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domingo, 28 de setembro de 2014

Em ano eleitoral, não dá para acreditar em absolutamente nada publicado em lugar algum.
A Natureza do ser humano é exatamente a mesma da de qualquer animal selvagem e portanto, o ser humano é bom enquanto lhe interessa e extremamente cruel e egoísta quando tem oportunidade, especialmente perante o bando ou como o ser humano gosta de chamar, da "classe".
Como humanos, no desespero de defender os valores e idéias nas quais acreditam, caçam constantemente justificativas, nem sempre honestas nem para si mesmos e com isso, passam a viver mentira e intolerância desenfreada para todo lado que se olha e simplesmente esquecem de olhar para si mesmos e avaliarem as consequências de seus atos para com sua própria espécie.
Pior do que a mentira e a intolerância, é agir em nome disso pelo puro orgulho de defender a causa em que se acredita.
Não somos um monte de classes, ou bandos, ou grupos ou panelinhas. Somos uma única espécie tentando sobreviver.
Quando o ser humano vai entender isso?



Que tipo de idiota você é?
"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete."
(Aristóteles)


Apesar de sermos uma única espécie, todos os conflitos da espécie humana que seguramente podem levar a espécie à própria extinção, acontecem por causa dos extremismos cegos que dividem a espécie humana em múltiplas "classes", múltiplos "grupos", mas ideologicamente, apenas em duas categorias básicas que se polarizaram nos últimos dois séculos e uma nova, mais moderna, que surge como se fosse uma tentativa de fazer a espécie acordar para a realidade do que está fazendo.
No entanto, infelizmente no final das contas, somos todos idiotas de algum tipo, conforme segue:

Categoria 1
Se você se diz conservador, capitalista ou consumista, você é o principal alimentador de um sistema de produção que não raramente produz muito mais do que pode ser consumido, desperdiçando recursos importantes do nosso meio-ambiente com produtos na imensa maioria das vezes absolutamente inúteis apenas para satisfazer o seu ego numa tentativa desesperada de se sentir menos medíocre diante da sociedade cada vez mais exigente em te ver comprando, comprando, comprando cada vez mais e pagando cada vez mais caro para ter a última versão da inutilidade da moda que vai virar sucata desprezada, que irá poluir o mundo em que você vive até você morrer afogado no próprio lixo e escravo dos bancos que te concederam "crédito" (na verdade, dívidas, pagas à juros, com dinheiro que eles mesmos produzem).

Categoria 2
Se você se diz socialista, comunista, marxista, leninista, social-democrático, trabalhista, anarquista revolucionário, esquerdista, revolucionário, ou qualquer outro rótulo que lhe convier, mas quer comprar o carro do ano, quer andar na moda, ser alguém de valor na sociedade feito os idiotas da Categoria 1... Parabéns! Você é massa de manobra de uma quadrilha que visa antes de qualquer coisa, tomar tudo o que você tem na primeira oportunidade que tiver. inclusive o seu carro (do ano ou não), sua casa, seus eletrônicos, suas calças e transformar sua dignidade e senso de cidadania em uma medonha religião que o tornará uma peça insignificante de uma enorme máquina estatal de produção para alimentar a ganância desenfreada de uma elite que vende a imagem de "heróis revolucionários" (e que venderá sua produção para os idiotas da Categoria 1) e o que é pior: você não terá liberdade nenhuma e qualquer tentativa de sair disso terminará invariavelmente em tortura, morte, massacre e genocídio, como invariavelmente aconteceu em todos os lugares (e olha que não foram poucos) onde os "revolucionários" acreditavam que a "revolução" iria ser boa para eles.
Ah! Mas aposto que depois de toda essa experiência histórica você AINDA acredita que aqui pode ser diferente, né? Tá bom... então experimente ir para um desses lugares onde essa sua ideologia é aplicada e rasgue seu visto para experimenta-la na prática. É sem dúvida alguma, a melhor forma de testar a sua ideologia: na prática, como fez o corajoso revolucionário Matthew Miller.

Categoria 3
Se você se diz "neutro", melhor se dizer "passivo" logo de vez e passar a vida escrevendo livros de auto-ajuda ou um blog deprimente (ops!), a menos que você decida se classificar como anarquista filosófico por se sentir com tanta vergonha das outras categorias que quer se excluir delas, naturalmente com a bagagem de já ter sofrido na pele alguns dos efeitos de ambas as categorias ao invés de aceitar a doutrinação do monte de besteiras que já escreveram sobre elas em toneladas e mais toneladas de papel (fora as cópias publicadas) e que as pessoas das outras duas categorias tendem invariavelmente a interpretar conforme a ideologia que defendem atacando qualquer outra ideologia diferente feito as religiões.
Anarquistas filosóficos são filósofos e intelectuais práticos em busca de uma terceira linha de pensamento ideológico, que busca a máxima liberdade dos membros da sociedade através da organização, compreensão e conscientização entre outras coisas, de que é possível haver um equilíbrio do que essas outras duas categorias têm a oferecer de realmente útil à sociedade, sem aquela ladainha teórica que jamais corresponde à realidade prática, bastando ser simplesmente honesto e lógico, deixando a emotividade para coisas mais importantes como desfrutar dos (cada vez mais raros) momentos da vida pelos quais os humanos lutam tanto que se esqueceram de viver.
Mas engana-se o anarquista filosófico que pela sua constante aplicação da lógica em suas linhas de pensamento, está isento de involuntariamente tomar decisões equivocadas, agindo como massa de manobra, se os dados que alimentam essas linhas de pensamento estiverem equivocados, o que é muito comum nessa época em que os próprios dados já estão nascendo corrompidos na fonte.
E olha que não me refiro apenas à notícias de jornais, revistas, rádio e TV, mas também, Internet, redes sociais e institutos universitários.

Como vêm, nenhum de nós está isento de ser um idiota, útil ou não.
Por isso, desafio o(a) leitor(a) a todos os dias a todo momento, dedicar alguns segundos tentando responder a si mesmo(a) à pergunta: Que tipo de idiota eu sou?

Ah... eu ía me esquecendo...
Se algum trecho deste texto fere o seu orgulho, ou o orgulho que você tem do que você acredita, é sinal de que você precisa no mínimo, parar para pensar até que ponto você está mesmo sendo honesto(a) para com sigo mesmo(a).
Sugiro clicar nos hyperlinks aí para ver os vídeos, os documentários, as páginas... refletir, pensar à respeito...
Acredite (por experiência própria), você só tem a ganhar, se questionar a validade de suas próprias idéias ao invés de tentar sempre impô-las aos outros.