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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Não me importo de ser visto como louco ou ninguém acreditar o texto de hoje por parecer fantástico demais, mas não sou louco de tentar combater o sistema. No máximo, preparar meus leitores para uma realidade tão complexa quanto dissimulada.Não sou louco de tentar combater o que é impossível de se combater:  o "Poder por trás do Poder", que já se desenvolve dinasticamente há milênios e que é formado por mais ou menos umas 200 famílias que uma vez que alcançam o Poder, se arquitetam para fechar todas as portas que as levaram até lá.Mas para variar, volto a dizer que todos os links dos textos deste blog, servem como ponto de partida para pesquisa pelos próprios leitores. Assim, convido-os a buscarem seus próprios entendimentos do que lerem e pesquisarem.
Hoje, pretendo em um texto, apresentar apenas um pouco de umas poucas destas dinastias, que duas figuras importantes dos EUA perderam suas vidas tentando combater: o congressista Louis Thomas McFadden e o Presidente John Fitzgerald Kennedy (clique aqui para ouvir um de seus últimos pronunciamentos com legendas antes de me chamar de louco).


Fé e Poder
"Me dê o controle do suprimento de dinheiro de uma nação e não estarei nem aí para quem faz suas leis."


Quando se fala de Fé, a primeira coisa à qual estamos acostumados a pensar é sobre religião e quando se fala em Poder, imediatamente pensa-se em política, porém, as relações entre Fé e Poder, são tão incontáveis e antigas que nem as percebemos, ou as vemos como relações naturais desde os tempos mais remotos e por isso mesmo nós, como seres humanos, acabamos sem perceber, nos tornando dependentes dessas relações e assim, aceitamos um escravagismo velado e a ilusão de que vivemos livres.
Este texto visa exemplificar apenas uma das muitas aplicações modernas da Fé, da qual normalmente não nos damos conta, peguemos por exemplo, um simples empréstimo bancário (que pode assumir muitos nomes para nos confundir, como financiamento, linha de crédito, etc.).
Ora... Todo mundo sabe que em qualquer empréstimo bancário, você está alugando dinheiro à juros, ou seja, terá de devolver esse dinheiro e pagar pelo tempo que o usou, naturalmente com mais dinheiro, até que o dinheiro seja devolvido e se pague os juros pelo tempo de não-quitação da dívida.
A Fé aqui, vem do "papo de vendedor" de que através de um ou outro plano de pagamento, você tem como quitar sua dívida e aqui há uma armadilha: o cidadão (especialmente o menos instruído) vai "na fé" e assume a responsabilidade que muitas vezes acaba se mostrando ilusória e então o banco ou tenta prolongar ao máximo o pagamento da dívida (as chamadas renegociações), ou se houver alguma garantia de crédito no empréstimo (um imóvel, por exemplo), essa garantia será tomada.
Notem que existe uma série de provérbios e ditos populares que instigam o cidadão comum (incluindo os mais instruídos) a assumirem dívidas assim como "coisas normais" como: "se não fizer isso, você nunca tem nada", ou "todo mundo faz isso", "ah, cabe no seu salário"... (Para efeito de entendimento, chamemos esse fenômeno aqui, de "opinião pública".)
Agora vejamos o outro lado do sistema bancário... Para um banco ter dinheiro para emprestar, ele precisa antes de tudo, ter esse dinheiro e ele obtém isso dos chamados "investimentos" (novamente oferecidos como "produtos" sob múltiplos títulos e planos, sempre muito complexos e difíceis de compreender), através do qual os investidores aplicam seu dinheiro e vêm esse montante crescer como que por milagre, que na verdade, é só uma porcentagem ínfima dos lucros obtidos dos juros dos empréstimos lá para o coitado do endividado do exemplo anterior. (E naturalmente o grosso desses lucros ficam com os bancos.)
OK... Nesse ponto os(as) leitores aqui já devem estar se perguntando "Tá... todo mundo já sabe disso e cadê a novidade?"
Bom, transportemos esse princípio para um detalhe da história que nós, brasileiros dificilmente estudamos sobre a Revolução Estadunidense de 1775 (ou Guerra da Independência, como preferir). O principal motivo desse conflito (obviamente não contado pra gente na escola, onde sempre nos empurram aquele papo do imposto do chá) é que o Rei George III, da Inglaterra, decretou ilegais todas as moedas locais produzidas pelas colônias estadunidenses, forçando todas a "comprar" dinheiro do Banco Central da Inglaterra, ou seja... da noite para o dia, todas as colônias que procuravam se separar do Império britânico, e que tinham suas próprias moedas, tornavam-se endividadas do Império.
Bem... os EUA como todos sabemos, ganharam o conflito e se tornaram independentes, porém, com o cuidado de não terem um Banco Central. Esse detalhe é importante, porque... sabemos que o que difere um Banco Central de um banco comum é que ele produz todo o dinheiro de uma nação e com esse monopólio, controla o fornecimento de dinheiro no mercado (inflação), bem como as taxas de juros dos empréstimos. E se ele é um monopólio, de onde vem o dinheiro para pagar os juros do dinheiro que ele empresta? Dele mesmo! Assim, ele empresta mais dinheiro a juros que para serem pagos requerem mais empréstimos e assim, vai, num ciclo sem fim, que garante a escravidão de todo o mercado (incluindo as Indústrias, as empresas de infra-estrutura e o próprio Estado) de uma uma nação inteira ao tal do Banco Central.
Em suma, quem controla o Banco Central, pode escravizar toda uma nação.
Agora... e se... o tal Banco Central fôr uma instituição privada controlada por um cartel?
Bom... foi exatamente o que aconteceu nos EUA por volta de 1907.
O banqueiro John Piermont Morgan espalhou boatos sobre a falência de um importante banco de Nova York, que causou pânico no mercado e afetou outros bancos, que por sua vez, passaram a exigir o pagamento imediato de seus empréstimos, fazendo com que os endividados vendessem seus bens e iniciassem um enorme festival de falências. Assim, o Senador Nelson Wilmarth Aldrich (que tinha ligações com os cartel dos bancos que incluía os de Morgan) teve o apoio da opinião pública para recomendar a criação de um Banco Central. E assim, em 1910, na ilha Jeckyl, foi redigida por esses banqueiros, uma lei que ficou conhecida como "Federal Reserve Act" que então fora apresentada ao Congresso por Aldrich.
Em 1913, Woodrow Wilson se tornou Presidente com o apoio de campanha dos banqueiros sob o acordo de que ele aprovasse essa lei, que foi votada 2 dias antes do Natal, com o Congresso quase vazio.
O próximo passo seria extinguir os pequenos bancos de modo que eles não pudessem se associar e se tornar ameaça ao novo sistema. Assim, o recém formado "Federal Reserve Bank" aumentou a disponibilidade de dinheiro no mercado entre 1914 e 1919 através de longos empréstimos que de uma hora para outra, em 1920, foram clamados, fazendo falirem de uma só vez, mais de 5200 pequenos bancos, consolidando assim o monopólio de um pequeno grupo de banqueiros internacionais, entre eles, John Piermont Morgan , John Davidson Rockefeller, Paul Warburg e Barão Walter Rothschild.
A jogada se repetiu entre 1921 e 1929, disfarçada de investimentos em bolsas de valores, assim, em 24 de outubro de 1929, os empréstimos foram novamente clamados de repente, causando a famosa Queda de Bolsa de Nova York, fazendo falir mais 16000 bancos, de modo que o pequeno grupo de banqueiros pudessem não só comprar vários destes a preços ínfimos, como também várias empresas-chave da Indústria, alimentação e infra-estrutura do país.
Então, sob o pretexto de recuperar a Economia, a entrega compulsória de todo o ouro do país foi feita direta ou indiretamente ao Federal Reserve Bank, encerrando em 1933, a era estadunidense do dinheiro com lastro. Ou seja... Hoje, nenhuma nota de Dólar corresponde a um valor em ouro como ocorre com outras moedas do mundo, de modo que o que passa a determinar seu valor de mercado é apenas a sua disponibilidade.
Precisa dizer que as famílias desses banqueiros internacionais permaneceram então como o verdadeiro poder dinástico dos EUA? Ou você ainda acredita que é o governo mesmo quem manda por lá (assim como aqui no Brasil) e que os idealismos de "direita" e "esquerda" significam de verdade alguma coisa?
É... Vai na Fé!

Exercício pós-leitura: tente descobrir se o Banco Central do Brasil, na prática, funciona realmente como uma estatal.

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