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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais mudanças de planos... e lá vou eu cuidar da minha mãe.
Um exame na coluna a deixará em repouso por pelo menos 24 horas e alguém tem de ficar lá com ela.
Não tenho como não ficar preocupado, especialmente porque ela já tomou um tombo esse mês e engessou o braço.
É... A idade chega para todo mundo. E as responsabilidades dos envolvidos próximos só tendem a se multiplicar.
Essa é a realidade da vida como ela é: mais cedo ou mais tarde, elas exige de nós que estejemos preparados.


O misterioso e sagrado poder da música
"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende."


Última madrugada do mês, este blog está ainda sem o texto do mês e eu, sem idéia.
"No último dia de setembro"... exatamente como na musiquinha "The Big Ship Sails" do meu primeiro curso de Inglês (lá por 1980), que na época, explorava muitas músicas infantís por terem letra bem fácil de entender e tinham tudo a ver com a faixa etária da molecada.
É estranho eu lembrar disso... "On the last day of September" enquanto conversava com um amigo exatamente sobre a falta de idéia sobre o que escrever de diferente no meu blog este mês. No entanto, essa coincidência me deu vontade de arriscar, me propôr o desafio de escrever exatamente sobre isso e tentar divagar sobre o assunto para ver onde isso iria parar. (Portanto, leitores(as), por este texto ser puramente experimental, não esperem lá grande coisa, OK?)
Música é uma coisa mágica, né? Mesmo a música mais simples, (como uma canção para crianças) consegue transportar nossa mente para outro lugar no tempo, no espaço ou até "outra dimensão", numa espécie de "fuga de consciência da realidade".
O Dr. Nigel Spivey, da Universidade de Cambridge, apresentou no episódio 4 da série "Como a Arte fez o Mundo" (se os(as) leitor(as) estiverem sem paciência de ver esse episódio inteiro, pule os primeiros 34 minutos, mas recomendo ver a série toda), que a música tem tanta influência numa cultura, que é o elemento-chave que mantém intacta a mesma narrativa na pintura aborígene há 40 mil anos. E eles levam muito à sério.
Música para eles, é sagrada, assim como em muitas outras tribos indígenas espalhadas pelo mundo.
Parece que nós, os descendentes da cultura européia ocidental, por algum motivo deixamos de perceber essa faceta sagrada da música tão comum em culturas que tendemos a considerar "primitivas".
Por alguma razão, nossas músicas hoje, parecem não ter mais a bagagem da emoção ou da seriedade e respeito que as emoções merecem e que esses primitivos aborígenes ainda mantém com tanto cuidado.
Embora ainda combinemos imagens com sons nos modernos videoclips, feitos para promover as vendas de música, é notório que algo está errado uma vez que ao invés de respeitar a música e as emoções que podem ser transmitidas através delas por gerações, transformamos-nas em motivos de piada, ou de sugestionamento sexual, vulgarizamos-nas transformando-as em mero barulho sem valor.
E em consequência, nossa cultura está seguindo o mesmo caminho, nos tornando incapazes de sequer refletir sobre esse tipo de observação.
Mas estranhamente a música, (a de verdade, criada artisticamente, com emoções ao invés de mero objetivo lucrativo) tem o poder de se impôr, de mostrar que veio para ficar.
Há anos venho percebendo que essas gerações que nasceram após o "boom" musical entre os anos 50 e 80 (e que ainda teve uma pequena inércia nos anos 90), ao travarem contato com algumas referências musicais diversas, em especial desse período, parecem conseguir notar que há algo alí que elas desconhecem... e é muito bom quando a curiosidade fala mais alto que a inércia social do consumismo descartável.
O "fator x", o "quinto elemento", a resposta ao "Enigma de Publius", aquela coisa que os audiófilos mais experientes vivem buscando entre as nuances harmônicas do sinal sonoro, como um tesouro que só se revela aos poucos a uns poucos que o buscam.
Há quem diga que se existe um Deus, ele fala através de minúscias escondidas na arte musical mais pura.
Será?
Uma coisa eu concordo com outros audiófilos espalhados pelo mundo: seja o que for, se você tentar explicar com palavras, jamais conseguirá.

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