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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

É deprimente a quantidade de coisas que eu queria resolver em no máximo 30 dias e já se passaram 2 meses sem conseguir resolver boa parte dessas coisas por depender da pura incompetência, má vontade, ou picaretagem de outros.
Irrita, cansa, dá sono, desanima.
Tenho planos complexos e importantes por fazer, que dependem da resolução desses problemas ou a tendência é esses planos darem (muito) errado.
Impressionante como a qualidade dos serviços despencou nos últimos dez anos... vergonhoso como coisas que se resolvíam em no máximo uma semana, chegam a 2 meses sem sequer um parecer, quanto mais a um orçamento.
Como as coisas são difíceis e onerosas nessa terrinha! PQP!!!


Bagagem
"No final do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa."
(Provérbio Italiano)


Bom, finalmente acabaram-se as Olimpíadas, os meus medos de que fossem um desastre se foram e agora os investidores estrangeiros começam novamente a voltar seus olhos para o Brasil, o que é muito bom motivo para comemorar (com um bom vinho, embora eu devesse ter aberto um mais velho aqui), mas ainda vamos amargar por vários anos ainda, o estrago que os planos marxistas de poder causaram na Economia e na imagem do país aos olhos dos donos do dinheiro (motivo de ter escolhido um vinho não tão envelhecido), de modo que o mercado brasileiro de outsourcing relacionado à Tecnologia de Informação (por exemplo) hoje está completamente sem condições de competitividade internacional. E consertar isso, leva (muito) tempo. (Melhor eu me adaptar para atuar em outro segmento de mercado nos próximos anos.)
Um bom plano para começar, seria com barateamento de custos e aumento de eficiência tanto de infraestrutura quanto de serviços, o que exige investimento pesado com dinheiro que não temos... e ainda temos de pagar as contas da festa... contas que começarão a chegar agora. Portanto... sem esperança de melhoras nesse segmento pelo menos até quitar essas contas, o que pode levar digamos... uns 6 anos até que possamos voltar a respirar, se não tropeçarmos em mais "pedaladas", propinas, nomeações de cargos com rabo preso (especialmente no Judiciário) e a população continuar fazendo a sua parte fiscalizando e fazendo pressão como estão desde 2013, mas deveriam estar fazendo desde 1985. Afinal de contas, democracia de verdade é isso.
Mas como este aqui não é um blog nem de Economia nem de Política e muito menos um desses blogs ou revistas ou sites de notícias cuja integridade é altamente questionável (e financiados secretamente por gente de reputação digamos... "mais questionável ainda"), talvez fosse hora de eu voltar a escrever sobre mim, como fazia nas orígens deste blog, mas já fui demasiadamente prejudicado ao expôr meus comentários pessoais, num blog pessoal e portanto, sem a expectativa de ser corretamente compreendido por outras pessoas, especialmente os que vêm nisso, uma diversão imatura.
Escrever é uma arte antes de qualquer coisa. E como toda arte verdadeira, é uma "válvula de escape" do artista, seja ele competente nisso ou não. Por isso a interpretação de qualquer arte, requer antes de qualquer coisa, respeito e cuidado.
Gente imatura certamente olharia para alguma obra de Fernando Botero e como primeira reação, zombaria das proporções da(s) figura(s) ali representada(s). É o tipo de gente carente de atenção que compraria um vinho qualquer que pareça "chique" (para ostentar caricatamente um pseudo status) e encheria a cara com ele ao invés de degusta-lo aos poucos para maximizar o prazer de cada gole (degustar vinho para muitos também é uma arte: se você sentir qualquer alteração significativa de seus sentidos enquanto degusta, está rápido demais. É um desafio ao impulso de beber. Tom Jobim dizia que "o timing* é muito importante", referindo-se ao seu sempre companheiro, copo de whisky ao lado do piano, que quase sempre parecia cheio).
Tudo bem que eu não sou nenhum "gênio" como alguns presumem e outros até (para a minha surpresa) já me disseram que fui para eles uma espécie de "referência" ou "inspiração" para suas vidas pessoais ou profissionais, o que é certamente uma honra monumental para um homem que apesar de emocionalmente estável, se vê constantemente como um total e absoluto fracasso pessoal, apesar de já ter alcançado quase todos os grandes sonhos que tive na minha adolescência, embora não exatamente como eu imaginava.
Se eu tenho alguma credibilidade (como algumas declarações espontâneas de admiradores(as) sugerem), ela foi alcançada com muito esforço, muitos sacrifícios e muitos tombos por décadas... formando uma bagagem cada dia mais pesada de tristeza, saudade, incredulidade e desconfiança em relação a tudo e a todos. E carregar uma bagagem pesada assim, cansa.
É muito difícil carregar uma bagagem tão grande de lembranças e experiências, mas como se trata de uma carga preciosa, a responsabilidade de protege-la é um peso extra. Mas é isso, ou o sacrifício da paz, do sossego e da tranquilidade além de mais bagagem... e peso no mínimo, o dobro do que eu conseguiria carregar sozinho.
Definitivamente, não é um risco que vale a pena.
Se ao menos esse risco não existisse...
Paradoxalmente, carregar todo esse peso sozinho, não parece fazer o menor sentido, não me inspira, não me incentiva a nada... e é frustrante não encontrar nenhum motivo para continuar, mesmo revirando essa bagagem em busca de algum.
Há muito tempo digo que felicidade é uma ilusão e que nada é para sempre.
Eu já fui feliz. Mas como tudo acaba...
Se querem um conselho sobre viver ilusões, vivam-nas o melhor que puderem, mas saibam que são ilusões e jamais se apeguem a elas, porque um dia elas acabam do nada, como um castelo de cartas.
Tudo nessa vida é ilusão: Emprego, poder, dinheiro, prazeres, relacionamentos, fé, Deus, amor...
Tudo, exceto a bagagem da vida. E mesmo ela, um dia acaba... quem sabe no dia do descanso final?


*timing, é uma palavra de difícil tradução direta para o português. Nesse contexto da frase original do Tom Jobim ("The timing is very important!"), ele se referia ao tempo pausado entre uma degustada e outra.

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