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sábado, 17 de outubro de 2015

Finalmente férias... para colocar ordem na casa e tentar pôr em dia tudo o que adiei o ano todo por falta de tempo, ânimo, inspiração... enfim.
Mas com esse calor, tá difícil...
É por isso que quase nunca viajo nas férias... e sempre tem um imprevisto que atrapalham meus planos nesse sentido.
Desta vez, é o meu carro que começou a apresentar problemas na primeira partida do dia...
Ao menos isso tem me feito caminhar bastante (o que eu sentía muita falta de fazer) e com isso, tenho conversado bastante com pessoas do comércio local...
O tema, é praticamente sempre o mesmo: crise, crise, crise... crise na Economia, crise na Saúde, crise no Emprego...
Resultado de décadas de omissão dos fatores dissertados no texto de hoje, mas continuo recomendando para que os(as) leitores(as) leiam os outros textos dessa série ou correrão sérios riscos de compreenderem mal certos termos já distorcidos pela mídia e pelas escolas.
(Aqui os outros textos: parte 1 e parte 2.)



Como salvar o Brasil? (Parte 3 - O decálogo)
"O preço da Liberdade é a vigilância eterna."


No último texto, me atreví a elaboar um ousado decálogo com os pontos-chave para salvar o Brasil culturalmente (mais ou menos inspirado no mesmo tipo de metodologia analítica que já usei com sucesso no desenvolvimento de processos de suporte para algumas das maiores corporações do planeta - o que faço profissionalmente desde 2006) na esperança de ajudar a consertar o meu país, que tem um povo já muito sofrido e que não merece ser explorado da forma como está sendo, nem ter o futuro para o qual está caminhando a passos largos.
Note que sublinhei "salvar o Brasil culturalmente", porque de nada adiantaria se nos fosse possível chutar todos os bandidos dos cargos que eles ocupam atualmente, se não pudermos corrigir nosso modo cultural de agir. E eis aí o grande mal do Brasil: é um mal cultural, que enche o ego do errado e ridiculariza o certo... e nem sabe por quê!!!
Por isso, é fundamental que os vetores apresentados aqui, sejam bem entendidos (e não meramente "interpretados" conforme a conveniência de gente interessada em deturpa-lo). Por isso a quase exigência de que os(as) leitores(as) estudem os últimos dois textos deste blog, bem como os conteúdos dos hyperlinks deles.
Mas voltando ao decálogo...
Fiz questão de não pautar os ítens por grau de importância (uma vez que cada cidadão pode ter maior ou menor dificuldade em mover suas forças nesse ou naquele ítem), exceto o último ítem, que exige que quem esteja disposto a encarar a difícil missão de ajudar a salvar o Brasil, não fique só na teoria.
Vamos nos aprofundar um pouco mais sobre esses ítens...

1 - Ficar em cima dos que dizem nos representar e cobrar deles o serviço pelo qual são (muitíssimo) bem pagos para fazer.
Lembre-se sempre de que se essa gente se diz "eleita pelo povo" automaticamente se assume como "empregado do povo" e portanto, o povo não só tem o direito, como a OBRIGAÇÃO de cobrar esses empregados para que se reportem e trabalhem corretamente.
Na maior parte das vezes, é a única forma de fazer certos empregados trabalharem.
Quem não tem dignidade, merece ouvir indignação.

2 - Deixar de tolerar promessas não cumpridas e aprender a desconfiar de cada palavra de propaganda e de discurso - "Propaganda enganosa é pleonasmo!".
Não confie em NENHUMA palavra do que esses caras dizem! Jamais! Não importa o partido!
Observe cada ação deles e note que cada sutil movimento deles é uma jogada pequena que juntando com várias, forma todo um cenário que pode significar um cheque-mate contra a liberdade, a democracia, a ordem, a justiça.
Para essa gente, NÃO EXISTE VERDADE. Para essa gente, existem apenas MENTIRAS ÚTEIS aos interesses deles e eles praticamente só falam delas, negando completamente a verdade (os fatos), ou culpando terceiros quando algo dá errado.
Eles JAMAIS assumem a culpa por suas mentiras.
Pior: Negociam entre si, formas de se manterem na quadrilha e desenvolvem elaboradíssimos esquemas estratégicos de longo prazo para alcançarem e se garantirem no poder.
Importante: ensine os mais pobres ou menos favorecidos a compreenderem esse ítem. Enfatize que não existe herói ou salvador da pátria e que se quer algo bem feito, é preciso fazer você mesmo(a).
Isso é particularmente importante, porque eles são o "elo mais fraco" da sociedade sujeitos à estratégia Cloward-Piven que visa aumentar a dependência dos "programas sociais" do Governo de modo a sobrecarregar o Estado, destruindo-o.

3 - Tirar do poder quem não representa nossos interesses como cidadãos.
É preciso lutar MUITO para que o sistema judiciário seja funcional e eficiente nesse ponto.
É aqui que será a tarefa mais árdua e mais necessária no momento, para que a manutenção da representatividade da população se torne efetiva.
Elementos do Judiciário precisam ser facilmente substituídos, se estes, ao invés de atuarem tecnicamente, agem politicamente em favor do Executivo ao invés da população e jamais devem ser indicados unicamente pelo Poder Executivo.
É preciso ficar claro que o poder do povo, da população, SE SOBREPÕE ao Poder Executivo e PODE SER EXERCIDO DIRETAMENTE conforme está claro no Artigo 1º, Parágrafo Único da nossa Constituição. Já o Governo, o poder Executivo não passa de um mero representante desse Poder. (Viu, Senhores militares? Não é só o Artigo 142 que vocês devem ler não!)

4 - Impedir que criminosos e incompetentes cheguem ao poder.
É absolutamente inaceitável que gente sem competência técnica comprovada, assuma as funções mais importantes do país.
Pior ainda se essa gente tem um histórico de crimes, de violência, ou de problemas psicológicos.
Esses, por lei, jamais deveríam ter direito à um cargo Executivo, Legislativo, ou Judiciário.
É preciso exigir isso através de uma lei que garanta isso. (E é um absurdo que algo tão óbvio não esteja na legislação.)

5 - Condenar friamente e exemplarmente (de acordo com a lei) os corruptos em todos os níveis da sociedade e se a lei for falha nesse sentido, trabalhar para que seja corrigida.
Uma vez identificado qualquer tipo de corrupção, roubo, propina, procedimento irregular é fundamental que isso seja identificado e punido IMEDIATAMENTE.
E isso vale não apenas para representantes governamentais, mas para qualquer elemento da população e para corrupções e irregularidades de qualquer tamanho, em qualquer nível.
É FUNDAMENTAL que se combata rigorosamente certas doenças éticas culturais como o "jeitinho", ou a "Lei de Gerson", bem como a aceitação desse e de outros tipos de subversão como se fosse "normal".
Esse ítem mexe diretamente no vetor da REPUTAÇÃO cultural e é o que faz uma enorme diferença na hora de fechar negócios, principalmente no mercado internacional.
Ninguém faz negócios com quem não se pode confiar.

6 - Reverter décadas de subversão cultural e de valores sociais.
Esse ítem é provavelmente o ítem mais difícil, por que por definição, coisas como "cultura" e "valores sociais" são termos muito vagos, muito subjetivos.
Porém, é fácil identificar que todo tipo de cultura, constrói idéias e princípios, faz pensar, meditar, filosofar, enquanto a subversão cultural (ou anti-cultura), quando não destrói idéias claras, distrai sem construir absolutamente nada, nem permite que idéias e princípios se desenvolvam.
Em outras palavras, a cultura estimula o questionamento e a curiosidade enquanto a anti-cultura estimula a perda de tempo com distrações mentalmente improdutivas.
Essa dualidade entre cultura e anti-cultura, afeta diretamente os valores da sociedade, que tende ou a valorizar as artes, as ciências e o desenvolvimento tecnológico quando o domínio é da cultura, ou a pornografia e a violência, quando o domínio é o da anti-cultura.
É preciso aprender a separar bem o quê é cultura e o quê é anti-cultura.

7 - Desconfiar de movimentos que se apresentam como "humanitários" e fiscalizar o tipo de valores que eles pregam. Denuncia-los se necessário.
É notório que as pessoas se lembrem fácil dos movimentos que se auto-intitulam de "direitos humanos" quando o que eles defendem mesmo, é só o lado do crime.
É também notório que nenhum desses movimentos defende o lado dos policiais que arriscam suas vidas (e morrem) para que os cidadãos tenham um mínimo de segurança.
É graças a esse tipo de inversão de valores que o Brasil tem hoje, índices de perdas humanas maiores que de qualquer conflito no mundo (segundo dados do Comandante do Exército, o General Villas Boas - Aliás, esse vídeo merece ser visto na íntegra. Cita alguns dos vetores apontados aqui nesse decálogo).
Mas citamos aqui apenas UM exemplo de inversão de valores, mas existem muitos outros.
Os mais conhecidos são os ligados a questões étnicas, sexuais ou religiosas, como os que exigem cotas para essa ou aquela etnia (criando assim, discriminação e segregação social ao invés das propostas que dizem buscar "igualdades"), os que apelam para a emotividade para transformar homens e mulheres em inimigos ao invés de seres complementares (novamente criando discriminações e separações em nome de "igualdade de direitos" ao invés de respeito mútuo) ou os grupos que exigem direitos especiais para essa ou aquela religião.
Esse ítem desse decálogo, necessitaria uma série inteira de textos só para ele, mas já existe polêmica demais já escrita sobre o óbvio: Todos esses grupos se apresentam como "defensores de uma causa", mas visam exatamente outra, discretamente, "invisivelmente" na sociedade e acusam todos os seus opositores de "criminosos contra a causa", quando o verdadeiro crime, é o da hipocrisia que muitos desses grupos representam ao invés de seus opositores que apenas os denunciam como o que eles são.

8 - Fiscalizar o material curricular que é ensinado nas escolas quanto a tentativas de doutrinação ideológica. Denunciar se necessário.
As escolas deveríam ser tratadas como os templos mais sagrados de uma Nação e os professores, respeitados como os mestres que são, nos assuntos em que dedicaram suas vidas se especializando para poderem passar seu conhecimento às próximas gerações. É nas escolas que o futuro de um país é construído.
Infelizmente, os governos populistas (bandidos, tanto de esquerda quanto direita) sabem disso e é por isso que querem transforma-las em centros de doutrinação de seus discursos e treinamento de propagação das "mentiras úteis" ao invés do ensino do conhecimento humano e o estímulo à curiosidade, do pensamento, da busca das verdades.
Por isso, quando as escolas não são simplesmente abandonadas, são frequentemente corrompidas com material didático e orientações que tendem fortemente a corresponder à doutrina do governo no Poder.
Isso infelizmente é uma prática constante que acontece desde a idade do "Jardim da Infância" até as Universidades.
É bom que os pais fiquem atentos a isso e que denunciem.
Porém, não pensem que os órgãos competentes não tenham pleno conhecimento disso, embora neguem.
Muitos de seus funcionários (senão todos), estão lá exatamente com esse propósito.
Até imagino se o real objetivo desses órgãos não é exatamente esse.

9 - Desmascarar militantes e partidos promotores de doutrinas populistas ou marxistas e aprender a identificar seus métodos e sofismas que eles usam para tentar persuadir as pessoas a acreditarem no que são doutrinados e então simplesmente ignora-los, já que seus objetivos são de pura "desconstrução", ou seja... não apresentam nada de construtivo.
Embora os marxistas ou esquerdistas sejam os grupos partidários que mais usam dos métodos populistas, não significa que eles sejam os únicos a usar esses métodos. porém, são os que os usam de forma mais notória e não é à toa.
Durante a Guerra-Fria, esses grupos foram os que mais receberam incentivos para o desenvolvimento desses métodos sob a forma de livros de estratégias para se alcançar o "socialismo" ou "comunismo" através da destruição do que chamavam de "valores ocidentais", que são basicamente o senso de justiça romano, o senso de lógica grego e os tradicionais valores de relações humanas judaico-cristãos (que embora eu seja agnóstico, é preciso reconhecer que esses valores de relações humanas fortalecem o senso de família, que é o principal motivo da existência dos conceitos de sociedade e nação).
Porém, todos os dias eles continuam desenvolvendo métodos novos para tentar destruir esses três pilares do que eles chamam de "valores ocidentais" (como espalhar "mentiras úteis" através da mídia mainstream, sites de "notícias", revistas e certos blogs financiados direta ou indiretamente pelo governo).
É preciso atenção com relação a todo e qualquer movimento que afete qualquer um desses três pilares, ou que os deixe indefesos (desarmamento da população, sendo que os criminosos sempre estarão armados, ou excesso de burocracia para se ter direitos reconhecidos, limitando assim as liberdades dos cidadãos).

10 - (O mais importante) deixar o vício de tentar fazer tudo isso só no mundo virtual.
Aqui, certamente o ítem mais importante desse decálogo: copie-o, espalhe-o, ensine-o às futuras gerações, trate a guerra ideológica como ela é: uma guerra constante e eterna contra estratégias que visam roubar as vidas dos cidadãos e tudo o que essas vidas representam: liberdade, dignidade, respeito, força de trabalho, desenvolvimento pessoal, cultural e psicológico, saúde, família, futuro... e sabe-se lá o que mais.
A única causa pela qual vale a pena lutar chama-se verdade.
E aqueles que lutam contra a verdade, só merecem ser tratados estrategicamente de uma forma: como inimigos. Porque é assim que eles tratam quem luta pela verdade: como inimgos, mas vão negar... mentir como sempre fazem.
Se não puder ou não estiver disposto a lutar pela verdade, apóie quem pode, dê suporte, divulgue, mas não atrapalhe: Jogue conforme as regras do jogo, mas saiba que os "inimigos" não seguirão essas regras.
Porém, lembrem-se de que se existe uma regra que pode ser quebrada (e deve ser quebrada se for pelo que é certo ainda que em última instância), é a regra da obediência e o motivo é bem simples: Nenhuma ditadura na história da humanidade, jamais se formou sem uma cadeia de obediência.
Liberdade, só se garante com rebeldia contra quem a rouba apenas para sí.
É por isso que eles hoje, têm mais liberdade do que você.

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