu realmente quero muito resgatar quem eu já fui, mas me sinto sem energias, sem motivação, sem perspectivas visíveis, sem nenhum incentivo significativo para isso e cansado das mentiras e injustiças deste mundo.



O último texto de 2017
"Tudo tende ao caos."
(Benoit Mandelbrot)


E cá vamos à pior época do ano. A mais falsa, a mais hipócrita, a mais deprimente, a mais irritante (com toda aquela pressão psicológica de musiquinhas de Natal porcamente interpretadas nas lojas e shopping centers), a mais triste (porque é a época do ano com o maior número de suicídios), a mais idiota (porque todo mundo tende a fazer exatamente as mesmas coisas e viajarem exatamente para os mesmo lugares) e a época das retrospectivas e especiais de final de ano na TV... E seguindo a tradição, este blog mantém o texto de "balanço geral" de final de ano e... bom... O que falar de 2017 além de "nada mudou" em relação ao ano passado?
Praticamente tudo o que tenho descrito nos últimos anos permanece do mesmo jeito de modo que praticamente tudo o que observei no meu último texto do ano passado permanece válido.

Na política, os bandidos todos continuam no Poder, ditando todas as regras nos 3 Poderes exatamente como na ano passado e no ano retrasado e... e o povo que se dane, né?
E estamos falando do mesmo povo que é o legítimo DONO do país, e que é o CHEFE SUPREMO das Forças Armadas (que por acaso hoje é "só" a 17a. potência militar do planeta e a mais poderosa do Hemisfério Sul e que é povo também assim como os civís, também têm família para sustentar e também se indignam com política exatamente como nós) e que mesmo sendo um "Poder Proto-Constituinte", prefere acreditar que é escravo de um texto elaborado justamente pelos bandidos que estão no Poder.
Para a sorte dos bandidos, esse povo é completamente sem noção dessas e de outras coisas e vive muito mais de fé e esperança do que censo crítico. E por isso, acredita piamente que "tudo vai mudar" com as eleições de 2018. Aham...
Eleições que terão o mesmo "quociente eleitoral" de sempre (que garantiu vaga para mais de 500 deputados na Câmara quando menos de 40 deles foram realmente eleitos por voto direto), que agora terá "listas fechadas" e tende a manter o mesmo sistema de voto eletrônico claramente fraudável NA CONTAGEM (enquanto todo mundo fica de de olho nas urnas).
Sob essas circunstâncias, eu ficaria bastante surpreso se conseguirmos mudar mais de 10% do Congresso.

Na mídia mainstream, a subversão cultural está mais descarada do que nunca, chegando ao cúmulo de a programação inteira de certos canais de TV terem temas ligados à "causas sociais" típicas da "agenda de esquerda" toda travestida de "politicamente correto" que graças ao fenômeno da Inteligência Coletiva* (que o Antonio Gramsci felizmente não conseguiu prever), está mais manjada que nota de 1 Real.
Assim sendo, apesar de o efeito da lavagem cerebral causada pela repetição constante ainda afete as pessoas que não têm acesso às redes sociais, uma boa parte influente da população aprendeu a não cair mais nessa e começa a "sair do armário".
Por outro lado, a doutrinação marxista nas escolas e universidades desde 1974 sortiu efeito, de modo que representam o único lugar onde certos bandidos que se pintam de "santos heróis salvadores do mundo" ainda têm algum poder de discurso e isso implica numa legião de "intelectuais orgânicos" fazendo militância pelas redes, tendendo a serem mais escorraçados do que foram nas últimas eleições.
O fato é que as velhas fórmulas "não colam" mais e os responsáveis por elas estão entrando em desespero.

Enquanto isso, a sociedade está cada dia num caos pior com 27 milhões de desempregados e um governo que na prática, proíbe trabalhar ou gerar empregos, uma vez que empreender está cada dia mais impossível porque "desafiador" definitivamente não é a palavra que melhor descreve o cenário econômico, embora a arrecadação de mais de 2 trilhões de Reais este ano tenha sido um récorde absoluto (como todo ano)... que representa o quanto o povo está sendo lesado por um governo que não definitivamente nunca entrega o equivalente em serviços de volta à população como deveria (o que nunca foi novidade).

No cenário internacional... As coisas começam a tomar um rumo diferente já que as sociedades globalistas "donas do mundo" começam a ser confrontadas por um conservador que está (apesar dos pesares) defendendo os interesses de seu país, por ter percebido o óbvio que vivo repetindo aqui neste blog: O politicamente correto fede.
Do outro lado do mundo, seu principal parceiro comercial está num dilema: defender um aliado ideológico cujas rédeas estão nas mãos de um ditador gordinho megalomaníaco, ou pisar nele se ele se atrever a atrapalhar suas rotas de comércio... O que pode acontecer à qualquer momento se o gordinho der xilique.
E no meio, a briga pelo "pedágio" do oleogasoduto para "descarregar" o petróleo e gás pelo Mediterrâneo ao invés do Golfo Pérsico continua.
Enquanto isso, o "politicamente correto" continua corroendo a Europa, exceto uns poucos países que não aceitaram o "Cavalo de Tróia" da União Européia".
O bom hoje é que o mundo não está mais polarizado como estava há uns 20 ou 30 anos, embora as pessoas ainda tenham tendência a raciocinar como se estivesse. Porém, o cenário geral que se revelará no final de 2018 certamente tende a ser surpreendente. Inclusive na Economia, em que as criptomoedas se tornam super-valorizadas e sob uma poderosíssima aura de otimismo até o dia em que algum maluco engenhoso consiga quebrar a chave cifrada que as compõem e aí, a bolha explode de forma... interessante. E o tal do blockchain pode ir "no vácuo" numa dessas.
É... O futuro pode não ser lá muito divertido para alguns.

Mas enfim, é assim que terminamos 2017: com um mundo cada dia mais caótico, com um monte de mentiras na TV, alienados nas escolas e universidades, interesses comerciais disfarçados de briguinhas infantís envolvendo líderes mundiais, investidores alucinados como crianças diante de brinquedos novos, os mesmos bandidos de sempre ensaiando um "teatro eleitoral" com cartas marcadas para o fim do jogo e a manada, pra variar, seguindo para o matadouro.

É de dar vergonha de se autodeclarar um ser humano.
Mas ainda assim, desejo a todos, bom natal e bom ano novo.

* Literatura recomendada: "A Cultura da Convergência", de Henry Jenkins.

domingo, 26 de novembro de 2017

Sabe o que é nojento mesmo nesse mundo?
É mentir, trair, fingir ser o que não é, invadir a privacidade ou intimidade de alguém sob o falso pretexto de "proteger" ao invés de assumir a verdadeira intenção de satisfazer a própria vontade às custas das vontades, liberdades de vida de outras pessoas.
Nojento, é fazer barraco, agredir, roubar, matar, destruir o futuro das pessoas, arrancar delas suas almas, sua fé, seus sonhos, seus objetivos de vida.
Isso sim é nojento, asqueroso, desprezível, intolerável.
Pessoas que praticam essas coisas, merecem ser desmascaradas, desprezadas, humilhadas, pagarem pelo que fizeram.
Nunca terei dó nem piedade ,nem me calarei cada vez que tiver de contar quem fez o quê, nem que isso leve o resto desta vida ou a eternidade, se for o caso.
Não é justo sob nenhuma hipótese, perdoar sem que haja arrependimento profundo por parte de quem pratica ou praticou esse tipo de ato, ou o perdão não terá nenhuma função educativa e ainda se torna um incentivo à repetição dessas coisas.
Pessoas muito ruins surgem do perdão gratuito.
A impunidade multiplica pessoas ruins.
Fica a dica.



O que é arte?
"O apreço exterior pela arte é a sobrecasaca da inteligência. Quem se quererá apresentar diante dos seus amigos com uma inteligência nua?"
Eça de Queirós


Cá estou eu, numa outra madrugada, ouvindo mais um álbum em LP da minha coleção... O raro (e caro, muito caro) "The Girl In The Other Room", da artista canadense Diana Krall. Esse álbum em LP é tão difícil de se obter no Brasil, que teve gente que até apostou que eu não conseguiria e na época, eu tinha certeza de que a tal pessoa não teria como cumprir a aposta mesmo que eu conseguisse o tal álbum.
Há anos eu buscava este LP, que embora seja fácil e barato obter em CD, ou mesmo MP3 (para não dizer "de graça"), eu queria mesmo é em LP, porque um trabalho refinado desse naipe, não poderia faltar no meu acervo e seria injusto não pagar a artista, os produtores e todos os responsáveis para ter este belo trabalho numa mídia comprovadamente a mais durável (se conservada corretamente) do que todas as outras mídias de áudio mais populares.
Como audiófilo, posso dizer sem medo de errar, que é um dever nos policiar quanto à qualidade da música que ouvimos.
Ela tem a ver com nossos gostos pessoais, mas também os forma, e os desenvolve... para o bem ou para o mal.
Quando eu ainda era um garoto, em Mogi-Guaçu, tive uma professora de Educação Artística, que no primeiro dia de aula, logo após se apresentar, soltou a pergunta "O que é arte?" e durante o período de 1 ano, ela nos orientou de modo a nos fazer experimentar um pouco das 7 artes, de modo a tentarmos produzi-la por nós mesmos, para entendermos o quanto pode ser difícil.
Apanhamos para cantar acompanhando-a em seu piano, nos sujamos todos tentando pintar, nos ralamos tentando dançar, fizemos maquetes... Só não fizemos filmes, mas tivemos de ter uma noção de teatro (e a parte de Poesia e Literatura, ela deixou para que nossos currículos escolares futuros nos ensinasse nas aulas de Língua Portuguesa).
Então, no último dia de aula, repetir a pergunta.*
Embora ninguém tivesse uma definição exata, entre dezenas de depoimentos recheados de notas completamente subjetivas e absolutamente pessoais, onde ficou muito claro que tanto a expressão artística, assim como sua interpretação é pessoal, de modo que dependendo dos valores e grau de exigência crítica que cada um desenvolve ao longo da vida, vai determinar se a pessoa gosta ou não dessa ou daquela obra. Assim, aprendemos sobre o valor da arte, quanto ao trabalho e dedicação para se fazer arte de qualidade e a regra é simples: "Se não impressiona pelo trabalho de execução técnica, não emociona pelo tema, nem atrai pela beleza, não tem valor como arte."
Desde então, tenho observado uma degradação progressiva da qualidade do que foi apresentado como "arte" pelas grandes mídias, especialmente do começo dos anos 1990 para cá, especialmente notável na música. Mas eu só comecei a entender por quê, à partir de 2005, quando comecei a "ligar os pontos" entre essa "arte" midiática, que antes eu atribuía apenas ao mercado, agora também com as ideologias, especialmente as por trás daqueles "donos das mídias".
Assim sendo, um dos motivos pelos quais abandonei o mercado de produção de mídia... com vergonha não dos meus trabalhos ou dos amigos que fiz em 21 anos de tecnologias de imagem, mas de ter me sentido usado por esse "sistema", para produzir parte dessa degradação, enquanto tentava apenas sobreviver sem entender por quê tanta gente incompetente era "endeusada" e grandes profissionais com quem trabalhei, continuavam apanhando para sobreviver. Alguns que hoje, conseguiram dar a volta por cima e mostrarem o quanto são inegavelmente competentes em suas áreas.
Ora... Se a qualidade da arte se mostra pelo esmero técnico, pelo poder de emocionar e atrair, por outro lado, se não há minúcia técnica nenhuma, irrita ao invés de emocionar ou causa repulsa ao invés de atrair, no mínimo, ela é tudo menos construtiva e as pessoas que defendem esse tipo de arte, precisariam urgentemente rever seus conceitos sobre se elas são pessoas construtivas ou destrutivas.
Ou apenas idiotas sendo usados por um "sistema" como eu já fui.
Arte é uma coisa que deveria ser tratado como uma coisa muito séria.
Qualquer um que tenha visto os 5 documentários da série "Como a Arte Moldou o Mundo", do Dr. Nigel Spivey, vai entender como ela pode ser poderosa, no sentido de desenvolver ou de destruir uma cultura e com ela, nações e impérios.
Felizmente, não é preciso ser nenhum intelectual, nem ter certificado nenhum para se gostar ou se detestar alguma obra. E dane-se o que aqueles que se dizem "especialistas" nisso falam na base da "carteirada" para tentar calar quem contrariar suas intenções, sejam elas conscientes ou não.
É preciso reagir ao invés de simplesmente aceitar as coisas como gado, no pior estilo "efeito manada", ou o fim, será o matadouro, como toda manada domesticada.

*Não bastasse 1 ano experimentando todo tipo de arte, a professora repetiu a dose no ano seguinte, com mais exigência... e o resultado no final do ano foi o mesmo.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Hoje é Halloween (31 de Outubro), um costume típico dos países de Lingua Inglesa, porque fomos incompetentes em valorizar nosso "Dia do Folclore" (22 de Agosto), que diga-se de passagem, é incrivelmente mais rico e no entanto, está praticamente esquecido.
Coincidência ou não, ontem de madrugada (30 de Outubro), ocorreu um fato pessoal que talvez simbolize o fim de um ciclo de 53 meses, que se eu acreditasse em "fenômenos exotéricos" (chamemos assim), eu diria que esse ciclo pode ter sido quebrado dia 17 de Setembro com a quebra de um cristal aqui em casa.
Como estou longe de ter qualquer competência nesse tipo de coisa, opto por me lembrar daquela noite como um memorável marco histórico que fez com que eu me sentisse finalmente vivo novamente após vários anos, ainda que seja ainda um sentimento um tanto novo e confuso em minha mente pelas circunstâncias em que tudo ocorreu.
Se foi apenas mais uma experiência de vida ou que pode ter me "acordado" para uma nova vida, o que posso afirmar é que não há como contrariar a Natureza.
Mas se foi mesmo a quebra de um ciclo e o Universo está dando algum tipo de recado, é bom que aqueles que quebraram o equilíbrio do mesmo há 5 anos atrás, que tenham medo, muito medo, porque o Universo como eu já dizia na época, sempre dá um jeito de voltar a seu equilíbrio, ele pode ser muito vingativo e o que fizeram à ele, foi muito, muito ofensivo. Então... Se fôr mesmo esse o caso, que a justiça se faça! (Por que eu é que não sou louco de tentar contrariar Forças do Universo além da nossa compreenção).
E o texto de hoje, pra variar, não tem nada a ver com esse "editorial".


Intervenção Militar Já!
 "A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço."


Não é novidade nenhuma para nenhum brasileiro em sã consciência, que TODOS os 3 Poderes estão tomados por bandidos de uma só imensa quadrilha e o atual Comandante das FFAA (ou o "ponto focal" de relacionamento dos militares com a Sociedade), o General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, tem repetido constantemente que não há necessidade de intervenção militar enquanto houverem 3 fatores: Legitimidade, Legalidade e Estabilidade.
Pois bem... Vamos deixar a as relações públicas de lado e sermos realistas:

1 - Legitimidade:
Não temos. Graças ao sistema eleitoral brasileiro, que continuará falho em 2018 mesmo com o voto impresso, uma vez que graças ao "quociente eleitoral", através do qual, dos mais de 500 deputados atualmente no Congresso, menos de 40 foram eleitos por voto direto, e que por continuar existindo, em 2018, menos de 20% dos políticos atualmente em gestão, serão substituídos, MESMO QUE NINGUÉM EM NENHUM POLÍTICO ATUALMENTE OCUPANDO CARGO.

2 - Legalidade:
Não temos. Com um STF servindo claramente para livrar a cara dos comparsas da quadrilha no Poder, inclusive passando múltiplas vezes e claramente por cima da Constituição quando lhes interessa ao invés de defende-la.

3 - Estabilidade:
Na política, não temos, já que aqueles que se dizem "representantes do povo", representam apenas os próprios interesses e (repito), graças ao sistema eleitoral brasileiro, a legitimidade dessa gente definitivamente não pode ser considerada como verdadeira.
No Mercado, também não temos, porque torna-se impossível haver qualquer estabilidade nas regras para que se possa planejar ou tocar seus negócios sem surpresas, uma vez que TODAS as atividades econômicas quando tornam-se viáveis, vem o governo com a "brilhante" idéia de "regulamentar", inviabilizando a atividade em sua insaciável sede por arrecadação e burocracia (onde também se arrecada bastante dinheiro e se desvia muito dele).
Em segurança, também não temos já que mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano (mais do que na guerra da Síria), os bandidos estão cada dia mais armados, a polícia cada dia mais desarmada (e desacreditada pela grande mídia) e a população cada dia com menos poder de dissuasão, para não dizer direito de se defender.
Em soberania nacional, também não temos, com os cortes de 44% no orçamento que seria destinado às FFAA que têm o árduo trabalho de patrulhar 23102 km de fronteiras (muito mais do que os EUA), temos um Ministro de Relações exteriores que é simplesmente membro do grupo terrorista do Carlos Marighella e nem nossos passaportes têm mais o Brasão da República na capa, (embora haja um PL para tentar traze-lo de volta). Ao invés disso, um desenho estilizado do Cruzeiro do Sul invertido, que representa um acordo econômico chamado MercoSul ao invés de um país soberano gigantesco e rico como o Brasil.

E o futuro não tende a ser nada promissor, com um sistema educacional total e absolutamente falido, que segundo o PISA, é UM DOS PIORES DO MUNDO, não por mero descaso, ou por falta de investimentos ou desvios de investimentos , mas por sua destruição sistemática e conversão proposital em um sistema de doutrinação ideológica gramsciana-marxista (que só favorece os bandidos no Poder) e a imensa maioria dos departamentos de RH, há décadas, tendem a contratar apenas quem se forma através desse sistema educacional (mesmo que o profissional tenha se formado "por fora") assim, ocupando espaços nas Economia e minando o desenvolvimento das empresas, à menos que as empresas encontrem outra forma de se certificarem quanto às competências dos profissionais que pretendem contratar (como aconteceu comigo em 2006 quando fui contratado pela BRQ para trabalhar para a IBM).
Por falar em ocupar espaços, mais de 95% da mídia mainstream (jornalística e artística) não foi apenas ocupada desde 1974 (quando surgiu o Sindicato dos Jornalistas, sob o controle dos membros Partido Comunista do Brasil), como renovada por pessoas "formadas" por esse sistema educacional doutrinário assim como ocorre com os novos professores que ministram os cursos universitários ligados às mídias, artes e Ciências Sociais desde então.
Nesse cenário geral, infelizmente eu não consigo ver nenhuma alternativa viável dentro das regras político-sociais atuais à não ser (por pior que isso possa parecer) apelar para o Artigo I, Parágrafo Único da Constituição Federal de 1988 e sair à ruas pedindo um "reset" nesse sistema todo através de uma Intervenção Militar, conforme (dizem) poderá acontecer agora, dia 15 de Novembro de 2017 e que COM CERTEZA os sistemas de mídia vão minimizar, tentar abafar, esconder, distorcer, como aliás, sempre fazem.
Francamente, não sei o quê o Alto Comando das FFAA estão esperando, ou se já se tocaram de tudo isso e já estão executando algum plano para que venha à tona alguma situação de forma estratégica para que sua atuação se torne absolutamente inevitável antes que o Brasil seja tomado de vez, já que infelizmente, já estamos numa guerra, ainda que silenciosa e como em toda guerra, a única grande verdade é que ou você mata seu inimigo, ou ele te mata, de modo que baixas, se tornam inevitáveis, lamentavelmente.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eu não sei se darei continuidade a este blog depois deste texto que acabei de escrever aqui.
Talvez hoje, este seja um blog inútil, além de provavelmente o blog mais deprimente da Internet.
Simplesmente não vejo absolutamente nada mudando graças a ele, nem ninguém mais comentando como comentavam há tempos (para bem ou para mal).
Talvez tenhamos chegado ao fim da Era dos blogs e os "textões" de Facebook tomem mais tempo em debates estúpidos e intermináveis que dificilmente constroem alguma coisa coerente, tomando mais aspecto de arena de gladiadores, do que de gente civilizada.
Aliás, até o "miniblog" Twitter, antes tão popular, hoje aparentemente não passa de uma ferramenta de login para check-in nos FourSquare e Instagram da vida.
O que aliás, é uma pena.
O Twitter estimula a síntese de idéias num mínimo de espaço, de modo que elas precisam ser coerentes para serem interessantes.
A "modinha" hoje parece ser o WhatsApp, que creio que logo vou ter de abrir uma conta (bastante à contra-gosto diga-se de passagem), por questões profissionais.
O fato é que hoje, ninguém parece mais buscar leituras alternativas aos "best sellers" e ao menos aparentemente, tudo é feito com o objetivo de "socializar", num desespero de se preencher através de outrem, o sentimento de vazio próprio que se tornou epidêmico no mundo atual.
De qualquer forma, não há muito mais o que escrever aqui que acredito, que possa ser interessante para quem quer que seja. (Mas eu gostaria muito que fosse.)
A você que vai ler o texto a seguir, desejo boa leitura, mas desejo muito mais que Inferno para você, seja apenas uma palavra e nada mais.


Como se faz um fantasma
"Quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente."
(Arthur Schopenhauer)


Ferido de morte em 29 de Dezembro de 2012, aquele homem, ainda em estado de coma emocional, foi assassinado de vez no dia 6 de Junho de 2013.
Ou seja... Dia 6, mês 6 e pela numerologia, o ano 2013 é 2+0+1+3 = 6, logo... 666.
Não poderia ser uma data mais apropriadamente óbvia para um homem ser mandado para o Inferno, de onde voltaria condenado à consciência de que ambições, sonhos, emoções, viagens, status, ostentação, poder, crenças, ideologias...  tudo na vida não passa de futilidade, de ilusão, de mentira para aliviar a dor da condição humana.
Dor essa, inversamente proporcional à insignificância do Homem diante do tamanho do Universo.
E é exatamente para evitar a consciência dessa dor, que homens e mulheres tentam dar algum sentido ao tempo linear que chamam de "vida", buscando se entorpecer de emoções das mais variadas que cada um interpreta e busca de um jeito (ou de vários) e que chamam de felicidade, através de atividades lúdicas das mais variadas (cinema, passeios, sexo, drogas, bebidas, leitura, dança...) às vezes até se matando com isso.
E como todo entorpecente vicia, busca-se cada vez mais e mais dessas emoções ao longo de seu tempo linear (ou "vida) até que um dia (já com idade avançada, se não houver nenhum "acidente de percurso" até lá), descobre-se que tudo o que se fez na tal "vida" foi em vão e que é chegado o momento de enfrentar a realidade da condição humana: sua insignificância diante do Universo.
Aí luta-se por mais tempo, lamenta-se por não ser mais jovem para viver mais ou deseja-se voltar no tempo para tentar viver de novo sem cometer os mesmos erros (o que indica que a pessoa pelo menos adquiriu alguma sabedoria com suas experiências)... mas é tudo imaginação sem valor.
Não importa quanto você estude, ou o quanto de conhecimento você adquira, quanto poder você tenha, quantas viagens tenha feito, com quanta gente você transou, quanto dinheiro ou coisas adquiriu... no fim, nada do que tenha feito realmente importa.
E é por isso que tenta-se então o caminho alternativo: deixar um legado, uma marca, uma lembrança para os mais jovens ou para os que virão, tentar ser um exemplo para os filhos ou pessoas próximas, ajudar ou inspirar pessoas de alguma forma, ou como fazem os artistas (de verdade), tentar transmitir alguma emoção através de suas obras (o que, acreditem, não é nada fácil).
Aquele menino curioso (e até um tanto estranho), que antes era motivado e criativo, que tinha idéias, sonhos e ambições, com o passar dos anos, estudou tudo via, ajudou quem julgava que merecia, trabalhou mais do que podía, amou mais do que deveria, viveu mais decepções e perdas do que ganhos significativos e com isso foi se decepcionando com a vida, com as pessoas, perdendo suas crenças, suas motivações, seus sonhos, suas ambições, suas paixões... até tornar-se um fantasma daquele homem citado no começo deste texto, formado apenas por lembranças de quem ele era, sem a menor idéia do que fazer com elas ou o que fazer para que sua "vida" volte a fazer algum sentido para ele, mas sem esperança nenhuma em nenhum milagre que possa fazer com que "vida" para ele, deixe de ser apenas uma palavra sem valor ou sem atribuição significativa.
É claro que nessas condições, esse tipo de milagre é mais do que desejável e as pessoas adoram tentar empurrar um otimismo irracional nesse sentido ou outra "solução" qualquer, também sem coerência racional nenhuma.
Mas milagres não dependem de otimismo, ou de fé, ou de idéias mirabolantes.
Para que um milagre aconteça, é preciso que todo um conjunto de fatores além de nosso alcance, se organize sistematicamente de forma espontânea, de modo que as consequências (obviamente imprevisíveis) surpreendam de forma absoluta.
Ou seja, não se pode esperar milagres.
No entanto, apesar de existirem coisas como a Terceira Lei de Newton ou a pelo que dizem, a "Lei da Colheita" no Universo, essas "leis" estranhamente não funcionaram com o tal homem.
Assim sendo, a tal "Justiça Divina" nunca funcionou para ele, de modo que ele nunca pôde perdoar aqueles que o assassinaram, embora ele quisesse e muito.
Mas de qualquer forma, não se pode perdoar quem não se arrepende de coração, ou assim estimula-se a injustiça.
É preciso ser muito forte para honrar esse tipo de sapiência, mesmo morto, após uma passagem pelo Inferno.
Mas é para isso que servem os fantasmas: assombrar os injustos até sua morte por suas injustiças.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A Humanidade está absolutamente doente.
Para todo lado que se olha, sempre tem grupos extremistas de algum tipo... todos agressivos, formados por pessoas incapazes de formar opinião própria e no entanto, absolutamente crentes de que têm todo o conhecimento de causa do mundo para simplesmente atacar quem discorde deles, seja psicologicamente de forma verbal, seja através de agressividade física.
Nas últimas décadas, tenho observado esse fenômeno crescer de forma assustadoramente exponencial... e o que é pior: no mundo todo.
Não bastasse o fato de que nunca se teve tanta gente falsa e egoísta por metro quadrado no mundo. Tantas que além da maior epidemia mundial de depressão da História, já tem gente apelando para as companhias robóticas (sexuais, inclusive) com Inteligência Artificial (porque está faltando inteligência natural no mundo) e eu aposto que esse mercado vai crescer pra caraca com tanto mimimi pra tudo à ponto de o contato humano começar a se tornar insuportável enquanto soluções de "assistentes pessoais" como Siri (Apple), Cortana (Microsoft) ou Jarvis (Linux), ou ainda, o poderosíssimo e revolucionário Watson (IBM), tornam-se cada vez mais inteligentes e (meio que plageando o lema da Tyrell Corp. em "Blade Runner"), se tornando "mais humanos que os humanos" (e bem mais educados, diga-se de passagem).
Parece inevitável dizer que mais uma vez, a realidade imita a ficção. Mas se essa ficção tender mais para "1984" do que "Star Trek", me sinto inclinado a dar razão a quem idealizou e mandou fazer as "Pedras-Guia da Geórgia", especialmente em relação à reduzir a população mundial para 500 milhões de pessoas, contanto que não sejam idiotas do tipo que tentam calar quem tem neurônios ativos o suficiente para expôr idéias próprias (sejam elas boas ou ruins).
Como ser humano, eu tenho vergonha da minha espécie, por sermos esse desastre como forma de vida que se auto-intitula como "inteligente", mas que se auto-destrói por crendices irracionais, ilógicas, infantís e extremistas.
É lamentável que hajam pessoas crescidas, porém com mentalidade infantil à ponto de achar que os diálogos são movidos à ego, ao invés de troca de exposição de idéias racionais.
Gente assim definitivamente não merece minha atenção por se comportarem feito bebês mimados e como não sou pai desses bebezões para dar-lhes uns bons tapas na bunda que certamente faltaram quando eram crianças, o melhor que posso fazer é deixa-los lá, falando sozinhos se achando.


Radio
"Não é verdade que eu não tinha nada. Eu tinha o rádio ligado."
(Marilyn Monroe)


Esses dias encontrei um velho rádio que era do meu pai desde que eu me lembro por gente e que estava no fundo de um guarda-roupas há décadas, porque um belo dia ele parou de funcionar.
Troquei o suporte das pilhas e todos os capacitores eletrolíticos e após alguns dias tentando entender como "calibrar" corretamente todos os seus ajustes internos (do jeito que dá no improviso, porque um bom gerador de RF custa uma graninha que não estou disposto a gastar), ele voltou à vida e agora toda a faixa de AM (que nele figura como MW, ou "Micro Waves") está perfeita. Porém, a faixa de ondas curtas (SW, ou "Short Waves") permanecia muda e eu achava que estava com problema até que "quebrando a cabeça" enquanto ajustava cuidadosamente os trimmers e bobinas de frequência intermediária, captei "A Voz do Brasil" em alto e bom som bem no meio do dial, indicando algo em torno de 60 a 70 Mega Ciclos (MHz, mas que nesse rádio figura como MC, à moda antiga). porém, após finalizar cuidadosamente para captar esse sinal (que era a minha única referência disponível) em seu ponto ótimo, notei que todo o resto do dial, de 40 a 120 MHz só pegava estática, mas havíam alguns poucos pontos "vazios" onde era perceptível alguma portadora, mas o sinal era fraco demais para ser inteligível.
Só então me toquei que várias faixas de transmissão de rádio estão caindo em desuso e algumas estão sendo reservadas para transmissão de dados, razão pela qual muitas rádios tradicionalmente AM estão migrando para a "apertada" faixa de FM, que além de oferecer qualidade de som melhor, dispositivos móveis como tablets e smartphones não sintonizam AM.
Há muitos anos eu não ouvía rádio.
Acho irritante o som de estática ou de interferência quando se está ouvindo alguma música, mesmo que com qualidade de som ruim da velha tecnologia da modulação de amplitude (AM) e ainda me lembro de que quando eu era criança, lá pelo começo dos anos 70, o advento da modulação de frequência (FM) era uma "revolução" que trouxe "qualidade de som às transmissões de rádio" e havíam pouquíssimas emissoras que operavam nessa faixa apesar de a tecnologia existir desde os anos 40.
Mas apesar disso, eu ouví muito rádio desde beeeem criança em que minha mãe punha um pequeno radinho Evadin vermelho embaixo do meu travesseiro para eu dormir (e que deve ter feito de mim o audiófilo chato que sou hoje) e FM do final dos anos 80 até começo dos anos 2000 quando troquei meu velho receiver por uma solução mais modular de pré-amplificador e amplificador de potência... sem tuner, porque os programas de rádio deixaram de ser interessantes e passaram a ser tomados por transmissões de música sertaneja (que sinceramente não tenho saco para tanta "dor de corno"), futebol (que não faz a menor diferença na minha vida se esse ou aquele time ganha ou perde) e religião (Meu! Oração é algo PESSOAL! Pra quê ficar transmitindo repedidamente rezas, orações e pregações estelionatárias? Deus tá vendo, viu?), sobrando praticamente nenhum espaço para música de qualidade (o meu interesse quase que exclusivo nas rádios) e quase nada de notícias, que sinceramente, sinto falta das ondas curtas para isso, por poder captar notícias diretamente do mundo todo, que embora sem tradução, a curiosidade ajuda a entender até que bem, além do Inglês e Português, idiomas que não domino, como Espanhol ou Italiano.
No entanto BONS rádios de ondas curtas (capazes de operar em faixas diferentes dessa de 40 a 120MHz), custam caro e temo que logo deixem de ser úteis... Uma pena.
Me pergunto se as gerações futuras vão entender a importância do rádio, não apenas como tecnologia muito além do moderno Wi-Fi, mas como cultura.
Como elas vão entender o significado por trás das dezenas de músicas falando do rádio ou de álbuns inteiros como (bizarro) "Radio Aktivity" do Kraftwerk, ou a canção "Radio Gaga" do Queen (que de certa forma já soa como um lamento por as pessoas passarem a se importar mais com os videoclips do que com a música em si)?
Pioneiro da Música Eletrônica, o grupo Kraftwerk já mudou levemente a abordagem original da música principal do álbum, da Eletrônica para ativismo ambiental contra radiação nas novas apresentações da mesma, mas músicas como "Antenna" ou "Airwaves" perdem completamente o significado, à menos que o ouvinte seja um aficcionado por Física ou Eletrônica analógica. (Bom... Eu até entendo que é preciso ser mesmo MUITO nerd para gostar de certas músicas desse álbum... Mais até do que eu, acho.)
Aliás, os cursos de Eletrônica analógica eram promovidos como de "Rádio e Eletrônica", antes de "Eletrônica, Rádio e TV" e os radio-amadores precisam ter conhecimento em Eletrônica para poderem operar com o máximo de eficiência, seus sofisticados transmissores e receptores e assim, manter a mais eficiente e confiável rede de serviços de Inteligência seja para a Defesa Civil, seja para serviço militar.
Aliás, entre os radio-amadores, existe uma máxima "apocalíptica" que diz que "se algum dia todos os sistemas de comunicação da Terra entrarem em colapso, ainda existirá o código Morse". Aliás, há lugares onde isso já aconteceu por causa de desastres naturais e os radio-amadores ajudaram no socorro.
E falando em Apocalipse, os mórmons costumam recomendar entre si, terem em casa, sempre um rádio à pilha ou bateria, prevendo exatamente esse tipo de colapso... (E eu é que sou paranóico, né?)
Pensando bem... Quem sabe no futuro, a Internet inteira entre em colapso com algum vírus ou com algum governo totalitário mundial, acesse todas as "portas dos fundos" secretas de todos os dispositivos conectados à grande rede para espionar (como já acontece), derrubar todos os dispositivos ou escravizar todo mundo ao estilo "Grande Irmão" de "1984"?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Já chegamos naquele período do mês em que tenho de postar algum conteúdo no meu blog... o veeeelho blog.
E ninguém parece perceber que esse monte de denúncias e julgamentos na Política que certamente terminarão em pizza, que essas brigas sem sentido por direitos trabalhistas que não serão perdidos ou pela Previdência Social que um dia certamente deixará de existir, não passam de pura distração para que ninguém faça pressão sobre ítens de real prioridade de importância para a população como o Fim do Foro Privilegiado, o voto impresso (que apesar da lei aprovada, está sob ameaça), as "10 Medidas Contra A Corrupção" e o fim do Estatuto do Desarmamento.
É muito mais fácil brigar por narrativas de pura propaganda do que raciocinar sobre as estratégias por trás disso, afinal de contas, a prioridade dessa gente toda é e sempre será festa, futebol e cerveja ao invés do futuro dos filhos ou dos netos no melhor estilo "eu sou esperto, vou passar a perna em todo mundo e viver o presente no meu mundinho enquanto a próxima geração que se foda!"
Bem assim mesmo... Sem honra, dignidade baseada em imagem publicitária própria (vulgo "status social") e conceitos de "felicidade" todos baseados nisso.

É um mundo muito triste o que vivemos hoje.



A Resposta para o Enigma de Publius: Se existe um Deus de verdade, Ele sussurra música
"Se você quer descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, freqüência e vibração."


Quem já me acompanha nesses quase 15 anos de textos, certamente já sacou que eu mudei muito nesse tempo todo, especialmente após o período menos produtivo de conteúdo aqui nesse velho periódico pessoal, em que eu estava muito mais ocupado em aproveitar a melhor época da minha vida e deve estar se perguntando até se eu ainda sou o mesmo cara depois que tudo foi destruído.
Acreditem... estou tentando e muito nesse tempo todo.
De 1 ano para cá, com o fim da minha equipe na AT&T, pude me dedicar mais a mim mesmo (e só a mim mesmo) em busca de algo que resgatasse pelo menos uma essência do que eu era.
Somente hoje, após quase 5 anos sem vontade de ouvir música como estou ouvindo agora, ouvindo o CD "The Division Bell", totalmente "flat"* direto do CD-Player, sem nenhum outro equipamento no meio com bons fones AKG-K121 Studio (projetado para vocal e mixagem, baseado em certos modelos de referência de estúdio há quase 40 anos)...
É estranho eu sentir vontade de ouvir logo esse trabalho do Pink Floyd como o primeiro em "flat" após anos sem praticar esse exercício... Logo ele, envolto no famoso mistério do Enigma de Publius, que pelo menos pela minha interpretação, não é mistério algum.
Sendo otimista, quem sabe volto a ser o audiófilo que eu era e voltar a sentir algo com a música? (Embora eu tenha postado o #ClipDoDia como uma missão diária de divulgar um pouco de música nesse mundo vazio de hoje.)
Mistério mesmo é o que me trouxe de volta essa vontade após tantos anos.
E foi muito difícil eu voltar a sentir vontade de fazer esse exercício, embora seja uma necessidade natural, quando se passa quase 2 anos estudando canto como um hobby, assim... quando dava inspiração, sem fazer os exercícios como deveria, nem a menor disciplina (até porque não tenho a menor intenção de ganhar a vida com essas coisas), mas... as aulas de canto me ajudaram a achar alguma coisa perdida no tempo: Ao tentar cantar como (mais um exercício prático), a primeira música que me lembro de ter cantarolado na vida ainda quando criança e para a minha surpresa, sentí um fragmento de emoção. Coisa que eu não já sentía mais há anos e que eu achava que tinham se esgotado para sempre. E cantar sem sentir emoção nenhuma, é desesperadoramente horrível, resultando em gravações de péssima qualidade final.
Foi pouco, mas o suficiente para trazer de volta, lágrimas aos olhos deste "defunto" aqui.
Acho que encontrei uma pequena peça sobrevivente que talvez possa me ajudar a construir de novo pelo menos uma parte do que já fui.
Mas definitivamente, nunca mais serei o mesmo e não sei o quê isso vai fazer de mim de agora em diante.
Se essa experiência de ouvir em "flat" se mostrar promissora, passo de novo para o próximo nível e... bom... tenho "Division Bell" em LP aqui no meu acervo pessoal, embora seja o único LP do Pink Floyd com master digital antes do álbum "The Endless River", em que a banda já não se encontra mais completa devido à morte do tecladista, Richard Wright de modo que o álbum foi feito de sobras de estúdio em sua homenagem.
Após alguns dias dessa experiência aí, semana passada, tive uma longa conversa com um grande amigo (que já conheço há quase 30 anos) e que para a minha surpresa, por muito pouco não acabou com a própria vida.
Sinto que essa conversa o ajudou (bem mais que o tratamento psiquiátrico e medicamentos ao qual ele se submeteu) e de certa forma, acho que essa conversa talvez tenha me dado alguma pista do por quê de eu ter voltado do Reino dos Mortos.
Só espero que esse não seja o único motivo, porque esse mundo não tem mais salvação. Pelo menos não vejo nenhuma para a Espécie Humana, que segue a cada dia mais inconsciente para a própria destruição, como gado na fila do matadouro... e igualmente conformada, de modo que tudo o que já escreví aqui, seja como aviso, seja como exposição de realidades inconvenientes aos olhos já totalmente hipnotizados pelas ilusões do Reino dos Vivos.
Sei que esse texto aqui certamente deve soar estranho, mas... logo eu, que sempre fui apaixonado por ouvir boa música e de repetir incontáveis vezes que foi a única paixão que tive em vida que nunca me decepcionou... Bom... parece que ela me retribuiu com esse presente: um mísero fragmento de memória sensorial da minha infância como um precioso ponto de partida, como um fragmento de DNA inerte aterrissando num planeta estéril dentro de um meteorito.
Não se enche um planeta com vida assim da noite para o dia, mas ao longo de bilhões de anos, de tentativas e erros que formam novas formas de vida e múltiplas extinções em massa.
Alma, coração... Mesma coisa.
É certamente por isso que também chamam essas coisas de "vida".


*"Flat" é como audiófilos e engenheiros de som chamam o sinal "puro" à partir da fonte do sinal, sem nenhuma equalização e com o mínimo de interferência, de modo que ele fique absolutamente intocado, conforme produzido inicialmente. A audição desse tipo de sinal é geralmente "colorida" pelos próprios fones ou sistemas comuns de alto-falantes e para ouvi-los realmente em "flat", apenas com equipamento profissional de referência, do tipo que tem resposta "plana" ou "linear" ao longo do espectro.
É um exercício de referência tonal com o objetivo de re-educar o ouvido, na verdade, o cérebro, para perceber nuances escondidas.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Este mês estou sem a menor idéia do que escrever neste blog.
Geralmente escrevo sobre coisas que me perturbam, indignações, observações que sei que são ignoradas propositalmente ou não, um pouco da minha visão "fora da caixa" do mundo (que alguns vêm como um "superpoder" e outros como uma "doença", mas no fundo é ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição), em suma, inquietações da minha mente.
Desta vez, eu estava sem a menor idéia nem vontade de escrever aqui, ser repetitivo, então resolví publicar uma versão revisada de um dos meus textos de rascunho que guardo há muitos anos, porque sei que poderia causar muita polêmica, ou parecer muita "viagem", mas como tudo nesse blog visa atiçar a curiosidade dos leitores para que façam suas próprias pesquisas à respeito, achei que talvez fosse o momento certo de postar isso, embora não como um artigo rico como eu pretendia inicialmente.
É um daqueles textos que é bom para se ter em mente que é muito mais importante se questionar sobre suas próprias convicções do que acreditar nas respostas que você já tem.
Chamem como quiser... conspiração, creepy pasta, "viagem", "brisada"... Francamente, isso pra mim não importa.
O texto de hoje contém material observado durante décadas. E até hoje, muitas perguntas permanecem sem resposta.
Teorias da conspiração é o que não faltam no mundo de hoje... e se apenas uma delas for real, certamente existe muito mais sujeira embaixo do tapete.


O Caso Michael Jackson
"Há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser enganado por eles."
Charles Colton


Minhas suspeitas sobre esse caso nasceram ainda no começo dos anos 80, em que eu era fã do Michael Jackson (e nem tinha como ser diferente. Quem não era fã do Michael Jackson naquela época?)...
Bom... as suspeitas começaram com a notícia (mais precisamente de 27 de janeiro de 1984) de que ele teria sofrido um acidente e a estranhíssima primeira imagem dele após o tal acidente, divulgada um dia depois num dos telejornais da Globo*, que mostrava um cara de óculos espelhados bem grandes, uma faixa na cabeça embaixo de um chapéu tipo Fedora que nem de longe combinava com a roupa que ele estava usando e com a famosa luva acenando para o público.
Naquele instante pensei comigo mesmo: "Aquele cara não é o Michael Jackson!"
A forma de caminhar, de acenar para o público era absurdamente diferente, mas deixei quieto. Imaginei que talvez fosse alguma medicação forte ou algo assim. Mas foi o dia em que minha "pulga" começou a coçar atrás da orelha.
Note que esse vídeo "sumiu"... hoje, o máximo que conseguí achar foram umas fotos de dentro do hospital supostamente logo após o acidente (que sumiram do YouTube, supostamente por infração de "direitos autorais").
E a cena do mesmo dia dele, seguindo para o hospital de maca.

No entanto, deixei de lado até que no meio dos anos 90, topei com um texto de humor na Internet, que apesar de obviamente nem um pouco sério (e com sérios erros diga-se de passagem), especulava sobre o assunto com alguns argumentos bastante plausíveis e isso aguçou a minha curiosidade.
A página foi refeita, mas o texto continua lá... recomendo dar uma lida, apesar das palhaçadas.
Note que no texto desse site, diz que "durante a gravação de um comercial de TV Jackson sofreu um acidente, acreditou-se, na época, que um dos refletores de luz teria caído em sua cabeça. Foi divulgado um comunicado à imprensa afirmando que Michael teria sofrido apenas leves escoriações, que arruinaram seu cabelo afro para sempre. Mas segundo testemunhas o acidente foi bem mais grave do que se divulgou na imprensa". O que confere com o que eu me lembrava. E se levarmos em consideração que é muito comum as celebridades mudarem de visual durante a carreira e geralmente serem vistas apenas de muito longe ou maquiadas na TV, é plausível a idéia de se trocar uma pessoa por um sósia impostor. inclusive, é comum certos ditadores usarem desse artifício para se protegerem de possíveis snipers.
Sob essa ótica, o tal texto de humor pode não parecer assim tão absurdo. Especialmente se levarmos também em consideração que não é a primeira vez que um artista é substituído por outro a citar o famoso caso do Paul McCartney em que até o Ringo Starr admitiu a história. (Coincidentemente, Michael e Paul eram conhecidos como amigos e até gravaram juntos algumas vezes.)

Somente um bom tempo após sua morte oficial, mostraram a "cena inédita" em que uma explosão dos efeitos especiais, ocorre muito cedo queimando seu cabelo, no sexto take da gravação de um comercial da Pepsi cujo contrato fôra de 5 MILHÕES DE DÓLARES... Eu diria que era bastante dinheiro para a época, dada a desvalorização do Dólar e não é à toa... O último álbum lançado até o tal acidente foi "Thriller", indiscutivelmente um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.
Logo, a franquia "Michael Jackson" vendia feito água e certamente lucrou muito.
Só para se ter uma idéia, em Março de 1984, o making of do clip de "Thriller" lançado foi lançado em VHS e o número de vendas só foi superado por "Titanic" em 1997 (13 anos depois).

Curiosamente, após o tal acidente, uma série de fatos estranhos começou a acontecer dos quais, destaquei apenas alguns aqui:

1 - Após o acidente e terminada a turnê de shows pré-agendada da Pepsi (durante esse período, Michael Jackson não tirava o estranho óculos preto do rosto de jeito nenhum e em público, sempre apresentava uma expressão um tanto "tensa"), Jackson praticamente "sumiu" até 1988 quando surgiu o filme "MoonWalker, que começa legal, mas tem uma estranhíssima quebra de roteiro e de repente vira praticamente uma coleção de clips antigos sem ligação alguma.
Repara na expressão do rosto dele na entrega do Grammy em 1984... (Seria um primeiro impostor?)

2 - Ele virar completamente recluso por anos enquanto surgiram uma porção de boatos sobre sua vida pessoal (vide Wikipédia entre 1987 e 1990) e de repente ele aparece... branco!? (Seria um segundo impostor?)

3 - O modo de cantar "You Are Not Alone", definitivamente não me convenceu como audiófilo, apesar de eu achar a canção maravilhosa, a expressão da voz dele me pareceu estranha além de bem mais aguda do que eu estava acostumado da voz dele além de "marcadinha demais" para um artista do naipe de Jackson, mesmo assumindo "uma nova fase".
É um tipo de marcação quase primário em cursos de canto. (Estou no meio do meu curso de canto e ainda não consegui me livrar desse "vício de expressão".)
Quando chegou nesse ponto, resolvi tirar à limpo comparando o áudio do famoso "gritinho" de "Don't Stop Til Get Enough" e "Bad"... e pasmem! Segundo a análise no computador (o que pode ser feito tranquilamente através da comparação espectral em qualquer software que disponha desse recurso, como Steinberg Wavelab), definitivamente não há como dizer que se trata do mesmo aparelho vocal**.

4 - Estatisticamente, todos os álbuns após "Thriller" nem de longe se comparavam à riqueza artística do mesmo ou antes dele (embora tenham vendido muito bem no Brasil). Nem mesmo os "carros-chefe" dos álbuns soavam naturais. Seqüências de samples de voz deixavam as músicas sintéticas demais. (OK... Convenhamos... aqui é um ítem subjetivo e questão de gosto.)

5 - Tenho um outro amigo também pesquisando e coletando dados. E ele já também está chegando às mesmas conclusões. No caso dele, o que disparou sua curiosidade foi a diferença de performance de dança.
Exemplo: Era muito comum Michael Jackson puxar a calça próximo à virilha enquanto dançava, para não atrapalhar na performance.
Nas performances mais modernas, é mais comum ve-lo simplesmente pondo a mão na virilha.

6 - Em 2000, "Michael" e a gravadora Sony começaram a se desentender de forma muito estranha até pouco antes de sua morte, através de seus pronunciamentos e atitudes, ele ameaçava "abrir o jogo" e "derrubar" a gravadora.

7 - Após a morte oficial em 25 de junho de 2009, notaram que o corpo imediatamente "sumiu"? E logo depois era um tal de ninguém saber o que fazer com ele, onde seria enterrado, ou se seria autopsiado... enfim acabou sendo enterrado em 7 de julho de 2009, ou seja... 12 dias depois. (12 dias!!! Quem conserva um corpo com tanta dúvida por 12 dias???)

8 - O filme "This Is It", supostamente feito como "Making Of" dos preparos do novo show, que foi praticamente inteiro baseado em re-edições (remixes) dos trabalhos antigos... TODOS com playback.

9 - O recente lançamento do álbum póstumo "Michael" já gera polêmica: seus filhos mais velhos dizem que a voz que se ouve em algumas das canções não corresponde a de seu pai.
A Sony Music naturalmente rejeita as acusações e vai continuar ganhando dinheiro com a marca "Michael Jackson".

10 - Em 2010, os próprios filhos de Michael Jackson classificaram o lançamento do álbum póstumo "Michael" de "fraude".

Conclusões:
Todos sabemos que todas as grandes potências mundiais de mídia pertencem (assim como incontáveis corporações dos mais diferente setores) a um grupo de pessoas muito poderosas cujos propósitos levantam muitos questionamentos.
Mesmo que o verdadeiro Michael Jackson tenha de fato morrido em 2009, sempre onde rola muito dinheiro, o terreno pode se tornar demasiadamente perigoso. Especialmente quando certos projetos estiverem para ser desmascarados.

E aí? Consegue dormir com tanta dúvida sobre até que ponto tudo isso é ou não verdade ou mera imaginação, com tantos fatos apontados com seus respectivos links?
Até que ponto o mundo em que eu e você vivemos, não passa de uma imensa fraude?


* Continuo revirando o YouTube atrás dessa cena.
Não encontrei ainda, o que acho muito estranho para uma imagem supostamente divulgada mundialmente.
Mais estranho ainda, essa cena não ter sido exibida após a morte "oficial" dele e estranhamente, pouco depois o assunto daquele mesmo acidente ter voltado à tona com "cenas inéditas".
Será que todas as agências de notícias do mundo perderam aquela cena, substituindo apenas pelas cenas "inéditas" divulgadas recentemente?

** Qualquer dia, pretendo fazer a experiência novamente, de forma muito mais sistemática (e desta vez, devidamente documentada), tendo por base um mesmo formato de mídia capaz de uma resolução muito maior (LP analógico) para "matar" todas as dúvidas sobre essa questão da alteração de voz, muito além da diferença de idade.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Eu fui criado num tempo em que se prezava a dignidade através da integridade, da educação, do bom trato e respeito ao próximo, da elegância de pensamento e conduta justa.
Hoje, os tempos são outros e o que se preza é a imoralidade, o poder de destruir reputações, pensar e agir como bandido.
Nesse cenário, não dá para esperar que alguém como eu consiga se sentir feliz por muito mais tempo do que alguns minutos enquanto distraído da realidade desse cenário em que eu, obviamente me sinto cada dia mais deslocado, nem de longe me identificando com esse caminho que a Evolução da espécie humana está seguindo.
Nos últimos tempos, estou revivendo as lembranças de tudo o que já tive de experiência de vida, tentando resgatar um pouco daquele cara que morreu no final de 2012 após ter conseguido tudo o que sonhou alcançar em vida numa tentativa desesperada de buscar sem sucesso, algum motivo para acreditar que vale a pena sonhar em ter pretensões ou acreditar nelas, uma vez que tudo no que aquele cara acreditou, aos poucos foi se comprovando como sendo ilusão até o dia da morte de sua alma, quando a última ilusão em que acreditava, logo a única que tinha condições de reverter seus conceitos formados ao longo de uma vida de decepções em todos os campos de sua vida, se mostrou como era: apenas mais uma fraude, assim como Deus, fé, esperança.
A maior maldição de um homem que volta do Inferno, é desconfiar de tudo e de todos. É não ter vida, por não ter fé em nada, nem acreditar em nada.
Hoje, não há mais ver como perdoar os responsáveis pela morte daquela alma, mas infelizmente, só o tempo mostrará as consequências disso.
Que sejam amaldiçoados com todos os demônios do Inferno!


O Caos da omissão
"Quanto menos educação, mais se tende à barbárie."


Estamos vivendo um período histórico muito perigoso.
Tudo bem que muito do que eu disse sobre o futuro da política aqui nesse blog e que foi muito criticado acabou acontecendo (para o ódio dos críticos "acadêmicos" hoje inconformados), mas no cenário atual, a instabilidade já se instaurou de tal forma, que é impossível fazer qualquer tipo de previsão.
Já se arquiteta uma média de 3 golpes de Estado por dia no Brasil enquanto a mídia chama terrorismo de "manifestação" (basta procurar no dicionário para conferir a definição) além de tentar empurrar outras "novilínguas" como chamar direita de "extrema-direita" (regime que tecnicamente só existe dentro de um quartel) para poderem chamar a esquerda de centro, ou ainda dar um jeito de "enxertar" um jeito de repetir menos 2x por dia no "Jornal da Cultura" ou todo programa "Domingão do Faustão" que o período militar foi "ditadura" ao invés de um Estado de Exceção. (E todo mundo sabe que repetição é técnica de lavagem cerebral.)
Ora... se a mídia vive de propaganda, é óbvio que é mais lucrativo defender quem é feito de pura propaganda ao invés de expôr essa gente como eles realmente são!
Enquanto a Polícia Federal continua "enxugando gelo" ao expôr os intermináveis e imensuráveis esquemas de corrupção envolvendo políticos, empresários e sindicalistas (embora a mídia nem os cite como parte do esquema), os "expostos" financiam esquemas de tomada de poder com a divulgação de uma gravação montada apresentada na mídia simultaneamente a duas "manifestações" (uma na Av. Paulista e outra em Brasília) além de uma carta de pedido de impeachment claramente pré-redigida.
Se a tal gravação não tivesse sido descoberta como fraudulenta à tempo, o Presidente não poderia ter convocado o Exército (pois estaria sem seu status de "Comandante em Chefe") para conter a "manifestação" (financiada pelos "expostos" bem como os 16431 sindicatos que perderão a "boquinha" da "contribuição" sindical obrigatória com a nova Reforma Trabalhista) e ela certamente poderia ter tomado dimensões maiores e imprevisíveis.
Essa semana, o remédio para acabar com esse pesadelo todo será novamente votado: o fim do Foro Privilegiado, que duvido que seja aprovado justamente pelos "expostos" que naturalmente querem continuar "blindados" pelo Foro Privilegiado através do qual, Ministros como Marco Aurélio Mello, o mesmo que estava tremendo de medo ao se manifestar sobre a autorização da presença das FFAA na Praça dos 3 Poderes, talvez achando que isso poderia evoluir para uma Intervenção Militar Constitucional em que ele e outros cúmplices certamente seriam julgados por um tribunal militar.
Aliás, vendo por esse lado, se eu fosse um desses políticos corruptos, eu preferiria aprovar o fim do Foro Privilegiado e responder na Justiça (a mesma que livrou a cara dos donos da JBS) ao invés de ter de ser julgado por um tribunal militar depois. Mas como o Poder cega e torna os poderosos irracionais, eles muito provavelmente vão preferir do jeito difícil.
O desespero com a exposição é tanto, que estão tentando de tudo... É PEC para passar por cima da Constituição (que já prevê situação de vacância de cargo na Presidência) para antecipar eleições presidenciais (através de um sistema eleitoral já comprovadamente fraudulento que eu repito: já frauda eleições presidenciais desde 1996) ao invés de se fazer eleição indireta pelo Congresso (o que é ruim, mas pelo menos é Constitucional); É tentativa de "emplacar" a idéia de se formar uma nova Assembléia Nacional Constituinte para se fazer uma nova Constituição; É acordão entre o Presidente atual e dois ex-Presidentes (um, enrolado com a Justiça até o pescoço e outro que o STF (em que ninguém mais acredita) já disse que nem pode ser investigado, mas que pode ter sido o cara que deu orígem a todos esses esquemas ainda em 1985 com a estranhamente "conveniente" morte do Tancredo Neves antes de assumir a Presidência)... e sabe-se lá o quê mais já estão tramando para essa semana!
Não bastasse o caos na política, ainda temos o crescimento exponencial do estado de infantilidade mental por histeria coletiva induzida por "causas humanitárias politicamente corretas" que fazem essas vítimas dessa doença mental coletiva acreditarem que conseguirão fazer alguma diferença pela paz mundial soltando bolhas de sabão na praia de Ipanema enquanto outro grupo ao som de "pancadão" para mante-los acordados enquanto se drogam até os ossos, se armam para praticarem mais arrastões sobre os cidadãos desarmados justamente pelo mesmo tipo de pensamento "politicamente correto" que dá mais valor aos animais do que aos seres humanos.
Animais como o inocente gatinho arremessado por uma "vítima da sociedade" contra a polícia que estava tentando fazer o trabalho dela desesperadamente, tentando conter a desordem, arriscando suas vidas por muito menos do que muitos dos que estavam lá destruindo patrimônio público e privado, certamente ganham por mês.
O quê poderia ter evitado tudo isso?
A resposta é muito simples: Educação.
Não a doutrinação marxista que já toma conta de TODAS das universidades brasileiras desde 1976 e que forma novos doutrinadores geração após geração desde então, mas educação pragmática, crítica, sem duplicidade de pensamento nem palavras de definição dúbia.
Valores como o respeito ao próximo indiscriminadamente (ao invés de acusações estupidamente irracionais de homofobia, machismo, racismo ou qualquer outro "ismo"), de construção familiar, de boa vizinhança, de se autopoliciar para ser exemplo de integridade ao invés de "vida loka", deveríam estar no topo de nossos objetivos de vida.
Lamento ter de dar esse chacoalhão aqui, mas não se alcança integridade sendo "politicamente correto" ao invés de logicamente correto.
E infelizmente, nós, como povo, falhamos gravemente nesse sentido e continuamos falhando cada dia mais, exponencialmente.
À medida que fomos omissos, distraídos com a supervalorização de futebol, bebida (em especial, a cerveja) e festa (em especial, balada e Carnaval) para "socializar", nos deixamos doutrinar por idéias que nunca passaram de pura propaganda para nos iludir enquanto tomam de nós, nossa liberdade, nosso esforço de trabalho, nossas vidas.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

É lamentável o hábito do ser humano atual, de tomar por verdades, conclusões imediatistas sem um mínimo de análise crítica dos fatos.
Assim, declarações curtas e ingênuas sobre certas notícias se mostram tão vazias quanto sensacionalistas.
Uma movimentação militar de dissuasão conforme uma resolução do Conselho de segurança da ONU, seguindo um acordo assinado em 1953 já viram declarações nas redes sociais como "é o começo do fim" ou "vem aí a Terceira Guerra Mundial".
Para se chegar a um conflito nuclear ou uma Terceira Guerra Mundial, o número de fatores ainda precisaria ser muito maior, com um envolvimento sistêmico entre países cujas populações estão já bastante ocupadsa tentando sobreviver em meio a seus problemas internos, embora que os globalistas parecem mesmo ter bastante interesse em criar condições sistêmicas para um caos mundial e consequente "Guerra Mundial" com a abertura de fronteiras para espalhar a atuação de grupos terroristas pelo mundo.
Nenhum conflito se resolve sem a compreenção profunda do mesmo.
Compreenção que definitivamente não existe aos estúpidos ou ignorantes.
E sinceramente, já estou cansado de conflitos, de estupidez e até de perder tempo com esse blog (nem estou lá muito a fim de pôr links de referência como sempre faço nos meus textos aqui.)
O momento histórico em que vivemos, exige muita meditação e tranquilidade de espírito para que as atitudes e as declarações estejam corretas.


O Graveto
"A felicidade é o torpor dos ignorantes."


Sobre sua Teoria Geral da Relatividade, Albert Einstein soltou a simples e célebre frase "Tudo é relativo.", infelizmente muitíssimo mal interpretada até hoje em que se relativiza tudo ao invés de entender que tudo e todos no Universo, estão interligados.
Outro dia eu estava caminhando aqui pelo condomínio por uma dessas trilhas de concreto no gramado quando chutei um pequeno graveto que caiu de alguma árvore próxima.
Difícil imaginar uma atitude tão natural corriqueira e aparentemente insignificante, não?
Para nós, humanos, com certeza.
Mas e para o Universo que nos cerca? Alguma vez paramos para pensar nisso?
O graveto foi parar na grama, provavelmente partido em mais um ou dois pedaços. Uma parte provavelmente irá apodrecer, virar alimento para fungos e bactérias, que poderão servir de alimento para insetos; outra parte poderá ser levada por formigas para cultivar fungos para se alimentarem e outra parte, pode simplesmente virar adubo para a grama.
O inseto que se alimentar dos fungos do graveto, provavelmente se contaminará e levará desses fungos e bactérias para outros materiais orgânicos para serem decompostos, ou para animais, que poderão adoecer e gerar anticorpos (se forem novos) ou morrerem (se forem velhos).
Geralmente pequenos animais como ratos ou camundongos, quando adoecem, tornam-se presa fácil para cobras ou corujas, enquanto os insetos, podem se tornar alimento para certas aves como pardais, pica-paus ou galinhas, essas últimas, podem servir de alimento ao Homem, que na idade da pedra, eram certamente difíceis de serem caçadas, estimulando a necessidade de se inventar armadilhas ou armas tanto para caça-las, como para disputa-las com outros predadores ou de sobreviver a outros predadores ou mesmo de se defender dos interesses de outras tribos.
Hoje as galinhas são criadas em cativeiro já com o propósito alimentar, assim como algumas outras espécies, mas a necessidade de inventar armadilhas ou armas por questões de sobrevivência ou defesa, foi e ainda é uma necessidade primária do ser humano. E é por isso que certas tribos continuam tentando desarmar outras tribos por interesse, seja em riquezas naturais, seja por escravizar mesmo, subjulgar.
Assim sendo, pelo menos em essência, o ser humano não mudou absolutamente nada da idade da pedra para hoje, embora tenta-se criar a idéia de que "evoluiu", como se as necessidades primárias de sobrevivência, defesa pessoal ou de sua família (que é o que motiva o ser humano a sobreviver) não fosse mais prioridade.
Assim, nasce a subversão. Doença que implica não apenas na distorção desses valores primários, como na formação de um sem número de fatores que vão desde o cultivo do ódio alheio, idéias que geram preconceitos e histerias coletivas de modo que um grupo tenha a necessidade psicológica de criticar ou de combater outro grupo por não compartilhar dos mesmos valores.
E isso acontece seja por questões religiosas, políticas, étnicas, ou culturais, mas aparentemente, a imensa maioria dos seres humanos hoje são absolutamente incapazes de perceber a profundidade disso e levantam bandeiras humanitárias para "morder a pizza pelas bordas", criando na maioria das vezes, ainda mais discriminações e intolerâncias, apesar do aparente posicionamento bem intencionado.
A chave para contornar esse tipo de coisa está no indivíduo ao invés do grupo.
Infelizmente, hoje são muito raros os indivíduos que entendem esse tipo de coisa e cuja solução para manter sua sanidade mental para fugir dessas histerias coletivas, é o isolamento delas na medida do possível.
Isolamento que possibilita a esses indivíduos, observar o mundo de fora desses grupos, mas ao invés de se ocuparem com causas filosóficas ou a evolução da espécie humana como gostariam (talvez estudando novas maneiras de viajar pelo espaço levando a espécie humana para outros mundos ou sei lá o que mais), se sinta frustrado ao não ver mais muito futuro nesse tipo de coisa de tentar fazer a espécie humana evoluir para algo mais nobre e acabam meditando sobre as consequências das coisas aqui na Terra mesmo, incluindo as mais simples ou insignificantes, como chutar um graveto num final de tarde, exercitando a humildade de se identificar com aquele graveto com a plena consciência de que tanto o graveto como si mesmo, não passam de apenas umas peças ínfimas de uma enorme máquina chamada Universo.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Não é novidade que desde 27 de Dezembro estou fazendo um curso completo de canto e que essa semana completei o primeiro módulo (que o professor recomenda 6 meses para fazer, mas eu fiz em menos de 4). E estou achando o curso excelente! Muito melhor do que muito curso que andei ouvindo falar "por aí"... Alguns em que uma única aula custa mais caro que o curso completo que estou fazendo.
Isso me dá um pouco de "nó no cérebro", uma vez que minha vida toda sempre fui técnico, pesquisador, meio inventor, meio "cientista maluco", consertador de coisas que muita gente considerava impossível de consertar, um curioso irremediável, utopista romântico ou filósofo introspectivo... Em outras palavras, nada a ver com aulas de canto. Mas por alguma razão, estou gostando.
Talvez seja parte de alguma nova transformação ou preparo para alguma nova fase pessoal.
Por experiência, essas fases não começam da noite para o dia e ainda não faço idéia de que caminho devo seguir ou que circunstâncias eu vou encontrar daqui para frente, ou mesmo o que vou fazer para ganhar a vida.
Mas que as coisas estão mudando, estão.
Até minha mãe que sempre criticou tanto tudo o que eu fiz na vida, há cerca de 1 ou 2 meses disse que tudo o que faço é sempre muito bem feito! (Isso foi uma surpresa tão grande pra mim que estou perplexo até agora.)
Novos amigos, novos esquemas de trocas de idéias, novas responsabilidades (com a idade dos meus pais aumentando)... E uma imensa bagagem de experiências de vida sobre as quais tenho meditado muito nos últimos meses.
Eu só queria saber onde isso vai me levar, que tipo de porta isso vai abrir pra mim, que tipo de experiências que eu já não tenha vivido isso não vai me trazer, ou que tipo de decepções que sempre as acompanham.
Só sei que já não sou mais o garoto imaginativo, o adolescente inventor, o jovem zoeiro, o rapaz babaca, o "Mestre" em Computação Gráfica (embora tenha gente que me chame assim até hoje) ou o técnico de suporte famoso por simplificar e otimizar processos altamente confusos e ineficientes.
Eu nem sei mais o que eu sou.
Acho que não sou mais nada, assim como tudo em que eu acreditava.


O Nível Superior
"Todas as normas fixas são incapazes de adaptabilidade ou flexibilidade. A verdade está fora de todas as normas fixas."


Em nenhum período na História da Humanidade, fomos tão bombardeados com dados em nossas mentes como agora. (Notem bem que eu disse DADOS, não INFORMAÇÕES.)
Em umas 2 horas de navegação na Internet, por exemplo, nossos cérebros estão sendo atordoados com mais dados do que um cidadão típico do meio do século 19 seria capaz de assimilar durante a sua vida toda.
E agora a parte ruim: a imensa maioria desses dados são absolutamente inúteis (piadinhas, animações e filmes de bichinhos bonitinhos e coisinhas engraçadinhas, fofinhas...), desinformação (boataria, pregação religiosa ou política, pseudo-ciências, "pesquisas" ou "estudos" sem fontes ou com fontes questionáveis ou ainda financiadas por fontes interessadas em propaganda...), futilidades (fofocas, qualquer coisa relativa a celebridades, "videocacetadas", pegadinhas, pseudo-testes, pornografia), propaganda (disfarçada ou não), etc.
Ou seja... desses dados todos, muito pouca coisa pode ser aproveitada para se construir alguma INFORMAÇÃO com base suficiente para ter alguma qualidade.
Mas nem tudo é ruim.
Além das distrações da Internet, que na maior parte do tempo obtidas através das redes sociais (que são um tesouro para pesquisadores de perfís de usuários potenciais consumidores ou potenciais eleitores ou potenciais escravos de futuros governos totalitários e portanto, as empresas que administram as tais redes sociais faturam uma boa grana vendendo esse tipo de relatórios estatísticos além da propaganda direcionada), existe um sem-número de blogs pra todo gosto (informativos ou não), workshops, tutoriais, manuais, livros e... cursos, MUITOS cursos. Mas muitos cursos mesmo! E BONS!!! E muitos deles, melhores, mais rápidos e mais focados no assunto do que quaisquer cursos de graduação oferecidos da forma tradicional cujos títulos (no caso do Brasil) são monopolizados pelo Governo através do MEC (Ministério da Educação e Cultura, atualmente apelidado de "Ministério da Educação Comunista"), que decide quais cursos merecem ou não serem reconhecidos com o pomposo título de "nível superior".
Reconhecimento esse que exige toda uma cadeia burocrática também autorizada, controlada e fiscalizada pelo MEC.
E como toda burocracia custa caro, um certificado reconhecido com esse título "fascista/nazista" intitulado "nível superior". Título esse, que até soa até como se fosse algo acima dos reles mortais plebeus, como se os mortais plebeus que os têm, fossem mesmo "superiores" de alguma forma, ou algum tipo de "raça ariana" ou alguma coisa assim... E como se todos os outros certificados de todos os outros cursos fossem destinados aos guetos ou campos de concentração. O que na prática, é exatamente a idéia por trás desse monopólio.
Com a imensidão de cursos online ou à distância que existem hoje, eu poderia por exemplo, fazer um curso de graduação em História Econômica pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts (instituição que sozinha gerou mais prêmios Nobel que TODAS as universidades brasileiras juntas - que aliás, não geraram nenhum), sem gastar praticamente dinheiro algum e consumindo muito menos tempo que em qualquer curso de graduação tradicional, mas cujo certificado reconhecido em qualquer país desenvolvido - adivinha - não é reconhecido pelo MEC e portanto o Governo não reconhece como curso de "nível superior".
Quais as consequências disso?
Bom... primeiro, que se acontecer alguma cagada e você for preso(a), ficará em cela comum (viu Lulinha?).
Segundo, que muito estagiário de empresas de recursos humanos na hora de fazer os anúncios de empregos, exigem o tal do "nível superior" sem nem saberem direito o que diabos isso significa. E eles o fazem em TODOS os anúncios, inclusive de faxineiro, recepcionista, atendente e figurante de novela das 6h.
Terceiro, que existe toda uma cultura tradicional quase religiosa, (com crenças, rituais e tudo) de que curso de formação "que vale" é curso universitário, acadêmico... que é claro, só podem ser os reconhecidos pelo governo ou perigam até ser "demonizados" pela percepção comum, especialmente pelos que se formaram através desse processo tradicional. (Claro! Gastaram rios de seu suado dinheiro e tempo sofrido quase traumatizante para isso! Nem tem como culpar essa gente por esse sacrifício todo.)
Quarto (a parte que eu até concordo), certas profissões não podem ser exercidas sem autorização certificada pelo governo. MAS... (a parte que eu discordo) na maioria dos casos essa autorização não é uma prova PRÁTICA de competência. Geralmente é uma prova teórica (que pode muito bem ser gabaritada na base da "decoreba" de apostilas que podem ser obtidas legalmente ou não), mas que para poder fazer, precisa do certificado reconhecido pelo "Ministério da Educação Comunista" a menos que você seja estrangeiro(a).
E quinto, o preconceito de quem nunca fez um curso desses ou já se formou pelos ritos tradicionais arcaicos (como toda religião que se preze) para a Era digital online extremamente dinâmica atual e que naturalmente quer valorizar a grana e tempo que gastou com isso, como aqueles manés do LinkedIn que traduziram propositalmente "Education" ("educação", "ensino", "instrução", segundo o Google Tradutor) como "Formação Acadêmica" na versão em Português do site, só para citar um exemplo.
No mundo dinâmico e diverso em que vivemos hoje, esse tipo de visão tacanha, engessada e preconceituosa sobre o valor dos cursos atrelados a certificados controlados pelo governo, felizmente já quase inexistem em países desenvolvidos e há empresas (realmente grandes e sérias, como IBM, AT&T, Google, NVidia, Facebook, Mercedes-Benz, Amazon...) que até patrocinam esses cursos em iniciativas como "Oficina do Futuro" ou "Udacity Nanodegree" e reconhecem os certificados emitidos por essas iniciativas. (E o governo que se dane! Bem-feito!)
Agora... convencer essas empresas a manterem seus serviços no Brasil ou trazerem para cá, já é outro assunto.
Vai ver é por isso que nos consideramos reles mortais plebeus e sofremos de "Complexo de Vira-Lata", "endeusando" tudo o que vem de fora ao invés de valorizarmos o que somos capazes de fazer com nossas próprias mãos: lá, ao menos aparentemente, eles sabem reconhecer o valor do conhecimento, ao invés dos títulos.
Como se costuma dizer... Papel, aceita qualquer coisa. Papel higiênico que o diga.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Felizmente minhas previsões pessimistas do mês passado para este mês que já está terminando, não se concretizaram (ainda), embora coisas muito ruins tenham acontecido no campo da política, que nem quero mencionar.
Este começo de ano pra mim está começando muito bem, com um esquema de encontro entre amigos que praticamente nunca se encontravam em função da distância e das agendas complicadas, mas que estamos conseguindo manter finalmente com uma certa regularidade e uma amiga minha, que é youtuber (e minha admiradora já a um certo tempo), num passeio por um shopping aqui de Campinas, resolveu gravar uma entrevista-surpresa comigo (bem divertida, diga-se de passagem) para o canal dela no YouTube para falar um pouco sobre minha história, hobbies e experiência profissional.
Hoje o texto para muitos vai parecer pura nerdice e certamente só a galera de TI vai entende-lo em sua íntegra, mas certas observações críticas são mais do que necessárias.
Melhoras só acontecem quando os indignados reclamam. Calados, aceitam tudo como escravos.



Padrão ABNT... Padrão?
"Se você não estiver satisfeito com os padrões existentes, não se preocupe que logo haverão outros."
(Andrew Stuart Tanenbaum)


Primeiro tinha o teclado "padrão ABNT", originalmente estabelecido para máquinas de escrever, mas que com o passar dos anos acabou sendo adotado para a Informática... Assim, durante muitos anos, usuários de microcomputadores brasileiros viviam apanhando para encontrar caracteres especiais ao "catar milho" nos teclados enquanto os usuários de microcomputadores importados (especialmente dos EUA), digitavam "em modo turbo"... e foi assim por vários anos.
Usuários de Expert apanhavam ao tentar digitar num Hotbit que é outro computador da mesma plataforma (MSX), só pra citar um exemplo.
Depois veio o "padrão" ABNT2, tarde pra caraca, de modo que um monte de gente de saco cheio desse tipo de p***ria resolveu adotar o teclado padrão estadunidense (especialmente a galera dos Macintosh e Amiga que trabalhavam com Computação Gráfica e produção de mídia, mas teve um lote de teclados tchecos que a Apple Computer Brasil empurrou como "teclado brasileiro" sem arroba bem no começo da Era da Internet).
Agora, os desktops têm teclado ABNT2, com o shift esquerdo minúsculo, quase inviabilizando o trabalho com Photoshop para quem trabalha com Macintosh há décadas.
Razão pela qual eu continuo adotando teclado ANSI (estadunidense) e configurando como "United States International" no Windows, ou "English (US, Alternative International)" no Linux.
Porém, já notaram quantos layouts diferentes de teclados "padrão ABNT2" existem para notebooks, netbooks e laptops? (Só aqui em casa tem 3.)
E aquela bizarrice de ter de usar uma combinação de tecla [AltGra]+[Q] para conseguir uma barra ou [AltGra]+[W] para sair uma interrogação? Por acaso é proposital para usuários de terminal UNIX terem dificuldade adicional para especificar caminho de arquivo e não fazerem perguntas?
Que p* de padrão é esse que não padroniza p* nenhuma, mas OBRIGA todo mundo a seguir feito uma tal norma brasileira para plugs e tomadas (IMPOSTO praticamente da noite para o dia, aparentemente sem consultar ninguém nem pesquisar p* nenhuma, claramente para beneficiar alguém... e que infelizmente não fui eu) que na verdade são dois padrões (um para aparelhos até 10A e outro para aparelhos até 20A), só que uma imensidão de aparelhos eletrodomésticos comuns, têm corrente bem no limiar entre um padrão e outro, ou seja... você tem de instalar uma tomada específica na sua casa, para cada aparelho que vai usar e não poderá move-lo para outro lugar sem ter de refazer a instalação elétrica? (Aliás, seria muito mais sensato, versátil e econômico para todu mundo, um padrão só para até 20A e outro para uso industrial acima de 20A. Mas nãããão... vai só impondo as coisas, né?)
Eu até perdôo os idealizadores do padrão ABNT original para teclados, porque era uma época em que usavam-se máquinas de escrever, mas os responsáveis pelo ABNT2, merecem um monumento, um memorial à incompetência!
É vergonhoso sermos o ÚNICO país do mundo que tem 3 configurações diferentes para teclado quando vamos instalar um sistema operacional num computador moderno, após 46 anos de História da microinformática brasileira!
Essa vergonha merece um museu como o do Vasa, o maior e mais monumental navio de Guerra sueco, que representaria a Casa Real de Vasa, mas que afundou na primeira viagem por um erro idiota de projeto, virando um verdadeiro exemplo nacional para os suecos jamais fazerem nada mal feito nem deixarem de se ater aos detalhes.

ABNT... Eu ODEIO sua INCOMPETÊNCIA!!!
Aliás... será que essa incompetência não é proposital não?
Um inquérito, uma auditoria ou uma investigação sobre certas imposições de normas cairiam tão bem...