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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ir ao inferno é fácil, mas voltar de lá por reconhecimento de uma injustiça me garantiu a forja de um coração novo.
Quem me tirou de lá, pediu para deixar um aviso aqui, de que vão cobrar esse serviço e outros, daqueles que me mandaram para lá e que não fazem a menor idéia do que acham que sabem.
(Seja lá o que isso quer dizer!)



Intolerância e discriminação
"Nunca se orgulhe de ter vencido um adversário. Aquele que vences hoje, pode derrota-lo amanhã. A única vitória que perdura, é a que conquista sobre a sua própria ignorância."


Nunca, em toda a história da humanidade, a espécie humana viveu um período de tanta intolerância quanto agora.
Essa epidemia de intolerância, se deve a vários fatores que juntos formam um complexo sistema de condicionamento coletivo que inclui influências sociais de diversas fontes (que parecem dispersas e separadas, mas que têm um rígido controle único do qual não pretendo escrever hoje) que juntas, formam diversas formas de discriminação.
Discrimina-se por tudo: altura, sexo, peso, convicções políticas ou religiosas, idade, time de futebol, preferência partidária, marca de smartphone, preferência musical, preferência de bebida, preferência de comida, preferência de sistema operacional, marca ou modelo de carro...
Tudo é motivo para "rotular" o indivíduo e discrimina-lo de alguma forma.
Entenda aqui que "discriminar", nem sempre é sinônimo de "excluir", como na imensa maioria dos casos. Há muitas formatos diferentes de discriminação, mas tentar explicar os três mais comuns aqui.
O primeiro deles consiste em simplesmente excluir o indivíduo, geralmente ridicularizando-o ou tentar faze-lo se sentir inferiorizado, (preferencialmente em público) de alguma forma, numa tentativa desesperada de se enaltecer, ou mesmo de proteger algum interesse, se o indivíduo lhe representar psicologicamente algum tipo de ameaça a esse interesse, individual ou do grupo.
O segundo formato de discriminação, consiste em "tentar fazer com que o indivíduo seja como você".
É o que acontece por exemplo, com um vegetariano num grupo de não-vegetarianos, ou com um cara que detesta ou tem intolerância à cerveja, num grupo de bebedores que cultivam (em grande parte graças à mídia), incontáveis mitos, lendas urbanas, ou provérbios populares enaltecendo a bebida (que nem de longe é tão inofensiva quanto parece).
Uma outra forma comum e despercebida de discriminação, consiste em rebater gratuitamente declarações públicas, em típicas tentativas desesperadas de "aparecer" (a conhecida "síndrome do sabichão"), muito usada em redes sociais.
Aliás, já notaram a imensidão de manifestações de intolerância que se proliferam nas redes sociais? Parece até que se faz isso por esporte hoje em dia!
É como se a imensa maioria das pessoas hoje, tivessem a falsa sensação de que os atos de discriminar e de manifestar intolerância são "sinal de status" ou as fazem parecer "melhores" do que são.
Ora... É um exercício muito mais saudável a nós, como seres civilizados, nos policiarmos sempre no sentido de ao invés de sairmos rotulando e discriminando gratuitamente ou instintivamente, pararmos nossa manifestação antes de "descarrega-la", para observarmos cautelosamente, antes de emitir algum ponto de vista que certamente soará muito mais inteligente e será muito mais construtivo do que simplesmente sair reclamando, rotulando ou discriminando tudo e todos seguindo o mesmo fluxo da maioria da sociedade (cujos indivíduos diga-se de passagem, cada dia mais, agem feito zumbís acéfalos ou "robozinhos" programados para se comportarem todos iguaizinhos, conforme a mídia mainstream).
É um exercício que a princípio, pode parecer bastante difícil, uma vez que somos condicionados diariamente a "pensar menos e agir mais", a "sermos explosivos" (como se isso ajudasse em alguma coisa, quando na maioria das vezes só nos traz encrenca e arrependimento), quando deveríamos ser condicionados a fazer justamente o contrário. Mas o primeiro passo consiste em aprender a conviver com as diferenças e principalmente, respeita-las. A humildade, em toda a sua nobreza, consiste só nisso. Simples, mas extremamente eficiente na construção de um caráter.
Deveríamos prestar mais atenção à Natureza para aprender com ela a lição fundamental de que somos feitos para sermos diferentes. (Aliás, a Natureza tem muito a nos ensinar se soubermos observar com atenção.)
Mesmo os seres que vivem socialmente em colônias, como cupins, formigas e abelhas, têm indivíduos com funções diferentes. E diga-se de passagem, as "sociedades" desses seres funcionam muito melhor que nossa e de modo muito mais simples (para a nossa vergonha, já que vivemos nos achando tão "superiores" na Terra)...
Em toda a história humana, todas as tentativas de implantação de regimes comunistas (e não me refiro apenas à política, mas também à religião, à filosofia e às diversas correntes do pensamento humano), falharam copiosamente, sem mencionar as guerras, os genocídios e as perseguições religiosas (na minha opinião, a mais vergonhosa foi a perseguição religiosa européia dita "cristã" entre o ano 325 d.C. e lá pelo fim do século 13, quando começou o Período Renascentista, ou seja, mais de 1000 anos de gente queimada na fogueira apenas por "discordar" do que a Igreja Oficial de Roma dizia que era "sagrado").
Aos que discriminam, um aviso: os discriminados é que são os que excluem vocês. E eles costumam estar certos em seus pontos de vista, dentro de seus princípios.
E estão sempre certos ao excluir vocês das vidas deles.

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