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sábado, 17 de dezembro de 2016

Bom, estamos no final de mais um ano e este blog está completando 14 anos sem sair do ar, o que é bastante surpreendente para este que certamente é um dos blogs mais deprimentes da Internet, embora certamente o mais sincero dentro dos limites da minha visão de mundo exercitada com muito carinho a cada vez que reservo um tempo para escrever aqui.
Para mim, não foi um bom ano, apesar de alguns momentos bons ou divertidos.
Foi um ano muito triste pela quantidade de pessoas que testemunhei perderem seus empregos (inclusive eu e meus colegas de trabalho que espero estarem encaminhados), por minha mãe ter sido diagnosticada com esclerose múltipla e pelo caos e intolerância que tenho visto se espalhado pelo mundo feito uma epidemia.
É verdade que já fazem 4 anos que não sei mais o que é viver plenamente ilusões como felicidade, paixão ou amor, o que certamente me isolou mais do mundo e das pessoas do que eu já era. Mas toda a energia que eu gastaria com isso acabou sendo canalizada para outras atividades, (nem sempre com o sucesso que eu gostaria, é verdade) mas estranhamente produtivas e de certa forma, surpreendentes até para mim mesmo no sentido de adquirir novos aprendizados ou novas habilidades.
Só não consigo enxergar ainda como esses novos aprendizados ou habilidades me serão úteis no futuro.
Talvez como pregam algumas religiões asiáticas de nome impronunciável, um monte de talentos ou habilidades aparentemente inúteis ou tidas como deficiências, sejam necessárias ao mesmo tempo num momento único para mudar todo um cenário, mais ou menos como no final do filme "Sinais".
Sei lá... Essas coisas estão longe demais da minha compreensão para me pronunciar à respeito.
Mas estranhamente, me sinto bem e em paz com isso.


O último texto de 2016
"Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos."
(Joseph Campbell)


O quê dizer de 2016, além de catastrófico e caótico?
Aparentemente sob todos os ângulos em que observemos, 2016 foi um péssimo ano para a humanidade.
Perdemos dois integrantes do Emerson, Lake & Palmer (Keith Emerson e Greg Lake), David Bowie, Prince... milhares morreram em guerras no Oriente Médio que agora exporta conflitos pelo mundo através de células terroristas infiltrados entre refugiado, ou de fome ou fuzilados em ditaduras como Cuba ou Venezuela enquanto as opiniões continuam se degladiando por utopias ao invés do óbvio.

Na política, praticamente nada mudou do que eu escreví no último texto que publiquei aqui ano passado e agora estamos tomando uma média de 3 tentativas de golpe de Estado por semana, clima de guerra civil em Brasília, o STF continua rasgando a Constituição, o Legislativo (fora meia-dúzia de indivíduos) continua legislando para se blindar de ser investigado e devidamente punido e o Executivo continua tentando mostrar algum serviço enquanto a casa toda está caindo.

Na mídia mainstream, o processo de subversão cultural e lavagem cerebral continua, seja no sentido de ficar exaustivamente repetindo discretamente palavras de ordem para inserir ideologias utópicas, "enxertando" uma palavra ou outra discretamente em reportagens "isentonas" para profrir o ódio a qualquer um que se oponha a essas ideologias, ou praticando estelionato disfarçado de cultos religiosos transmitidos pela TV, ou ainda transmitindo apenas notícias ruins feito tablóides de notícias policiais praticamente o dia todo enquanto outros canais de televisão apresentam alguns do desenhos animados mais retardados que já ví.
É irrisório o número de programas de TV que ainda apresentam algo de construtivo ou notícias como elas são.

Na sociedade, os efeitos das idéias implantadas através da mídia mainstream são nítidos:
  • As pessoas têm preferido dar atenção a seus animais de estimação (ou mesmo achados na rua) do que seus amigos, vizinhos, colegas, parentes ou quaisquer outros seres humanos. (Que tenho de concordar: a espécie está cada dia mais desprezível, especialmente no final do ano em que as manifestações de falsidade são generalizadas.);
  • Apesar da paranóia por "hábitos saudáveis", vegetarianismo ou veganismo militante, academia e afins, as pessoas continuam se drogando, fumando ou se entupindo de álcool com orgulho da barriga de cerveja que misteriosamente se lembram de tentar disfarçar para o verão;
  • A intolerância para com quem aponta esse tipo de incoerências está cada dia maior há pelo menos 30 anos enquanto distrações como o futebol, ou a cor do bikini de alguma celebridade na praia continuam sendo o tema mais comentado nos trend topics de certas redes sociais.
Mas nem tudo são notícias ruins.
A quantidade de coisas que tende a mudar no começo de 2017 é considerável embora os ânimos e o clima envolvendo quem é capaz de fazer esse tipo de mudança esteja muito tenso.
Coisas como a tomada de posse de um novo Presidente nos EUA, um prefeito "gestor empresarial" na cidade que mais produz no Brasil, possibilidade de aprovarem coisas como o fim do Foro Privilegiado ou as "10 Medidas Contra a Corrupção" (se não inverterem o teor dessas propostas através de golpes legislativos bastante prováveis), certamente trarão uma enxurrada de mudanças das regras do jogo assim como outras regras que já estão mudando e em consequ6encia disso, já há pessoas fazendo documentários muito bons confirmando e esclarecendo um monte de coisas que já venho apontando aqui no meu blog há anos! (Aleluia!)
É normal que em todo final de ano se diga que estamos terminando um ciclo e começando outro.
Não sei dizer até que ponto esse negócio de ciclos da humanidade têm validade, mas desta vez, há várias evidências subjetivas que sugerem algo nesse sentido.
A única coisa que posso fazer sobre isso é desejar a todos que iniciemos mesmo um novo ciclo, com novas regras, com mais tolerância, decisões baseadas em fatos, compreensão, arrependimentos sinceros com perdão merecido e que seja um bom ciclo de vida a todos, com muita paz, saúde e principalmente, esclarecimento mental e espiritual sobre o mundo em que vivemos.

Que 2017 seja o ano em que os justos de boa índole tomem as rédeas desta imensa carruagem chamada Terra!