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domingo, 8 de novembro de 2009

Durante os 8 anos que o Picolo's Blog esteve no ar, o aspecto do mesmo manteve rigorosamente as mesmas cores do antigo site "Picolo's Online", que já abandonei há anos.
De lá para cá, fui me incluindo em outros serviços de mídias online que o substituíram com grandes vantagens com relação à facilidades de atualização, já que não preciso mais "debugar" códigos HTML cada vez que quiser postar alguma coisa. Mas esses serviços todos (mesmo alguns pertencentes ao "mesmo dono"), sofrem de um mal crônico: impossível deixar todos com a "mesma cara" de modo que haja uma uniformidade visual entre eles.
Exemplo: quem visitar a minha página no Twitter e entrar na minha página do YouTube, verão um visual vagamente semelhante, mas longe do mesmo padrão visual.
Já o Blogspot (cujo "dono" é o mesmo do YouTube, ou seja, o Google), não me permite grandes customizações de modo que o "Picolo's Blog" tenha um visual que sequer lembre os outros dois sem que se edite o HTML dele "na unha".
No entanto, optei por abandonar o velho esquema de cores e adotar o novo, baseado originalmente nas cores da minha página do Twitter, que dos três serviços é o menos customizável... Então aproveitei para fazer um upgrade e "poluir" um pouco o velho visual com alguns "gadgets" que o BlogSpot permite, meio que transformando o velho Picolo's Blog numa espécie de "portal pessoal" para os outros serviços de publicação de mídia que utilizo na Internet.
A decisão veio com o aparente fim do site da Strix, o que me deixou bastante puto da vida, mas de certa forma, volto a publicar dicas culturais aqui ao invés de ficar só falando mal das coisas.
Agora falta a inspiração (e tempo) para escrever.


Um momento de reflexão... e um desabafo

"A alegria dos homens consiste na vida. E a vida, está no trabalho."
(Liev Tolstoy)


Embora não pareça, ando extremamente tenso e estressado nos últimos tempos.
Primeiro, porque as exigências têm se multiplicado dramaticamente no ambiente profissional, com mudanças às pressas de um monte de coisa ao mesmo tempo, gerando em primeira instância, mais problemas que soluções e multiplicando o workload da minha equipe por digamos... cinco... ao menos por enquanto.
Segundo, que tanto minha mãe quanto meu pai carecem de atenção que não estou conseguindo dar a eles como deveria, já que mal consigo arrumar tempo para mim mesmo e nas poucas horas que tenho para mim, tenho de sair para pagar contas, fazer compras, correr atrás de peças, cuidar do apartamento (limpeza, pintura, manutenção da parte elétrica e hidráulica e caçar focos de cupins antes que apareçam), reorganizar meus zilhões de arquivos acumulados ao longo dos anos, administrar minhas coleções de mídias para que não se deteriorem com o tempo, arrumar tempo para estudar e ainda conseguir um tempinho para sair com os amigos (quando não quebro o galho de ajudar a consertar seus computadores e outros aparelhos antigos além dos meus próprios).
Para piorar as coisas, meu carro está no mecânico, em manutenção longa e complicada por causa do tempo que deixei de prestar os devidos cuidados já que eu pretendía troca-lo esse ano, o que não deu certo... simplesmente não encontrei um carro tão confortável, econômico, resistente e potente por um preço justo.
Não é incomum eu ligar a tecla "foda-se" e parar para ouvir meus LPs, cassettes, CDs, vídeos... muitas vezes "à deriva", quase que inconscientemente, como uma espécie de "fuga" de toda essa rotina.
Aí eu olho para a pilha de livros que me aguarda e nem coragem tenho para pega-los.
Cara... só há uma explicação para tudo isso: estou cansado.
Cansado de ser diferente, embora hajam algumas vantagens nisso; cansado de burocracias, de processos meramente teóricos absolutamente desnecessários, de falta de praticidade, de gastar o pouco tempo que tenho tentando me organizar ao invés de viver e de ir me deitar todas as madrugadas frustrado por não ter sentido que meu dia valeu para alguma coisa e que todo o esforço foi em vão no sentido de preparar algum espaço para eu poder viver em paz.
Agora a pouco, terminei de mudar a cara do meu blog, embora ainda não esteja como eu gostaria, de atualizar a minha página do YouTube incluindo o trecho do programa "Café Filosófico" em que participei além de fazer alguns ajustes visuais na página... isso em um dia em que acordei com a ligação telefônica de uma amiga cheia de problemas e logo depois uma outra do meu pai, todo deprimido, vítima por uns 4 anos do mesmo mal que me afetou por mais de 30... solidão.
Isso me fez pensar nos problemas que a minha amiga está enfrentando (doenças, falta de dinheiro, desentendimentos familiares e desemprego) além da depressão que meu pai está enfrentando, lá... isolado na chácara que ele construiu, como se fosse uma prisão que ele construiu com as próprias mãos e... já passei por ambos os casos e sobreviví.
Mas isso teve um preço alto: não sei o que é viver, nem sei o que eu me tornei de tanto que tive de exercitar um certo tipo de frieza diante desse tipo de situação.
Devo ter me tornado um monstro.
Igual ao resto do mundo eu já sei que não sou mesmo.
Mas a única coisa que eu quero é simplesmente viver.
É pedir muito?
Estou cansado de me sentir como uma máquina de pagar contas, impostos, tarifas, "contribuições" e prestar favores.
Como eu invejo as pessoas "normais", que podem sair para passear com suas famílias aos domingos para despreocupadamente tomar algum sorvete num parque, ou de passear na praia sem rumo, sem se reocupar com senhas, contas, manutenções, ou a estupidez do povo à sua volta.
Eu não sou onipresente para poder estar com todo mundo com quem eu gostaria de estar.
Família, eu não tenho. Tenho pais separados e sou separado deles pelas circunstâncias... e creio que não conseguiria mais ter paz morando com eles.
Também não sou onipotente para poder resolver tudo. Sou só um baixinho resmungão de 38 anos cansado das minhas "experiências de vida".
Nem sou onisciente para saber a quantas andam certas pessoas de quem eu adoraria ter notícias.
Uma em especial, que espero que esteja tendo melhor sorte nesse sentido.
Eu nunca me perdoaria se tivesse levado esse tipo futuro problemático a ela.

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