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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Achei divertida uma notícia que achei na primeira página do Terra ontem, em que mulheres extremamente bonitas (que a reportagem chama grosseiramente de "gostosas") andam tendendo a se apaixonarem por nerds típicos (no caso, geeks), porque esses são mais sinceros, mais carinhosos, atenciosos e tendem a preferirem relacionamentos longos e fiéis.
Essas características dos nerds já é conhecida de longas datas, porém o estigma de que os nerds "não catam mulher" permanece, pelo fato de nós, nerds sempre preferirmos qualidade à quantidade e conhecermos muito bem o nosso valor, fazendo com que sejamos naturalmente mais exigentes, optando por não disperdiçarmos nossa energia à toa.
Aliás, essa reportagem do Terra, me fez lembrar um interessante estudo (que ví recentemente no TV Escola, que nem site oficial decente eu achei além desse) em que as mulheres tendem a preferir rostos masculinos de características mais "trogloditas" para relacionamentos curtos, mas preferem rostos masculinos mais "suaves" para relacionamentos longos.
Mas ao invés de falar de curiosidades sobre os relacionamentos humanos, o "desabafo" de hoje é sobre outro assunto.



Carnaval e ânsia de vômito

"Neste carnaval não vou beber, não vou fumar, nem vou transar, só vou falar mentira."

(Parachoque de caminhão)


Eu estava "zapeando" os canais de TV em busca de alguma evidência mínima de existência de formas de vida inteligente no planeta Terra, quando acabei me deparando com a cobertura do carnaval de rua em Campinas e cidades vizinhas e as imagens me deixaram muito chateado: ô povinho feio! E está mais feio a cada ano.
O pior, é que é um povo que não precisa ter esse visual "mano" pseudo-favelado, mas faz questão de te-lo, em primeiro lugar pelo medo de assaltos e em segundo lugar, pela própria cultura que se instituiu em todo o território nacional do que já chamei em outros textos anteriores aqui mesmo nesse blog de "comportamento pobre" (aquele em que a pessoa não é economicamente tão pobre quanto faz questão de parecer e se comportar como se fosse, como se quisesse que as outras tenham pena dela, se diferenciando do pobre de verdade, que tem um comportamento muito mais nobre pelo mero fato de ser autêntico).
É bem verdade que a imensa maioria do povo que se vía era formado por adolescentes (logo, desempregados ainda), mas convenhamos... que tipo de pobre tem dinheiro para comprar tênis "para superfície lunar" e bonés cujas marcas estampadas ou bordados neles valem mais que dez bonés absolutamente idênticos sem as tais etiquetas?
Quanto às meninas (raríssimas, por sinal), usavam em sua maioria aquele "modelito" típico: calça de cintura baixa, espremendo o quadril no meio para garantir dois pneuzinhos extras no futuro, blusinha exibindo a barriga (porque de cintura elas não têm nada) e soutien uns 2 números menor do que deveriam ser, para espremer os seios até quase colarem no pescoço. Ou seja: nada de valorizar as curvas... seguindo esse padrão de visual, tem prancha de surf mais sexy.
Tem menina bonitinha por lá? Até tem... mas pode contar que é comprometida, ou tá na cidade só de passagem, ou é lésbica, ou interesseira, ou é "profissional" mesmo. (Acho que já já devo ter escrito sobre esse detalhe em algum lugar.)
Aí tem os marmanjos musculosos doidos para arrumar briga e um ou outro "perdido" da "terceira idade" nas arquibancadas.
Em outras palavras: ao invés de famílias, se vêm gangs, ao invés de uma festa popular, se vê um monte de indivíduos com o mero intuito de azaração para relacionamentos superficiais ou temporários.
Já nos desfiles das grandes capitais, vêm-se uma infinidade de celebridades (como em todos os anos) tentando a todo custo aparecer na mídia. Aliás, é o tipo da coisa que garante sessões de fotos para propaganda, pontas ou papéis em programas de TV, ou mesmo capas de revistas masculinas (ou nem tanto). Algumas dessas celebridades, garantem com uma mera aparição na mídia, uma boa valorização do valor cobrado em contratos para shows. É uma propaganda altamente lucrativa para uma celebridade dizer que faz parte de uma dessas "comunidades", como se de fato fizessem. Bom... na verdade, é uma relação "simbiótica", em que as "comunidades" precisam de alavancas para chamar atenção e as celebridades precisam das "comunidades" para aparecerem na mídia... tudo muito simples e politicamente correto.
Entre uma celebridade e outra, geralmente os repórteres da TV entrevistam uma ou outra passista ou carnavalesco... todos com o mesmo discurso invariável: "é muita emoção", "é tudo muito lindo", "o enredo foi muito criativo"... Naaaah! Não me façam vomitar, por favor!
Que criatividade é essa de que esse povo fala? Ora... os temas são quase sempre os mesmos!
Diferenças sociais, momentos históricos como a colonização, a "descoberta" do Brasil ou da América, diferenças étnicas, personagens do cinema ou da TV...
Mas nem tudo é tão ruim: O carnaval, bem ou mal, traz divisas para o Brasil.
É um dinheiro que vem sob a forma de turismo (90% sexual, é verdade, mas que o dinheiro vem, vem).
Aliás, os turistas passam o carnaval em bailes em hotéis, casas noturnas, ou clubes reservados de onde aproveitam-se muitos vídeos que viram propaganda para mais "turismo especializado" (pra não dizer outra coisa), facilmente adquiridas em lojas especializadas em vídeos pornô/eróticos tanto no Brasil, como no exterior, onde aliás, é onde mais se vende esse tipo de material, garantindo a "boa fama" do Brasil, de modo que de vez em quando aparecem uns gringos "naturistas" em aeroportos, ou lutadores de sumô contratando prostitutas como primeira medida ao chegarem nos hotéis por aqui...
Acreditem... não é fácil mostrar para o povo lá de fora que aqui também tem gente que trabalha (e muito), que consegue competir de igual para igual entre os melhores do mundo em certas categorias de serviços técnicos altamente especializados como os dos mercados de alta tecnologia, ou que existe gente honesta querendo construir um mundo melhor para todos.
Isso, é o tipo de coisa que raríssimamente aparece na mídia, nem vira motivo de comemoração popular.
Aliás... quer comemorar? Ótimo! Boa diversão!
Mas brinque conscientemente, responsavelmente, enfim... Sempre seja um exemplo e o mundo à sua volta aos poucos tornar-se há exemplar. Portanto, cuide-se para não ser um exemplo ruim.

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