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quinta-feira, 23 de abril de 2015

É muito triste como as mulheres hoje, estão perdendo sua femininidade graças a (Pasmem!) os ditos "movimentos feministas", que se de um lado defendem (e com toda a razão) os direitos das mulheres, do outro separam os homens e as mulheres como se fossem "inimigos naturais" ao invés de seres complementares que merecem respeito entre si justamente por serem diferentes.
Respeito esse que deveria ser construído pela admiração mútua ao invés dos discursos de ódio contra o chamado "machismo" ou (do outro lado da moeda), contra o chamado "feminismo".
Admiração essa, que só se consegue justamente pelas diferenças ao invés da redução de ambos a um limitadíssimo denominador comum em que homens estão cada vez mais "femininos" e mulheres cada vez mais "machos" em seu comportamento que já há muito tempo, deixou de ser delicado.

Já passou da hora da espécie humana perceber que seu maior poder encontra-se justamente na união da diversidade ao invés da divisão por "minorias" inventadas. Inventadas sim, porque na prática, um único ser já é uma minoria em si.
Mas o texto de hoje, fala de outra coisa e raramente um texto aqui deste blog sai com tanta fluência quanto este de hoje.


Tecnologias antigas: Saudosismo ou refinamento cultural?
"Pensar contra foi sempre a maneira menos difícil de pensar."


Não é novidade alguma que vivemos numa época em que a cultura do consumismo é uma constante permanente em nossas vidas, com anúncios, comerciais e propaganda de produtos de todo tipo 24 horas por dia tentando sempre nos despertar o desejo de posse de produtos novos em detrimento dos antigos, que caem na obsolescência percebida muitas vezes quase que imediatamente, como acontece com os telefones celulares por exemplo, que em menos de um ano já não têm mais atualizações ou na obsolescência programada em que a lâmpada que o fabricante dizia na embalagem que foi feita para durar 8 anos (sob condições que o consumidor jamais terá como aferir) no final das contas dura apenas 1 ano.
Mas novidade é não nos atentarmos que existem tecnologias que apesar de consideradas por muitos como "obsoletas", ainda despertam o desejo e nem nos tocamos disso.
Algumas ainda se justificam por certas qualidades únicas como é o caso dos LPs, que desde que nasceram, já viram nascer e morrer uma infinidade de outras mídias para música como o CD, o MD, o SACD, o DVD-A, o DAT, o DCC, entre outras enquanto os audiófilos mais exigentes do mundo insistem em jamais abandonar seus toca-discos do topo de seus racks, tolerando a hoje considerada pequena relação sinal/ruído pelo prazer de "minerar" sons gravados na mídia que só podem ser ouvidos através de sofisticados e precisos sistemas de áudio 100% analógico na contramão do chamado "áudio digital" pregado como sendo "vanguarda" há pelo menos 30 anos.
Outras como as canetas-tinteiro, que embora elegantes e muitas vezes caríssimas (seja por marketing ou não), são tudo menos práticas, pois assim como os LPs e toca-discos, requerem cuidados de manutenção que certamente consomem algum tempo, cada vez mais precioso numa época em que falta tempo para gerenciar a infinidade de "necessidades" do mundo moderno como simplesmente se manter atualizado(a) com sua vida cada vez mais virtualizada nas redes sociais.
E por falar em tempo, quem poderia imaginar nos anos 70, que com os relógios digitais, os mecânicos ainda seriam os mais procurados apesar da pouca precisão e ala fragilidade de seus mecanismos?
A pergunta aqui é... até que ponto coisas assim são saudosismo ou refinamento cultural? Ou seria uma coisa diretamente ligada à outra?
Ora... durante décadas, os aficcionados por LPs por exemplo, foram tidos como "loucos", especialmente em países em franca decadência educacional (nitidamente provocada propositalmente) como o Brasil.
O mesmo acontece com os colecionadores de microcomputadores antigos, tidos meramente como "sucateiros", quando na verdade, eles se esforçam em conhecer cada pormenor de seu funcionamento e assim mante-los funcionando, limpos e com aspecto o mais impecável possível, caracterizando aqui, um meio de estudo sério e portanto, ao invés de ridicularizados, esses caras merecem respeito por preservarem a história para as próximas gerações.
Sob esse ponto de vista, essa gente, ao contrário do que pode parecer, não estão presas ao passado por saudosismo, mas ao futuro através das histórias e técnicas que têm para contar para as próximas gerações. Histórias cada dia mais raras até termos de redescobrir muitos e muitos anos depois o que já se sabía no passado.
Se a humanidade fosse condicionada a entender isso (ao invés de ridicularizar tudo o que aparece pela frente como se todo mundo fosse "dono da verdade"), talvez fôssemos hoje, imunes a coisas como o consumismo, ou ao controle das massas, pois junto das técnicas e histórias, vem a inestimável lição das experiências.
Quem não entende isso, não sabe o que está perdendo e o que é pior: cultiva preconceito e intolerância.

(Em tempos... este blog, com erros e tudo, não é escrito de acordo com as novas regras da tal "Reforma Ortográfica". Clique aqui para saber por quê, como aliás, acontece com todos os hyperlinks deste blog.)