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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um banho, e uma boa audição do álbum "Metal Health" da banda Quiet Riot (em LP, como todo bom rock merece para ser ouvido decentemente) e já me sinto melhor para concluir que talvez seja hora deste blog voltar às orígens: desabafo, palavrão... "dane-se" o "sistema" e os extremistas que se degladiam sem perceber que agindo assim, eles mesmos são ferramentas do "sistema" e o que é pior: na visão deles, "só eles é que estão certos" e o resto do mundo é que é todo formado por idiotas.
Ora... tanto um lado quanto o outro são financiados pelo mesmo dinheiro que vem dos mesmos bancos que pertencem aos mesmos banqueiros internacionais, e no fim da vida, todos vão parar embaixo da mesma terra.
Ora... esqueceram completamente do que realmente importa: viver a vida ao invés de disperdiça-la com a ilusão de que podem mudar isso elegendo, "endeusando", protegendo e adorando mentirosos, demagogos, hipócritas, injustos, oportunistas e ladrões que com isso tomam-lhes suas vidas, usam-nos apenas por seus próprios propósitos, enriquecendo enquanto os otários continuam tendo suas liberdades tomadas e pagando os "pregadores de suas causas" com os esforços, e o tempo de suas vidas.
Tempo que poderiam estar vivendo com quem se ama, ou fazendo algo agradável ou proveitoso para a humanidade.
A única verdadeira revolução, ocorrerá no dia em que a humanidade aprender que é assim que as coisas funcionam e tomar providências enérgicas para que esse ciclo de mais de 10 mil anos termine. Simples assim.
Os animais é que são felizes! Eles não têm política, nem religião, nem capitalismo, nem socialismo, nem tabús, nem fofocas, nem economia e muito menos o grande maior mal da humanidade: dinheiro, o símbolo máximo do poder.
Poder esse que só o ser humano reconhece. Nenhuma outra espécie na Terra o vê como algo que realmente valha alguma coisa.
Eo suma: Os imbecís dos seres humanos é que complicam tudo!!!
E por causa desses imbecís, todos nós somos forçados a sermos engrenagens dessa "máquina" que um dia irá esgotar-se a sí mesma.


Tudo um dia pára
Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias.
(Albert Camus
)


Um dia eu irei para baixo da terra, como todo mundo.
E apesar de ter meus 42 anos, a minha idade está longe de ser "a resposta para a pergunta definitiva da vida, do universo e tudo mais", conforme citado por Douglas Adams em sua série "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" (no Brasil, "O Guia Do Mochileiro das Galáxias").
Na verdade, ter 42 anos já foi para mim, motivo de preconceito, de inveja, mas também já foi de orgulho e de admiração... que agora, já não tenho mais, exatamente pelo preconceito citado somado a outros fatores.
Ter 42 anos tem uns efeitos colaterais bem desanimadores no meu caso...
Por exemplo, a cada dia que passa, as coisas que eu gosto começam a tomar ares de saudosismo ao mesmo tempo em que as pessoas começam a ver com desprezo e ignorância típicos de uma Era em que tudo é descartado muito rapidamente graças à obsolescência programada e a lavagem cerebral do neuromarketing à qual as pessoas são submetidas 24 horas por dia, 7 dias por semana ao longo de todo o tempo em que estão vivas.
As pessoas se espantam quando apresento como hobby, conservar, restaurar e usar alguns equipamentos e mídias que elas consideram obsoletos e cuja primeira reação é algo como "nojo", como se fosse tudo "lixo" ou "sucata".
No entanto existe uma legião de entusiastas (como eu), seja em áudio, em vídeo, em informática... em que área fôr, e que faz com que essas coisas se mantenham em perfeito estado de apresentação e funcionamento como se fossem novos e em alguns casos, até de modernização.
Tenho por exemplo, um computador de 1989 que sequer tem poeira em suas placas e que funciona com muito mais confiabilidade que muito equipamento moderno (embora que, com a lentidão e a "praticidade" típicos da época, é verdade). Mas quem se importa?
Hoje, essas peças nesse estado de conservação (especialmente as restauradas em seu estado original) começam a valer muito caro. E quanto maior a procura, maior o valor, já que exatamente por conta do já citado comportamento consumista, esse tipo de equipamento está desaparecendo rapidamente e a durabilidade dos novos aparelhos está encurtando exponencialmente fazendo com que em alguns casos (como em áudio), a busca por equipamentos vintage de qualidade profissional, hi-fi ou hi-end (de uns 20, 30 anos), vem crescendo vertiginosamente assim como seu preço em relação aos equipamentos modernos que na melhor das hipóteses durarão 10 anos, (e tendo um ciclo de vida estimado em 2 a 5 anos no máximo).
Muitos desses aparelhos hoje podem ser simulados, ou emulados via software ou outros recursos, é verdade.
Mas a sensação, a experiência do uso, é outra. Tão pobre quanto a percepção do trabalho feito originalmente para que se alcançasse aquele resultado naquela época.
Mesmo em equipamentos "modernizados" como um velho Atari 2600 (plataforma nascida em 1977) equipada com um moderno cartucho "Harmony" (que permite o uso de cartões SD de até 32GB), a sensação de ver o software rodando no hardware original é muito mais rica.
Só por essa experiência, já vale conservar esses equipamentos, restaura-los, mostrar como eles funcionavam, entender os detalhes de seu funcionamento.
Agora convenhamos... Se as pessoas nem sabem como o aparelho funciona, como entender o trabalho que tiveram na época para chegar àquele resultado para entender o valor daquele trabalho?
Hoje, todo mundo usa computadores, mas ninguém faz idéia de como eles funcionam. (Nem os programadores, dada a infinidade de camadas de software entre o programa e o hardware nos computadores modernos.)
Nessas horas eu me sinto um privilegiado: eu testemunhei as orígens da microinformática (e até ajudei a construí-la) e sim, eu sei como eles funcionavam e garanto que o princípio é o mesmo até hoje. (Isso, conhecimento, tem um nome que muitas vezes é confundido com produto: tecnologia.)
O meu medo é esse comportamento consumista, que hoje acontece com relação as máquinas, aconteça em relação às pessoas... E sabe do pior? Já está acontecendo.
As pessoas não entendem mais umas as outras e as excluem como lixo, como sucata. (Embora algumas até sejam mesmo um lixo.)
Mas por melhores que as coisas sejam feitas, um dia elas deixarão mesmo de funcionar definitivamente, naturalmente.
As pessoas, idem.
Melhor aproveitar bem até lá.
A minha sugestão, especialmente para os jovens, é... não se deixem levar pelas causas dos outros. Sua vida e o que você sonha para ela é a sua causa.
Jamais deixe que estraguem seus sonhos, sejam eles seus pais, parentes, amigos, professores, pastores, líderes políticos ou religiosos, televisão... quem quer que seja!
Imagine a vida como uma imensa escadaria em que cada coisa mínima que acontece em sua vida, é um degrau em que você precisa estar sempre consciente para poder escolher se quer subir observando o lado positivo, ou descer lamentando-se pelo lado negativo das coisas.
Procure viver uma vida de uma forma construtiva, honesta, humilde e justa, sem radicalismos ou excessos... e você sempre estará bem.
Pode ser que com isso, desperte inveja, mas entenda que os invejosos, muitas vezes, são admiradores que estão aprendendo a subir essa escada da vida e que talvez... estejam apenas buscando inspiração.
Paciência, equilíbrio e integridade, são fruto de um caráter que se formou após muito esforço, muitos tropeços e após resistir a muitas intempéries e injustiças ao longo da vida.
Se vale a pena?
Bom... deixe que as gerações futuras julguem depois que você se fôr... quando não houverem mais degraus para subir.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Em toda a minha vida, todas as promessas "para sempre", sempre terminaram logo.
Quem dera houvesse uma única prova de algo realmente eterno além das promessas... em vão, como tudo na vida, o que faz com que a própria vida seja em vão e por tanto, pela boa lógica, a vida em sí não faz nenhum sentido.
No desespero de criar a ilusão de que nossas vidas fazem algum sentido, nós, seres humanos desenvolvemos incontáveis coisas para tentar nos sentir menos inúteis em nossa solidão cósmica... coisas como a arte, a política, a religião... mas na real, não somos absolutamente nada no Universo e quando a nossa espécie se extinguir (no ritmo que as coisas vão, não demorará muito tempo), ninguém se lembrará de nós.
Em suma, tudo na vida que faz algum sentido, se resume apenas a isso mesmo: ilusão e lágrimas... o resto, é puro "vazio".

Portanto, se quer dar realmente algum sentido à sua vida, comece tentando dar algum sentido à vida de alguém. Assim, esse alguém poderá dar algum sentido à sua vida... eu não diria eternamente, mas talvez pelo menos enquanto vocês conseguirem permanecer juntos ou, na melhor das hipóteses, enquanto existirem.

Elegância
"Dinheiro não tem nada a ver com elegância ou com ser chique."

Como seres humanos, deveríamos nos envergonhar do que nos tornamos.
Eu pelo menos, tenho vergonha do que a Espécie Humana se tornou.
Os humanos tendem a ser presunçosos, hipócritas e individualistas praticamente o tempo todo e apesar de individualistas, brigam entre sí, criam conflitos desnecessários, humilham uns aos outros para tentarem se mostrar como "indivíduos superiores" ao invés de aprenderem que esses conflitos além de totalmente improdutivos, só levam a ilusões de vitórias momentâneas em vão.
Criando conflitos sem sentido e discutindo entre sí por tudo, disputando "vitória" em todos os temas que aparecem pela frente, é uma atitude típicamente infantil e portanto demonstra uma qualidade educacional ruim, não importando se os envolvidos são analfabetos ou PHDs.
O uso constante do "eu" como elemento de auto-afirmação na maior parte das vezes acaba demonstrando uma coisa que a pessoa não percebe que está sendo: presunçosa.
Quando uma pessoa deixa de lado a oportunidade de "disputar a vitória" sobre um assunto e expõe seu ponto de vista sabendo proteger o ponto de vista alheio com respeito e elegância, agrega para sí a reputação de "nobre", diferenciando essa pessoa da "plebe".
Aliás, é isso que separa a verdadeira nobreza de caráter do comportamento dos plebeus em geral: o respeito, que em sua forma mais nobre agrega sabedoria e cuidado para não ser desagradável, o que podemos interpretar aqui como "elegância".
Ora... se ser elegante é ser agradável, disputar pontos de vista pode ser deselegante, portanto se em casos extremos esse tipo de discussão se faz necessária, isso deve ser feito com máximo cuidado para não ofender, nem humilhar. Uma boa dica é ter em mente que se uma pessoa tem um ponto de vista diferente do seu, ela teve seus motivos para chegar até ele e esses motivos têm um alto valor para ela.
Mas voltando a falar em elegância, usa-se muito essa palavra em outras áreas como por exemplo, na moda ou na música.
Sabe aquela frase típica das redes sociais que diz que há mulheres que "querem príncipes mas não se comportam como princesas" e mostram algumas garotas em atitudes bastante vulgares num baile funk?
Creio que resume muito bem esse texto todo e isso não vale apenas para as mulheres, mas também para os homens que "querem princesas, mas não se comportam como príncipes".
Convém deixar claro que nobreza não depende de título, de herança, de poder ou de dinheiro.
Nobreza, depende única e exclusivamente de atitude.
Atitude cada dia mais rara e que leva inevitavelmente ao isolamento da "plebe", mas... e o valor que isso agrega ao indivíduo?
Começo a entender por quê o estereótipo de homem sábio quase sempre corresponde a um eremita.
Afinal de contas, o que é um eremita, além de um homem que sente vergonha da humanidade e desistindo assim, da vida em sociedade?