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domingo, 22 de dezembro de 2013

Okay... Chegamos ao último texto do ano. O tedioso, porém tradicional último texto do ano.
Enquanto eu pensava neste "editorial" do texto de hoje, acabei "esbarrando" com o último texto do ano passado e é muito triste lembrar que exatamente no dia seguinte, aconteceu aquela vergonhosa cena num restaurante de Araraquara, que acarretou em consequências imperdoáveis, de modo que todas as conquistas deste ano passaram como se nem tivessem acontecido, inclusive o meu isolamento (em boa hora) das circunstâncias causadas por essas consequências, cujas consequências ainda estão por vir.
Todos os fatos que se desencadearam desde aquele fatídico 29 de dezembro em diante, só serviram para mostrar, reforçar e fixar uma visão clara de que se alguém precisa de uma religião ou de um título que o valha para se dizer "bom", são justamente os que não o são.
Aqueles que pregam paz, harmonia, amor ao próximo, tolerância e justiça e não praticam o que pregam, são hipócritas.
E se discriminam e ignoram quem não são como eles, são intolerantes, ignorantes e presunçosos.
E não adianta eles ou quem quer que seja, afirmarem que são diferentes do que são, independente do título que eles adotem (cristãos, muçulmanos, budistas, testemunhas de Jeová... ou mesmo ateu militante...) não importa!
Nenhuma palavra jamais terá valor diante de uma atitude que a contradiz.
Nenhuma confiança resiste à uma traição.
Nenhum amor surge numa mentira.
Nenhuma mentira jamais resistiu à prova do tempo. E o próprio tempo sempre se encarrega de cobrar as consequências. Razão pela qual é fácil prever lamentações e arrependimentos futuros aos que a praticam.
Dignidade não é feita de soberba. É feita de atitude! E quem é incapaz de lutar pela verdade, é escravo da mentira.



O último texto de 2013
"Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem".


Mais um deprimente final de ano cheio de campanhas publicitárias cheias de carga emocional, de discursos com grandes planos pra o ano seguinte... bla-bla-bla... Fato: todo dia é apenas mais um dia e são as atitudes do ser humano é que faz com que os dias sejam diferentes e em alguns casos, inesquecíveis, para o bem ou para o mal.
Seja como fôr, temos mesmo a tendência tradicional de fazer com que essa época sirva para reflexão. (Coisa que sinceramente, deveria ser feita todos os dias, mas fazer o quê se a humanidade prefere seguir pelo caminho da inconsciência das consequências de seus atos?)
Nós, seres humanos, infelizmente temos tendência a agir conforme o grupo à nossa volta, bem ao estilo "maria-vai-com-as-outras" mesmo e há muito tempo eu venho tentando deixar essa característica humana bem exposta aqui neste blog.
Muitas das coisas que eu escreví este ano, foram devidos a momentos históricos importantes pelos quais passamos e com isso, reconheço, este blog acabou meio que caindo no "lugar comum", embora tenha se tornado muito mais sério nos últimos anos e apresentado detalhes importantes sobre quem de fato manda no mundo, de que maneira, por quê somos todos alienados sem visão total (e real) dos fatos e por quê as lutas entre "esquerda" e "direita" não passam de desvio de foco dos problemas reais que nos afetam a todos e ainda, por quê temos de combater as chamadas "medidas emergenciais" causadas por problemas reais, causados propositalmente, priorizando a cobrança de soluções reais ao invés de paliativas. Em suma, é preciso combater as causas, não as consequências.
Foi um ano de textos muito sérios importantes nesse sentido. Tão sérios que os(as) leitores(as) sequer postaram comentários.
Foi também um ano em que vieram à tona, várias afirmações feitas há anos neste blog, como o fato de que estamos todos sendo constantemente rastreados, espionados, observados.
O controle sobre nossas vidas e nossos hábitos, certamente serão um dia usados contra nós no futuro, por um sistema de governo totalitário, seja local, seja global... Mas por enquanto estão aí para que nos acostumemos com isso, entregando a história de nossas vidas e todos os nossos dados sensíveis durante anos à serviços como Google+ ou Facebook.
Apesar da seriedade dos textos deste ano, este ainda é um blog pessoal, com uma visão pessoal do mundo do meu ponto de vista apenas, sem a pretensão de ser "dono da verdade" ou de defender alguma "tese de doutorado" sobre o que quer que seja.
Eu apenas observo, apresento meus pontos de vista e, quando percebo que as pessoas (seja por teimosia ou presunção) vão fazer nhaca... me retiro para observar de longe.
Geralmente eu acerto.
O problema é quando de alguma forma, você se sente ainda preso(a) a alguém que está fazendo nhaca e das grandes e mesmo que tente se ausentar, não consegue.
É uma sensação muito irritante, especialmente se envolve alguém que você esperava ter "do seu lado do time" por um longo, longo tempo.
E é aqui que fica a grande lição deste ano que passou e nem foi notado: você está sempre sozinho(a). Essa é que é a verdade.
Não importa quantos amigos você tenha, ou se é casado, tem filhos(as), namorado(a), pais, avós, tio, bicho(s) de estimação, sombra...
A grande verdade do universo é que você está sozinho(a) e ninguém vai de fato compartilhar da sua vida para compreender o que você realmente sente sem priorizar o mundo material, o grupo social do qual faz parte, ou a "realidade" que seu ponto de vista representa para si.
Necessidade de companhia é uma carência que desperta desejos, que leva a ilusões, que levam às desilusões, às lágrimas e à repetição do ciclo com a necessidade de companhia.
Eu cansei disso.
Este ano, eu quebrei esse ciclo.
Embora haja quem torça para que eu "seja feliz", naturalmente se referindo a "encontrar alguém para dar algum sentido à minha vida", como se a vida fosse algum conto de fadas ou poema romântico, o fato é que neste ano, eu deixei de acreditar nisso, como ao longo da minha vida fui aos poucos, deixando de acreditar em deus, em família, em felicidade constante...
Tudo na vida é feito de momentos, de ilusão.
Nossa passagem pela Terra é só isso mesmo: um momento, formado de momentos, perdidos no tempo, "como lágrimas na chuva".
Como construímos esses momentos, é o modo como nos iludimos com eles, sejam ilusões boas ou más, formados por momentos bons ou ruins...
Infelizmente a consciência de que são ilusões, faz com que não desfrutemos como gostaríamos e saber disso, desanima qualquer tentativa até que alguém consiga convencer de que não é só uma ilusão... mas no final... Sempre existe um final.
E com ele, sempre vêm aquelas pessoas tentando te convencer a ter esperanças do"sonho eterno", assim como um ano que termina... e começa outro.
Mas um dia a vida acaba e não restarão mais dias para novos sonhos.
Assim, a vida dos sonhadores se vai... em ilusões, em vão.
Ora... Todo mundo quer ser feliz (inclusive eu, óbvio), mas pensem comigo: Se eu sou verdadeiro, não é certo eu ser medíocre a ponto de me contentar com menos do que a verdade.
Assim, se eu quero ser feliz, a verdade, é o mínimo que eu mereço por minha integridade, certo?
Já as ilusões... ora... que fiquem com os medíocres!

Que a verdade, a consciência, e a integridade prevaleçam em 2014 e nos anos que se seguirem!