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domingo, 17 de maio de 2009

Star Trek é um sucesso... de novo! O novo filme já alcançou 96% de popularidade no primeiro final de semana, sendo o fime de maior sucesso da história da franquia em 43 anos.
Os longa-metragens baseados na série clássica sumiram das lojas e um novo "box" de DVD será lançado dia 26 de maio e uma grande fábrica de brinquedos vai comercializar no Brasil, todo tipo de brinquedos com a marca "Star Trek".
E com esse sucesso, uma nova legião de trekkers vem aí, já que as pessoas estão saindo do cinema loucas para conhecer todo o universo imaginário de Star Trek criado desde 1966.
Muito bom: futuro público mais exigente nascendo!
Mas esse novo filme me deixou com uma questão sobre o personagem Spock, interpretado magníficamente pelo ator Leonard Nimoy e agora no novo filme, por Zachary Quinto.
Spock é um vulcano. E todo vulcano suprime suas emoções, pois os vulcanos historicamente (na ficção, claro) quase se extinguiram por causa de suas emoções, por isso eles assumem um comportamento extremamente lógico. Mas nesse último filme, o Spock estava assumindo comportamentos mais emotivos do que nunca: Uma surpresa para trekkers do mundo todo.
Levou uma semana para "cair a ficha": Spock tenta a todo custo suprimir suas emoções ao longo de toda a série clássica exatamente porque (concluindo) trata-se do personagem mais emotivo de todos. Quem diria! Eu nunca havía sequer suspeitado disso! No máximo imaginava que ele tinha algumas emoções que o personagem guardava para ele.
Isso explicaria a lágrima no primeiro longa-metragem de 1979 ao perceber "qual é" a da entidade "V'Ger", além de outras atitudes, em outros longas-metragens (alguns que reví essa semana).
Emoções doem... suprimi-las torna a vida mais simples.
Mais do que nunca, começo a entender esse personagem e o por quê que desde criança sempre me identifiquei com ele.
E por falar em emoções versus lógica...



A triste vida anti-social de um blogueiro solitário

"Você já viu mulher gostar de alguma coisa que presta?"
(Leonardo Pareja, assaltante e sequestrador)


Meus pais reclamam que eu sou muito sozinho e que preciso de alguém para dividir minhas emoções.
Alguns amigos e amigas também dizem que preciso de uma companheira e tals, mas... Sinceramente, já faz muito tempo que desistí de procurar. (Acho que isso aconteceu quando terminei meu último relacionamento. Aí passei a usar a política: "Quer? Vem buscar! Mas não sou fácil não.")
Resolví então abraçar de vez a solidão e largar mão de disperdiçar o pouco tempo que resta da minha agenda com um projeto improdutivo como esses, priorizando os encontros com os amigos e amigas para jantar, lanchar, tomar café ou curtir uns vídeos ou música sempre regados a muita conversa de alto nível cultural.
Além disso, às vezes, no primeiro dos dois dias de folga semanais a que tenho direito, geralmente me sinto extremamente cansado, muitas vezes saindo da cama realmente tarde, para tentar resolver as pendências da semana, como pagamento de contas ou limpeza da casa e nisso, acabo por meditar muito sobre uma porção de coisas e naturalmente penso muito nisso também... embora eu já reconheça isso como perda de tempo, embora inevitável por natureza.
No tempo que sobra, procuro distrair, sair com os amigos ou ouvir música (já que sou apaixonado por isso).
Depois que terminei com a minha última "ex" (que aliás, fez aniversário agora, dia 14 - parabéns para ela, esteja onde estiver), raramente fui ao cinema... coisa que eu fazia com uma certa freqüência, mas que perdeu a graça, pois sair do cinema sem ter com quem comentar o filme é muito triste.
Jogar videogame sozinho para tentar distrair, também é chato além de não levar a nada.
Praticar io-iô é uma terapia... me faz esquecer do mundo... mas desanimei: não quero carregar a imagem de um "moleque" de 38 anos, como a nossa imbecil sociedade me vê quando jogo.
O mesmo aconteceria se eu fosse à caráter a uma convenção de ficção científica, mesmo com um novo filme em alta como nunca, mas convenhamos... o Brasil é uma terra mágica em que gênio vira lixeiro e imbecil vira rei: Aqui, mais vale um torcedor de futebol torcendo para seu time ganhar jogo após jogo e chegar ao final do campeonato (o que não vai mudar a vida de ninguém em absolutamente nada, a menos que seja jogador ou cartola) do que um trekker tentando construir um mundo melhor para toda a sociedade à sua volta. (E ambos gostam de vestir uniformes do que gostam com orgulho.)
Resumindo: ando desmotivado para quase tudo.
E isso inclui tentar mais uma vez uma vida conjugal ou mesmo em sociedade. E os motivos são simples e numerosos.
Uma vez, num banheiro masculino, eu ouví um comentário quanto a uma observação sobre as mulheres de Campinas, que tenho hoje como a observação mais sábia que já ouví num banheiro de modo que desenvolví ela um pouco melhor aqui:
Qualquer mulher que tenha um mínimo de intelecto e que não seja nem muito alta, nem muito gorda, nem muito magra, nem muito feia nesta cidade, pode ser classificada em:
Classe 1 - "A comprometida" - seja com namorado, marido, amante, filhos ou bichinho de estimação...
Classe 2 - "A de fora"
- só tá por aqui de passagem e geralmente mora beeeeem longe, como outro estado ou outro país. Muitas são também "Classe 1". (Um amigo meu casou-se com uma mulher de Sta. Catarina e outro está torrando rios de dinheiro em viagens ao Rio de Janeiro para ver sua namorada... As três namoradas que tive podem ser inclusas nessa classe. Por experiência própria, manter relacionamentos assim é bastante complicado.)
Classe 3 - "A interesseira"
- Só quer te usar e não quer saber de você pra mais nada. São as típicas "maria-gasolina", que só conseguem atribuír a um homem valores como "o carro que ele tem", "a que família influente ele pertence" ou o quanto ele pode ter em sua conta bancária.Facilmente reconhecível por adorar bares, baladas e viagens.
Classe 4 - "A profissional"
- Interesseira assumida. Em outras palavras: puta. Ao menos é mais sincera que uma típica mulher "Classe 3". (mas sinceramente, tenho minhas dúvidas sobre qual pode trazer menos encrenca.)
Classe 5 - "A lésbica"
- E acredite: em Campinas raramente se ouve papo de mulheres "bissexuais". Lésbica em Campinas geralmente é lésbica mesmo! E pegam muito mais mulher que homem nessa cidade.
Classe 6 - "A feminazi"
– Geralmente estudou na Unicamp ou na PUC, não têm nenhum raciocínio coerente na cabeça e acha que o Che Guevara (um dos caras com maior número de acusações de estupro na Terra), um herói.
Eu sei exatamente o tipo de mulher que me atrai. E não é nenhuma das classificadas acima (nem as "muito altas, muito gordas, muito magras, ou muito feias que estão naturalmente fora dessa lista de classificação).
E sinceramente, não me sinto nem um pouco motivado para sair procurando nos únicos lugares da cidade onde parece "ser permitido" conhecer gente por aqui: bares, casas noturnas e festas de peão.
Nos bares, tudo fede a cerveja... inclusive as mulheres... lamentavelmente.
Nas casas noturnas... é impossível haver algum diálogo inteligível com tanto barulho e... ainda há o maldito ar fedorento de cerveja.
E festa de peão... bom... quem gosta de festa de peão é peão, né?
Mulher que vai nesses lugares no mínimo se vê como parte da peãozada.
Nos três casos, mulher vai para se divertir e homem vai porque tem mulher. Só por causa disso. (Vai ser babaca assim no inferno!)
OK... já que isso deu nos nervos, vamos tentar um roteiro cultural...
Os teatros da cidade estão todos caindo aos pedaços. (E isso inclui o Centro de Convivênca Cultural que já está condenado faz uns 10 anos, mas que por interesses "de força maior", pouca gente sabe.)
Exposições... Os museus estão abandonados e não há um único pavilhão de exposições em Campinas, apesar de haver empresas dispostas a expôr anualmente seus produtos e serviços e um monte de eventos como o FanMixCon, Feira Hippie, Feira de Antiguidades, Feira do Vinil e até o polêmico porém divertido Mercado Mundo Mix são obrigados a usar o espaço de escolas, clubes ou de praças no centro da cidade para acontecerem... E que escola tem infra-estrutura para eventos desse tipo?
Há espaços para eventos ao ar livre em Campinas, como a Pedreira do Chapadão (que não tem infraestrutura alguma pra esse tipo de coisa e até agora praticamente só aconteceram eventos sujeitos a problemas como barulho ou quebra-quebra) ou a praça Arautos da Paz, mas em ambos os casos, apesar de serem lugares grandes, sequer há vagas para estacionamento.
Sobraram os jantares beneficentes (que só ocorrem cerca de uma vez por ano se a lua estiver em alguma conjunção planetária favorável) e os "bailes da saudade", onde só vai a velharada com aqueles "perfumes" que misturam aromas como peixaria, açougue e caixão de defunto (usado).
Argh... Tô fora!
Ok... tem os shoppings e supermercados... onde todo mundo vai, mas ninguém conversa.
Na melhor das hipóteses, rola algum comentário de fila de cinema, mas a conversa pára por aí.
Como eu disse... aqui em Campinas, parece ser proibido conhecer pessoas sem que seja na "balada" (bares, casas noturnas e festas de peão).
O mesmo acontece com lanchonetes, cafés, restaurantes e... se você andar pelo centro da cidade, periga ser preso ou assaltado.
Não, muito obrigado.
Prefiro ficar em casa, estudando, curtindo meus velhos discos, meus vídeos, navegando na Internet... tranquilo... embora solitário.
Vai ver é por isso que gosto tanto do meu trabalho: me sinto ajudando as pessoas a resolverem seus problemas. (E acredite... são problemas bem grandes.)
É uma das poucas coisas realmente boas que um nerd como eu ainda pode fazer honestamente para sentir que tem algum valor.