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terça-feira, 29 de abril de 2014

Relacionamentos vêm e vão... e com eles, sempre as mesmas promessas de "amor eterno".
Só este mês, fiquei sabendo de três dos meus amigos que terminaram seus relacionamentos e um quarto que... digamos... está com problemas já conhecidos de longas datas.
Esses dias, uma amiga minha postou um belo texto de autor desconhecido no Facebook que eu fiz questão de procurar na Internet algum link que tivesse o tal texto para poder divulgar aqui, nesse link.
É uma lição de vida e tanto aos que estejam começando algum relacionamento, ou aos que têm ainda esperanças de conseguir construir um relacionamento de verdade ao invés de mera pegação sem valor.
Aqui, uma dica por experiência própria: procure extender seu relacionamento à família do(a) seu(sua) parceiro(a), porque mesmo que seu relacionamento seja absolutamente perfeito, a família do(a) outro(a) pode destruir tudo com absoluta facilidade. E se houver a menor chance da tal família "encrespar", desista o quanto antes, especialmente se fôr uma família que frequente algum ambiente religioso.
Não se enganem! Nesse meio, nada é mais poderoso que a mentira e a hipocrisia! E a verdadeira palavra de ordem para eles é "amai-vos uns aos outros e odeie todos que não fizerem parte da mesma religião".

Já o texto de hoje aqui neste blog, é em nome dos poucos que ainda têm valores familiares de verdade em suas mentes. Valores esses, confundidos com "valores ocidentais" ou mesmo "valores capitalistas" por aqueles estúpidos seguidores da Escola de Frankfurt, que sim, reconheço a genialidade em desenvolver toda uma poderosa metodologia de corrupção desses valores através de uma espécie de homeopatia psicológica coletiva à (muito) longo prazo, porém, a cegueira ideológica os fez atacarem valores que eles atribuem ao capitalismo/imperialismo, mas que já existíam muito antes das primeiras transações comerciais sequer terem início.


Como se destrói uma ideologia?
"Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem.
Nosso objetivo é observar, crescer, amar... e depois, voltamos para casa."

(Provérbio aborígene)


Em primeiro lugar, vamos definir o que trataremos por "ideologia" aqui: um conjunto de idéias organizadas com um determinado propósito.
Ora... Idéias não podem ser destruídas por armas, por exércitos ou por sentimentos como o ódio ou a raiva. Aliás, qualquer um(a) que use ódio ou raiva como justificativa ideológica precisa urgentemente de tratamento psiquiátrico! Ódio nunca fez bem algum a ninguém e só serve para destruir o bom-senso crítico, tornando as pessoas estúpidas e ignorantes, incapazes de raciocínio neutro.
Idéias, enfim, são indestrutíveis. Já está mais do que provado historicamente que as idéias conseguem facilmente sobreviver a ditaduras, governos autoritários, guerras, assassinatos em massa, mudanças de regime político, bombas, genocídios, queimas de livros, censuras e doutrinação midiática. Logo, tentar destruí-las através da ilusão de que idéias opostas têm esse poder, é pura perda de tempo.
Porém, as idéias podem ser mudadas, aprimoradas lentamente ao longo do tempo, especialmente se valores psicológicos forem atribuídos a elas de forma inconsciente (no bom estilo "programação neuro-linguística), até porque se você tentar aplicar esses valores de forma consciente, haverá um bloqueio psicológico e a mudança não ocorre.
Mas existe um problema ao se tentar induzir uma mudança de idéias de modo inconsciente: é um processo lento. Extremamente lento.
Pode levar gerações, mesmo com altíssimos investimentos em múltiplas frentes diferentes ao mesmo tempo para se induzir as linhas de pensamento que se pretendem.
Se por um lado a Natureza desenvolveu esse processo de formação de ideologias nos moldes da Evolução Natural das Espécies e o Homem aprendeu a dribla-la gerando espécies diferentes de seres através do Cruzamento Seletivo, o mesmo pode ser feito com as idéias.
Assim sendo, muito mais eficiente do que a censura tradicional que se baseia na omissão ou manipulação da exibição dos fatos, os fatos criados artificialmente (geralmente criados por grupos sociais pré-convencidos de que são de alguma forma marginalizados), o financiamento de instituições e movimentos "politicamente corretos", que na verdade criam ou doutrinam valores distorcidos (e que geram os tais "grupos sociais marginalizados"). E a constante repetição desses valores ao longo de toda a existência de vida de uma pessoa, moldará nela, exatamente as idéias que se pretendem moldar.
É por isso que os governos totalitários modernos são os recordistas de investimentos em programas de aspecto assistencial que até têm finalidades eficazes em relação ao dizem propôr, mas cada um deles, visa corromper ou direcionar uma idéia ao longo dos anos (gerando idéias de "grupos sociais marginalizados") e esse processo terá mais força se essa idéia tiver algum valor psicológico inconsciente atribuído. (Que se grife bem essa palavra "inconsciente" aqui.)
Esse método é mais lento e discreto que o utilizado pelas religiões a milênios e tão eficiente quanto. E portanto, se proteger disso não é nada fácil.
Porém, existe um jeito: através da lógica pura e simples, isenta de carga emocional. É o que chamamos de análise crítica, parte importante do chamado "método científico".
Como o raciocínio lógico é desestimulado de todas as formas possíveis (como já foi amplamente explorado nos mais de 10 anos de existência deste blog) e uma característica comum dos métodos de doutrinação ideológica é a enorme "complexidade justificável" que tornam as questões quase impossíveis de serem claramente entendidas, elas geralmente acabam sendo aceitas como "verdades", sem questionamento efetivo.
 Para evitar isso, uma boa prática consiste na simplificação das questões, numa espécie de versão abstrata de um truque bastante conhecido dos matemáticos, a "fatoração".
Isso consiste em pegar uma divulgação de algo que a princípio pode parecer altamente complexo e ir rastreando os fatos confirmados ao invés dos discursos e versões oficiais dos mesmos, assim, simplificando ao máximo cada estágio da questão, até que se alcance uma visão extremamente ampla e nítida do todo, independente dos discursos e versões oficiais.
Assim, com bastante prática de observação, esse método pode ser usado para se descobrir por exemplo, a idéia oculta por trás de um programa assistencial, ou da criação de uma comissão, ou de uma propaganda.
Esse método tem a vantagem de lidar apenas com fatos, com consequências, excluindo todas as múltiplas interpretações (especialmente as mais carregadas de chavões ou palavras de ordem emocionais) que se têm sobre a questão, garantindo-se assim, a neutralidade da solução e uma aproximação muito maior da realidade.
Agora, deixo aos leitores um alerta: se você fôr incapaz de fazer esse tipo de fatoração, lamento, você é o que talvez você mesmo(a) chame de "idiota útil", independente do seu ponto de vista ideológico.

Exercícios:
1 - Ao escolher qual shampoo comprar, já notou que os fabricantes disponibilizam uma enorme variedade de embalagens diferentes, para diversos tipos de supostos problemas que seus cabelos podem ter, mas todos eles têm praticamente os mesmos ingredientes ativos e que na prática, só servem para limpar seu cabelo?

2 - Tente descobrir "a quais grupos sociais marginalizados" você pertence, quais rótulos você se atribui e se esse rótulo tem mesmo razão de ser, ou se não são idéias que puseram em sua mente. observe que na prática, todos nós somos diferentes e únicos, mesmo que tenhamos algumas coisas em comum. Logo, se somos diferentes, é inútil achar que temos de ser todos iguais em alguma coisa, exceto em relação ao respeito uns aos outros - é o que nos faz realmente viver em paz na sociedade.
3 - Se você tiver seu ponto de vista e quiser expô-lo, faça-o respeitando as opiniões opostas. Ao invés de tentar rebate-las, procure ouvi-las cuidadosamente e com calma. Questione depois, item a item sem pressa.
Não importa quem está certo numa discussão desse tipo e sim, quem consegue compreender melhor o ponto de vista do outro. O tempo se encarrega de mostrar quem estava certo ou errado, embora que infelizmente, sempre tarde demais para que alguma ação possa corrigir as consequências.
Se você é jovem, lembre-se que para que se tome ações preventivas certeiras, é extremamente necessário um conhecimento que só se adquire com a experiência, uma vez que o conhecimento histórico (apesar de importantíssimo) pode ser altamente influenciado por múltiplas interpretações.
4 - Aprenda a prever ações futuras à partir de observação de consequências e você aprenderá a identificar fácil os mentirosos.
Dica de ouro: seja prático(a) e simples. Quanto maior a complexidade de uma linha de raciocínio, mais fácil é se perder nela.


Conclusão: ideologias não se destróem, não se combatem. Se aprimoram.
O conhecimento coletivo não é feito de unanimidade, mas da compreenção das diferenças.
Uma ideologia única, funcional, só será possível no dia em que todos tivermos essa consciência.
E essa ideologia, não será estática, fixa. Será permanentemente dinâmica e mutável, formada justamente pelas diferenças.
Unanimidade não é, nem nunca foi sinal de pensamento. Ao contrário, sempre foi certificação de ignorância.

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