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domingo, 22 de dezembro de 2013

Okay... Chegamos ao último texto do ano. O tedioso, porém tradicional último texto do ano.
Enquanto eu pensava neste "editorial" do texto de hoje, acabei "esbarrando" com o último texto do ano passado e é muito triste lembrar que exatamente no dia seguinte, aconteceu aquela vergonhosa cena num restaurante de Araraquara, que acarretou em consequências imperdoáveis, de modo que todas as conquistas deste ano passaram como se nem tivessem acontecido, inclusive o meu isolamento (em boa hora) das circunstâncias causadas por essas consequências, cujas consequências ainda estão por vir.
Todos os fatos que se desencadearam desde aquele fatídico 29 de dezembro em diante, só serviram para mostrar, reforçar e fixar uma visão clara de que se alguém precisa de uma religião ou de um título que o valha para se dizer "bom", são justamente os que não o são.
Aqueles que pregam paz, harmonia, amor ao próximo, tolerância e justiça e não praticam o que pregam, são hipócritas.
E se discriminam e ignoram quem não são como eles, são intolerantes, ignorantes e presunçosos.
E não adianta eles ou quem quer que seja, afirmarem que são diferentes do que são, independente do título que eles adotem (cristãos, muçulmanos, budistas, testemunhas de Jeová... ou mesmo ateu militante...) não importa!
Nenhuma palavra jamais terá valor diante de uma atitude que a contradiz.
Nenhuma confiança resiste à uma traição.
Nenhum amor surge numa mentira.
Nenhuma mentira jamais resistiu à prova do tempo. E o próprio tempo sempre se encarrega de cobrar as consequências. Razão pela qual é fácil prever lamentações e arrependimentos futuros aos que a praticam.
Dignidade não é feita de soberba. É feita de atitude! E quem é incapaz de lutar pela verdade, é escravo da mentira.



O último texto de 2013
"Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem".


Mais um deprimente final de ano cheio de campanhas publicitárias cheias de carga emocional, de discursos com grandes planos pra o ano seguinte... bla-bla-bla... Fato: todo dia é apenas mais um dia e são as atitudes do ser humano é que faz com que os dias sejam diferentes e em alguns casos, inesquecíveis, para o bem ou para o mal.
Seja como fôr, temos mesmo a tendência tradicional de fazer com que essa época sirva para reflexão. (Coisa que sinceramente, deveria ser feita todos os dias, mas fazer o quê se a humanidade prefere seguir pelo caminho da inconsciência das consequências de seus atos?)
Nós, seres humanos, infelizmente temos tendência a agir conforme o grupo à nossa volta, bem ao estilo "maria-vai-com-as-outras" mesmo e há muito tempo eu venho tentando deixar essa característica humana bem exposta aqui neste blog.
Muitas das coisas que eu escreví este ano, foram devidos a momentos históricos importantes pelos quais passamos e com isso, reconheço, este blog acabou meio que caindo no "lugar comum", embora tenha se tornado muito mais sério nos últimos anos e apresentado detalhes importantes sobre quem de fato manda no mundo, de que maneira, por quê somos todos alienados sem visão total (e real) dos fatos e por quê as lutas entre "esquerda" e "direita" não passam de desvio de foco dos problemas reais que nos afetam a todos e ainda, por quê temos de combater as chamadas "medidas emergenciais" causadas por problemas reais, causados propositalmente, priorizando a cobrança de soluções reais ao invés de paliativas. Em suma, é preciso combater as causas, não as consequências.
Foi um ano de textos muito sérios importantes nesse sentido. Tão sérios que os(as) leitores(as) sequer postaram comentários.
Foi também um ano em que vieram à tona, várias afirmações feitas há anos neste blog, como o fato de que estamos todos sendo constantemente rastreados, espionados, observados.
O controle sobre nossas vidas e nossos hábitos, certamente serão um dia usados contra nós no futuro, por um sistema de governo totalitário, seja local, seja global... Mas por enquanto estão aí para que nos acostumemos com isso, entregando a história de nossas vidas e todos os nossos dados sensíveis durante anos à serviços como Google+ ou Facebook.
Apesar da seriedade dos textos deste ano, este ainda é um blog pessoal, com uma visão pessoal do mundo do meu ponto de vista apenas, sem a pretensão de ser "dono da verdade" ou de defender alguma "tese de doutorado" sobre o que quer que seja.
Eu apenas observo, apresento meus pontos de vista e, quando percebo que as pessoas (seja por teimosia ou presunção) vão fazer nhaca... me retiro para observar de longe.
Geralmente eu acerto.
O problema é quando de alguma forma, você se sente ainda preso(a) a alguém que está fazendo nhaca e das grandes e mesmo que tente se ausentar, não consegue.
É uma sensação muito irritante, especialmente se envolve alguém que você esperava ter "do seu lado do time" por um longo, longo tempo.
E é aqui que fica a grande lição deste ano que passou e nem foi notado: você está sempre sozinho(a). Essa é que é a verdade.
Não importa quantos amigos você tenha, ou se é casado, tem filhos(as), namorado(a), pais, avós, tio, bicho(s) de estimação, sombra...
A grande verdade do universo é que você está sozinho(a) e ninguém vai de fato compartilhar da sua vida para compreender o que você realmente sente sem priorizar o mundo material, o grupo social do qual faz parte, ou a "realidade" que seu ponto de vista representa para si.
Necessidade de companhia é uma carência que desperta desejos, que leva a ilusões, que levam às desilusões, às lágrimas e à repetição do ciclo com a necessidade de companhia.
Eu cansei disso.
Este ano, eu quebrei esse ciclo.
Embora haja quem torça para que eu "seja feliz", naturalmente se referindo a "encontrar alguém para dar algum sentido à minha vida", como se a vida fosse algum conto de fadas ou poema romântico, o fato é que neste ano, eu deixei de acreditar nisso, como ao longo da minha vida fui aos poucos, deixando de acreditar em deus, em família, em felicidade constante...
Tudo na vida é feito de momentos, de ilusão.
Nossa passagem pela Terra é só isso mesmo: um momento, formado de momentos, perdidos no tempo, "como lágrimas na chuva".
Como construímos esses momentos, é o modo como nos iludimos com eles, sejam ilusões boas ou más, formados por momentos bons ou ruins...
Infelizmente a consciência de que são ilusões, faz com que não desfrutemos como gostaríamos e saber disso, desanima qualquer tentativa até que alguém consiga convencer de que não é só uma ilusão... mas no final... Sempre existe um final.
E com ele, sempre vêm aquelas pessoas tentando te convencer a ter esperanças do"sonho eterno", assim como um ano que termina... e começa outro.
Mas um dia a vida acaba e não restarão mais dias para novos sonhos.
Assim, a vida dos sonhadores se vai... em ilusões, em vão.
Ora... Todo mundo quer ser feliz (inclusive eu, óbvio), mas pensem comigo: Se eu sou verdadeiro, não é certo eu ser medíocre a ponto de me contentar com menos do que a verdade.
Assim, se eu quero ser feliz, a verdade, é o mínimo que eu mereço por minha integridade, certo?
Já as ilusões... ora... que fiquem com os medíocres!

Que a verdade, a consciência, e a integridade prevaleçam em 2014 e nos anos que se seguirem!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Havia algo de errado neste blog.
Textos muito longos estavam espantando os leitores acostumados a ler chamadas que os portais de "conteúdo" na Internet chamam de "artigos" e muitos já me disseram que este blog estava "deprimente", enquanto eu me irritava por que sentía que este blog estava mesmo mais ou menos que seguindo muito para um "lugar comum".

Talvez por me sentir impulsionado a escrever sobre como o mundo é governado, por quem e de que jeito, no intuito de esclarecer o quanto perdemos tempo com discussões inúteis enquanto deixamos de nos concentrar em nós mesmos e o que nós queremos individualmente ao invés dos grupos que querem a todo custo nos manipular, tornando-nos zumbís inconscientes que pensam ser conscientes, mas incapazes de pensar por nós mesmos.
O texto de hoje, visa quebrar esse ciclo, tentando inspirar o(a) leitor(a) a se isolar (ainda que momentaneamente) do modo de pensar de seu grupo, (seja alguma militância política, doutrina religiosa ou time de futebol, só para citar alguns exemplos) e buscar mais um reconhecimento e valorização de sí mesmo(a) como indivíduo(a), de modo a dar algum motivo (ainda que subjetivo) para que possa começar a meditar e pensar por sí próprio(a), à caminho de uma independência do grupo, em busca de liberdade de pensamento e consequentemente, de ações que finalmente façam alguma diferença, ou seja... Tudo o que os "donos do mundo" não querem: consciência individual.


O silêncio
"Se você quer entender o Universo, pense em energia, frequência e vibração."


É comum a um audiófilo, o hábito de pôr um bom fone de ouvido tipo full size com bom isolamento acústico (mas sem cancelamento eletrônico), apagar as luzes, fechar os olhos e exercitar o cérebro no sentido de identificar cada minúscia das obras musicais que mais lhe dão prazer de apreciar.
Com a prática, pode-se desenvolver a sensibilidade ao ponto de conseguir "enxergar" o estúdio onde um ou mais intrumentos foram gravados, ou ainda, num grau mais avançado, sentir a emoção que o artista busca exprimir em sua música. Em alguns casos, a experiência pode surpreender os raríssimos iniciados nessa arte, com uma sensação que os budistas talvez comparem ao nirvana. (Pelo menos nós, audiófilos interpretamos assim.)
Não raramente, em grupos de discussão de audiófilos, estes relatam experiências similares ao ouvir o mesmo álbum ou a mesma música e essa admiração (até um tanto viciante), é facilmente atribuída a algo sagrado, especialmente se existir perfeita harmonia constante em cada som e todos eles se combinarem com perfeição absoluta.
Coincidência? Talvez.
Por outro lado, também é comum após esse ritual de audição (geralmente de madrugada para evitar interrupções), que estes audiófilos apreciem o silêncio e passem a admirar qualquer ruído mínimo da madrugada, assim como o próprio ruído marrom do movimento da Terra, despercebido no dia-a-dia e obviamente ignorado pelas pessoas que não cultivam esse hábito.
Admiração essa que curiosamente não existe numa câmara anecóica, onde o único som que você pode ouvir, é o produzido pelo seu próprio corpo, do sangue circulando, do ar entrando e saindo de seus pulmões, seus órgãos internos trabalhando e a batida do próprio coração.
Há quem sinta desconforto e até entre em pânico numa câmara anecóica, pois o silêncio absoluto, lembra a morte.
Talvez porque não estamos acostumados a ouvir tanto silêncio, nem mesmo antes de nascer, em que nos acostumamos com o confortável som dos corações de nossas respectivas mães e logo após o nascimento, passamos a nos acostumar com a tranquilidade das entonações e canções de ninar... que certamente inspirou o surgimento dos mantras de meditação, das salmantras, dos salmos (e outros sons tão importantes nas mais antigas religiões orientais), indo até a estudos sobre harmonia musical em 528Hz (tido como "frequência harmônica" do DNA) ou movimentos defendendo a volta da afinação de instrumentos musicais por 432Hz (muitíssimo bem embasados, diga-se de passagem)... e aos poucos, nos esquecemos do silêncio, de sua simplicidade, de seu valor em contraste com o barulho.
E com tanto barulho, há uma certa sabedoria poética de que na maior parte do nosso Universo, exista o vácuo e assim, o som não se propaga.
É... há muito o que explorar no silêncio do Universo!
E é no silêncio que pensamos melhor, que prestamos mais atenção a nós mesmos, que lembramos mais de pessoas e momentos agradáveis de nossas vidas, que sentimos saudade, ou a carência de um segundo coração batendo.
É no silêncio que dormimos, sonhamos (dormindo ou acordados) e talvez - me atrevo - seja no silêncio que, se houver uma Consciência Superior, um Criador, um Deus... Talvez seja do silêncio que Ele nos direciona sua palavra.
Melhor aprender com o silêncio, se todos nós de fato, o encontraremos um dia.


Termino o texto de hoje, sugerindo este vídeo interessante sobre a sabedoria indígena norte-americana e uma música que sempre me faz pensar sobre o silêncio e que parece até uma prece... Bom proveito!
Ah! Não deixe de comentar se gostou do texto!

domingo, 6 de outubro de 2013

Espero que os(as) leitores(as) tenham mente aberta suficiente para lerem e COMPREENDEREM o texto de hoje em sua íntegra, bem como paciência para verem os vídeos recomendados em sua íntegra.
Algumas pessoas podem ter notado que "desaparecí" das redes sociais por uns tempos, permanecendo apenas como observador passivo, exercitando meu auto-controle instintivo de sempre querer apresentar o meu ponto de vista sobre as coisas, no intuito de instruir, "abrir olhos", como diria minha saudosa professora de Língua Portuguesa e Literatura dos tempos do colégio e assim, fortalecer minhas bases no sentido de ser "neutro" ao formar minha própria opinião.

Um exercício bastante difícil esse, diga-se de passagem, uma vez que de repente, todo mundo passou a ter opiniões bastante distintas, cada vez mais extremistas e polarizadas em "direita" (os modernos "mencheviques" elitistas burgueses imperialistas capitalistas e "reacinhas" leitores de "Veja", tele-espectadores da Globo em geral) e "esquerda" (os "bolcheviques" modernos, "nacional-socialistas dos trabalhadores", revolucionários marxistas culturais condicionados a ignorarem, demonizarem a todo custo qualquer mínima sombra de qualquer idéia que sequer pareça com algo contrário ao que eles estão condicionados a protegerem).
Ora... assumir uma opinião extremista é muito fácil! Basta seguir o fluxo ideológico a qual o indivíduo estiver mais propenso. Simples assim!
Difícil mesmo é ter OPINIÃO PRÓPRIA. E é aí é que os verdadeiros pensadores surgem ao invés de serem meros instrumentos de manipulação preparados para isso desde crianças, doutrinadas nas escolas ao longo de suas vidas até se tornarem os "formadores de opinião" da sociedade, meramente porque sabem falar e por terem argumentos bastante convincentes para defenderem seus pontos de vista (muitas vezes caçando cabelo em casca de ovo, diga-se de passagem).
A verdadeira RAZÃO PRÁTICA não se forma da mera coleta de dados conforme chegam e de seu compartilhamento imediato de acordo com o "filtro ideológico" ao qual se está condicionado. (Quem faz isso é "coxinha", tanto de "esquerda" quanto de "direita".)


Desaprendemos a pensar?
"Um povo ignorante é o instrumento cego da própria destruição."


Bom... Antes de continuar a ler o texto de hoje, recomendo que os leitores vejam atentamente o Episódio 3 da série de documentários "Como a Arte Moldou o Mundo", do professor de Arte e Arqueologia da Universidade de Cambridge, Prof. Nigel Spivey.
Se você não viu esse documentário, é extremamente importante que o veja ou este texto não fará sentido algum. Este documentário nos dá uma pequena idéia de como nossas opiniões podem ser manipuladas, especialmente se isso acontece durante anos, ou melhor... ao longo de uma vida. E o mais importante: o quanto isso pode ser perigoso para nós mesmos.
E aqui vem a primeira dica: Aprenda a identificar corretamente as ferramentas de manipulação ao invés de se concentrar em combater de imediato tudo o que parecer contrário ao que você acredita. Tente ser neutro(a) e cuidadoso(a).
Tenha em mente que a primeira ferramenta de manipulação de opinião política (de acordo com esse documentário, porque pessoalmente penso que já houveram incontáveis outras muitos séculos antes) nasceu 40 anos antes de Cristo e desde então ela consiste em dividir a sociedade em opiniões extremamente opostas enquanto os manipuladores permanecem eternamente no poder apenas equilibrando essas oposições em suas campanhas e propagandas. E não é coincidência que nossa sociedade hoje esteja dividida tal qual se faz desde a Roma antiga, em que a sociedade era dividida entre os republicanos (os "direitistas" atuais) e os monarquistas (os "esquerdistas" de hoje), enquanto os larápios continuam unidos no poder, fingindo serem opostos para agradarem às duas maiores parcelas da população, num ciclo que as pessoas que se dizem "instruídas", fazem questão de ignorar ao pregar a ideologia à qual foram condicionadas.
A segunda dica, é na verdade, um reforço da primeira: consiste em entender, reconhecer e ter auto-controle para evitar ser assimilado(a) pelas ferramentas de controle mundial (o que hoje é impossível) e que visam entre outras coisas, principalmente a debilitação mental e o desvio do foco lógico das coisas que realmente têm valor na vida como o respeito ao próximo, a família e o conforto da mesma com saúde e segurança.
Se os(as) digníssimos(as) leitores(as) forem atentos, poderão concluir que nos últimos anos, os animais têm sido mais bem focados nesses valores do que a espécie humana.
A terceira dica é uma pergunta: "quem realmente manda no mundo e até que ponto?"
A resposta está no instrumento mais importante do escravismo mundial hoje: o dinheiro.
Vou lhes contar uma história...
Uma certa vez, um especialista com mais de 20 anos de experiência deu seu parecer com relação ao futuro resultado de um processo.
O cliente, muito rico, disse que o técnico estava errado e queria que o trabalho fosse feito do jeito dele.
Então o patrão do técnico fez o que o cliente disse... e o cliente teve de engolir um enorme prejuízo e ainda teve o requinte de pôr a culpa na empresa.
Moral da história, mesmo que errado, quem manda é quem tem o dinheiro, por mais que se se tenha ciência dos fatos.
Em outras palavras: Conhecimento não é "poder" como se prega. Dinheiro sim, é poder. E quem faz o dinheiro do mundo, manda no mundo. Simples assim, mesmo que seja dinheiro virtual.
Engana-se quem pensa que a concentração de riqueza está na produção, ou no conhecimento... está nos bancos e em sua capacidade de produzir dinheiro SEM LASTRO, ou seja, sem valor real algum, mas que é aceito mundialmente como se este tivesse valor.
(Caso você não tenha entendido essa afirmação apesar de eu já ter escrito sobre isso várias vezes neste blog posso recomendar ver o desenho animado "O Sonho Americano"... recomendo até para as crianças entenderem desde cedo como isso funciona.)
A idéia aqui, é deixar claro que o que estamos condicionados a perceber como "política nacional" é na verdade parte de um PROJETO GLOBAL.
E agora uma revelação: tanto os movimentos de esquerda quanto de direita, de um jeito ou de outro, são SEMPRE financiados pelos mesmos bancos, direta ou indiretamente.
Ou seja, se o dinheiro de ambos sai do mesmo lugar, ambos são parte de um só investimento, ou seja, um projeto de mantenimento de poder e controle. Projeto esse que já funciona muito bem há séculos enquanto nós, otários (incluindo eu) estamos condicionados a enxergar mal e porcamente apenas nosso próprio umbigo.
Dadas as complexidades do mundo atual às quais estamos permanentemente submetidos, sem perceber, somos TODOS alienados, sem excessão. Lamento.
A quarta dica é: lute por sua LIBERDADE, pela JUSTIÇA e por seus DIREITOS.
Não aceite que a política, a religião ou sociedade condicionada pela mídia tire de você, seus direitos e não se engane: muitas das coisas que acontecem no mundo são manipulações para que se consiga a aprovação pública para que seus direitos sejam sistematicamente roubados de você.
Os governos vivem fazendo isso.
É a especialidade deles: corromper a justiça a seu próprio favor, manipular grupos militantes condicionados para causar situações e assim, conseguir aprovação pública para que se criem e se sancionem leis que no final das contas entregam os direitos dos cidadãos a eles, ou impondo mais deveres aos cidadãos, transformando-os em ESCRAVOS!
Aliás, quanto mais valores sociais estiverem distorcidos, maior o caos e maiores são as possibilidades de se apresentar um interesse obscuro como se fosse uma "solução para apagar incêndio", preferencialmente "em regime de urgência", ou como "medida emergencial', de modo que as pessoas tenham tendência a aprovarem sem pensar.
Não caia em discursos cheios de palavras-chave como "democracia" ou "desenvolvimento", ou apelos emotivos como imagens de crianças e bebês sorrindo, ou argumentos como "proteger o cidadão" ou "dar segurança"!!!
ACORDA!!! É tudo BALELA, DEMAGOGIA, MENTIRA!!!
Sempre existem interesses por trás de um discurso, ou de um pronunciamento!
É tudo mera PROPAGANDA!!!
E se há uma coisa que aprendí em 21 anos de experiência em produção de imagens é que não existe propaganda que não seja enganosa!
Propaganda, na prática, JAMAIS corresponde à verdade, mesmo que apresente fatos ou números reais. Desconfie sempre, sempre, sempre!!!
Exemplo: "houve um aumento do número de escolas". E a qualidade delas? Os alunos de aprendem MESMO ou só vêm as aulas e estudam para passar nas provas e tirar diploma?
Hora da quinta dica: A CONSCIÊNCIA é a chave para a liberdade.
Conhecimento não é poder, mas traz consciência das coisas, "abre olhos"... justamente o que quem está de fato no Poder, não quer que você tenha.
O que eles querem é que você tenha sim, capacidade de encontrar argumentos para combater idéias opostas às quais você está acostumado(a) e que tenha a ilusão permanente de que "isso é que é o certo e o resto é tudo errado", sem de fato parar para tentar entender o que há por trás disso.
Reparem que é exatamente o mesmo princípio de "adoração e demonização" usado nas religiões, ou o chamado "push-pull" (bem conhecido dos estudantes de Programação Neuro-Linguística) ou seja... você estuda para ter fé (no que quer que seja), sendo na verdade, condicionado(a) a acreditar piamente no que te orientaram a estudar e ao mesmo tempo, combater tudo o que desviar sua atenção ou suas idéias disso, dessa "fé".
Estudar não é só assistir aula, ler e assimilar idéias.
Estudar é ENTENDER, para só então, poder aprender.
E não se iludam! Por mais que se criem métodos tecnológicos modernos, a didática que mais funciona, ainda é a mesma dos tempos das cavernas.
OK... você pode até dizer que eu não sou especialista em ensino para afirmar isso e eu concordarei com você e é por isso que encerro esse texto, finalizando-o com um uma palestra que eu gostaria muito de compartilhar com vocês, leitores(as), de um especialista em Neuropedagogia que admiro muito (e cujas palestras eu vejo sempre que possível, inclusive pessoalmente, desde 1997). Aliás, esta palestra, entre outras coisas, me inspiraram a fazer essa experiência de me afastar temporariamente das redes sociais para "desintoxicar" minha mente antes de escrever este texto.
Com vocês, Professor Pierluiggi Piazzi, em uma de suas incontáveis e excelentes palestras: (link para a parte 1 / link para a parte 2).

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um banho, e uma boa audição do álbum "Metal Health" da banda Quiet Riot (em LP, como todo bom rock merece para ser ouvido decentemente) e já me sinto melhor para concluir que talvez seja hora deste blog voltar às orígens: desabafo, palavrão... "dane-se" o "sistema" e os extremistas que se degladiam sem perceber que agindo assim, eles mesmos são ferramentas do "sistema" e o que é pior: na visão deles, "só eles é que estão certos" e o resto do mundo é que é todo formado por idiotas.
Ora... tanto um lado quanto o outro são financiados pelo mesmo dinheiro que vem dos mesmos bancos que pertencem aos mesmos banqueiros internacionais, e no fim da vida, todos vão parar embaixo da mesma terra.
Ora... esqueceram completamente do que realmente importa: viver a vida ao invés de disperdiça-la com a ilusão de que podem mudar isso elegendo, "endeusando", protegendo e adorando mentirosos, demagogos, hipócritas, injustos, oportunistas e ladrões que com isso tomam-lhes suas vidas, usam-nos apenas por seus próprios propósitos, enriquecendo enquanto os otários continuam tendo suas liberdades tomadas e pagando os "pregadores de suas causas" com os esforços, e o tempo de suas vidas.
Tempo que poderiam estar vivendo com quem se ama, ou fazendo algo agradável ou proveitoso para a humanidade.
A única verdadeira revolução, ocorrerá no dia em que a humanidade aprender que é assim que as coisas funcionam e tomar providências enérgicas para que esse ciclo de mais de 10 mil anos termine. Simples assim.
Os animais é que são felizes! Eles não têm política, nem religião, nem capitalismo, nem socialismo, nem tabús, nem fofocas, nem economia e muito menos o grande maior mal da humanidade: dinheiro, o símbolo máximo do poder.
Poder esse que só o ser humano reconhece. Nenhuma outra espécie na Terra o vê como algo que realmente valha alguma coisa.
Eo suma: Os imbecís dos seres humanos é que complicam tudo!!!
E por causa desses imbecís, todos nós somos forçados a sermos engrenagens dessa "máquina" que um dia irá esgotar-se a sí mesma.


Tudo um dia pára
Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias.
(Albert Camus
)


Um dia eu irei para baixo da terra, como todo mundo.
E apesar de ter meus 42 anos, a minha idade está longe de ser "a resposta para a pergunta definitiva da vida, do universo e tudo mais", conforme citado por Douglas Adams em sua série "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" (no Brasil, "O Guia Do Mochileiro das Galáxias").
Na verdade, ter 42 anos já foi para mim, motivo de preconceito, de inveja, mas também já foi de orgulho e de admiração... que agora, já não tenho mais, exatamente pelo preconceito citado somado a outros fatores.
Ter 42 anos tem uns efeitos colaterais bem desanimadores no meu caso...
Por exemplo, a cada dia que passa, as coisas que eu gosto começam a tomar ares de saudosismo ao mesmo tempo em que as pessoas começam a ver com desprezo e ignorância típicos de uma Era em que tudo é descartado muito rapidamente graças à obsolescência programada e a lavagem cerebral do neuromarketing à qual as pessoas são submetidas 24 horas por dia, 7 dias por semana ao longo de todo o tempo em que estão vivas.
As pessoas se espantam quando apresento como hobby, conservar, restaurar e usar alguns equipamentos e mídias que elas consideram obsoletos e cuja primeira reação é algo como "nojo", como se fosse tudo "lixo" ou "sucata".
No entanto existe uma legião de entusiastas (como eu), seja em áudio, em vídeo, em informática... em que área fôr, e que faz com que essas coisas se mantenham em perfeito estado de apresentação e funcionamento como se fossem novos e em alguns casos, até de modernização.
Tenho por exemplo, um computador de 1989 que sequer tem poeira em suas placas e que funciona com muito mais confiabilidade que muito equipamento moderno (embora que, com a lentidão e a "praticidade" típicos da época, é verdade). Mas quem se importa?
Hoje, essas peças nesse estado de conservação (especialmente as restauradas em seu estado original) começam a valer muito caro. E quanto maior a procura, maior o valor, já que exatamente por conta do já citado comportamento consumista, esse tipo de equipamento está desaparecendo rapidamente e a durabilidade dos novos aparelhos está encurtando exponencialmente fazendo com que em alguns casos (como em áudio), a busca por equipamentos vintage de qualidade profissional, hi-fi ou hi-end (de uns 20, 30 anos), vem crescendo vertiginosamente assim como seu preço em relação aos equipamentos modernos que na melhor das hipóteses durarão 10 anos, (e tendo um ciclo de vida estimado em 2 a 5 anos no máximo).
Muitos desses aparelhos hoje podem ser simulados, ou emulados via software ou outros recursos, é verdade.
Mas a sensação, a experiência do uso, é outra. Tão pobre quanto a percepção do trabalho feito originalmente para que se alcançasse aquele resultado naquela época.
Mesmo em equipamentos "modernizados" como um velho Atari 2600 (plataforma nascida em 1977) equipada com um moderno cartucho "Harmony" (que permite o uso de cartões SD de até 32GB), a sensação de ver o software rodando no hardware original é muito mais rica.
Só por essa experiência, já vale conservar esses equipamentos, restaura-los, mostrar como eles funcionavam, entender os detalhes de seu funcionamento.
Agora convenhamos... Se as pessoas nem sabem como o aparelho funciona, como entender o trabalho que tiveram na época para chegar àquele resultado para entender o valor daquele trabalho?
Hoje, todo mundo usa computadores, mas ninguém faz idéia de como eles funcionam. (Nem os programadores, dada a infinidade de camadas de software entre o programa e o hardware nos computadores modernos.)
Nessas horas eu me sinto um privilegiado: eu testemunhei as orígens da microinformática (e até ajudei a construí-la) e sim, eu sei como eles funcionavam e garanto que o princípio é o mesmo até hoje. (Isso, conhecimento, tem um nome que muitas vezes é confundido com produto: tecnologia.)
O meu medo é esse comportamento consumista, que hoje acontece com relação as máquinas, aconteça em relação às pessoas... E sabe do pior? Já está acontecendo.
As pessoas não entendem mais umas as outras e as excluem como lixo, como sucata. (Embora algumas até sejam mesmo um lixo.)
Mas por melhores que as coisas sejam feitas, um dia elas deixarão mesmo de funcionar definitivamente, naturalmente.
As pessoas, idem.
Melhor aproveitar bem até lá.
A minha sugestão, especialmente para os jovens, é... não se deixem levar pelas causas dos outros. Sua vida e o que você sonha para ela é a sua causa.
Jamais deixe que estraguem seus sonhos, sejam eles seus pais, parentes, amigos, professores, pastores, líderes políticos ou religiosos, televisão... quem quer que seja!
Imagine a vida como uma imensa escadaria em que cada coisa mínima que acontece em sua vida, é um degrau em que você precisa estar sempre consciente para poder escolher se quer subir observando o lado positivo, ou descer lamentando-se pelo lado negativo das coisas.
Procure viver uma vida de uma forma construtiva, honesta, humilde e justa, sem radicalismos ou excessos... e você sempre estará bem.
Pode ser que com isso, desperte inveja, mas entenda que os invejosos, muitas vezes, são admiradores que estão aprendendo a subir essa escada da vida e que talvez... estejam apenas buscando inspiração.
Paciência, equilíbrio e integridade, são fruto de um caráter que se formou após muito esforço, muitos tropeços e após resistir a muitas intempéries e injustiças ao longo da vida.
Se vale a pena?
Bom... deixe que as gerações futuras julguem depois que você se fôr... quando não houverem mais degraus para subir.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Em toda a minha vida, todas as promessas "para sempre", sempre terminaram logo.
Quem dera houvesse uma única prova de algo realmente eterno além das promessas... em vão, como tudo na vida, o que faz com que a própria vida seja em vão e por tanto, pela boa lógica, a vida em sí não faz nenhum sentido.
No desespero de criar a ilusão de que nossas vidas fazem algum sentido, nós, seres humanos desenvolvemos incontáveis coisas para tentar nos sentir menos inúteis em nossa solidão cósmica... coisas como a arte, a política, a religião... mas na real, não somos absolutamente nada no Universo e quando a nossa espécie se extinguir (no ritmo que as coisas vão, não demorará muito tempo), ninguém se lembrará de nós.
Em suma, tudo na vida que faz algum sentido, se resume apenas a isso mesmo: ilusão e lágrimas... o resto, é puro "vazio".

Portanto, se quer dar realmente algum sentido à sua vida, comece tentando dar algum sentido à vida de alguém. Assim, esse alguém poderá dar algum sentido à sua vida... eu não diria eternamente, mas talvez pelo menos enquanto vocês conseguirem permanecer juntos ou, na melhor das hipóteses, enquanto existirem.

Elegância
"Dinheiro não tem nada a ver com elegância ou com ser chique."

Como seres humanos, deveríamos nos envergonhar do que nos tornamos.
Eu pelo menos, tenho vergonha do que a Espécie Humana se tornou.
Os humanos tendem a ser presunçosos, hipócritas e individualistas praticamente o tempo todo e apesar de individualistas, brigam entre sí, criam conflitos desnecessários, humilham uns aos outros para tentarem se mostrar como "indivíduos superiores" ao invés de aprenderem que esses conflitos além de totalmente improdutivos, só levam a ilusões de vitórias momentâneas em vão.
Criando conflitos sem sentido e discutindo entre sí por tudo, disputando "vitória" em todos os temas que aparecem pela frente, é uma atitude típicamente infantil e portanto demonstra uma qualidade educacional ruim, não importando se os envolvidos são analfabetos ou PHDs.
O uso constante do "eu" como elemento de auto-afirmação na maior parte das vezes acaba demonstrando uma coisa que a pessoa não percebe que está sendo: presunçosa.
Quando uma pessoa deixa de lado a oportunidade de "disputar a vitória" sobre um assunto e expõe seu ponto de vista sabendo proteger o ponto de vista alheio com respeito e elegância, agrega para sí a reputação de "nobre", diferenciando essa pessoa da "plebe".
Aliás, é isso que separa a verdadeira nobreza de caráter do comportamento dos plebeus em geral: o respeito, que em sua forma mais nobre agrega sabedoria e cuidado para não ser desagradável, o que podemos interpretar aqui como "elegância".
Ora... se ser elegante é ser agradável, disputar pontos de vista pode ser deselegante, portanto se em casos extremos esse tipo de discussão se faz necessária, isso deve ser feito com máximo cuidado para não ofender, nem humilhar. Uma boa dica é ter em mente que se uma pessoa tem um ponto de vista diferente do seu, ela teve seus motivos para chegar até ele e esses motivos têm um alto valor para ela.
Mas voltando a falar em elegância, usa-se muito essa palavra em outras áreas como por exemplo, na moda ou na música.
Sabe aquela frase típica das redes sociais que diz que há mulheres que "querem príncipes mas não se comportam como princesas" e mostram algumas garotas em atitudes bastante vulgares num baile funk?
Creio que resume muito bem esse texto todo e isso não vale apenas para as mulheres, mas também para os homens que "querem princesas, mas não se comportam como príncipes".
Convém deixar claro que nobreza não depende de título, de herança, de poder ou de dinheiro.
Nobreza, depende única e exclusivamente de atitude.
Atitude cada dia mais rara e que leva inevitavelmente ao isolamento da "plebe", mas... e o valor que isso agrega ao indivíduo?
Começo a entender por quê o estereótipo de homem sábio quase sempre corresponde a um eremita.
Afinal de contas, o que é um eremita, além de um homem que sente vergonha da humanidade e desistindo assim, da vida em sociedade?

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Como os leitores já sabem, estou solteiro de novo a pouco mais de um mês.
Na verdade eu já deveria ter me considerado como tal desde final de dezembro, quando os pais dela simplesmente a tomaram de mim, com direito a humilhação, agressão física, ameaças... enfim, nem quero comentar. Ap
enas optei por deixar esse conflito de lado pelo que ainda sentía por ela, mesmo ainda tendo passado 3 meses sem notícias, ter amargado o mais depressivo começo de ano dos meus 42 anos e ser obrigado a nunca mais viajar para ir ve-la, temendo alguma emboscada.
Falando assim, até parece que foi ruim este um ano e sete meses de namoro "às escondidas" após uma (paixão à primeira vista que se iniciou em 2007). Pelo contrário, foi inacreditavelmente perfeito, simbiótico, elegante, intenso, divertido... incontáveis aventuras e momentos muitas vezes simples e ao mesmo tempo mágicos.

Pode até ter sido o fim do já apelidado entre certos taxistas de Araraquara como o "o casal mais bonito do taxi", mas amor, carinho e desejo não faltaram. E no final, o quê nos impediu de seguirmos pelo mesmo caminho juntos, foram as circunstâncias, a pressão da distância, dos familiares em relação à nossa diferença de idade, dos costumes da religião ainda que inconscientemente... enfim, somos humanos, imperfeitos... e nossos limites se findaram exatamente como eu temía desde o início do nosso relacionamento.
Ainda que tenha se findado mais um ato do "teatro da vida", o show não pode parar e NINGUÉM que nos tenha visto juntos, que nos tenha conhecido enquanto namorávamos, em nenhum momento, em nenhum instante, jamais poderá dizer que não havía amor verdadeiro alí. Jamais algum inimigo, conspirador "do contra" que hoje certamente deve estar comemorando, poderá sentir o "gostinho" de dizer que eu não a amei ou que ela não amou cada momento.

Mas amar também singnifica compreender quando há mais coisas em jogo, seja por fé, seja por loucura, seja por relação de dificuldades versus facilidades.
Amar não é posse. Amar, é desejar a felicidade de quem se ama, mesmo que isso implique no fim da crença no sucesso de possíveis relacionamentos de compromisso conforme citei no mini-editorial do meu último texto aqui neste blog... pelo menos até que alguém consiga me convencer do contrário.



Em nome da Fé
"Nossos antepassados viviam do lado de fora. Eles estavam tão familiarizados com o céu noturno quanto a maioria de nós com os nossos programas de televisão favoritos."


Desde as orígens mais remotas da civilização, as religiões acompanharam a existência humana. Só esse argumento já é suficiente para se ter uma idéia do grau de condicionamento que nós, como seres humanos, temos tendência a nos submetermos à crenças em algo "superior". Assim sendo, qualquer coisa que foge à nossa compreensão instantaneamente figura como "mágico" ou "divino" ou ainda "diabólico" e portanto, essa tendência não pode ser simplesmente ignorada quando se fala de Fé.
O temor às terríveis forças da Natureza incompreensíveis ao Homem primitivo, abriram uma enorme oportunidade para aqueles que aos poucos começavam a compreender seu funcionamento (mais ou menos como aquela famosa cena de "2001, Uma Odisséia no Espaço" do Mestre do cinema Stanley Kubrick), fazendo destes instantaneamente seus líderes, como "deuses na Terra" por dominarem certas "forças da Natureza", embora isso nada mais fosse do que mera ciência de como elas funcionavam.
A "Astronomia" talvez tenha sido a primeira Ciência observada sistematicamente, embora que extremamente mistificada e portanto, chamamos essa fase de "Astrologia" (do grego, "compreensão das estrelas").
Mais do que mero misticismo, essa observação estelar, fez com que o Homem pudesse dividir as estações do ano e com isso saber a época certa de plantar e colher e assim, sobreviver.
Assim sendo, nossos antepassados dependíam do conhecimento de seus "líderes que conheciam as estrelas" que volta-e-meia eram tidos ora como "deuses na Terra", ou "porta-vozes dos deuses" como "sacerdotes" ou "feiticeiros" e não demorou muito para que eles tivessem de tomar decisões mais complexas, sendo então necessária a divisão de classes (separando os reis dos sacerdotes, embora que permanecessem líderes) e o surgimento da escrita que, por ser restrito aos "seres mágicos" (sacerdotes, feiticeiros, reis, etc.), era facilmente vista como mística, ou "sagrada" ou "mágica" ou ainda, "escrita pelos deuses" ou em outras culturas, "inspirada pelos deuses"... tradição que se mantém até hoje graças ao crescente cuidado milenar dos escritores em tornar esses textos mais convincentes acrescentando a eles dois elementos fundamentais para assegurar seu poder cativante independente do credo: "sapiência" e "profecias".
No elemento "sapiência", encontramos o lado (a meu ver) "bom" das religiões, por formar o lado educativo das mesmas, com ensinamentos de moral, de respeito, de justiça, de estrutura familiar e social, e de serenidade, porém, ao invés da compreensão (o elemento que formou o poder dos líderes como citamos agora a pouco), prega-se a demonização da mesma, especialmente se vier de fora do grupo. E a justificativa disso vem do elemento "profecias".
Estamos acostumados a entender como "profecias", coisas que foram previstas no passado e que estão "acontecendo agora". Bom... de certa forma isso é verdade uma vez que muitas das afirmações nada mais são do que a repetição contínua de coisas que sempre aconteceram mas que vamos percebendo com mais frequência conforme vamos envelhecendo, porque a população vai aumentando e a comunicação vai se tornando mais eficiente.
Mas não é esse o aspecto das "profecias" a qual me refiro como "justificativas" para a demonização da compreensão.
A própria palavra "profecia" vem de "profeta", aquele que profetiza, que profere, que dita. Enfim... são ditames subliminarmente enxertados em meio a observações verdadeiras que se formam no subconsciente e por isso mesmo, lhes figuram também como verdades irrefutáveis.
Assim sendo, "conscientemente", o religioso segue muito mais esses ditados do que tentar entender ou compreender efetivamente alguns de seus atos. Por isso é tão fácil vê-los por exemplo criticando a Evolução das Espécies, mas usando antibióticos, cujo tratamento para ser eficiente leva em consideração exatamente a Seleção Natural. (Todo mundo sabe que se o tratamento por antibióticos de uma infecção bacteriana não fôr feito rigorosamente conforme o indicado, forma-se uma nova infecção de bactérias desta vez, resistentes ao primeiro antibiótico. Ponto pro Darwin!)
Ah, mas esses ditames são só tradições conservadoras, certo?
Mais ou menos...
A imensa maioria das religiões modernas se baseiam em dois tipos de leitura. A primeira é a tradicional, que embora permita poucas margens de distorção de interpretações, poderia ser posta em dúvida com facilidade se seus líderes permitissem o acesso pleno a novas descobertas à respeito das mesmas. "E a dúvida, é inimiga da Fé" (plageando Umberto Eco).
O segundo tipo de leitura é uma contínua repetição de exemplos comportamentais aceitos pelo grupo, escritos em linguagem altamente simplificada. Repetição exaustiva de ordens simples como sabemos, é a mesma técnica usada em lavagem cerebral. Assim sendo, ditames modernos podem ser inseridos assim como gatilhos emocionais que os disparam.
Embora essa abordagem possa parecer moderna, em outros tempos teve outras formas de implementação, uma vez que o analfabetismo era uma constante e portanto, ao longo da história, esses ditames tiveram outras formas de serem aplicados, como as canções cantadas em grupo lentamente (salmos ou salmantras), bem como as contínuas repetições de frases. Novamente um costume que permanece.
As religiões hoje até que são bastante civilizadas por basearem-se em escritas "sagradas" e literatura, apesar das guerras religiosas e atos terroristas em nome da Fé, mas nem sempre foi assim.
Na verdade, ao longo da história, já houveram incontáveis mortes não só em "guerras santas", mas também houveram sacrifícios humanos, incontáveis pessoas queimadas vivas, afogadas, apedrejadas, enforcadas, violentadas, esquartejadas, torturadas, traídas...  em nome da Fé. Em nome do que acreditavam e tinham certeza absoluta de estarem fazendo a coisa certa para agradar seus deuses.
Apesar dos pesares, não sou contra nenhum tipo de religião desde que ninguém se machuque e que haja liberdade para questionar, para ir além do que as limitações dos ditames religiosos permitem, liberdade para compreender e compreender, para se libertar de fato desses ditames, ao invés de serem escravos deles.
Prefiro pensar que o ser humano precisa disso para evoluir e que se existe um "Deus", ou alguma "Consciência Superior", que seja de fato amante da justiça e da verdade e que se mostre como realmente é ao invés de ser essa "versão à imagem e semelhança do ser humano", que a própria espécie humana inventou e diz ter a "certeza absoluta" de ser o contrário, com suas próprias noções humanas de "justiça" e "verdade".
E se houver um "Juízo Final", o meu testemunho não terá a pretensão humana imperfeita de dizer o que "penso" que Ele é. Ao invés disso, serei humilde e só assim poderei dizer com segurança o que não é.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Essa semana comprei "de volta" meu primeiro computador, um CCE MC-1000. Provavelmente o mais misterioso e obscuro de todos os microcomputadores já fabricados.
Saudosismo de quem testemunhou o nascimento da microinformática e aprendeu a lidar com máquinas extremamente limitadas como uma criança brincando com um quebra-cabeças.
Mas há bem mais do que isso... Talvez minha curiosidade sobre eletrônica, ou a vontade de lembrar como era ter o total controle sobre cada pino de saída, cada tecla, cada byte de memória de um computador, de uma forma que é impossível nos tempos modernos, tamanha a dependência que temos de soluções de software e hardware de terceiros.
Ou talvez seja simplesmente para tentar distrair minha mente por ter terminado meu namoro por ter deixado de acreditar em relacionamento de compromisso.
Acho que nunca vou entender o que me fascina tanto nessas máquinas antigas e limitadas.


64 Kilobytes
"Se quiser uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando sobre um rosto humano."


O ano era 1983. A exatos 30 anos atrás, eu tomava contato físico pela primeira vez, com alguns dos primeiros "microcomputadores pessoais".
Até então, só empresas podíam ter computadores e mesmo os microcomputadores ditos "pessoais" eram caríssimos. Tão caros aliás, que máquinas bem mais modestas (e acessíveis), eram uma opção àqueles que podíam rodar aplicativos profissionais, em especial, os que rodavam o (na época poderosíssimo) sistema operacional CP/M, que em sua máxima performance, usava todos os 64 kilobytes que os processadores Intel 8080 e Zilog Z-80 conseguíam endereçar diretamente (sem artifícios técnicos como bank switching ou memory mapping).
64 kilobytes. Só isso mesmo. Levaram astronautas à Lua usando um computador que só tinha isso de memória e não estamos falando em Megabytes ou Terabytes aqui. Só de míseros 64 kB que outrora representavam o ápice da microinformática profissional, atendendo a técnicos, cientistas, engenheiros, processadores de dados, pesquisadores, programadores, redatores, economistas, governos e espiões. Isso mesmo! Espiões!
Não havía Internet, mas já havía comunicação eletrônica e a interceptação da mesma de modo que as notícias recentes sobre termos todas as nossas comunicações eletrônicas espionadas, não só não me surpreende, como já alerto para isso neste blog praticamente desde seu surgimento, mas quem me ouviu?
Muitas vezes fui tratado como "louco" ou "paranóico" até que um técnico da CIA precisou pedir asilo político por ter dito em público o que já falo aqui a anos e precisou o presidente do país dito "mais poderoso do mundo" assumir publicamente a existência do sistema de espionagem PRISM, (que é só uma pequena parte da rede ECHELON que tanto eu, como muitos outros blogueiros no mundo já mencionamos, mesmo ele tendo dito que "ninguém está ouvindo suas ligações telefônicas"... Conta outra!) pra de repente todo mundo se sentir "surpreso", né?
Ha! Tarde demais!
Enquanto vocês, consumidores orgulham-se de  seus modernos SmartTVs que captam sua imagem e seus movimentos pela sala, estes podem perfeitamente estar sendo monitorados online por algum agente da CIA ou NSA em algum lugar do mundo sem você saber, assim como seu SmartPhone, captando imagens suas sem você saber, podendo te localizar facilmente por GPS ou por triangulação de sinal, suas contas (todas integradas) do Facebook, Google, Yahoo, Microsoft, Apple... podendo ser escancaradas pelos mesmos agentes e assim, todos os seus segredos e fraquezas podem se virar contra você um dia, assim como suas idéias misteriosamente se tornam patentes de grandes corporações pertencentes a sócios anônimos antes de você sequer pensar em registra-las.
Você nunca achou estranho que quanto mais sofisticados e poderosos os computadores modernos se tornam, menos eficientes, menos funcionais e menos previsíveis eles ficam?
Também não achou estranho que quando surgiram os tablets com capacidade de memória e processamento inferior aos computadores de mesa, estes às vezes executavam funções semelhantes às vezes até melhor?
Os programadores hoje sabem MESMO como funciona cada byte de seus programas ou o incontável número de camadas de "includes", "DLLs" e outras dependências bem como o próprio compilador não poderiam conter códigos capazes de rastrear palavras-chave que possam interessar aos "espiões"?
Meu primeiro computador tinha só 16KB. Mas eram gloriosos 16KB!
Neles, eu tinha total controle sobre cada byte dos meus programas, que não raramente ocupavam bem menos que isso... 3K, 2K... que poderiam perfeitamente copiar dados para fora de seu computador com muita eficiência sem você saber, enquanto se distrai aguardando o Media Player ou Explorer abrir.
Para quê?
Bom... tenho certeza que George Orwell já tentou explicar através de seu famoso livro "1984". Mas sabe como é... talvez ele seja outro "louco" ou "paranóico"... e quando todo mundo perceber que ele estava certo...
Ha! Tarde demais!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

No começo deste ano eu tinha decidido escrever todos os textos deste blog sobre o Poder no Mundo, seu funcionamento, como ele evoluiu ao longo da história, mas estamos testemunhando um momento histórico importante e é fundamental que se compreenda bem o que está acontecendo agora para que se evite publicar no futuro, versões distorcidas deste momento, como a humanidade já tem feito desde seus primórdios.
Que se deixe de lado a futura tradicional "versão do partido que ganhou a guerra" para uma história cujos rastros correspondam precisamente e de forma incontestável sua futura versão oficial.
Tenho visto nas redes sociais, muitas declarações inflamadas, empíricas como "verdades absolutas". E dogmas, quaisquer que sejam, eu abomino. Especialmente as desenvolvidas por pseudo-idealismos implantados feito lavagem cerebral.
E embora na imensa maioria das vezes em que me classificaram como "louco" ou "idiota", tenho acertado sobre esse tipo de assunto com uma margem irritantemente significativa para alguns, prefiro me manter na humildade ao apresentar minhas observações de uma forma inconclusiva como sempre, para que os leitores possam meditar, pesquisar e ligar os fatos por sí próprios. Os humildes serão os únicos que ganharão com isso. Já os orgulhosos...


Obrigado por abrirem a Caixa de Pandora

"Eu me rendo!"
(General Ernesto Geisel, segundo dizem, ao ver uma foto da multidão nas ruas, pelo comício do movimento "Diretas Já".)


Muito têm sido escrito sobre os manifestos recentes no Brasil e muita besteira se falou, envolvendo golpes e teorias conspiratórias mirabolantes e eu me sentí no dever de esclarecer o máximo que posso dentro do meu limitado ponto de vista sobre a atual situação.
Mas antes, é preciso deixar bem claro alguns pontos importantes para que não se interprete incorretamente:

1 - Não existe mais esse negócio de "esquerda" e "direita" pelo menos desde a década de 40. Qualquer um que venha com esse papo está desatualizado e precisa deixar um pouco a literatura social clássica de lado e entender que o Poder no mundo hoje é um sistema dinástico, um sofisticadíssimo e complexo sistema de Poder semi-mundial, absurdamente mais poderoso que qualquer corrente idealista partidária que se possa imaginar.
Este é formado por grupos de banqueiros internacionais que além de donos dos principais bancos centrais do mundo são também sócios anônimos das maiores corporações do planeta. Logo, para eles, os partidos de "esquerda" e "direita" hoje representam uma mera vitrine, distração, circo.
Na prática, partidos de "esquerda" e "direita" formam um único partido: o do oportunismo, que aqui, chamaremos apenas de "sistema", de modo que enquanto não interferem nos negócios e servirem aos interesses do supra-citado Poder dinástico, podem continuar explorando seus respectivos povos como bem entenderem.

2 - Não existe "fascismo" sem um "duce", não existe nazismo sem um "führer". Logo, se não existe um líder, não há como existir nenhuma corrente golpista de nenhum grupinho revolucionário tentando pegar para sí um Poder totalitário.
Qualquer um que pense dessa forma, pensa que tudo é fruto de alguma conspiração, algum golpe, quando na verdade, (pelo menos aqui no Brasil), o "sistema" pela primeira vez na história, perdeu o controle. Aliás, o "sistema" só perdeu esse controle por pensar suas estratégias dessa forma. Ou seja, o "sistema" (pelo menos o local) está caduco, desatualizado, arcaico.
Se houvesse alguma corrente golpista, os manifestantes permitiriam bandeiras partidárias, ou de grupos tradicionalmente golpistas (que me reservo o direito de não citar os nomes), que são financiados exatamente pelos grupos do Poder dinástico que citei no ítem "1". No entanto, qualquer um que ameace levantar qualquer bandeira de qualquer partido, contemplará a expulsão imediata do movimento, o que jamais aconteceu em manifestações populares no Brasil.
Se existe algum golpe, é o de tentar se manter no Poder através de DOIS partidos APARENTEMENTE opostos, mas que agem em conjunto de modo a fazer a grande massa pensar que houve troca de Poder, quando na verdade, é uma continuidade de um mesmo plano.

3 - Ao interpretar um movimento social das dimensões que estamos testemunhando hoje, acusando de "esquerdista", "direitista", "fascista", "nazista" ou qualquer "ista" que já existiu na história, estão cometendo sem perceber, um grave erro de diagnóstico. Um crime contra si mesmos e assim como eu, se arrependerão no futuro, como eu me arrependo de muita besteira que já escreví no passado e hoje tenho de engolir humildemente os meus erros como um remédio amargo que me fez aprender a consultar primeiro para poder compartilhar minhas opiniões aqui com meus leitores, embora não conclusivas sobre nada, em respeito aos mesmos e suas próprias opiniões.
O meu ponto de vista sobre essas manifestações hoje é: Estamos testemunhando pela primeira vez na história, uma revolução que tem um elemento que não existe na literatura de Ciências Sociais clássica (até porque é muito moderno), chamado "Inteligência Coletiva". (Para não sair do foco deste texto, recomendo a leitura do livro "Cultura da Convergência" de Henry Jenkins, que lí a alguns anos atrás. Aliás, um valioso presente que ganhei do editor do livro aqui no Brasil e que recentemente por conta desses protestos muito sabiamente me recomendou sua releitura).

Bom, vamos relembrar os fatos...
Semana passada (entre os dias 10 e 12) me lembro de desconsiderar as manifestações em São Paulo sobre o preço das passagens de ônibus, por elas serem de orígem partidária (financiada), e agitadas naturalmente por aqueles estudantes que tentam alavancar uma carreira política como líderes estudantís, como de praxe. Enfim, outro manifesto paliativo comum com intuito de geração de material para uso em campanha eleitoral. Sem novidades até aí até que na quinta-feira, dia 13, cometeu-se o erro administrativo que transformou uma manifestação corriqueira, numa manifestação nacional com reflexo em vários países e - importante que se frise isso aqui - sem absolutamente NENHUMA relacão com a manifestação inicial, (que já faz tempo, tomou seu próprio curso).
Um erro que só pode ter vindo do natural despreparo tanto das autoridades (muitíssimo mal-acostumadas a fazerem o que bem entenderem sob o escudo da impunidade) quanto dos soldados que receberam sua ordem simples e sem detalhes: "dispersar manifestantes". Esse foi o erro.
Os soldados, treinados para lidar com bandidos, rebeliões em presídios e focos de crime organizado em periferias, naturalmente acabaram por usar o mesmo tipo de abordagem contra cidadãos de bem e que pagam seus salários através de impostos, justamente para protege-los.
Nesse ponto, eu estava erroneamente observando um movimento em prol de uma recomendação da ONU (que é financiada pelo "Poder dinástico") para extinguir a Polícia Militar (o que seria um erro gravíssimo se o fizessem assim, "do nada", simplesmente, sem a transformar sistematicamente em Polícia Judiciária Estadual como funciona na maioria dos países desenvolvidos).
No entanto, algumas peças do quebra-cabeças não se encaixavam e comecei a consultar outras pessoas enqanto que a interpretação popular dos sucessivos atos de violência e despreparo das tropas, caracterizaram atos típicos de um governo ditatorial, como os que os brasileiros aprenderam a abominar nos últimos 40 anos, aproximadamente.
Essa foi a espoleta da bomba-relógio: De repente todas as incontáveis indignações que vinham se acumulando desde o estranhamente oportuno óbito de Tancredo Neves de repente vieram todas à tona de uma só vez.
Pessoas que até então se questionavam constantemente em discussões inflamadas pelas redes sociais, sobre seu futuro, em especial por parte dos jovens (afinal de contas eles têm bem mais motivos para se preocuparem com seu futuro do que os mais velhos) resolveram sair às ruas em massa, cansados de protestar virtualmente sem êxito.
Esses manifestos todos explodiram muito de repente, no começo não tinham um foco como manifestos comuns, como estamos acostumados a testemunhar.
O acúmulo de indignações era grande demais para que houvesse algum foco e agora os manifestantes estão se organizando e apresentando prioridades.
Como isso tudo aconteceu muito rápido, nossos governantes, ou melhor dizendo, o "sistema" ainda não entendeu o que está acontecendo e ainda insiste em seu arcaico mecanismo de mídia, que já não convence jovens, espertos, "antenados", interligados por terabytes e mais terabytes trocados entre si diariamente e que sabem exatamente o que querem: um futuro digno e livre ao invés de aceitarem ser robozinhos, óleo da máquina do "sistema".
O meu medo (e quase certeza) de que ao notar que a velha fórmula não funciona mais (vide certos exemplos desesperados de acionar gatilhos psicológicos de modo a re-sintonizar a população à mídia de massa ou tentativas de mostrar apenas o vandalismo de bandidos infiltrados entre manifestantes pacíficos justamente com o intuito de tentar invalidar a autenticidade da manifestação), o próximo passo do "sistema" será apelar para o Poder máximo: o Poder armado, como aliás, já começou a faze-lo.

Aos governantes, ao "sistema", (se ainda assim isso tudo não fôr a mais sofisticada manipulação de opinião pública que já testemunhei) apenas um lembrete: Vocês são empregados desses manifestantes, que além de serem seus patrões e eles estão cansados de pagarem por sua incompetência.
Se vocês apelarem para as forças armadas, que fique bem claro que o juramento dos militares (hoje tão odiados graças à mídia que vocês usaram contra eles por todos esses anos) não foi para defender vocês, oportunistas. Eles juraram defender seu País, sua Pátria. Sem mais.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Francamente, estou de saco cheio das intermináveis trocas de farpas entre as pessoas nas redes sociais, em eternas discussões pseudo-políticas de pessoas pseudo-politizadas que nada mais são do que disputa pessoal por defesa de valores dos grupos dos quais as pessoas fazem parte.
Também estou de saco cheio do endeusamento da ignorância em detrimento do bom senso.
Resolví dar um belo tapa com luva de pelica na cara das pessoas com o texto de hoje, não para desafia-las, mas para tentar acorda-las para uma realidade além do que a imensa maioria de nós consegue ver, pois perdemos tempo demais com distrações e idéias para nos confundir ao invés de irmos direto ao ponto.
A idéia aqui, é mais do que convidar o(a) leitor(a) a questionar seus próprios valores e pontos de vista, como sempre faço.
A idéia agora é promover uma ação, incentivar a divulgação não deste texto, mas das idéias contidas nele.
É hora de conscientização.
Chega de discussões improdutivas!



Parem de brigar feito crianças e prestem atenção feito adultos!
"A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."


Em primeiro lugar, é preciso largar a mão de ser estúpido e ignorar o óbvio, pelo simples fato de que um bom pensamento racional inexiste quando se defende o próprio ego.
Nós, como seres humanos infelizmente estamos condicionados 24h por dia a disputar, competir entre nós ao invés de exercitar nossa humildade racional e observar sempre os múltiplos lados de cada dado para só então transformarmos em informação efetiva.
Se você ler esse texto (bem como muitos outros do meu blog), na primeira afirmação que você ler em que seu ego discordar (e certamente você terá motivos para isso e sentirá vontade de me classificar como idiota ou coisa pior, mas não sou eu que estarei ignorando idéias), assim, todas as afirmações posteriores serão simplesmente ignoradas ao invés de observadas e compreendidas para que se possa entender a linha de raciocínio, para só então ter algum material para pensar a respeito e formar alguma opinião efetiva ao invés de agir feito "maria-vai-com-as-outras" dentro de seu grupo social.

Em segundo lugar, "Teoria da Conspiração" não existe. O termo "Teoria da Conspiração" foi inventado para desviar o foco da realidade referindo-se a duas grandes mentiras:
1 - Não existe "conspiração". O que existe é uma evolução conseqüencial natural dos fatos que acabou por culminar na situação de poder global em que grupos de banqueiros internacionais e empresários detêm o poder sobre os bancos centrais (e consequentemente o fornecimento de dinheiro dos países - vide o último texto deste blog) e as principais indústrias e corporações do planeta hoje sob a forma de "acionistas" (em sua maioria anônimos) e em consequência, o próprio Estado, passa a ser mecanismo de Poder deles.
2 - Não existe "teoria". Existe prática.
Teoria não passa de conjunto de hipóteses ou idéias sistematizadas até que se encontrem evidências que as comprovem de modo a faze-la passar a ser aceita como fato.
Ora... Existe uma infinidade de teses apresentadas na Internet do que costuma-se chamar simplesmente de "teoria", mas ninguém questiona por mero condicionamento à preguiça de parar e observar para ver se as provas para cada hipótese de cada uma dessas teses é ou não é válida.
No geral, as pessoas tendem a preferir notícias sobre futebol ou sobre celebridades que aparecem na praia como mortais comuns, como se isso fosse a coisa mais inacreditável do planeta.
Aliás, alguma vez você já se perguntou por quê essas celebridades são tão bem pagas? Ou de onde vem o dinheiro dessa gente?
Se você fôr esperto(a) vai descobrir que de um jeito ou de outro, esse dinheiro sempre vem, direta ou indiretamente de alguém ligado à política e o motivo é simples: mídia nada mais é do que distração dos fatos que realmente importam.
Tudo, absolutamente tudo o que vai para a mídia, é falso, incompleto ou forjado (inclusive à partir de fatos forjados ou não). Tudo feito para primeiro distrair, segundo confundir e terceiro, persuadir. Assim, criam-se discussões inúteis e intermináveis que nunca levam a absolutamente nada além de mais discussões inúteis e improdutivas.

Agora que o(a) nobre leitor(a) já se firmou sobre esses dois pontos, podemos começar a expôr algumas coisinhas de modo bem sintético e direto.
Se ainda não ficaram claros, recomendo lê-los novamente, cuidadosamente e refletir bem sobre eles antes de continuar a ler esse texto, senão vai doer no ego, você vai se sentir tentado(a) a defender seu ponto de vista e tentar iniciar alguma discussão inútil e improdutiva, perdendo o seu tempo e o meu.
E eu não estou nem um pouco a fim de perder meu tempo com coisas que não levam a nada.

Bom, vamos aos fatos...

1 - Não existe essa ladainha de "direita versus esquerda". Especialmente no Brasil.
Desde 1988 que eu bato na mesma tecla: os grupos partidários que se vendem como "direita" ou "esquerda", ou ainda "situação" e "oposição", não passam de um único grupo com a estratégia de se manter no Poder e continuar explorando o esforço da população em benefício próprio.
Em suma, PT e PSDB (bem como todas as outras siglas que formam suas coligações em épocas de eleição) são uma coisa só, apresentados como se fossem opostos, mas reparem só como um dá continuidade ao trabalho do outro no sentido de se firmarem cada vez como um sistema de governo totalitário, cortando nossas liberdades em doses homeopáticas a mais de 23 anos (e já há quem diga que esse esquema já se formou a mais de 40) e criando medidas eleitoreiras paliativas para garantirem sua parcela da opinião pública em defesa constante da sua causa de faxada.
Como principal prova de que caminhamos para um sistema de governo totalitário, está o nosso sistema eleitoral, considerado uma farsa em qualquer país do mundo que tenha testado uma urna eletrônica de primeira geração (como as nossas, do tipo que só são usadas no Brasil e na Índia) e que é organizado, julgado e fiscalizado por um único órgão governamental que se auto-entitula como "símbolo da democracia", mas que na prática, é inquestionável, intocável, onipresente, onisciente e onipotente e em que se você tentar contestar, poderá tomar um processo por "litígio de má fé".
É claro que existem outras provas como o péssimo investimento em qualidade educacional, que quando funciona, forma mão-de-obra, mas não forma mentes pensantes, ou seja, são incapazes de raciocinar e formar opinião ao invés de citar feito papagaios, os pensamentos dos outros (em sua quase totalidade, estrangeiros).
Enquanto nossa sociedade briga feito mencheviques e bolcheviques, convém deixar claro que em todas as vezes ao longo da história em que se falou em "revolução social", leia-se "genocídio" e "privação de propriedade".

2 - O povo tem o Poder nas mãos, certo? Errado.
Quem tem o poder nas mãos é quem tem as armas.
Protestinho na Internet não pára um projétil de fuzil depois que ele dispara.
E sem essa de "campanha do desarmamento".
Quando fôr declarado algum golpe de Estado (e não falta muito), quero só ver os "PSDBistas" e "PTistas" nas ruas enfrentando o exército com paus e pedras.
Vai fazer protestinho na Internet? No Facebook? No Twitter?
Caso o(a) leitor não tenha reparado, já existem movimentos do Estado que JÁ ESTÃO CENSURANDO o cidadão e há projetos de lei com o intuito de que a Polícia Federal não possa mais investigar "crimes do colarinho branco".
Se isso não é totalitarismo unilateral, então não sei o que é.

3 - E se acontecer um golpe de Estado? Há chances de que alguma conspiração se forme para derruba-lo?
Com câmeras de "segurança" para todo lado e o Facebook coletando todos os dados possíveis sobre os hábitos e o histórico de todo mundo de modo a disponibiliza-los às mãos do Estado para que ele faça o que quiser? Muito pouco provável.
Conspirações hoje, graças à tecnologia, são impossíveis, a menos que sejam invenções na mídia (ou ações forjadas) com o propósito de aparecer na mídia e formar alguma opinião pública em favor dos inventores da mesma e que já sabemos quem são.
Qualquer cidadão que tenha um aparelho de telefonia celular pode ser localizado em segundos em qualquer lugar do planeta e logo teremos chips implantados em nosso corpo (ou em nossos documentos e/ou carros) com esse propósito embora nos venderão a idéia de que será para outra coisa como "a nossa segurança".

4 - Não estou sendo pessimista. E não, não estou sendo paranóico. Apenas estou apresentando como os fatos estão se ligando já a muitos anos rumo a um mundo "orwelliano" e como eu já disse... em doses homeopáticas, bem ao estilo do sapo vivo que se fôr fervido bem lentamente, morre cozido ao invés de perceber rápido a tempo de pular da panela.

Querem saber mais? Clique nos links desse texto e leiam bastante, vejam os vídeos (alguns estão em inglês, lamento). Mas não ignorem o que estou dizendo neste texto.
Um dia, esse blog será censurado e esse texto deixará de estar disponível.
É bom que você se lembre bem dele no futuro.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Não me importo de ser visto como louco ou ninguém acreditar o texto de hoje por parecer fantástico demais, mas não sou louco de tentar combater o sistema. No máximo, preparar meus leitores para uma realidade tão complexa quanto dissimulada.Não sou louco de tentar combater o que é impossível de se combater:  o "Poder por trás do Poder", que já se desenvolve dinasticamente há milênios e que é formado por mais ou menos umas 200 famílias que uma vez que alcançam o Poder, se arquitetam para fechar todas as portas que as levaram até lá.Mas para variar, volto a dizer que todos os links dos textos deste blog, servem como ponto de partida para pesquisa pelos próprios leitores. Assim, convido-os a buscarem seus próprios entendimentos do que lerem e pesquisarem.
Hoje, pretendo em um texto, apresentar apenas um pouco de umas poucas destas dinastias, que duas figuras importantes dos EUA perderam suas vidas tentando combater: o congressista Louis Thomas McFadden e o Presidente John Fitzgerald Kennedy (clique aqui para ouvir um de seus últimos pronunciamentos com legendas antes de me chamar de louco).


Fé e Poder
"Me dê o controle do suprimento de dinheiro de uma nação e não estarei nem aí para quem faz suas leis."


Quando se fala de Fé, a primeira coisa à qual estamos acostumados a pensar é sobre religião e quando se fala em Poder, imediatamente pensa-se em política, porém, as relações entre Fé e Poder, são tão incontáveis e antigas que nem as percebemos, ou as vemos como relações naturais desde os tempos mais remotos e por isso mesmo nós, como seres humanos, acabamos sem perceber, nos tornando dependentes dessas relações e assim, aceitamos um escravagismo velado e a ilusão de que vivemos livres.
Este texto visa exemplificar apenas uma das muitas aplicações modernas da Fé, da qual normalmente não nos damos conta, peguemos por exemplo, um simples empréstimo bancário (que pode assumir muitos nomes para nos confundir, como financiamento, linha de crédito, etc.).
Ora... Todo mundo sabe que em qualquer empréstimo bancário, você está alugando dinheiro à juros, ou seja, terá de devolver esse dinheiro e pagar pelo tempo que o usou, naturalmente com mais dinheiro, até que o dinheiro seja devolvido e se pague os juros pelo tempo de não-quitação da dívida.
A Fé aqui, vem do "papo de vendedor" de que através de um ou outro plano de pagamento, você tem como quitar sua dívida e aqui há uma armadilha: o cidadão (especialmente o menos instruído) vai "na fé" e assume a responsabilidade que muitas vezes acaba se mostrando ilusória e então o banco ou tenta prolongar ao máximo o pagamento da dívida (as chamadas renegociações), ou se houver alguma garantia de crédito no empréstimo (um imóvel, por exemplo), essa garantia será tomada.
Notem que existe uma série de provérbios e ditos populares que instigam o cidadão comum (incluindo os mais instruídos) a assumirem dívidas assim como "coisas normais" como: "se não fizer isso, você nunca tem nada", ou "todo mundo faz isso", "ah, cabe no seu salário"... (Para efeito de entendimento, chamemos esse fenômeno aqui, de "opinião pública".)
Agora vejamos o outro lado do sistema bancário... Para um banco ter dinheiro para emprestar, ele precisa antes de tudo, ter esse dinheiro e ele obtém isso dos chamados "investimentos" (novamente oferecidos como "produtos" sob múltiplos títulos e planos, sempre muito complexos e difíceis de compreender), através do qual os investidores aplicam seu dinheiro e vêm esse montante crescer como que por milagre, que na verdade, é só uma porcentagem ínfima dos lucros obtidos dos juros dos empréstimos lá para o coitado do endividado do exemplo anterior. (E naturalmente o grosso desses lucros ficam com os bancos.)
OK... Nesse ponto os(as) leitores aqui já devem estar se perguntando "Tá... todo mundo já sabe disso e cadê a novidade?"
Bom, transportemos esse princípio para um detalhe da história que nós, brasileiros dificilmente estudamos sobre a Revolução Estadunidense de 1775 (ou Guerra da Independência, como preferir). O principal motivo desse conflito (obviamente não contado pra gente na escola, onde sempre nos empurram aquele papo do imposto do chá) é que o Rei George III, da Inglaterra, decretou ilegais todas as moedas locais produzidas pelas colônias estadunidenses, forçando todas a "comprar" dinheiro do Banco Central da Inglaterra, ou seja... da noite para o dia, todas as colônias que procuravam se separar do Império britânico, e que tinham suas próprias moedas, tornavam-se endividadas do Império.
Bem... os EUA como todos sabemos, ganharam o conflito e se tornaram independentes, porém, com o cuidado de não terem um Banco Central. Esse detalhe é importante, porque... sabemos que o que difere um Banco Central de um banco comum é que ele produz todo o dinheiro de uma nação e com esse monopólio, controla o fornecimento de dinheiro no mercado (inflação), bem como as taxas de juros dos empréstimos. E se ele é um monopólio, de onde vem o dinheiro para pagar os juros do dinheiro que ele empresta? Dele mesmo! Assim, ele empresta mais dinheiro a juros que para serem pagos requerem mais empréstimos e assim, vai, num ciclo sem fim, que garante a escravidão de todo o mercado (incluindo as Indústrias, as empresas de infra-estrutura e o próprio Estado) de uma uma nação inteira ao tal do Banco Central.
Em suma, quem controla o Banco Central, pode escravizar toda uma nação.
Agora... e se... o tal Banco Central fôr uma instituição privada controlada por um cartel?
Bom... foi exatamente o que aconteceu nos EUA por volta de 1907.
O banqueiro John Piermont Morgan espalhou boatos sobre a falência de um importante banco de Nova York, que causou pânico no mercado e afetou outros bancos, que por sua vez, passaram a exigir o pagamento imediato de seus empréstimos, fazendo com que os endividados vendessem seus bens e iniciassem um enorme festival de falências. Assim, o Senador Nelson Wilmarth Aldrich (que tinha ligações com os cartel dos bancos que incluía os de Morgan) teve o apoio da opinião pública para recomendar a criação de um Banco Central. E assim, em 1910, na ilha Jeckyl, foi redigida por esses banqueiros, uma lei que ficou conhecida como "Federal Reserve Act" que então fora apresentada ao Congresso por Aldrich.
Em 1913, Woodrow Wilson se tornou Presidente com o apoio de campanha dos banqueiros sob o acordo de que ele aprovasse essa lei, que foi votada 2 dias antes do Natal, com o Congresso quase vazio.
O próximo passo seria extinguir os pequenos bancos de modo que eles não pudessem se associar e se tornar ameaça ao novo sistema. Assim, o recém formado "Federal Reserve Bank" aumentou a disponibilidade de dinheiro no mercado entre 1914 e 1919 através de longos empréstimos que de uma hora para outra, em 1920, foram clamados, fazendo falirem de uma só vez, mais de 5200 pequenos bancos, consolidando assim o monopólio de um pequeno grupo de banqueiros internacionais, entre eles, John Piermont Morgan , John Davidson Rockefeller, Paul Warburg e Barão Walter Rothschild.
A jogada se repetiu entre 1921 e 1929, disfarçada de investimentos em bolsas de valores, assim, em 24 de outubro de 1929, os empréstimos foram novamente clamados de repente, causando a famosa Queda de Bolsa de Nova York, fazendo falir mais 16000 bancos, de modo que o pequeno grupo de banqueiros pudessem não só comprar vários destes a preços ínfimos, como também várias empresas-chave da Indústria, alimentação e infra-estrutura do país.
Então, sob o pretexto de recuperar a Economia, a entrega compulsória de todo o ouro do país foi feita direta ou indiretamente ao Federal Reserve Bank, encerrando em 1933, a era estadunidense do dinheiro com lastro. Ou seja... Hoje, nenhuma nota de Dólar corresponde a um valor em ouro como ocorre com outras moedas do mundo, de modo que o que passa a determinar seu valor de mercado é apenas a sua disponibilidade.
Precisa dizer que as famílias desses banqueiros internacionais permaneceram então como o verdadeiro poder dinástico dos EUA? Ou você ainda acredita que é o governo mesmo quem manda por lá (assim como aqui no Brasil) e que os idealismos de "direita" e "esquerda" significam de verdade alguma coisa?
É... Vai na Fé!

Exercício pós-leitura: tente descobrir se o Banco Central do Brasil, na prática, funciona realmente como uma estatal.

sexta-feira, 15 de março de 2013


Obrigado leitores pela frequência de visitas deste blog!
Mês passado, foram nada mais nada menos que 705 visitas e o primeiro texto deste ano já é o quarto texto mais lido desde agosto de 2010, quando este blog começou a ter estatísticas contadas.
Tenho notado que as pessoas nunca questionaram tanto as religiões quanto agora. Coincidência ou não, a mudança de Papa trouxe à tona discussões de ordem política associada ao catolicismo num nível que nunca testemunhei antes e também coincidentemente ou não, o texto de hoje é meio que uma continuação do último texto, tentando explicar como se forma a base do "sistema de condicionamento coletivo" que citei por lá...



A chave do Poder
"Qualquer árvore que queira alcançar o céu, precisa ter raízes profundas a ponto de tocar o inferno."


Muito se fala na Internet sobre aqueles que supostamente são os "donos do mundo" e que discretamente (para não dizer secretamente) controlam países inteiros, sua alimentação, suas indústrias, suas economias, suas religiões, suas políticas, suas mídias de comunicação de massa, e consequentemente, suas opiniões públicas.
Isso tudo já não é segredo nenhum para ninguém de hábitos observadores que resolva pesquisar o assunto à sério em busca de obter suas próprias conclusões sobre quem podem ser eles, através do cruzamento dos dados que estão amplamente disponibilizados na Internet, seja através de observação crítica de notícias do dia-a-dia, seja através de exposição a material publicado por alienados ou fanáticos (eles são especialistas em coletar dados pertinentes às idéias que defendem e disponibiliza-los de modo que possamos facilmente abstrair de lá, os dados que interessam ao foco de nossas pesquisas pessoais).
O que raramente se encontra na Internet, são dados certificados que nos levam às orígens históricas do poder desses caras. No máximo, um monte de teorias, em sua maioria comprovadas à partir do estudo de evidências arqueológicas, de modo a serem bastante aceitas pelos historiadores, porém muitas dessas teorias já estão desatualizadas (graças à novas descobertas), enquanto outras novas ainda estão surgindo e brigando por comprovações para assim, ganhar mais aceitação entre os pesquisadores.
Porém, todas as evidências, apontam a chave desse poder, como sendo o controle da opinião coletiva, de modo que quanto mais gente seguir uma mesma linha de comportamento, mais gente poderá ser controlada pela manipulação das bases que formam essa linha comportamental.
Se você notar que faz parte de um grupo social onde a maioria das pessoas que conhece pensam ou agem como você e qualquer pessoa que pensar ou agir diferente você se sentir tentado(a) a trazer para seu grupo e faze-la pensar e/ou agir como você, um alerta: você pode (e provavelmente é, mas não vai querer admitir em hipótese alguma), um(a) alienado(a) das idéias do seu grupo social. E mais: se você se sente numa condição de repulsa ou inaceitação de qualquer outro ponto de vista ou comportamento diferente do que é considerado "normal" em seu grupo social, lamento informar, mas você é ou pode ser fanático(a).
Mas não se sinta chocado(a), ofendido(a) ou marginalizado(a), pois todos nós (eu, inclusive), temos nossas alienações e fanatismos, o que até certo ponto é normal e até saudável.
O que é ruim, é a inaceitação do "diferente dos seus valores" como sendo uma espécie de "aberração" a ser condenada e combatida.
Note que esse tipo de "inaceitação e combate" é muito comum entre torcidas organizadas, religiões e militantes políticos, só para citar os três exemplos mais comuns de divisões de grupos sociais. (Mas poderiam ser hábitos alimentares, marcas de roupa ou telefone celular, preferência musical... enfim... qualquer coisa que sirva para "rotular" e dividir os grupos sociais.)
O que une os integrantes de um grupo social e o separa dos outros são idéias iguais ou semelhantes e a crença nessas idéias. E quanto mais incondicionalmente, melhor para o grupo e mais o grupo tende a respeitar o indivíduo participante, estimulando o indivíduo defender as idéias e valores de seu grupo. Se o indivíduo se vê agindo diferente, sente remorso, medo de perder seus colegas de grupo, de ser excluído e então ele se força a demonstrar ao grupo que está com ele, tenta se condicionar mais a seguir suas idéias de modo cada vez mais cego. Isso tem um nome. E é aqui que reside a chave do poder dos "donos do mundo": isso, caros leitores, chama-se fé.
Notem que não estou me referindo a "fé" no sentido como é amplamente usado nas religiões, mas como ela é exercida na prática, seja ela política, cultural ou social.
Notem também, que a fé, não se forma de modo racional, mas sub-consciente, fazendo com que o indivíduo tome decisões que para ele são plenamente conscientes, mas que se baseiam na emotividade.
A fé, nasce da emoção inconsciente, não da racionalidade lógica.
É por isso que enfatiza-se tanto a "emoção" de uma cerimônia, de uma comemoração, de uma celebração, de um gol, de uma vitória nas urnas... exemplos que se aplicam na religião, numa reunião de colegas de trabalho, num grupo de amigos, num grupo de torcedores, ou num grupo de militantes partidários, respectivamente. (Exercício: Tente identificar em segredo, as pessoas mais condicionadas a enfatizar a emotividade nesses eventos e analise o grau de racionalidade de seus comentários.)
A manipulação da emoção é a chave das campanhas de marketing mais eficientes. E fazer os "consumidores" acreditarem que um certo grupo de valores oferecido por um "produto" é o melhor, imediatamente os faz sentirem tendência a repudiar aos "produtos" concorrentes, especialmente se você atribuir idéias de "exclusividade" ao "produto", de modo a "amarrar" esses "consumidores", tornando-os fiéis ao "produto". É a fidelidade por ideologia, ou fidelidade ideológica.
Entenda aqui como "produto", um partido político, uma religião... enfim, qualquer coisa que possa definir um certo grupo e diferencia-lo dos outros.
Agora, digamos que você é um dos "donos do mundo" e tem influência direta sobre 2/3 dos líderes religiosos, 2/3 dos líderes dos partidos políticos, 2/3 dos maiores grupos de mídia do mundo... acho que não preciso me prolongar neste texto para os bons entendedores, né?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ir ao inferno é fácil, mas voltar de lá por reconhecimento de uma injustiça me garantiu a forja de um coração novo.
Quem me tirou de lá, pediu para deixar um aviso aqui, de que vão cobrar esse serviço e outros, daqueles que me mandaram para lá e que não fazem a menor idéia do que acham que sabem.
(Seja lá o que isso quer dizer!)



Intolerância e discriminação
"Nunca se orgulhe de ter vencido um adversário. Aquele que vences hoje, pode derrota-lo amanhã. A única vitória que perdura, é a que conquista sobre a sua própria ignorância."


Nunca, em toda a história da humanidade, a espécie humana viveu um período de tanta intolerância quanto agora.
Essa epidemia de intolerância, se deve a vários fatores que juntos formam um complexo sistema de condicionamento coletivo que inclui influências sociais de diversas fontes (que parecem dispersas e separadas, mas que têm um rígido controle único do qual não pretendo escrever hoje) que juntas, formam diversas formas de discriminação.
Discrimina-se por tudo: altura, sexo, peso, convicções políticas ou religiosas, idade, time de futebol, preferência partidária, marca de smartphone, preferência musical, preferência de bebida, preferência de comida, preferência de sistema operacional, marca ou modelo de carro...
Tudo é motivo para "rotular" o indivíduo e discrimina-lo de alguma forma.
Entenda aqui que "discriminar", nem sempre é sinônimo de "excluir", como na imensa maioria dos casos. Há muitas formatos diferentes de discriminação, mas tentar explicar os três mais comuns aqui.
O primeiro deles consiste em simplesmente excluir o indivíduo, geralmente ridicularizando-o ou tentar faze-lo se sentir inferiorizado, (preferencialmente em público) de alguma forma, numa tentativa desesperada de se enaltecer, ou mesmo de proteger algum interesse, se o indivíduo lhe representar psicologicamente algum tipo de ameaça a esse interesse, individual ou do grupo.
O segundo formato de discriminação, consiste em "tentar fazer com que o indivíduo seja como você".
É o que acontece por exemplo, com um vegetariano num grupo de não-vegetarianos, ou com um cara que detesta ou tem intolerância à cerveja, num grupo de bebedores que cultivam (em grande parte graças à mídia), incontáveis mitos, lendas urbanas, ou provérbios populares enaltecendo a bebida (que nem de longe é tão inofensiva quanto parece).
Uma outra forma comum e despercebida de discriminação, consiste em rebater gratuitamente declarações públicas, em típicas tentativas desesperadas de "aparecer" (a conhecida "síndrome do sabichão"), muito usada em redes sociais.
Aliás, já notaram a imensidão de manifestações de intolerância que se proliferam nas redes sociais? Parece até que se faz isso por esporte hoje em dia!
É como se a imensa maioria das pessoas hoje, tivessem a falsa sensação de que os atos de discriminar e de manifestar intolerância são "sinal de status" ou as fazem parecer "melhores" do que são.
Ora... É um exercício muito mais saudável a nós, como seres civilizados, nos policiarmos sempre no sentido de ao invés de sairmos rotulando e discriminando gratuitamente ou instintivamente, pararmos nossa manifestação antes de "descarrega-la", para observarmos cautelosamente, antes de emitir algum ponto de vista que certamente soará muito mais inteligente e será muito mais construtivo do que simplesmente sair reclamando, rotulando ou discriminando tudo e todos seguindo o mesmo fluxo da maioria da sociedade (cujos indivíduos diga-se de passagem, cada dia mais, agem feito zumbís acéfalos ou "robozinhos" programados para se comportarem todos iguaizinhos, conforme a mídia mainstream).
É um exercício que a princípio, pode parecer bastante difícil, uma vez que somos condicionados diariamente a "pensar menos e agir mais", a "sermos explosivos" (como se isso ajudasse em alguma coisa, quando na maioria das vezes só nos traz encrenca e arrependimento), quando deveríamos ser condicionados a fazer justamente o contrário. Mas o primeiro passo consiste em aprender a conviver com as diferenças e principalmente, respeita-las. A humildade, em toda a sua nobreza, consiste só nisso. Simples, mas extremamente eficiente na construção de um caráter.
Deveríamos prestar mais atenção à Natureza para aprender com ela a lição fundamental de que somos feitos para sermos diferentes. (Aliás, a Natureza tem muito a nos ensinar se soubermos observar com atenção.)
Mesmo os seres que vivem socialmente em colônias, como cupins, formigas e abelhas, têm indivíduos com funções diferentes. E diga-se de passagem, as "sociedades" desses seres funcionam muito melhor que nossa e de modo muito mais simples (para a nossa vergonha, já que vivemos nos achando tão "superiores" na Terra)...
Em toda a história humana, todas as tentativas de implantação de regimes comunistas (e não me refiro apenas à política, mas também à religião, à filosofia e às diversas correntes do pensamento humano), falharam copiosamente, sem mencionar as guerras, os genocídios e as perseguições religiosas (na minha opinião, a mais vergonhosa foi a perseguição religiosa européia dita "cristã" entre o ano 325 d.C. e lá pelo fim do século 13, quando começou o Período Renascentista, ou seja, mais de 1000 anos de gente queimada na fogueira apenas por "discordar" do que a Igreja Oficial de Roma dizia que era "sagrado").
Aos que discriminam, um aviso: os discriminados é que são os que excluem vocês. E eles costumam estar certos em seus pontos de vista, dentro de seus princípios.
E estão sempre certos ao excluir vocês das vidas deles.