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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Já é tradição aqui neste blog, chamar o último texto do ano de "O Último Texto" desde 2008, apesar de desde os textos aqui, só começarem a ter título em 2007, ano de uma safra histórica de vinhos reserva no Valle Central, no Chile, de onde saiu um vinho que eu planejava abrir apenas quando a minha última "ex" viesse para Campinas, pois começamos a conversar no mesmo ano em que esse vinho foi engarrafado. Mas como não eu não via mais motivos para guardar a tal garrafa e eu não estava a fim de me lembrar dela ao degustar esse vinho, eu o abrí este ano, numa festa de aniversário de uma amiga a quem presenteei com essa garrafa de vinho (que até esse ano, não passava de uma relacionamento estritamente profissional).
Embora ela tenha gostado muito do vinho, eu não degustei, já que estava prestes a voltar para casa dirigindo.
Optei por abrir aqui em casa, poucos dias depois, uma outra garrafa que seria idêntica se não fosse pela safra de 2012 (ano em que ví minha "ex" pela última vez) que deve ter me deixado meio biruta para enviar à ela, uma foto de um oragotango que eu ví no Facebook (e que poucos dias depois, fiquei sabendo que estava concorrendo a prêmio). Coincidência ou não, 3 dias depois, um Testemunha de Jeová me enviou um tweet, pedindo desculpas pela imagem que os pais dela me fizeram ter deles, num exemplo de humildade e caráter, que a meu ver, ainda falta aos pais dela a quem eu até gostaria muito de perdoar, mas não há como perdoar quem não se arrepende.
É realmente estranho como só agora, nessa época do ano é que coisas assim parecem acontecer. Até falei desse mesmo assunto no "Último texto de 2013"!
Parece até roteiro de filme isso!
Enfim... Boa leitura e que 2015 seja um excelente ano para todos!



O último texto de 2014
"Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la."


(O texto deste ano, eu dedicado a algumas pessoas a quem avisei em 2010 que este ano terminaria assim e não acreditaram em mim, cegas pela própria arrogância.)

2014... Ah, 2014... Já vai tarde!
Ano marcado por incontáveis (e às vezes extremamente irritantes) movimentações políticas no Brasil e América Latina, como nunca se viu antes!
Uma Copa Do Mundo em que a seleção brasileira fez o maior fiasco de sua história nos estádios mais caros da história (e que agora ninguém comenta como mante-los ou sobre o que fazer deles)...
Uma eleição com número altíssimo de evidências de ser sido fraudulenta (mas que só será provado daqui há vários anos, pra variar), por um festival de mentiras na mídia tanto mainstream quanto alternativa como nunca se viu na história, pelo aparelhamento do Judiciário, pela compra do Legislativo, pela difamação de inimigos políticos pela mídia assim como a nítida pregação de ódio à eles, um ano marcado por denúncias e escândalos diários com cifras absurdamente milionárias como também jamais se viu na história, pela eminente possível quebra da empresa-símbolo de independência econômica brasileira e perspectiva de mais denúncias e revelações ainda maiores em 2015 e pela total e absolutamente vergonhosa impunidade por tudo isso...
Se o(a) leitor(a) for inteligente, a essa altura do texto já deve estar se perguntando o por quê de termos alcançado todo esse caos e a resposta é muito simples apesar da complexidade das consequências: o povo brasileiro é condicionado desde a infância, a ser ingênuo, omisso e presunçoso.
Mas isso (antes tarde do que nunca) começa a dar sinais de mudança e o brasileiro "típico" que antes só falava em futebol, finalmente começou a falar de política!
E o mais incrível, é que "de repente" (de uns 3 anos pra cá), todo mundo virou "especialista" em Geopolítica, Geoestratégia, Ciências Sociais, Economia, Relações Internacionais, Estratégias Militares e discutem os mais diversos assuntos relacionados, com convicção de quem defendeu tese de doutorado no assunto, porém, gerando a maior onda de desconfiança da história, assim como a divisão do país em duas "ordens" ideológicas, mas que que felizmente, ambos os grupos estão aos poucos notando que seus "heróis" não passam de ladrões, bandidos e oportunistas que os manipularam durante gerações, motivo pelo qual tivemos as primeiras manifestações populares nas ruas não promovidas por um partido, sindicato ou organização financiada, nem agitada pela mídia (ou seja, finalmente manifestações 100% legítimas).
Uma pena que tarde demais e agora, os ladrões, bandidos e oportunistas são os donos do poder que conferimos à eles de modo que a única coisa que podemos fazer é lamentar e dizer "amém", certo? Errado.
Existe sim, uma única coisa que pode ser feita quando o processo democrático é furtado de seu povo: Nenhum governo ditatorial se sustenta sem uma cadeia de obediência, geralmente formada pelo medo, pela chantagem emocional e pela propaganda. Ou seja... Se a população deixar de se iludir com a propaganda, deixar de se deixar levar pelas emoções e se revoltar de verdade, se unindo ao dizer "não", não existe poder no mundo que a segure, exceto o extermínio total da população, o que não é interessante nem mesmo para os ladrões, bandidos e oportunistas no poder.
Mas fica um alerta: Uma vez restaurado o processo democrático, é preciso cuidar para que ele nunca mais saia das mãos da população, que os representantes possam ser mudados ao menor sinal de incompetência (e sem impunidade nenhuma) e não haja a menor chance de que os ladrões, bandidos e oportunistas sequer sonhem em se articular novamente.
Representar os interesses da sociedade, é uma tarefa séria demais para ficar nas mãos de gente desonesta.
E engana-se quem pensa que quem está no poder, está por ideologia! A verdade, é que estão lá por um jogo de interesses, em que negociam-se cargos, favores e comissão da pilhagem resultante disso, com dois únicos objetivos: todo o poder e nenhuma responsabilidade. E é por esses dois objetivos que o poder corrompe tanto.
2015 vem aí... Mas não vejo as pessoas animadas, aguardando um ano novo promissor. Ao invés disso, vejo um clima tenso, gente preocupada, poucas esperanças.
Ninguém mais acredita na propaganda, nos discursos, nem nos personagens da TV... e com razão, embora tarde demais.
Os grandes investidores, estão fugindo do Brasil. Os financiadores do caos, de repente começam a perceber que o retorno pode ser o oposto do que imaginavam.
Eu... bom, continuo com minha consciência tranquila de ter ao menos tentado alertar as pessoas à minha maneira, sempre discreta e cordial. Só lamento não ter sido suficiente e agora, compartilho do mesmo sentimento de insatisfação que toma conta de toda a nossa sociedade.
O que sei, é que estamos vivendo um momento histórico único, que fará do Brasil um exemplo para o mundo.
Mas se esse exemplo será de sucesso ou de fracasso, só o tempo dirá.

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