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terça-feira, 14 de junho de 2016

Hoje é o meu último dia efetivo como suporte de redes na AT&T e o último num projeto que começou ainda na IBM, quando entrei como funcionário terceirizado há quase 10 anos.
Foram 10 anos de uma história extraordinária, com experiências profissionais e pessoais extraordinárias ao lado de equipes extraordinárias, formadas por todo tipo de pessoas, entre eles, alguns que posso afirmar sem medo, que estão entre os melhores do mundo... e outros, que se não chegam a tanto, certamente estão entre os melhores colegas de trabalho que eu que eu poderia ter tido e que agora, apesar de menos frequentes, permanecerão entre meus amigos... cada um com seu próprio caminho, seu próprio projeto de vida.
Foram 10 anos ao lado de gente que me proporcionou muito aprendizado e com ele, mais maturidade e sabedoria. Seja através de lições de vida, seja através da paciência em aceitar interpretações próprias da minha pessoa, nem sempre correspondentes à realidade, mas em momentos que me proporcionaram compreender mais sobre o mundo particular dessas pessoas e assim, aprender a respeita-las mais, além do que eu já respeitava.
Nada é para sempre. Talvez as lembranças e as saudades, pelo menos enquanto existir sopro de vida. Afinal de contas, somos apenas humanos. Nada mais.



O quê realmente vale o tempo de uma vida?
"O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais."


Se tentarmos resumir o maior valor para uma vida, concluiremos que é o tempo.
Por um simples exercício de lógica, a própria vida se resume em tempo.
Profissionalmente, quando você vende um serviço, você está vendendo parte do tempo da sua vida a prestar esse serviço, da mesma forma que se vende um produto, precisa dedicar seu tempo para apresentar o produto e efetuar a venda, ou ainda se fabrica o produto, gastará seu tempo para fabrica-lo.
Pessoalmente, quando você diz que dedica sua vida a alguém, na verdade está dedicando seu tempo a esse alguém. Ou se dedica a alguma satisfação pessoal, é o tempo de sua vida que você gasta para alcançar essa satisfação.
Sendo o tempo, algo tão importante, estamos em constante corrida para tentar realizar o máximo possível de coisas e quanto mais tempo você gasta de forma insatisfatória, maior será a sensação de derrota.
E o quê são essas coisas? (Por exemplo...)
Um computador que não responde a um comando ou uma atualização que faz você esperar à toa, tempo que se gasta configurando a aparência e posição dos ícones no Smartphone, ou ainda tentando resolver problemas nesses aparelhos, cada dia mais cheios de recursos (e falhas se multiplicando silenciosamente em cada um desses recursos - quem já foi programador sabe do que estou falando) ou ainda mais frustrante: buscando terceirização confiável para reparar esses aparelhos quando eles quebram, pifam ou queimam (que aliás, são projetados para isso te forçando a gastar mais tempo de sua vida para pagar a compra de aparelhos novos).
Necessidade de aprovação social, através de ostentação de imagem associada a sucesso, como festas, viagens, eventos esportivos, shows, posses... coisas que fazem gastar tempo (e dinheiro obtido com tempo) com momentos ou objetos que muitas vezes rendem mais pela imagem publicada para a sociedade do que para nossa satisfação pessoal (em ter de enfrentar fila, ser mal-atendido, pegar visto, brigar com atendente mal-treinado, tentar conversar num barulho impossível de se ouvir o que o outro diz, ser revistado(a) ter de preencher formulários, etc.) mas o que vale no final das contas é mostrar para o mundo que você esteve naquele lugar exótico dos cartões postais (e descobrir que o lugar é cheio de problemas na realidade, como os esgotos a céu aberto em Veneza, as favelas do Cairo ou os constantes assaltos em Paris).
E assim, a vida se vai... mas as aparências ficam... para a sociedade. E para você?
Será que vale mesmo a pena gastar sua vida com isso?
Tudo bem que uma coisa é você gastar esse tempo com algo que te traga satisfação pessoal, mas PESSOAL, não PÚBLICA.
Me pergunto constantemente se estamos gastando nossas vidas com os valores certos... enquanto alguns roubam nossas vidas através de desvio de dinheiro de impostos enquanto outros nos fazem entrar em discussões intermináveis tentando nos convencer de que "é assim mesmo que tá certo", ou outras pessoas tentando nos convencer a fazer um monte de coisa que pode até ser satisfatório para essas pessoas, mas não é para você.
O que mais me assusta, é que como sociedade, como "humanos em evolução", perdemos completamente essa consciência.

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