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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Me recuso a falar de política no texto de hoje.
Já cantei a bola dizendo que é um jogo de cartas marcadas e que já sei quem vai assumir a presidência. E mais: a mídia ainda vai dizer que "foi por pouco"... Oras... Não passamos de massa de manobra.
Somos todos marionetes de quem realmente tem o poder nas mãos. E não me refiro aos políticos ou o empresariado, embora esses últimos também tenham um poder incalculável e... quem sabe um dia eu escreva sobre isso. (Se não me apagarem antes por eu saber demais.)
Uma coisa eu posso afirmar por enquanto, especialmente aos que apaixonadamente dizem ter "consciência política": essa consciência é a ponta do iceberg. Há muito mais do que dinheiro e interesses comuns em jogo.
Para alguns, os verdadeiros donos do poder, dinheiro não é nada. Para eles, políticos são movidos a isso e o empresariado também.
Tente imaginar (se conseguir) quais seriam os tipos de diversão desses caras e talvez um dia, você encontre as respostas para um monte de mistérios das "teorias da conspiração".
(Nota: Só por que eu falei isso tudo é capaz de mudarem os planos... mas o resultado final será o mesmo independente de quem assumir a presidência.)


Cara, estou velho
"Nós não contamos os anos de um homem enquanto ele não tiver mais nada para contar."


Cheguei à conclusão de que tudo o que eu mais gosto na vida, nasceu ou se tornou mania entre os anos 60 e 80 e acho que fui parte de umas das primeiras gerações que teve na TV a sua "babá" mais influente, felizmente numa época em que a programação era mais ingênua, inocente e fantasiosa, para não dizer criativa. uma época em que ela estava mais para babá do que para vendedor trambiqueiro.
Eu ví "Vila Sésamo", adorava aqueles tokusatsu toscos (mas que hoje são franquias inacreditavelmente milionárias) do "Robô Gigante", "Ultraman" e mais ainda do "Ultraseven", que me fez ter desde criança o desejo de me tornar cientista... o que (pelo menos na teoria, nunca aconteceu, mas... e daí? Acho que meu lado asiático deve ter nascido mais ou penos por aí... nessa época.) E falando em série tosca, acho que o primeiro "símbolo sexual" de que me lembro era a "Poderosa Ísis" (hoje certamente uma simpática velhinha), talvez daí meu interesse por diversidade de culturas e crenças desde a infância...
Bom, estou aqui ainda comendo biscoito de polvilho como fazia quando era criança, em que meu avô me dava um pacote desses biscoitos todo dia após me buscar na escola.
Esse "ar" saudosista da afirmação acima não é à toa. É um sinal evidente de que estou ficando velho.
Claro! Só velho sente saudades dessas coisas boas e... bom... com uma grande sensação de decepção, em plena época em que se supunha, teríamos uma sociedade mais justa, mais civilizada, mais inteligente... uma época em que as diferenças já tivessem passado a serem vistas como preciosidades ao invés de aberrações a serem abominadas, já teríamos colonizado a Lua, carros que voam seriam comuns e...
Ora... O que é que deu errado afinal?
Se eu pudesse resumir a resposta a essa pergunta em uma única palavra, ela seria "egoísmo".
É bem verdade que hoje podemos conversar com outra pessoa do outro lado do mundo vendo e ouvindo, embora não ainda em tempo real, mas é um bom exemplo de uma ficção do meu tempo de criança que se tornou realidade, assim como outros aparatos tecnológicos dos meus heróis da TV, que hoje são objetos corriqueiros, como o computador-comunicador de bolso (embora poucos são os que realmente sabem usa-los efetivamente)... mas convenhamos. Comparado àquela época, a humanidade emburreceu, embruteceu e na maioria das vezes, as menores diferenças se tornam pontos de discriminação séria ao invés de meras brincadeiras entre amigos.
Os relacionamentos eram mais verdadeiros, as músicas eram mais românticas e menos artificiais, a arte de um modo geral era infinitamente mais rica, embora tivesse menos recursos para ser expressa e até certo ponto, se apresentava com um certo grau de inocência, de ingenuidade que hoje figura como divertida, mas inviável em tempos modernos.
Resumindo... eram tempos mais inocentes, românticos, ingênuos, mas também eram tempos mais inteligentes, verdadeiros e... humanos.
E as mulheres? Ah... como eram charmosas...
Hoje, a mulheres parecem lutar para parecer mais macho que homem! Charme zero e relaxo ao máximo... Nem saia a gente vê elas usando mais, como se só pudessem usa-las em festas...
Fico encantado quando vejo uma mulher que sabe se vestir com elegância e não me refiro à mulher "produzida pra balada". Me refiro à mulher que não precisa se produzir, porque ela é naturalmente elegante, seja pelo hábito, seja pela educação.
O modo de se portar é mais importante que qualquer vestimenta e define seu charme e personalidade.
Não adianta uma mulher "se produzir" se ela não cultiva o hábito de ser naturalmente feminina. Os hábitos, os gestos a educação e a personalidade são determinantes de seu gosto pessoal e denunciam quem a mulher realmente é, não importando sua "produção".
Quer saber? Não basta um belo corpo feminino. Mulher "macho" não dá tesão e ponto final.
Mas sabe o que é pior?
Observações como as que estou fazendo agora, certamente eram feitas também pelas gerações passadas.
O mundo muda, e as referências mudam com ele, assim como os valores de cada referência. É o que forma a personalidade das pessoas..
As minhas referências musicais por exemplo, vieram do pop/rock anos 70, passando por Beatles, Pink Floyd, Queen... Caramba! Passei pela era disco ouvindo os temas românticos do Bee Gees, ví o primeiro moonwalk... referências atrás de referências...
Mas cá entre nós... que referências essas gerações novas estão tendo agora se tratam tudo isso como "lixo velho"? Que referências eles têm de música, de comportamento, de amizades, de relacionamentos, de vida?
A tendência é as meninas se espelharem na Amy Winehouse ou na Paris Hilton e certamente poderão se tornar patricinhas baladeiras alcoólatras agressivas.
E os garotos? Poderão se espelhar no Justin Bieber e... É... pensando bem, é melhor nem imaginar como serão os relacionamentos dos casais do futuro. Se é que terão algum relacionamento pelo andar da carruagem...
Isso me faz lembrar que continuo solteiro. Porém, com minhas experiências e aventuras, hoje não sei dizer até que ponto isso é bom ou ruim.
O que sei é que um homem não pode viver sozinho para sempre: um dia ele morre.
E com ele, tudo o que aprendeu, todas as suas experiências, todos os seus sonhos, todos os seus segredos, todos os momentos que poderia ter compartilhado com alguém... se tivesse encontrado quem realmente merecesse e valorizasse isso como seu orgulho pessoal, como parte de sua vida.
Mas o que é a vida afinal, senão um breve momento na História?

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