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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eu tinha umas idéias para desenvolver para postar aqui no Picolo's Blog... mas tem uma muito especial que tem prioridade para essa postagem.
É a única forma de passar um recado sem quebrar uma promessa e ao mesmo tempo, deixar público uma parte da resposta sobre a minha "reclusão social" que as pessoas estranham tanto.

E gostaria de esperar uma resposta para uma pergunta feita a muito... muito tempo. Mas depois de tanto tempo, não espero mais nada.


Pequena Divindade

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
(Antoine de Saint-Exupéry em sua famosa obra "O Pequeno Príncipe".)


Hoje é um dia especial para uma pessoa que para mim, ainda é muito especial, apesar das circunstâncias.
Alguém que tem tantas qualidades que eu não conseguiria enumerar.
Na verdade, nem sei por onde começar a defini-la e ainda estou com essa dúvida desde que a conhecí no dia 1o. de abril de 1999.
Alguém a quem eu ainda não conseguí definir melhor do que "pequena divindade" e era assim que eu a chamava nos momentos especiais em que seus olhos tinham um brilho único, só dela.
Já escreví muitas vezes sobre ela aqui no meu blog, mas já faz um bom tempo que não falo dela por aqui, apesar de eu inevitavelmente me lembrar dela todos os dias.
Geralmente quando eu escrevía sobre ela, os textos tinham um tom de saudade, de tristeza... mas as lembranças são as únicas coisas que restaram dela em minha mente... e talvez um tanto de fantasia e um penoso arrependimento por te-la deixado ir, embora eu não conseguisse encontrar outra alternativa para um relacionamento que já mostrava nítidos sinais de desgaste gerado pelas circunstâncias que vivíamos na época, de modo que eu vía no término de nosso relacionamento, uma possível solução para que ela pudesse alçar vôos mais altos sem o lastro que eu me sentia em sua vida.
Desde então, algumas coisas mudaram drasticamente.
Não me tornei rico, mas me tornei respeitável... Eu diria até que eu amadurecí (para não dizer que envelhecí); Passei a morar sozinho, tornei-me ateu, enterrei 21 anos de experiência em computação gráfica para mudar radicalmente de profissão graças a uma oportunidade e tanto... e naturalmente, tentei durante esse tempo, superar aquele momento da separação... dia após dia, ano após ano até hoje.
Ainda há quem me pergunte por que eu não tento uma reconciliação, mas embora isso pudesse me fazer muito feliz (para não dizer que é o que eu mais gostaria que acontecesse em minha vida), uma reconciliação só seria possível se ambos a quiséssemos e houvesse um acordo partindo dela... o que nunca aconteceu.
Do meu lado, estou preso à uma promessa que fiz a ela no último e-mail que a enviei numa conta que eu fiz para ela exclusivamente para nossa comunicação, num provedor que hoje nem assino mais. (Hoje ela teria de me enviar um e-mail por outra conta, o que não seria difícil para ela, já que estou quase "onipresente" na Internet, no Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn, etc... e em todos esses lugares há um link para o meu e-mail ou outra forma de contato.)
Do lado dela... não sei. Não faço a menor idéia.
A essa altura talvez já tenha casado, já esteja em outra vida... como eu disse, não sei. Não tenho notícias dela já faz muito tempo.
De lá para cá, conhecí muita gente, fiz muitos novos amigos e amigas... e muitos já ouviram falar dela. Acho até que já deve ter ganhado o status de "lenda"... irônicamente, como toda divindade, aliás.
Já tentei esquece-la de muitas formas, praticando hobbies talvez um tanto excêntricos (mas o que posso fazer... eu sou assim mesmo) e inclusive já me envolví em algumas aventuras das quais me arrependo, pois não me ajudaram a superar o que eu ainda considero o pior erro da minha vida e até agravaram a situação fazendo com que eu me sentisse um lixo para não dizer outra coisa...
Anos se passaram desde então e nesse tempo todo, optei pela reclusão, cansado de procurar inutilmente uma companhia capaz de me ajudar a esquecer que se um dia eu amei alguém, esse alguém foi ela... A pequena divindade, que eu nunca deixei de adorar e para quem ainda desejo como sempre desejei, toda a felicidade do mundo.
Onde e o que quer que esteja fazendo ou pensando...
Feliz aniversário, Célia.

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