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domingo, 27 de março de 2016

Este mês, ganhei mais uma experiência para o meu currículo: minha primeira internação hospitalar em 45 anos.
Muita gente duvidou, inclusive meu pai que pensava que eu nunca ficaria doente. Mas o fato é que tive de passar por uma litotripsia para "explodir" um cálculo renal de 6mm de diâmetro que estava entalado no meu ureter esquerdo.
Ainda estou para fazer exames para ver o que vai ser feito de um outro de 7mm que se encontra ainda alojado no rim esquerdo.
De qualquer forma, foi uma aventura e eu me sinto na obrigação de agradecer aqui o carinho de cerca de 85 amigos que desejaram minhas melhoras formalmente via Facebook, sem contar pessoalmente.
Muito obrigado a todos.


Fase de Transição
"Há mitos que merecem ser arruinados pelo respeito ao intelecto humano."
(Neil DeGrasse Tyson)


Creio que é bem nítido que estamos passando por um momento bastante tenso da nossa História em que o que não faltam são serviços de desinformação, seja por ignorância dos fatos, seja por ingenuidade, por falta de adaptação ao atual cenário global de obtenção de informações, seja por idealismos, ou seja por má índole mesmo.
E eu confesso que estou estarrecido com certas fontes de replicação desse tipo de desinformação... fontes que eu julgava capazes de um senso crítico muito acima do que têm se mostrado e que têm me deixado bastante decepcionado.
Após pensar muito, concluí que o melhor a se fazer nesses casos é ignorar.
Especialmente numa Era em que as pessoas trocaram a dialética pela dicotomia, as conversas pelas discussões, a exposição de uma mera opinião pessoal pela necessidade de "lutar por uma causa" em que se acredita e combater "até a morte" toda e qualquer opinião contrária.
Francamente, está um pé-no-saco viver numa sociedade assim e é um dos maiores motivos para a minha opção de isolamento social.
Se fulano ou ciclano prefere adotar como fontes de "informação", única e exclusivamente, canais claramente financiados ou criados com o único intuito de gerar sensacionalismo altamente tendencioso, especialmente de ordem política (ou melhor dizendo, causar desordem política e social), o problema não é meu. Não sou eu quem vou passar vergonha depois, como certas pessoas que já me rotularam no passado por eu ter dito há anos que passaríamos pelo que estamos passando agora.
É verdade que muitos desdobramentos disso foram improváveis e algumas coisas que eu disse depois daquilo, felizmente tendem agora a seguir outros rumos, embora tarde demais.
No momento, é mais do que óbvio que vamos passar por mudanças muito radicais na política e sempre que isso acontece, afeta muito drasticamente a Economia e a sociedade como um todo, que tende a ter conflitos gravíssimos na sequência... com possibilidade ou de guerra civil (caso a Lei não seja cumprida), ou a formação de guerrilhas terroristas armadas (caso a Lei se cumpra). E em ambos os casos, dependendo da gravidade da situação, pode afetar a segurança nacional e... o resto nem preciso explicar, né?
A minha torcida, naturalmente é para que a Lei se cumpra e que NENHUM delinquente fique de fora de sua devida punição, independente de quem seja e creio que grande parte da população torça nesse sentido, ao contrário do que certos grupos andam dizendo... "que os movimentos da população são só contra um partido ou contra alguns membros específicos do atual governo..." o que talvez até seja mesmo, mas apenas por enquanto (e sim, existem evidências de que a coisa não tende a parar por aí), o que de certa forma, faz sentido, quando se analisa estrategicamente a importância de certas necessidades de mudança e suas consequentes prioridades.
O importante é que provas existam e que a Justiça funcione como tem de ser: científica, imparcial, lógica, clara e objetiva. E é aqui que deixo meu apelo à população: não se contentem com a resolução das prioridades mais altas. Prioridades mais baixas, tendem a aumentar de tamanho e merecem cuidado redobrado antes que se tornem mais graves do que as atuais prioridades principais.
Bandido é que nem cupim: impossível acabar com todos, se reproduzem exponencialmente e corroem tudo o que vêm pela frente, discretamente, secretamente até que encontramos algumas evidências e na sequência, tudo podre.
Thomas Jefferson tinha razão: "O preço da liberdade é a eterna vigilância."
Por outro lado, ironicamente, sempre foram nos grandes conflitos que a humanidade encontrou seus maiores avanços.
Creio que é uma boa hora para criarmos uma verdadeira campanha para enterrar de vez na lata do lixo, três características da atual cultura brasileira: "A Lei de Gerson" (a mania de querer "levar vantagem em tudo" que conferiu ao brasileiro a reputação internacional de "malandro", "trambiqueiro", "desonesto", "ladrão"...), o "Jeitinho Brasileiro" (em que tenta-se improvisar de tudo na "fé de que as coisas depois se ajeitam" ao invés de se fazer as coisas conforme devidamente planejado e com a certeza de que não falta nada) e o "Complexo de Vira-Lata" (em que "tudo o que vem e fora é indiscutivelmente melhor" e o brasileiro, apesar de ser reconhecido mundialmente como um dos povos mais criativos da Terra e estar "sentado" sobre as maiores riquezas naturais do planeta, é "incapaz" de fazer tão bem, senão melhor que muitos estrangeiros e o que é pior: põem sempre a culpa ou na cultura ou no governo ao invés de tocar um foda-se no governo e fazer seu país com suas próprias mãos, como todo povo independente deve fazer).
Sim, o Brasil tem jeito.
Eu já publiquei a "receita do bolo" básica ano passado aqui (parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4).
O que falta agora além de coragem e boa vontade para mudar?