Translate

domingo, 10 de abril de 2016

Me pediram para escrever alguma coisa que não seja sobre política desta vez. E eu concordei, porque eu mesmo estou de saco cheio de escrever sobre isso aqui no meu blog.
Por outro lado, qualquer outra coisa que eu escreva ultimamente tende a ser algo tão deprimente quanto um suco de Charlie Brown imaginado pelo genial cartunista Charles Monroe Shulz, com o robô Marvin, imaginado pelo escritor Douglas Adams, liquidificado pelo Tom Dickson num dos vídeos promocionais da Blendtec só pra ficar engraçado.
Ora... esse já é o texto número 341 de um blog já tem 14 anos nas costas e já escreví sobre tudo quanto é assunto aqui.
Se por um lado é a minha "terapia", onde ponho para fora os excessos dos meus devaneios mentais, digamos assim... por outro há quem se divirta com eles, por estarem talvez muito distantes da compreensão de quem passou a vida construindo suas linhas de pensamento de forma completamente diferente e por isso, tentem a tirar conclusões completamente diferentes do que pretendo deixar aqui para a posteridade.
Não posso culpar ninguém por não compreender o que quero dizer, mas também não é justo o desrespeito à exposição de observações e experiências de vida obtidas com reflexões, observações, pesquisas próprias ou inspiradas em pesquisas de terceiros... idéias que podem ter sido formadas após muitos anos de sacrifícios dos mais diversos.
Aliás, o costume de praticar constantemente esse tipo de desrespeito, de desqualificação pública de reflexões e idéias construtivas e/ou pragmáticas, tem um nome: subversão cultural. (Acho que já escreví bastante sobre esse assunto aqui nesse blog, né?)
Ninguém se torna intelectual, prestando serviço anti-intelectual, por mais que tenha lido, estudado, ou acumulado certificados, diplomas ou titulos.
Questionar idéias é sempre um exercício saudável, especialmente quando a questão é feita mentalmente e para isso acontecer, antes de qualquer coisa, é necessário aprender a respeitar as idéias, por mais estranhas ou loucas que possam parecer, não importando a fonte.
E o motivo é muito simples: As idéias são a matéria-prima do pensamento criativo. Nada de novo pode ser criado sem idéias. E elas geralmente aparecem de onde menos se espera.



Mensagens incompreendidas do Universo, onda de azar, ou só coincidências mesmo?
"Não existe o acaso. Todas as coincidências são altamente significativas"
(Frase atribuída a um tal de Jean-Louis Jacques, que vive sendo citada em tudo quanto é site de Ufologia, mas que não faço a menor idéia de quem seja)


Domingo, dia 27 de março. Último domingo do mês.
Eu estava me sentindo chateado sem motivo, um tanto deprimido talvez, por N motivos pessoais, como a idade dos meus pais chegando, perspectiva de fim da equipe em que trabalho lá pelo meio do ano, meu "estúdio" caseiro parado por causa de um amplificador de potência pifado (o que acabou virando mais um obstáculo para um projeto secreto pessoal)... então resolví visitar um dos pouquíssimos estabelecimentos da cidade que funcionam depois das 10 da noite, o que considero um absurdo para qualquer cidade no mundo que tenha mais de 1 milhão de habitantes. Aliás, tá aí mais um motivo deprimente, mas enfim...
Ao chegar lá, pedí um pedaço de pizza de mozzarella que estava no balcão.
Uma pizza simples, dessas de padaria, sem pompa, nem fama, nem frescura... Uma pizza humilde, para eu me lembrar bem das minhas raízes, dos tempos de vacas magras, de quando eu ainda trabalhava com Computação Gráfica (área em que quando comecei a trabalhar, sequer se vaporizava a idéia da existência de cursos disso no Brasil, o que me conferiu um certo status de "pioneiro" que carrego até hoje mesmo tendo deixado totalmente a área em 2006).
Por alguma razão que desconheço, após uma certa idade, você não se importa mais em viver coisas novas, mas sente falta de sentir de novo algumas experiências que já viveu, mesmo que não tenham sido exatamente as melhores... E eu acho que eu estava em busca de respostas para essa questão enquanto meditava entre uma mordida e outra.
Como eu ainda não tinha jantado, pedí uma segunda fatia e começou a tocar uma das músicas mais deprimentes e de letra mais "loser" e piegas que conheço (Barry Manilow - "Ready To Take A Chance Again", 1978), mas que por alguma razão, uma das minhas amigas simplesmente adora as músicas desse cara (que mesmo em seu auge na mídia, era escrachado pela crítica)... Vai entender!?
Bom... Após espraguejar mentalmente até acabar a música, pedí uma terceira fatia de pizza, terminei o delicioso suco de melancia e pedí e um salgado para viagem, para comer de madrugada, durante o trabalho de madrugada, num horário especial para cobrir o horário de um colega do terceiro turno, que não tem mais ninguém para substitui-lo em seu turno em suas folgas... outro motivo para eu me sentir deprimido.
Não pelo horário, pois já estou acostumado com trabalhos em horários malucos.
Profissionalmente, nunca tive um horário ou escala "normal" mesmo.
Só não tenho mais a mesma saúde que eu tinha para fazer as loucuras que eu fazía tipo o meu récorde de 72 horas acordado após um cochilo de 2 horas movido à coxinha de padaria e cafeína (que acabou me rendendo uma pneumonia uns dias depois em que quase morrí no hospital por um erro médico).
Ao chegar em casa, preparei o equipamento para começar o trabalho e fui tomar um banho.
Acabou a energia elétrica durante o banho e saí meio ensaboado do banheiro para preparar minha mochila para ir para o escritório, já que sem energia seria impossível trabalhar de casa.
Quando entro no carro, a energia volta. Então, voltei para casa e terminei o banho, enquanto esperava meu acesso de Internet voltar... Não voltou.
Bom... Como já estava em cima da hora de começar o turno, tive de fazer o que sou pago para fazer nessas horas: acordei meus gerentes para comunicar o fato e seguí para o escritório.
Minha convergência ocular só tem piorado desde 2006, de modo que hoje, eu me perco fácil num ambiente tridimensional em que preciso de decisões rápidas com distâncias maiores que 30m, de modo que sou um perigo dirigindo numa estrada onde posso por exemplo, facilmente por exemplo, pegar uma entrada errada e ir "parar no Afeganistão" (como aliás, já aconteceu), mas cheguei bem e pude trabalhar tranquilo até de manhã, em que peguei um irritante engarrafamento até chegar em casa, de modo que meu problema de convergência pelo menos desta vez, não seria tanto problema.
Chegando em casa, tomei um bom banho (sem interrupções desta vez) e fui dormir deliciosamente bem para acordar quase atrasado para um exame médico que eu tinha marcado.
De lá para cá, até que minha sorte não foi mais tão ruim.
Mas há coisas que acontecem com a gente que até parece mesmo que existe alguma forma de "consciência superior" tentando te sacanear só de zoeira.
Hoje, 2 semanas depois, após buscar o carro num lava à jato, resolví dar um "arremate" passando um produto para proteger o painel do carro  quando percebí que havía alguma coisa presa embaixo de uma fresta no fim do painel, perto do vidro.
Ao puxar, era um cartão de estacionamento "zona azul" de Campos do Jordão de antes de eu ter comprado meu carro.
Quando eu ía jogar o tal papel no lixo, o curioso aqui resolveu ver a data.
Para a minha surpresa, foi a data de um dos melhores dias da minha vida. Não só a data, mas o ano e a hora exata, o que me deixou estarrecido.
A chance disso acontecer (se considerar apenas o tempo de existência do meu carro), é de 1 a cada 78840. (É... eu fiz os cálculos.)
Depois dessa, só posso dizer que se existe um Deus, uma coisa é certa: ele adora me zoar, como todo grandicíssimo FDP!!!

Nenhum comentário: