Translate

sexta-feira, 15 de março de 2013


Obrigado leitores pela frequência de visitas deste blog!
Mês passado, foram nada mais nada menos que 705 visitas e o primeiro texto deste ano já é o quarto texto mais lido desde agosto de 2010, quando este blog começou a ter estatísticas contadas.
Tenho notado que as pessoas nunca questionaram tanto as religiões quanto agora. Coincidência ou não, a mudança de Papa trouxe à tona discussões de ordem política associada ao catolicismo num nível que nunca testemunhei antes e também coincidentemente ou não, o texto de hoje é meio que uma continuação do último texto, tentando explicar como se forma a base do "sistema de condicionamento coletivo" que citei por lá...



A chave do Poder
"Qualquer árvore que queira alcançar o céu, precisa ter raízes profundas a ponto de tocar o inferno."


Muito se fala na Internet sobre aqueles que supostamente são os "donos do mundo" e que discretamente (para não dizer secretamente) controlam países inteiros, sua alimentação, suas indústrias, suas economias, suas religiões, suas políticas, suas mídias de comunicação de massa, e consequentemente, suas opiniões públicas.
Isso tudo já não é segredo nenhum para ninguém de hábitos observadores que resolva pesquisar o assunto à sério em busca de obter suas próprias conclusões sobre quem podem ser eles, através do cruzamento dos dados que estão amplamente disponibilizados na Internet, seja através de observação crítica de notícias do dia-a-dia, seja através de exposição a material publicado por alienados ou fanáticos (eles são especialistas em coletar dados pertinentes às idéias que defendem e disponibiliza-los de modo que possamos facilmente abstrair de lá, os dados que interessam ao foco de nossas pesquisas pessoais).
O que raramente se encontra na Internet, são dados certificados que nos levam às orígens históricas do poder desses caras. No máximo, um monte de teorias, em sua maioria comprovadas à partir do estudo de evidências arqueológicas, de modo a serem bastante aceitas pelos historiadores, porém muitas dessas teorias já estão desatualizadas (graças à novas descobertas), enquanto outras novas ainda estão surgindo e brigando por comprovações para assim, ganhar mais aceitação entre os pesquisadores.
Porém, todas as evidências, apontam a chave desse poder, como sendo o controle da opinião coletiva, de modo que quanto mais gente seguir uma mesma linha de comportamento, mais gente poderá ser controlada pela manipulação das bases que formam essa linha comportamental.
Se você notar que faz parte de um grupo social onde a maioria das pessoas que conhece pensam ou agem como você e qualquer pessoa que pensar ou agir diferente você se sentir tentado(a) a trazer para seu grupo e faze-la pensar e/ou agir como você, um alerta: você pode (e provavelmente é, mas não vai querer admitir em hipótese alguma), um(a) alienado(a) das idéias do seu grupo social. E mais: se você se sente numa condição de repulsa ou inaceitação de qualquer outro ponto de vista ou comportamento diferente do que é considerado "normal" em seu grupo social, lamento informar, mas você é ou pode ser fanático(a).
Mas não se sinta chocado(a), ofendido(a) ou marginalizado(a), pois todos nós (eu, inclusive), temos nossas alienações e fanatismos, o que até certo ponto é normal e até saudável.
O que é ruim, é a inaceitação do "diferente dos seus valores" como sendo uma espécie de "aberração" a ser condenada e combatida.
Note que esse tipo de "inaceitação e combate" é muito comum entre torcidas organizadas, religiões e militantes políticos, só para citar os três exemplos mais comuns de divisões de grupos sociais. (Mas poderiam ser hábitos alimentares, marcas de roupa ou telefone celular, preferência musical... enfim... qualquer coisa que sirva para "rotular" e dividir os grupos sociais.)
O que une os integrantes de um grupo social e o separa dos outros são idéias iguais ou semelhantes e a crença nessas idéias. E quanto mais incondicionalmente, melhor para o grupo e mais o grupo tende a respeitar o indivíduo participante, estimulando o indivíduo defender as idéias e valores de seu grupo. Se o indivíduo se vê agindo diferente, sente remorso, medo de perder seus colegas de grupo, de ser excluído e então ele se força a demonstrar ao grupo que está com ele, tenta se condicionar mais a seguir suas idéias de modo cada vez mais cego. Isso tem um nome. E é aqui que reside a chave do poder dos "donos do mundo": isso, caros leitores, chama-se fé.
Notem que não estou me referindo a "fé" no sentido como é amplamente usado nas religiões, mas como ela é exercida na prática, seja ela política, cultural ou social.
Notem também, que a fé, não se forma de modo racional, mas sub-consciente, fazendo com que o indivíduo tome decisões que para ele são plenamente conscientes, mas que se baseiam na emotividade.
A fé, nasce da emoção inconsciente, não da racionalidade lógica.
É por isso que enfatiza-se tanto a "emoção" de uma cerimônia, de uma comemoração, de uma celebração, de um gol, de uma vitória nas urnas... exemplos que se aplicam na religião, numa reunião de colegas de trabalho, num grupo de amigos, num grupo de torcedores, ou num grupo de militantes partidários, respectivamente. (Exercício: Tente identificar em segredo, as pessoas mais condicionadas a enfatizar a emotividade nesses eventos e analise o grau de racionalidade de seus comentários.)
A manipulação da emoção é a chave das campanhas de marketing mais eficientes. E fazer os "consumidores" acreditarem que um certo grupo de valores oferecido por um "produto" é o melhor, imediatamente os faz sentirem tendência a repudiar aos "produtos" concorrentes, especialmente se você atribuir idéias de "exclusividade" ao "produto", de modo a "amarrar" esses "consumidores", tornando-os fiéis ao "produto". É a fidelidade por ideologia, ou fidelidade ideológica.
Entenda aqui como "produto", um partido político, uma religião... enfim, qualquer coisa que possa definir um certo grupo e diferencia-lo dos outros.
Agora, digamos que você é um dos "donos do mundo" e tem influência direta sobre 2/3 dos líderes religiosos, 2/3 dos líderes dos partidos políticos, 2/3 dos maiores grupos de mídia do mundo... acho que não preciso me prolongar neste texto para os bons entendedores, né?

Nenhum comentário: