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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Todas as previsões para 2009 se cumpriram: o Governo roubou tudo o que pode, um monte de investigação não deu em nada, a carga tributária aumentou, a qualidade do ensino caiu, o povo continua "zumbizóide televisivo" movido à religião, futebol e cerveja, os imbecís que detêm o poder continuam tratando a sobrevivência da espécie humana como meras questões de interesses políticos ou estratégicos, nenhuma revolução cultural aconteceu e este blog não conseguiu uma forma de as pessoas entenderem o mundo... aliás não mudou nada... A imensa maioria das pessoas que leram alguma coisa aqui, aposto que não entenderam porcaria nenhuma.


O último texto de 2009

"O sorriso que você põe para fora volta para você."
(Provérbio indiano)


Só para dar continuidade à tradição, este é o último texto do meu blog deste ano, em que mudei a cara dele, acrescentei updates do Twitter para suprir uma necessidade antiga dos leitores de sempre ter algum update, mesmo que mínimo. (Tá certo que 140 caracteres não é lá essas coisas, mas... se fosse em mandarin...)
Confesso que estou com medo de 2010. Mas quem não tem medo do futuro?
Mas o meu medo não é à toa: 2009 foi frustrante para mim no quesito "realizações": não troquei de carro, não fiz as mudanças que queria ter feito aqui em casa, não atualizei meu sistema de som como eu queria, nem conseguí as certificações que eu queria ter obtido esse ano. Se para bem ou mal, ainda não sei. E é isso que me preocupa.
Por outro lado, estou com milhares de idéias novas (e outras nem tanto) pipocando na minha cabeça e isso está me deixando maluco, já que não tenho a menor idéia de qual eu posso ou não investir para ver no que dá e não estou tendo sorte em decidir sobre isso, já que estou cansado de começar projetos e não concluir fora os outros em andamento.
No serviço, tenho tido boas novas, apesar das incontáveis variáveis geradas em função das mudanças de empresa, prédio, processos, ferramentas, pessoal, culturas... enfim, penso que o melhor a fazer agora seria aproveitar o lado bom do know-how obtido desde 2006 e começar tudo de novo do zero e é mais ou menos isso que tenho em mente como proposta pessoal... enfim. Por hora é tudo "vaporware" nesse sentido.
De certa forma já estou pondo isso em prática à partir de mim mesmo antes de sair "espalhando" por aí... e os reflexos disso estão nas minhas páginas na Internet... tudo de "cara nova".
2009 foi um ano de correrias, incontáveis más notícias, muito stress, novos amigos, ano em que surgem novas possibilidades para o futuro e sinto que algumas águas estão se dividindo, por assim dizer.
2010 será um ano em que tentarei me dedicar mais a mim mesmo ao invés dos outros, afinal de contas, eu mereço. Exceto no serviço, em que minha equipe conta comigo e continuarei me dedicando da melhor forma que puder para ajuda-los. Mas tenho certeza de que também vou precisar da compreensão e colaboração deles para que eu possa me dedicar a um projeto muito especial para o qual fui designado e é aí que a coisa pode ser complicada: estou apostando no bom-senso dos colegas. Sem isso, todos temos a perder, pois dependemos todos uns dos talentos dos outros e aqui fica a grande dica para 2010: é preciso aprender a reconhecer isso, valorizar isso e usar isso eficientemente com um detalhe: sem abusos individualistas. Uma verdadeira arte, comum no Japão, mas totalmente ignorada por nós, ocidentais.
Passei minha vida toda investindo em áreas técnicas e de certa forma, sinto que nunca saí "disso"... quero mudar um pouco. Cansei dessa brincadeira, mas agora que sei para onde quero ir nesse sentido, preciso me adaptar, aprender... enfim, me preparar... sabe-se lá pra que tipo de oportunidade que possa aparecer.
Para não dizer que não tenho nenhum projeto em mente para 2010, tenho sim... mas é segredo e não sei até que ponto é viável. Se eu decidir toca-lo em frente... e se der certo, não vai mudar o mundo nem a minha vida, mas certamente me trará uma satisfação pessoal considerável, mas como eu já disse, se eu não conseguir completa-lo vai me trazer mais aborrecimento que satisfação e de projetos pendentes que não deram certo, 2009 já me encheu.
Pelo menos em 2009 conseguí férias que eu não tinha desde 1999 (e que dei um azar do cão...) e eu juro que não fazia a menor idéia do que fazer nelas. Quem sabe 2010 eu saiba aproveitar melhor isso também?
O fato é que me tornei uma espécie de anti-social... Vivo dizendo que sou o último da minha espécie, que opto por viver como vampiro, trocando o dia pela noite para fugir da sociedade como ela é.
Eu sei que tenho um bom emprego certamente muito cobiçado por muita gente e que alcancei esse cargo após muito esforço e muita cabeçada até ser "descoberto"; que tenho amigos sensacionais que me dão orgulho por sua visão privilegiadíssima das coisas; que sou extremamente privilegiado no sentido de ter um teto para morar, ter água potável, comida com uma certa fartura e acesso a meios de comunicação de massa além de informações de acesso restrito (algumas delas públicas, mas ninguém se dá conta disso).
No entanto de tempos em tempos sinto-me inútil, deprimido, só, triste e tudo o que eu queria nessas horas é algo simples como um mero abraço, ou um pouco de atenção e carinho sinceros... de certa forma, uma utopia numa sociedade como a nossa, especialmente para alguém como eu, que me sinto o último da minha espécie.
2009 foi um ano de saudades, de peguenos bons momentos, ano que volta-se a produzir mídias de áudio analógicas no Brasil (como eu já havia previsto), ano em que comemorei algumas vitórias dos amigos. E torço para poder comemorar muito mais vitórias desse tipo, ano em que perdí muito dinheiro, mas por boas causas, ano em que apesar dos meus fracassos, sentí que pús inveja em algumas pessoas que felizmente, levam isso na esportiva.
Encerro 2009 desejando aos leitores, que as festas deste final de ano sejam repletas de sinceridade e alegria e que 2010 seja um ano inspirador, realizador, revolucionário... enfim, um grande ano para todos!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

2009 já acabou (ou quase) e já posso concluir que foi um ano péssimo pra mim.
Não troquei de carro, não fiz os updates que queria no meu sistema de som, não tirei duas das certificações que eu queria ter tirado... aliás, nem estudar direito eu conseguí com tanta coisa na cabeça;

Iniciei um monte de projetos que para variar não conseguí dar continuidade (e eu detesto ficar com pendências);
Re-encontrei uma velha amiga de colégio que desde então quase todo dia me liga (à cobrar, porque perdeu o emprego, está sem dinheiro e a família não a apóia em absolutamente nada), dopada, dizendo que quer se suicidar (se já não o fez enquanto escrevo isso);
Meu pai passou quase o ano todo precisando de dinheiro (e eu na melhor das intenções tentei ajudar como pude, já que para piorar ele está fazendo um tratamento médico complicado...);
As coisas no trabalho estão à beira da loucura devido às confusões geradas pelas múltiplas mudanças radicais de última hora devido à migração de políticas de uma empresa para a outra (só que o cliente ainda espera que seja tudo como era antes, o que nunca mais será) e tudo tende a se tornar uma verdadeira guerra onde certamente cabeças vão rolar até que as coisas voltem a se estabilizar.
O mundo está cada dia mais buRRocrático, confuso, complexo e consequentemente ineficiente enquanto eu me sinto lutando sozinho para tentar simplificar as coisas.



Outro momento de reflexão... e outro desabafo
"Só um guerreiro pode suportar o caminho do conhecimento".
(Carlos Castañeda, escritor e antropólogo)


Em 22 dias da enquete "Este blog faz alguma diferença no mundo?", apenas 10 votos foram computados.
Destes, 6 disseram "sim e muito", 1 "quase nada" e 3 simplesmente não entenderam a pergunta, ou levaram na brincadeira e responderam "hein?"
10 pessoas em um mês "útil"... Na melhor das hipóteses, isso daria 120 leitores por ano, ou seja, 960 leitores efetivos em 8 anos de blog, apesar do número espantoso de visitas até antes do contador oficial desse blog (terceirizado) decretar o fim de suas atividades.
Na prática, isso dá uma boa estimativa matemática de que esse blog é realmente inútil.
Boa hora para uma reflexão sobre o que foi escrito aqui nos últimos 8 anos e os caminhos que esse blog percorreu até o formato atual.
Mas não quero fazer isso agora.
Na verdade, nem sei sobre o que vou escrever agora, já que nada mais choca ninguém, nada do que eu escreva causará alguma mudança no mundo (pelo contrário: é mais provável que eu acabe perseguido no futuro por causa disso).
Não sei se escrevo sobre a tal garota que foi à faculdade com um vestido curto (nada de mais, diga-se de passagem - na Europa é comum as pessoas tomarem banho de sol nuas na praia... mas lá a cultura é outra: ela existe, na verdade) e cuja reação dos estudantes mostrou exatamente o nível do que o Brasil está formando como o "futuro do país" (azar o deles, sorte dela, que agora vai faturar na mídia enquanto os babacas vão ter de ralar muito para faturar...), se falo dos deputados filmados recebendo dinheiro sujo (que não é novidade nenhuma), ou se falo do filme ao estilo "propaganda nazista" para estrear providencialmente em pleno ano eleitoral, praticamente "endeusando" o atual Presidente do Brasil a um povo que mal sabe escrever mas tem a muito "democrática" OBRIGAÇÃO de ser eleitor efetivo, ou se falo ainda da lei sobre cobrança de estacionamento que entrou em vigor para ser REVOGADA 2 dias depois num magnífico exemplo de imbecilidade do sistema legislativo a que somos submetidos (Foi como se nos dissessem na maior cara-de-pau: "Vocês são todos uns palhaços mesmo! Mando e desmando e boa!"), como se já não houvessem exemplos suficientes... A "Cidade Judiciária" aqui em Campinas, por exemplo é um imenso monumento faraônico ao despropósito, à arrogância, à mentira, à morosidade de processos intermináveis e consequentemente à injustiça pura e absoluta. Uma verdadeira sucursal do inferno na Terra: intermináveis toneladas de papel de processos parados, perdidos e cerca de 80% destes são contra o Estado, alguns em andamento há gerações. (Só para começo de conversa, você acha mesmo que o Estado teria interesse em desburocratizar o sistema judiciário com um dado desses?)
É o mínimo que se pode esperar de um país que tem legisladores que só legislam em causa própria e que têm uma Constituição Federal de fachada que na prática vale menos que as leis estaduais e ainda por cima com leis que nem foram votadas.
O Judiciário leva a má-fama pela morosidade (entre outras coisas), mas vamos dar um desconto: eles estão "presos" a um sistema Legislativo, esse sim, exemplo máximo, total e absoluto de corrupção, incompetência, arrogância e irresponsabilidade moral, política e social. - Exatamente o extremo oposto do que deveia ser.
Para resumi-lo com uma única frase: Todo o poder e nenhuma responsabilidade.
Bah!
De que adianta eu continuar escrevendo, falando, mostrando ao mundo o que todo mundo sabe se o que interessa mesmo para a imensa maioria é futebol, cerveja e bunda?
De que adianta eu escrever de arte para um povo que não reconheceria uma obra de arte nem que a Mona Lisa caísse em sua cabeça?
De que adianta eu escrever sobre música e audiofilia para um povo que escuta pagode em MP3 no carro usando-o como uma imensa caixa de som ambulante e acha que tá abafando?
De que adianta mostrar a ignorância aos ignorantes se eles vão ignorar mesmo?
De qualquer forma, este blog não foi feito para eles. Foi feito para você, leitor(a) que se conseguiu ler até aqui certamente é uma pessoa especial, é diferente, é previlegiado(a) por ter senso crítico e certamente tem uma personalidade bastante independente dos ditames da sociedade, mas assim como eu, no mínimo se sente impotente diante desse tipo de coisa.
Gente como você, é uma minoria porque ao longo dos séculos, gente como você têm sido perseguida, sacrificada, queimada, esquartejada, envenenada, enganada, roubada ou morta desde que alguém um dia descobriu (lá pela Idade do Bronze) que poderia assumir o poder enganando a grande maioria que têm preguiça de pensar ou meramente questionar e se aproveitando dessa "hipnose" coletiva baseada na paixão ilógica, partiu para a perseguição aos que não se enquadravam nesse esquema.
Gente como você é temida pelos poderosos, porque têm uma coisa que a maioria não tem: argumentos.
Gente assim consegue mudar coisas... aos poucos, é verdade, mas ainda assim são mudanças.
O problema é que estamos ficando cada dia mais extintos e cada dia perdendo mais força diante do caos em que o mundo está mergulhado.
Vivemos um clima constante de guerra, ao invés de vivermos um tempo de paz.
Sinceramente, durante o auge da Guerra-Fria, nos anos 80, em que o mundo poderia acabar a qualquer momento com algum idiota apertando um mero "botão vermelho" iniciando uma guerra global termonuclear, eu me sentía num tempo de muito mais paz, tranquilidade e humanidade do que hoje em que me sinto tendo de disputar em tudo com todos.
Estou cansado disso. Estou cansado de ter de disputar tudo. Eu só quero viver! Só isso!
Cansei de brigar e pronto.
Foda-se! Vou tomar um banho, encher um cálice de um bom Cabernet Sauvignon, pôr meus fones e ouvir "The Wall" do Pink Floyd... depois eu decido se vou me suicidar ou não.

domingo, 8 de novembro de 2009

Durante os 8 anos que o Picolo's Blog esteve no ar, o aspecto do mesmo manteve rigorosamente as mesmas cores do antigo site "Picolo's Online", que já abandonei há anos.
De lá para cá, fui me incluindo em outros serviços de mídias online que o substituíram com grandes vantagens com relação à facilidades de atualização, já que não preciso mais "debugar" códigos HTML cada vez que quiser postar alguma coisa. Mas esses serviços todos (mesmo alguns pertencentes ao "mesmo dono"), sofrem de um mal crônico: impossível deixar todos com a "mesma cara" de modo que haja uma uniformidade visual entre eles.
Exemplo: quem visitar a minha página no Twitter e entrar na minha página do YouTube, verão um visual vagamente semelhante, mas longe do mesmo padrão visual.
Já o Blogspot (cujo "dono" é o mesmo do YouTube, ou seja, o Google), não me permite grandes customizações de modo que o "Picolo's Blog" tenha um visual que sequer lembre os outros dois sem que se edite o HTML dele "na unha".
No entanto, optei por abandonar o velho esquema de cores e adotar o novo, baseado originalmente nas cores da minha página do Twitter, que dos três serviços é o menos customizável... Então aproveitei para fazer um upgrade e "poluir" um pouco o velho visual com alguns "gadgets" que o BlogSpot permite, meio que transformando o velho Picolo's Blog numa espécie de "portal pessoal" para os outros serviços de publicação de mídia que utilizo na Internet.
A decisão veio com o aparente fim do site da Strix, o que me deixou bastante puto da vida, mas de certa forma, volto a publicar dicas culturais aqui ao invés de ficar só falando mal das coisas.
Agora falta a inspiração (e tempo) para escrever.


Um momento de reflexão... e um desabafo

"A alegria dos homens consiste na vida. E a vida, está no trabalho."
(Liev Tolstoy)


Embora não pareça, ando extremamente tenso e estressado nos últimos tempos.
Primeiro, porque as exigências têm se multiplicado dramaticamente no ambiente profissional, com mudanças às pressas de um monte de coisa ao mesmo tempo, gerando em primeira instância, mais problemas que soluções e multiplicando o workload da minha equipe por digamos... cinco... ao menos por enquanto.
Segundo, que tanto minha mãe quanto meu pai carecem de atenção que não estou conseguindo dar a eles como deveria, já que mal consigo arrumar tempo para mim mesmo e nas poucas horas que tenho para mim, tenho de sair para pagar contas, fazer compras, correr atrás de peças, cuidar do apartamento (limpeza, pintura, manutenção da parte elétrica e hidráulica e caçar focos de cupins antes que apareçam), reorganizar meus zilhões de arquivos acumulados ao longo dos anos, administrar minhas coleções de mídias para que não se deteriorem com o tempo, arrumar tempo para estudar e ainda conseguir um tempinho para sair com os amigos (quando não quebro o galho de ajudar a consertar seus computadores e outros aparelhos antigos além dos meus próprios).
Para piorar as coisas, meu carro está no mecânico, em manutenção longa e complicada por causa do tempo que deixei de prestar os devidos cuidados já que eu pretendía troca-lo esse ano, o que não deu certo... simplesmente não encontrei um carro tão confortável, econômico, resistente e potente por um preço justo.
Não é incomum eu ligar a tecla "foda-se" e parar para ouvir meus LPs, cassettes, CDs, vídeos... muitas vezes "à deriva", quase que inconscientemente, como uma espécie de "fuga" de toda essa rotina.
Aí eu olho para a pilha de livros que me aguarda e nem coragem tenho para pega-los.
Cara... só há uma explicação para tudo isso: estou cansado.
Cansado de ser diferente, embora hajam algumas vantagens nisso; cansado de burocracias, de processos meramente teóricos absolutamente desnecessários, de falta de praticidade, de gastar o pouco tempo que tenho tentando me organizar ao invés de viver e de ir me deitar todas as madrugadas frustrado por não ter sentido que meu dia valeu para alguma coisa e que todo o esforço foi em vão no sentido de preparar algum espaço para eu poder viver em paz.
Agora a pouco, terminei de mudar a cara do meu blog, embora ainda não esteja como eu gostaria, de atualizar a minha página do YouTube incluindo o trecho do programa "Café Filosófico" em que participei além de fazer alguns ajustes visuais na página... isso em um dia em que acordei com a ligação telefônica de uma amiga cheia de problemas e logo depois uma outra do meu pai, todo deprimido, vítima por uns 4 anos do mesmo mal que me afetou por mais de 30... solidão.
Isso me fez pensar nos problemas que a minha amiga está enfrentando (doenças, falta de dinheiro, desentendimentos familiares e desemprego) além da depressão que meu pai está enfrentando, lá... isolado na chácara que ele construiu, como se fosse uma prisão que ele construiu com as próprias mãos e... já passei por ambos os casos e sobreviví.
Mas isso teve um preço alto: não sei o que é viver, nem sei o que eu me tornei de tanto que tive de exercitar um certo tipo de frieza diante desse tipo de situação.
Devo ter me tornado um monstro.
Igual ao resto do mundo eu já sei que não sou mesmo.
Mas a única coisa que eu quero é simplesmente viver.
É pedir muito?
Estou cansado de me sentir como uma máquina de pagar contas, impostos, tarifas, "contribuições" e prestar favores.
Como eu invejo as pessoas "normais", que podem sair para passear com suas famílias aos domingos para despreocupadamente tomar algum sorvete num parque, ou de passear na praia sem rumo, sem se reocupar com senhas, contas, manutenções, ou a estupidez do povo à sua volta.
Eu não sou onipresente para poder estar com todo mundo com quem eu gostaria de estar.
Família, eu não tenho. Tenho pais separados e sou separado deles pelas circunstâncias... e creio que não conseguiria mais ter paz morando com eles.
Também não sou onipotente para poder resolver tudo. Sou só um baixinho resmungão de 38 anos cansado das minhas "experiências de vida".
Nem sou onisciente para saber a quantas andam certas pessoas de quem eu adoraria ter notícias.
Uma em especial, que espero que esteja tendo melhor sorte nesse sentido.
Eu nunca me perdoaria se tivesse levado esse tipo futuro problemático a ela.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estou cansado de escrever aqui no meu blog. Falta-me vontade, motivação, inspiração...
Eu estava pensando em escrever sobre idiomas, embora eu não tenha feito faculdade de Letras, o que não me dá competência para escrever sobre isso. Aliás, nem faculdade eu fiz (e sinceramente, com a atual banalização dos sistemas de "ensino superior", duvido que muito em breve, isso faça alguma diferença).
Nada identifica tanto um povo quanto seu idioma. Tanto que um país conquistado numa guerra na imensa maioria das vezes acaba se vendo forçado a aprender o idioma do conquistador.
E é aí que está o problema: muitos idiomas estão se perdendo, e com eles toda a cultura que eles carregaram um dia, bem como toda a riqueza que o costume da articulação de cada um deles confere aos singulares pontos de vista e valores de cada um desses idiomas.
Na ilha de Okinawa por exemplo, o dialeto uchinaguchi ainda é falado, embora por uma minoria, já que o governo japonês não reconhece o uchinaguchi como um idioma oficial e mesmo o nihongô (o japonês oficial) está perdendo sua identidade, substituindo palavras japonesas por versões deformadas de orígem inglesa.
Já na Europa, idiomas antigos como o gaulês estão prestes a se extinguirem.
A cada semana, um idioma é extinto. Nesse ritmo, até o final do século 21, cerca de 90% dos idiomas falados hoje, terão se extinguido.
Preserva-las de alguma forma, a meu ver, hoje é o maior desafio dos linguistas do mundo todo.
E ontem foi o "Dia Nacional do Livro" e coincidentemente ou não, encontrei um vídeo maravilhoso com a voz de Sean Connery declamando o poema "Ítaca", de Konstantínos Petrou Kavafis ("Κωνσταντίνος Πέτρου Καβάφης"), ao som de uma magnífica música de Vangelis.
Mas uma coisa me incomodou profundamente: a tradução posta nas legendas.
Revirei a Internet em busca de uma tradução melhor, mas... era uma pior que a outra: todas cheias de floreios e vocabulário raro, que mais deforma do que agrega a versão em inglês. Então fiquei com vontade de fazer minha própria tradução.
Imagino o quanto o original em grego deva ser expressivo... mas como não falo grego, o(a) leitor(a) terá de se contentar com uma tradução do inglês mesmo:




Ítaca

de Konstantínos Petrou Kavafis ("Κωνσταντίνος Πέτρου Καβάφης")



Quando você partir para Ítaca
deseje que sua jornada seja longa,
cheia de aventuras, cheia de descobertas.

Lestrigões e Cíclopes,
o zangado Poseidon - não temas:
você jamais encontrará coisas como essas em seu caminho
enquanto mantiver altivos seus pensamentos
enquanto uma rara sensação
toca seu espírito e seu corpo.
Lestrigões e Cíclopes,
o feroz Poseidon - você não os encontrará
a menos que os traga em sua alma,
a menos que sua alma os ponha à sua frente.

Deseje que sua jornada seja longa.
Que hajam numerosas manhãs de verão em que,
com prazer, com alegria,
você chegue a portos que avista pela primeira vez;
Que você pare em postos de comércio fenícios
para comprar coisas finas
madrepérola e coral, âmbar e ébano,
perfumes sensuais de toda espécie -
todos os perfumes sensuais que puder;
e que visite muitas cidades egípcias
para aprender e aprender novamente com aqueles que sabem.

Mantenha Ítaca em sua mente.
Chegar lá é a você, destinado.
Mas não se preocupe com a jornada.
Melhor que demore muitos anos,
de modo que chegue à ilha envelhecido(a) pelo tempo,
mas saudável com tudo o que obteve no caminho,
não esperando que ítaca o(a) torne rico(a).
Ítaca já lhe deu uma bela viagem.
Sem ela, você nem teria partido.
Ela não tem mais nada a lhe dar agora.

E se a achar pobre, Ítaca não a teria enganado.
Sábio(a) como você terá se tornado, tão cheio(a) de experiência,
Você terá compreendido o que Ítaca significa.

sábado, 3 de outubro de 2009

Durante as férias, procurei me isolar completamente do trabalho, do meu blog, curtir os meus discos, passear um pouco e até voltei novamente a pegar algum gosto pela fotografia após vários anos tentando "descarregar as más energias" de 21 anos de produção de mídia que só me agregaram raiva, não fossem os amigos que adquirí nesses anos todos.
Tanto que estou novamente investindo em fotografia... desta vez sem intuito profissional... Só prazer pessoal mesmo.
Finalmente faço fotos porque gosto, não por que preciso.
Até publiquei algumas fotos que fiz em filme preto e branco de quando eu estudava fotografia no meu álbum do Orkut!
O fato é que eu não curtia as fotos que produzia... não havia tempo hábil para isso.
Mas raiva... era proporcional à putaria do mercado gráfico, com todas as palavras que ele merece.
O blog hoje tem um texto dividido em 5 partes, já que achei mais adequado dispôr desse jeito de modo a não fugir demais dos temas principais, deixando lá pelo final, algumas referências em vídeo sugeridas (e altamente recomendadas) para o (a) leitor(a) tirar suas próprias conclusões.



Os vírus que geram os zumbís contemporâneos

"As religiões são como pirilampos, só brilham na escuridão"
(Sebastien Fauré, anarquista francês)



A cultura e a pseudo-cultura

Tudo o que tem de fato algum valor cultural no Brasil só pode ir para a mídia quando está todo mundo dormindo. Um excelente exemplo disso é o programa "Café Filosófico" na TV Cultura.
Aliás, eu estive presente no Espaço Cultural CPFL aqui de Campinas, na gravação do programa, na palestra entitulada "A volta dos deuses embusteiros" (módulo "A volta do sagrado: superando a crise"), com o artista Lobão, vagamente conhecido como João Luíz Woerdenbag Filho.
Tenho alguns amigos podem até não gostar dele e confesso que a música dele pode até não ser exatamente "a minha praia", mas ainda assim, admiro muito esse cara, por sua atitude em relação ao "sistema" e me identifico muito com a indignação dele com relação à mediocridade hipócrita da nossa sociedade de entre outras coisas, se valer vagamente de elementos do passado apenas para tentar se mostrar (como diria uma grande amiga minha), "cool e descolado", sem de fato absorver os valores culturais da época para com eles, criar algo realmente novo.
Um pouco confuso (por estar sendo filmado para ir parar em rede nacional), fiz a ele uma pergunta (para confirmar se tínhamos o mesmo ponto de vista) com relação ao fato de que no Brasil, não se produz por exemplo, ficção científica, mas sempre as mesmas fórmulas batidas em tempo presente ou "de época" como um sintoma do condicionamento do brasileiro em não olhar para o futuro.
Fiquei muito feliz ao notar que eu não sou o único a ter percebido esse fato, dada a sua imediata reação a respeito dessa observação.
Lobão é apenas um artista conhecido (bom ou ruim, não importa...) que assim como incontáveis desconhecidos, lutam contra todo um sistema, toda uma sociedade que é moldada para a mesmisse e o que é mais triste: se achando o máximo da "intelectualidade intocável" em carne e osso.
Só se for osso engessado, né? Fala sério!
Não aguento mais falarem de "MPB" citando sempre os mesmos caras!
Aliás certa vez eu estava na casa de um amigo meu e ele pôs um canal de TV à cabo que só tocava música brasileira... muito boa por sinal, mas... eu nunca sequer tinha ouvido nenhuma daquelas músicas e ele disse que era o que tocavam lá "na gringa" como música brasileira. (E eu aqui ouvindo aquelas porcarias na TV? Vendo récordes de vendas de axé, pagode e pseudo-country que apelidaram aqui não sei como de "sertanejo"? Me poupem!)
Estamos em pleno século 21!
Não dá mais para aceitar por exemplo, o uso de numeração romana no dia-a-dia porque "é clássico" (mesmo a porcaria do Império Romano já ter virado fumaça por volta do século 5 e já faz um bom tempo que abolí essa porcaria do meu blog).
Não dá mais para aceitar começo de conversa sempre com o mesmo maldito tema: futebol.
(Caramba! Existem outros esportes! Sabia que o Brasil já hospedou campeonato mundial de Sumô?)
Não dá mais para forçar a leitura de obras insuportavelmente irritantes como "Dom Casmurro" como leitura obrigatória de segundo grau bem como outras "obras intocáveis" se nem uma ortografia próxima à daquela época nós usamos mais! Quem dirá dos mesmos significados das palavras ou dos contextos em que elas se aplicavam!
É bem verdade que sem compreender nossos valores do passado e onde estamos no presente, não há como imaginar o futuro, muito menos traçar metas.
Cultura de verdade visa o futuro, não perdas de tempo demasiadas com o passado como se ainda estivéssemos vivendo nele!
Exemplos consequenciais nítidos de que estamos estagnados culturalmente é que (pelo menos aqui no Brasil), temos o péssimo hábito de comemorar récordes de exportação de matérias primas (que são baratas) ao invés de produtos manufaturados (que custam caro e carregam valor agregado) e quando temos know-how e condições de produzir esses manufaturados, exportamos o "luxo" e consumimos o "lixo" como se fosse o "manjar dos deuses".
Chega de tapar o sol com a peneira! O Brasil carece de uma revolução cultural e educacional de verdade! Não de "bolsa isso" ou "bolsa aquilo".


Religião: assassina dos filósofos

Para pensar no futuro, antes de qualquer coisa, é necessário exercitar o ato de pensar, de filosofar. E isso nasce do questionamento do que nos é apresentado como valores.
Durante minhas férias fiz uma trilha de jipe até a terra da minha vó (Jacutinga, MG).
A maior parte da viagem foi por estradas de terra, (como toda boa trilha tem de ser, do contrário não teria feito as fantásticas fotos que fiz...) mas ao passar pelas cidades do interior, não conseguí deixar de notar a inacreditável quantidade de igrejas e centros de seitas de tudo quanto é denominação, o que contradiz de forma grotesca à afirmação de que estamos em plena "era da razão".
Com todo o respeito às crenças pessoais de cada um ("crença" é algo que trato de forma bastante diferente de "religião"), isso não é um bom sinal.
É exatemente um forte indicativo de que as pessoas da região estão altamente propícias a não questionar seus próprios valores e pior: aceitar cegamente valores que lhe são apresentados apenas pelos meios mais próximos (pastor, televisão e sociedade que está sob a mesma influência).
Esse quadro não é muito diferente das grandes cidades onde as pessoas lutam para conseguirem fazer um sem-número de coisas para simplesmente sobreviverem em meio ao caos, deixando de lado a vida propriamente dita.
Sinceramente não sei qual das duas formas de alienação é mais nociva: se a religião, que suprime toda a lógica em nome do "ato de não pensar chamado fé" ou o consumismo capitalista que igualmente suprime todo o bom-senso em nome das "vantagens e conforto da atualidade"... Conforto? E tempo para ele?


Humanidade: a máquina de consumo

Já notou como sempre nos vemos com um monte de coisas que nos custaram caro e que quebraram fácil ou ficaram obsoletas muitas vezes mais por moda ou design do que por real necessidade de serem da forma como são?
Hoje mesmo meu mecânico me recomendou conservar meu carro velho (Verona LX 1992) ao invés de troca-lo pois segundo ele, estatisticamente, há muito mais carros novos encrencando do que esses antigões.
A mesma recomendação veio do funileiro (quando mandei retocar a pintura dizendo que iria troca-lo) e de um manobrista de uma casa noturna aqui de Campinas que quase me deixou surdo.
É também curioso como praticamente nada novo é compatível com algo mais antigo de modo que ao invés de poder-se trocar apenas uma peça, torna-se necessário jogar tudo fora e trocar por uma versão mais nova.
Aí você compra o produto novo e tem de reaprender a usa-lo... quando finalmente compreende como ele funciona... ele quebra! E o quanto você realmente aproveitou o que pagou?
Ah... mas quem se importa? Já ficou obsoleto de novo! Toca comprar um novo... e assim o lixo vai acumulando... É o que chamamos técnicamente de "Obsolescência Programada".
O que vale como "status" para a sociedade é o "atual", o "da moda", o "da onda", o "da hora".
E não bastasse isso acontecer com produtos, o alarmante é que também está acontecendo com a arte, com a música, com valores humanos, rebaixando uns 2 a 4 milhões de anos de desenvolvimento humano a um mero produto descartável! Um lixo qualquer não-reciclável.


Algumas referências sugeridas

Durante as férias, tive o privilégio de ver dois grandes documentários abordando a religião e um outro sobre consumismo e que eu gostaria de compartilhar com os(as) leitores(as).
Carey Burtt fez um filme de 12 minutos entitulado "Mind Control Made Easy or How to Become a Cult Leader", que dá uma boa idéia de como funcionam as seitas ou mesmo outras instituições desse tipo. (Links: Versão original, versão legendada parte 1 e versão legendada parte 2)
Os(as) leitores(as) mais radicais podem até me criticar por apresentar isso, mas se você reparar bem, os mesmos métodos apresentados nesse filme podem perfeitamente ser usados tanto nas seitas, como na política ou mesmo na propaganda.
Mas se o questionamento ainda existir, há também um excelente documentário da BBC Channel 4, sob a forma de dois programas de TV de 48 minutos cada que foram exibidos na televisão britânica, entitulado "The Root Of All Evil" ou "A Raiz de Todo o Mal", escrito Richard Dawkins, que mostra como esses métodos funcionam na prática no cenário social e político mundial. (Parte 1 do primeiro programa, "God Delusion"/Parte 1 do segundo programa, "The Virus Of Faith" ...)
Já o documentário sobre consumismo é "The Story Of Stuff" ou "A História Das Coisas" em que Annie Leonard mostra que nosso sistema de consumo peca gravemente por ser linear ao invés de cíclico, como ele se mantém, quem tem interesse em que ele se mantenha como está... enfim...


Concluindo...


Este é mais um texto que repete feito papagaio o que tenho dito ao longo dos anos no meu blog.
Desta vez, só incluí algum material em vídeo (e um que ainda irá ao ar pela TV Cultura, se é que posso dizer que incluí esse material também aqui).
A boa notícia é que há mais gente no mundo que pensa como eu e que tentam cada um à sua maneira, dizer ao mundo "AlÔôôô!! Acooooordaaaaaa!!!"
A má notícia é que somos uma minoria.
Há lugares no Brasil em que nem há energia elétrica e acreditem... o povo se recusa a usa-la.
Você, leitor(a) é um(a) privilegiado(a) que tem poder de mudar opiniões e pode ajudar a mudar o mundo em que vivemos.
Basta instruir as pessoas à sua volta, ajudar a entender o mundo como ele é, estimular o questionamento de valores, fazer perguntas do tipo "por que as coisas são assim?" ao invés de simplesmente aceitar as coisas dizendo "são assim e não vão mudar".
Só os loucos que pensam que podem mudar o mundo, podem de fato, faze-lo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Você sabia que se você pegar uma pessoa que nunca viu TV na vida e pô-la para ver TV, o cérebro dela entrará em estado "beta" em 25 minutos?
Na segunda vez que essa pessoa ficar exposta à TV, esse tempo cairá para 5 minutos e numa terceira exposição, esse tempo cairá para 5 segundos?
As ondas cerebrais "beta" são senóides entre 13 Hz e 30Hz e caracterizam um estado de atenção, em que este se encontra propício a receber informações inconscientemente que irão para o subconsciente e poderão ser usadas posteriormente para a tomada de decisões como por exemplo a escolha entre produtos num supermercado, entre bebidas num bar, ou entre candidatos numa eleição.
Já parou para pensar em quanto tempo por dia você fica com a TV ligada sem estar de fato vendo a programação conscientemente, mas simplesmente assimilando os valores que são apresentados por ela?
É bom desligar a TV de vez em quando e ver que o mundo não é tão perfeito quanto as imagens de uma propaganda.



Palhaços da Justiça

"Liderança é quando um grupo grande ou pequeno, confere autoridade a uma pessoa que se mostra ajuizada, sábia, de bom caráter e competência provada."
(Walt Disney que deve estar se revirando no túmulo com a porcariada que andam lançando com seu nome.)


Não bastasse a inacreditável incompetência da EMDEC em encher a cidade com mais semáforos em saídas de rotatórias fazendo com que o trânsito nessas regiões fiquem mais emperrados que as engrenagens do Titanic, hoje um amigo meu disse que não querem permitir que ele faça exame para obter sua Carteira Nacional de Habilitação porque seu RG é originário do Amazonas e não São Paulo.
Eu não sou advogado, mas pelo que entendo, a Lei nº 7.116, de 29 de agosto de 1983 assegura a validade da Carteira de Identidade em todo o território nacional, (a menos que São Paulo agora tenha se tornado um país independente e eu ainda não estou sabendo).
Eu andei pesquisando e descobrí que isso não acontece só aqui em Campinas não.
Ora... se a Carteira de Identidade, também conhecida popularmente como "RG" que é aprovada diretamente pelo Poder Legislativo Federal, segundo o Artigo 10 (o que caracteriza o dito cujo como um documento de ordem federal), não tem validade reconhecida dentro do território nacional por um órgão do próprio "governo" (ainda que seja o "governo" estadual), de que serve então o Poder Executivo Federal além de arrecadar impostos e fazer incontáveis "novelinhas" de CPIs, inquéritos que invariavelmente acabam em pizza, poluindo nossos telejornais com teledramaturgia inútil???
O que me parece é que temos então um monte de "governos" independentes, cada um com sua própria legislação e cada um manda e desmanda como bem quer, a Constituição não serve para nada e nós, os "contribuintes" é que pagamos o pato, como sempre.
Temos então o "governo" federal, "governo" estadual, "governo" municipal, "governo" do trânsito (e pelo jeito também subdividido) e um mais corrupto que o outro.
Esse caos legislativo me dá nojo, me afeta diretamente como cidadão e me dá vergonha de dizer que sou brasileiro.
É como jogar um jogo em que o inimigo dita as regras o tempo todo, você não tem direito algum, mas tem incontáveis deveres desde que nasce.
Agora tem a tal da "Nota Fiscal Paulista"... em tudo quanto é lugar, perguntam se você quer o seu CPF registrado na nota fiscal... pra quê? Para supostamente "devolver 30% do ICMS recolhido" como se isso fosse uma "boa ação"...
Caramba!!! Se vão devolver, então pra quê te tomam então sem a sua autorização? Para fazer você perder tempo precioso de sua vida correndo atrás de algo que já era seu e que nem deveria ter sido tomado só para começo de conversa?
Tá aí uma boa prova de que pelo menos 30% do ICMS é pura "gordura"!
Meus amigos advogados que me perdõem, mas até onde consigo enxergar, lei no Brasil é texto absolutamente inútil para o cidadão e uma poderosa ferramenta para os ladrões.
Graças às leis brasileiras, quem desvia dinheiro público vira "vossa excelência", vira "imortal" da Academia Brasileira de Letras, passeia de carro oficial, avião oficial, ganha "vale-paletó"... enquanto "ladrão de galinha" (que também paga impostos que naturalmente serão desviados) pega prisão perpétua, é espancado, torturado...
Pois é... no Brasil ela é muito bem representada: sentada preguiçosamente com uma espada no colo, mas sem balança para julgar coisa alguma, já que aqui, o juízo é unilateral.
Mas voltando a falar mal da EMDEC que ela merece...
Outro dia eu tentei ir a um shopping center aqui de Campinas que a muito tempo eu não ía (cerca de 1 ano mais ou menos), pelo mesmo caminho que sempre fazia, quando me deparo com um desvio permanente que leva a um emaranhado mal sinalizado que me fez pegar a rodovia Anhanguera umas duas vezes me forçando a admitir estar perdido e ligar para um amigo que me esperava no tal shopping para pedir ajuda.
Uma semana antes, graças às incontáveis obras pela cidade toda, uma das minhas rotineiras voltas de 15 minutos com meu carro de madrugada para meramente dar uma carga na bateria acabou virando um passeio de cerca de 1 hora e meia. O motivo: duas das principais linhas de acesso do centro da cidade até o meu bairro tornaram-se inúteis e uma delas não tinha mais saída (outra obra) e o último retorno (também bloqueado por outra obra) me fez dar uma volta por fora me fazendo voltar ao centro para poder escolher uma rota alternativa.
Agora estão plantando mais dois semáforos em saída de rotatória aqui mesmo no bairro... obviamente ambos com foto, pois isso arrecada bastante dinheiro e um engarrafamento alí certamente deve render bastante multa. Aliás, é praticamente só para isso que serve semáforo em Campinas. 25% deles são absolutamente inúteis e 50% deles só servem para travar o trânsito já que nem sincronizados eles são, quanto mais controlados por alguma central de controle como se faz nas grandes cidades de países desenvolvidos.
Semáforo em saída de rotatória é o cúmulo! É bloquear uma via preferencial!
Se eles ficassem apenas nas entradas das rotatórias, tudo bem! Ajuda a regular o trânsito da via preferencial, mas bloquear TAMBÉM a saída da mesma!?
Sinceramente, se isso não tem finalidade meramente arrecadatória, é uma ofensa à lógica de qualquer ser humano com um mínimo de inteligência.
Graças a medidas arrecadatórias como essas, Campinas já tem um trânsito tão "organizado" quanto o de Nova Déli, com a diferença de que lá as vacas têm sempre a preferência.
O pior é que a EMDEC é uma empresa, não um órgão público de trânsito como o DETRAN (igualmente corrupto, senão pior, o que nos leva à impotência diante dos fatos a ao reforço da infeliz máxima "manda quem pode e obedece quem tem juízo").
Eu tenho pena mesmo é dos policiais honestos! Com tanta corrupção e ladroeira, eles devem se sentir absolutamente inúteis... lamentável.
A solução para isso tudo?
Bom... a curto prazo seria uma revolução popular armada mas como o brasileiro só está armado com cerveja, televisão e religião! Esquece...
Já a longo prazo, seria um investimento pesado (algo de digamos, no mínimo de uns 25% do PIB) em qualidade de ensino público por pelo menos 20 anos.
Mas como esse dinheiro atualmente é usado em castelos de deputados, "ajuda" a países vizinhos e os "bolsa-família" da vida, só posso concluir que o Brasil não tem mais cura.
Já cansei de papagaiar sobre esse tipo de coisa aqui no meu blog (e por isso mesmo já o considero inútil). Mas reclamar, é a única coisa que AINDA tenho o direito de fazer como um autêntico cidadão.
Ainda que reclamar apenas, seja inútil.

Observação: Volto a repetir: A palavra "governo" aqui neste blog, quando escrita assim, em minúsculas entre áspas refere-se aos órgãos governamentais do Brasil, ou seja... de "governo" mesmo, só tem o nome.

domingo, 16 de agosto de 2009

Os meus pontos de vista criaram o meu comportamento.
O meu comportamento é certamente uma das maiores causas do meu sentimento permanente de solidão.
Sou um recluso assumido, mas não pense que eu gosto disso, embora a reclusão por mais incrível que possa parecer, é justamente a causa da minha saúde mental até onde pude perceber.
Felizmente ainda existe um equilíbrio: A única coisa que faz com que eu não me sinta tão solitário são os amigos sensacionais que tenho, em que posso confiar e que sempre se mostram muitíssimo especiais.
Esta semana, meio que a contra-gosto, criei minha conta no Twitter, após a influência de alguns amigos... Ainda estou testando o serviço, para entender como ele funciona e ver que tipo de proveito posso tirar dessa experiência.
Foi exatamente assim que abrí conta no Orkut, no YouTube, no LinkedIn, e até aqui, no Blogspot, onde publico o meu blog desde 2002... influência dos amigos.
Mas em todas essas contas eu deixo claro o que percebo: sou o último da minha espécie.
Isso não é influência deles.
Se não fosse a influência deles, esse blog nunca teria surgido, nem se mantido.
Houve uma verdadeira "campanha" para que eu continuasse escrevendo, embora a minha vontade de escrever sobre os meus pontos de vista sobre o mundo só tenham agravado a minha sensação de solidão de modo que eu ainda pretendo parar de escrever aqui e mesmo que eu não quisesse, um dia isso fatalmente irá acontecer de qualquer forma.
Sinto falta de uma influência diferente da qual tenho me acostumado... uma influência especial.
Mas não é a que corresponde ao tema de hoje.




Influência

"Quem sabe algum dia conquistemos a morte, a doença e a guerra?"
(Jim Morrison)



E eu achava que eu era paranóico...
Responda rápido: Onde surgiu o vírus H1N1?
Se não você respondeu entre 1914 e 1919 na Espanha, errou feio.
Sinceramente, o que me dá medo mesmo é todo o mundaréu de informações desencontradas na mídia sobre a tal da "Gripe Suína". Em especial um monte de exagero sensacionalista, alguns beirando o absurdo... e quem tá faturando mesmo com isso são os fabricantes de máscaras, de desinfetantes e os laboratórios que fabricam fosfato de Oseltamivir (vulgo "Tamiflu"), que "dizem" ter efeito contra o tal do H1N1, mas que outros "dizem" ter sido feito mesmo é para previnir contra a H5N1. ("Gripe Áviária").
Por mais paranóico que eu seja, essa gripe (cujo vírus foi ressussitado em laboratório em 2005) não me preocupa. O que me preocupa é o pânico que tem se criado por causa dessa gripe e a mídia dando corda...
É verdade que o tal do H1N1 tem se alastrado como uma pandemia, como aliás como todo ano e muita gente morre por causa de pneumonia causada pelas complicações causadas pela mesma.
Uma vez, eu quase morrí por causa de uma gripe e aprendí a me cuidar.
Sinceramente, o que mata mesmo é a automedicação e as "receitinhas caseiras" (em especial aquelas tipo chá muito quente com mel... perfeito para criar microfissuras na garganta que as bactérias adoram).
Se você não pegou nenhuma gripe, cuide para que seu organismo não fique debilitado.
Nada como boa alimentação, mente sã (coisa difícil de se manter nos tempos de hoje) e muita água (cada dia mais escassa em nosso planeta).
Se você pegou alguma gripe, reze para ainda ter suas amídalas e cuide para manter elas e seu sistema respiratório limpo. É aí que as bactérias se proliferam quando você pega gripe... e essas infecções causam febre e a febre causa dor de cabeça e por aí vai... E para controlar essa parte, só tratamento sintomático mesmo é que ajuda a minimizar os efeitos. (Há bons produtos para isso nas farmácias.)
Se você não souber como se cuidar, a melhor coisa a fazer é procurar um bom médico de confiança (o que está cada dia mais difícil de se achar).
Aliás, quer saber? Nos primeiros sintomas, procure um médico e peça orientação. Eles é que têm condições de diagnosticar essas coisas, não um blog metido à besta na Internet (tipo o meu).
OK... agora que acalmei você, ilustre leitor(a), hora de causar pânico de verdade...
No começo de agosto, a cidade de Ziketan na China, ficou em quarentena por causa de dois óbitos causados por peste bubônica de um tipo muito curioso... ela se alastra pelo ar, caracterizando-a como "peste pneumônica", mais conhecida pelo nome que ganhou na Idade Média: "Peste Negra".
Diz-se que essa peste matou 75 milhões de pessoas na época (25 milhões só na Europa), segundo se estima. Há quem afirme que um terço da população da China teria sido extinta na época, mas... não há estatísticas oficiais.
Pois bem... Ziketan é uma cidade frequentada por pastores nômades e a quarentena terminou dia 10 de agosto... Se um deles ainda estiver infectado...
Sinceramente, não acredito que o mundo esteja preparado para o ataque de uma nova pandemia de "Peste Negra", só aguardando uma mutação para atacar novamente.
E como se não bastassem as más notícias do mês de agosto, tem uma nova versão do HIV no mercado...
Não acha estranho que tudo isso esteja acontecendo praticamente ao mesmo tempo?
Exercício de meditação de hoje: A patente de um certo antiviral é de 28 de agosto de 2008.
Avisem o Fox Mulder!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cá estou eu novamente com aquela tradicional crise de idéias para o meu blog.
Novamente não sei sobre o que escrever...
Na verdade, estou revoltado demais com os caminhos que a humanidade está seguindo e ainda tenho de fazer vista grossa por ser parte de uma minoria pensante em proporções que seriam equivalentes a uma gota num oceano.
E por mais que eu escreva, é frustrante ver que nada muda.
Estou cansado de perder meu tempo cada dia mais escasso com coisas inúteis como esse blog.
Eu quero viver um pouco, mas... que vida?




A festa que ninguém vê

"Para ser popular é necessário ser uma mediocridade."
(Oscar Wilde, escritor irlandês)


Uma amiga minha, indignada me mandou um vídeo deprimente sobre as atrocidades que são cometidas contra animais nos rodeios e festas de peão, onde as pessoas vão simplesmente porque vai muita gente solteira em busca de um relacionamento ou mero sexo mesmo.
Por mais "carnívoro" que eu seja, tenho um imenso sentimento de repulsa a rodeios, "festas de peão" e afins e vivo deixando claro aqui no meu blog que para mim quem gosta de "festa de peão" é peão e ponto final. Procuro com isso não ser mais agressivo que isso por respeito às pessoas, mas sinceramente, esse povo é "cego" demais para perceber outras coisas tão graves quanto as cenas desse vídeo... e quem dera fossem poucas!
Em maio, houve uma festa dessas em Jaguariúna, onde 4 pessoas morreram pisoteadas (uma delas, uma mulher cuja garganta fora espetada pelo salto de uma bota feminina, segundo uns blogs que curiosamente tiraram esse detalhe do ar) e 11 pessoas ficaram feridas...
Para piorar, isso mal chega a ser a ponta do iceberg!
Um "peão" de rodeio desses ganha numa única festa uma verdadeira fortuna para participar de atrocidades como as reveladas no tal vídeo enquanto tem gente morrendo de fome e frio nas ruas e deputado construindo castelo com dinheiro provindo dos impostos que pagamos dizendo "amém" e deixando por isso mesmo.
Revistas "culturais" como "Contigo", "Caras" ou aquelas revistinhas de sacanagem têm incentivo fiscal garantido por lei por que o Ministério da Cultura diz que material impresso é "material cultural", mas LPs não tem isenção alguma, assim como CDs ou DVDs.
Já as igrejas têm isencão total de impostos, mas são indústrias como quaisquer outras e o que é pior: bem mais nocivas por praticamente ordenarem o que chamam de "fé": "Acredite no que digo, mas não pense nem questione. Aceite e cale-se! Depois traga mais gente para essa fé a todo custo."
A verdadeira "festa que ninguém vê" é a dos que ganham com coisas desse tipo. Claro!
Porque se alguém sai perdendo, sempre tem alguém que sai ganhando. E com certeza, é uma minoria que não merece nem poder, nem dinheiro, nem valor, nem mordomias.
São criminosos que mandam na lei, são irresponsáveis impunes, são ladrões, assassinos por tabela, que matam mais do que pessoas. Matam a cultura, a educação, o bom senso e o futuro de toda uma sociedade.
Mas ao invés de punidos exemplarmente, são tratados como semi-deuses, como "excelência".
É gente que não está nem aí enquanto houver "BBBs", rodeios, novelas, futebol, igrejas aos montes, distraindo, distorcendo idéias e valores, afastando o foco do que realmente importa às pessoas que cada dia mais se tornam menos conscientes da razão de viver, ou do que seus netos vão pensar delas no futuro... (Se é que vão ser capazes de pensar qualquer coisa do jeito que a coisa tá indo...)
O que temos hoje como "sociedade", não passa de um monte de seres inconscientes programados pelos meios que lhes são impostos pela mídia e pelo "governo" para não passarem de meros consumistas e fonte de renda dos povos mais ricos.
Enquanto temos um monte de gente enchendo a cara e se achando "os filósofos" nos bares e casas noturnas e "patricinhas" se fotografando no espelho ou porque não sabem usar o disparador automático de suas câmeras digitais, ou porque tiveram preguiça de ler o manual, ou estavam preocupadas demais em espremer os seios para que pareçam maiores na foto, ou ainda se o ângulo do rosto pega melhor sua falsa expressão de felicidade, ou simplesmente graças a isso tudo, esqueceram que a câmera tem esse recurso.
Posso escrever a vida toda aqui no meu blog, que a humanidade não mudará em nada.
As pessoas continuarão desesperadas para cumprir os seus cada dia mais afazeres inúteis, o mundo continuará se degradando e o abacaxí continuará a ser empurrado para os netos, demonstrando o quanto realmente nossa sociedade se preocupa com eles, que certamente vão se lembrar do que fizemos a eles quando já não estivermos aqui e eles tiverem de sobreviver com as coisas que nós simpesmente aceitamos como estão... Isso se souberem ligar os fatos como nós ainda conseguimos, já que os sistemas de ensino estão absolutamente falidos, tendo se tornado uma indústria que lucra milhões em cima da "lenda" de que o maldito "canudo" garantirá uma vida digna às vítimas que enchem seus álbuns de fotos de baladas ao invés de estudarem...
Mas estudar pra quê?
Tem analfabeto funcional na presidência, tem jogador de futebol que não sabe nem cantar o hino nacional direito mas não tem onde mais enfiar dinheiro; tem cantor "sertanejo" que anda de jatinho particular sem nunca ter sequer visto uma única aula numa cadeira universitária!
O mundo em que vivemos não passa de uma terra do faz-de-conta, uma "ilha da fantasia" em que tentamos a todo custo viver uma vida em fuga disso tudo, ou sempre tentamos nos parecer com o que não somos. E por quê?
Porque o mundo em que vivemos está a cada dia menos tolerável e menos tolerante.
A cada vez que saio de casa, mais sinto vontade de ficar em casa, longe desse mundo débil, ignorante, injusto, falso, mesquinho, individualista, medíocre, podre...
Francamente, estou cansado.
Cansado de ver notícias sobre futebol em destaque quase que absoluto nas primeiras páginas de tudo quanto é portal da Internet como se fosse de fato a notícia mais importante do momento, mas que na verdade não muda a vida da imensa maioria das pessoas em absolutamente nada.
Estou cansado de ouvir falar em coisas que nunca acontecem como "reforma tributária", cansado de perder meu tempo com notícias de televisão sobre CPIs e investigações de corrupção que nunca dão em nada, cansado de ver crianças pedindo dinheiro nos cemáforos enquanto isso, cansado de ter esperanças de que alguma coisa mude nisso tudo.
Estou cansado de escrever sobre tudo isso e nunca ver mudança alguma.
Cansado de tentar defender o meu ponto de vista e ser visto como louco porque eu consigo ver coisas que a maioria das pessoas prefere ignorar, seja por medo de também serem rotulados como "loucos" ou por mera ignorância mesmo... e nem posso culpa-los por isso.
Estou cansado de tentar mudar o mundo sozinho.
Enfim, estou cansado desse blog inútil.
Cansado de gastar o meu tempo com um mundo que não tem mais cura e com uma sociedade que não se mexe para que tenhamos um mundo menos doente em que todos querem sair ganhando a todo custo fingindo ser o que não são e com isso, todos saímos perdendo.
Quero me isolar de tudo isso.
Quero paz, tranquilidade, sossego, simplicidade, confiança e vida.
É só o que eu quero.
É só o que todos deveríamos querer.
Por que tem de ser tão difícil?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Algumas pessoas devem ter morrido de tédio com o último texto.
Outras, mais inteligentes podem até ter ficado um tanto chocadas com a exposição de uma frase de um mau-caráter categorizado em destaque, como se fosse uma frase de algum filósofo, escritor, ou algum provérbio como optei por fazer tradicionalmente após o título dos meus textos nesse blog desde fevereiro de 2007, inspirado no magnífico trabalho "Cosmos", de Carl Sagan, em que cada capítulo é apresentado com uma frase ou citação.
Na verdade, a frase não foi escolhida ao acaso e nem foi objetivo algum apresentar um criminoso como algum tipo de "sábio".
O objetivo foi polemizar mesmo e mostrar que (embora de uma forma um tanto agressiva), existe uma espécie de consciência comum por parte dos homens, de que as mulheres têm sim o seu lado ruim.
Ora... Os fãs deste blog sabem perfeitamente o quanto sou admirador dessas criaturas maravilhosas conhecidas como mulheres, mas também precisam ter em mente que muito já se escreveu sobre o lado maligno das mesmas, como uma espécie de advertência, já que não há na Terra, maldade maior do que a da mulher. E não sou só eu quem estou dizendo. Por trás dessa minha afirmação, temos Nietzsche (que afirmava que ao ir ao encontro com alguma mulher, o homem tinha de levar um chicote), Maquiavel (que dizia que para doma-las, seria necessário feri-las), Schopenhauer, o Alcorão, a Bíblia... enfim... referências universais não faltam.
O texto de hoje acho que pode ser interpretado como uma espécie de continuação do último texto enfatizando o lado ruim dessas criaturas maravilhosas e os motivos pelos quais as observo com cautela e respeito a todo o seu poder.
O assunto de certa forma vem bem a calhar no "Dia dos Namorados", que para mim não passa de só mais um dia comum.



Solitário sim, capacho jamais!

"Prefiro morar com um leão ou um dragão a morar com mulher maldosa."
("Ungido" Filho de Sirach, também conhecido como "Jesus Ben Sirac" em Eclesiástico 25,15, escrito muito provavelmente entre 190 e 180 a.C. Em outras palavras, um trecho da Bíblia. Mais precisamente, um dos sete livros dêutero-canônicos.)


Já faz um bom tempo que tenho repetido a frase "Quer? Vem buscar!" como uma espécie de "grito de guerra" numa referência ao fato de eu ter assumido uma postura solitária deixando de lado qualquer idéia de "caça às mulheres", numa atitude absolutamente contrária à imensa maioria dos homens.
Ora... simplesmente não quero me comparar aos babacas desesperados de plantão, mas também não vou deixar de admira-las por causa disso.
É gostoso elogiar o cabelo, o jeito, as roupas, o perfume... enfim, todos os detalhes agradáveis que percebo no universo feminino.
Vejo isso até como uma necessidade, uma vez que desta forma, tento meio que "guia-las" para o que um homem vê de agradável nelas de modo a incentiva-las a aprimorar sua femininidade, em um tempo em que as mulheres estão perdendo suas referências e se tornando cada dia mais "macho" ao ponto de as duas últimas garotas que eu até tinha algum interesse em conhecer melhor, acabei descobrindo que eram lésbicas antes mesmo de conhece-las. (Se ainda fossem "bi", pelo menos, né?)
Seria cômico se não fosse trágico, mas o fato é que as mulheres estão perdendo o seu lado feminino, lamentavelmente até por conta dos malditos babacas de plantão que babam pra qualquer tipo de criatura que tenha mais de um buraco entre as pernas.
É frustrante!
Mas frustrante mesmo é ser confundido com esse tipo de babaca só por causa dos elogios que faço a elas.
Se tento treinar a arte esquecida do cavalheirismo e acabo sendo confundido com algum babaca desesperado por sexo o azar é delas! Eu não estou nem aí para as que não conseguem distinguir um homem de verdade de um babaca.
Em compensação as que conseguem separar o joio do trigo... ah, essas ganham a minha atenção e o meu carinho (para o ódio alheio).
Se forem carinhosas então... atenção em dobro! E se forem bonitas e eu as achar atraentes... atenção redobrada.
Mas mulher pra mim, tem de merecer o meu carinho, ou do contrário... ignoro friamente como elas o fariam comigo, ou seja... dou o troco na mesma moeda.
É mais ou menos isso o que eu quero dizer cada vez que digo que "sei exatamente o tipo de mulher que eu quero", embora hajam outros fatores que não citei e nem pretendo citar aqui até por uma questão de digamos... "defesa estratégica", já que não se pode dar bobeira com elas...
Tudo na vida tem dois lados: a mesma faca que serve para preparar comida também pode servir para matar, assim como a água da chuva que traz a vida às plantas e animais, também pode afoga-las. E as mulheres não são diferentes.
Da mesma forma que podem ser lindas, atraentes, carinhosas... também podem ser vingativas, interesseiras e terroristas emocionais... e é assim que elas dominam o mundo: os homens bobões correm atrás delas e elas sentem um prazer sádico de repudia-los.
Elas dominam com incrível habilidade o hábito de atiçar o instinto protetor masculino, fingindo-se de frágeis ou entristecidas, sempre com o tradicional jogo de testar os homens para ver se correm atrás ou não... elas adoram testa-los constantemente para ver como reagem, avaliando como, quando e de que forma eles necessitam delas emocionalmente.
A descrição "lobo em pele de cordeiro" muitas vezes pode até se encaixar bem para descrever esse comportamento, mas eu optaria por algo mais contrastante, já que elas podem ser tanto diabas disfarçadas de deusas, ou deusas disfarçadas de diabas, independente se são putas ou santas... ou ambas, dependendo do momento (puxa... eu adoro esse último tipo!).
Para mim a mulher ideal tem de saber manter um equilíbrio entre essas duas personalidades sem ser tão "fingidas" como elas têm se aprimorado há milênios. Logo, mulher "fingida" pra mim, "perde pontos" no meu conceito.
Já uma mulher confiável é raríssima, porque elas vivem em contradição com sigo mesmas, cheias de desejos conflitantes e indecisões.
Nunca sabem se estão ou não sentindo fome ou o que querem comer, da mesma forma que nunca sabem se estão ou não realmente satisfeitas com suas relações, sempre avaliando outras possibilidades de conquista... enfim, são "predadoras" natas que podem se dar ao luxo de se fingir de conquistadas quando na verdade, dominam a relação.
Por elas serem seres tão perigosas, inconstantes e imprecisas, digo que tenho motivos de sobra para crer que se uma mulher realmente quer um homem, ela precisa abrir o jogo e tomar a iniciativa.
Penso que é a única forma de confiar ao menos nesse desejo por parte dela... ainda que seja apenas um desejo "de fase".
Um desejo que de repente pode ter grandes chances de se tornar "permanente". (Quase que publico por quê!)
Mas a gente não escolhe essas coisas.
Da minha parte, o que posso é escolher respeita-las pelo que elas são: tão perigosas quanto atraentes.
Aos homens, tomem muito cuidado com elas. Eu sei que não é fácil, mas pelo menos tentem.
Às mulheres... procurem ser mais femininas, compreensivas e principalmente sinceras, "usando" menos os homens. Isso é muito mais atraente aos homens de bom senso do que imaginam.

domingo, 17 de maio de 2009

Star Trek é um sucesso... de novo! O novo filme já alcançou 96% de popularidade no primeiro final de semana, sendo o fime de maior sucesso da história da franquia em 43 anos.
Os longa-metragens baseados na série clássica sumiram das lojas e um novo "box" de DVD será lançado dia 26 de maio e uma grande fábrica de brinquedos vai comercializar no Brasil, todo tipo de brinquedos com a marca "Star Trek".
E com esse sucesso, uma nova legião de trekkers vem aí, já que as pessoas estão saindo do cinema loucas para conhecer todo o universo imaginário de Star Trek criado desde 1966.
Muito bom: futuro público mais exigente nascendo!
Mas esse novo filme me deixou com uma questão sobre o personagem Spock, interpretado magníficamente pelo ator Leonard Nimoy e agora no novo filme, por Zachary Quinto.
Spock é um vulcano. E todo vulcano suprime suas emoções, pois os vulcanos historicamente (na ficção, claro) quase se extinguiram por causa de suas emoções, por isso eles assumem um comportamento extremamente lógico. Mas nesse último filme, o Spock estava assumindo comportamentos mais emotivos do que nunca: Uma surpresa para trekkers do mundo todo.
Levou uma semana para "cair a ficha": Spock tenta a todo custo suprimir suas emoções ao longo de toda a série clássica exatamente porque (concluindo) trata-se do personagem mais emotivo de todos. Quem diria! Eu nunca havía sequer suspeitado disso! No máximo imaginava que ele tinha algumas emoções que o personagem guardava para ele.
Isso explicaria a lágrima no primeiro longa-metragem de 1979 ao perceber "qual é" a da entidade "V'Ger", além de outras atitudes, em outros longas-metragens (alguns que reví essa semana).
Emoções doem... suprimi-las torna a vida mais simples.
Mais do que nunca, começo a entender esse personagem e o por quê que desde criança sempre me identifiquei com ele.
E por falar em emoções versus lógica...



A triste vida anti-social de um blogueiro solitário

"Você já viu mulher gostar de alguma coisa que presta?"
(Leonardo Pareja, assaltante e sequestrador)


Meus pais reclamam que eu sou muito sozinho e que preciso de alguém para dividir minhas emoções.
Alguns amigos e amigas também dizem que preciso de uma companheira e tals, mas... Sinceramente, já faz muito tempo que desistí de procurar. (Acho que isso aconteceu quando terminei meu último relacionamento. Aí passei a usar a política: "Quer? Vem buscar! Mas não sou fácil não.")
Resolví então abraçar de vez a solidão e largar mão de disperdiçar o pouco tempo que resta da minha agenda com um projeto improdutivo como esses, priorizando os encontros com os amigos e amigas para jantar, lanchar, tomar café ou curtir uns vídeos ou música sempre regados a muita conversa de alto nível cultural.
Além disso, às vezes, no primeiro dos dois dias de folga semanais a que tenho direito, geralmente me sinto extremamente cansado, muitas vezes saindo da cama realmente tarde, para tentar resolver as pendências da semana, como pagamento de contas ou limpeza da casa e nisso, acabo por meditar muito sobre uma porção de coisas e naturalmente penso muito nisso também... embora eu já reconheça isso como perda de tempo, embora inevitável por natureza.
No tempo que sobra, procuro distrair, sair com os amigos ou ouvir música (já que sou apaixonado por isso).
Depois que terminei com a minha última "ex" (que aliás, fez aniversário agora, dia 14 - parabéns para ela, esteja onde estiver), raramente fui ao cinema... coisa que eu fazia com uma certa freqüência, mas que perdeu a graça, pois sair do cinema sem ter com quem comentar o filme é muito triste.
Jogar videogame sozinho para tentar distrair, também é chato além de não levar a nada.
Praticar io-iô é uma terapia... me faz esquecer do mundo... mas desanimei: não quero carregar a imagem de um "moleque" de 38 anos, como a nossa imbecil sociedade me vê quando jogo.
O mesmo aconteceria se eu fosse à caráter a uma convenção de ficção científica, mesmo com um novo filme em alta como nunca, mas convenhamos... o Brasil é uma terra mágica em que gênio vira lixeiro e imbecil vira rei: Aqui, mais vale um torcedor de futebol torcendo para seu time ganhar jogo após jogo e chegar ao final do campeonato (o que não vai mudar a vida de ninguém em absolutamente nada, a menos que seja jogador ou cartola) do que um trekker tentando construir um mundo melhor para toda a sociedade à sua volta. (E ambos gostam de vestir uniformes do que gostam com orgulho.)
Resumindo: ando desmotivado para quase tudo.
E isso inclui tentar mais uma vez uma vida conjugal ou mesmo em sociedade. E os motivos são simples e numerosos.
Uma vez, num banheiro masculino, eu ouví um comentário quanto a uma observação sobre as mulheres de Campinas, que tenho hoje como a observação mais sábia que já ouví num banheiro de modo que desenvolví ela um pouco melhor aqui:
Qualquer mulher que tenha um mínimo de intelecto e que não seja nem muito alta, nem muito gorda, nem muito magra, nem muito feia nesta cidade, pode ser classificada em:
Classe 1 - "A comprometida" - seja com namorado, marido, amante, filhos ou bichinho de estimação...
Classe 2 - "A de fora"
- só tá por aqui de passagem e geralmente mora beeeeem longe, como outro estado ou outro país. Muitas são também "Classe 1". (Um amigo meu casou-se com uma mulher de Sta. Catarina e outro está torrando rios de dinheiro em viagens ao Rio de Janeiro para ver sua namorada... As três namoradas que tive podem ser inclusas nessa classe. Por experiência própria, manter relacionamentos assim é bastante complicado.)
Classe 3 - "A interesseira"
- Só quer te usar e não quer saber de você pra mais nada. São as típicas "maria-gasolina", que só conseguem atribuír a um homem valores como "o carro que ele tem", "a que família influente ele pertence" ou o quanto ele pode ter em sua conta bancária.Facilmente reconhecível por adorar bares, baladas e viagens.
Classe 4 - "A profissional"
- Interesseira assumida. Em outras palavras: puta. Ao menos é mais sincera que uma típica mulher "Classe 3". (mas sinceramente, tenho minhas dúvidas sobre qual pode trazer menos encrenca.)
Classe 5 - "A lésbica"
- E acredite: em Campinas raramente se ouve papo de mulheres "bissexuais". Lésbica em Campinas geralmente é lésbica mesmo! E pegam muito mais mulher que homem nessa cidade.
Classe 6 - "A feminazi"
– Geralmente estudou na Unicamp ou na PUC, não têm nenhum raciocínio coerente na cabeça e acha que o Che Guevara (um dos caras com maior número de acusações de estupro na Terra), um herói.
Eu sei exatamente o tipo de mulher que me atrai. E não é nenhuma das classificadas acima (nem as "muito altas, muito gordas, muito magras, ou muito feias que estão naturalmente fora dessa lista de classificação).
E sinceramente, não me sinto nem um pouco motivado para sair procurando nos únicos lugares da cidade onde parece "ser permitido" conhecer gente por aqui: bares, casas noturnas e festas de peão.
Nos bares, tudo fede a cerveja... inclusive as mulheres... lamentavelmente.
Nas casas noturnas... é impossível haver algum diálogo inteligível com tanto barulho e... ainda há o maldito ar fedorento de cerveja.
E festa de peão... bom... quem gosta de festa de peão é peão, né?
Mulher que vai nesses lugares no mínimo se vê como parte da peãozada.
Nos três casos, mulher vai para se divertir e homem vai porque tem mulher. Só por causa disso. (Vai ser babaca assim no inferno!)
OK... já que isso deu nos nervos, vamos tentar um roteiro cultural...
Os teatros da cidade estão todos caindo aos pedaços. (E isso inclui o Centro de Convivênca Cultural que já está condenado faz uns 10 anos, mas que por interesses "de força maior", pouca gente sabe.)
Exposições... Os museus estão abandonados e não há um único pavilhão de exposições em Campinas, apesar de haver empresas dispostas a expôr anualmente seus produtos e serviços e um monte de eventos como o FanMixCon, Feira Hippie, Feira de Antiguidades, Feira do Vinil e até o polêmico porém divertido Mercado Mundo Mix são obrigados a usar o espaço de escolas, clubes ou de praças no centro da cidade para acontecerem... E que escola tem infra-estrutura para eventos desse tipo?
Há espaços para eventos ao ar livre em Campinas, como a Pedreira do Chapadão (que não tem infraestrutura alguma pra esse tipo de coisa e até agora praticamente só aconteceram eventos sujeitos a problemas como barulho ou quebra-quebra) ou a praça Arautos da Paz, mas em ambos os casos, apesar de serem lugares grandes, sequer há vagas para estacionamento.
Sobraram os jantares beneficentes (que só ocorrem cerca de uma vez por ano se a lua estiver em alguma conjunção planetária favorável) e os "bailes da saudade", onde só vai a velharada com aqueles "perfumes" que misturam aromas como peixaria, açougue e caixão de defunto (usado).
Argh... Tô fora!
Ok... tem os shoppings e supermercados... onde todo mundo vai, mas ninguém conversa.
Na melhor das hipóteses, rola algum comentário de fila de cinema, mas a conversa pára por aí.
Como eu disse... aqui em Campinas, parece ser proibido conhecer pessoas sem que seja na "balada" (bares, casas noturnas e festas de peão).
O mesmo acontece com lanchonetes, cafés, restaurantes e... se você andar pelo centro da cidade, periga ser preso ou assaltado.
Não, muito obrigado.
Prefiro ficar em casa, estudando, curtindo meus velhos discos, meus vídeos, navegando na Internet... tranquilo... embora solitário.
Vai ver é por isso que gosto tanto do meu trabalho: me sinto ajudando as pessoas a resolverem seus problemas. (E acredite... são problemas bem grandes.)
É uma das poucas coisas realmente boas que um nerd como eu ainda pode fazer honestamente para sentir que tem algum valor.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Esta semana eu me sentí muito deprimido por pelo menos uns 3 dias.
Passei um bom tempo sozinho e nesses dias, pois não queria passar a minha depressão para as pessoas, embora a solidão me deixasse deprimido também, mas já estou acostumado com ela, para não dizer, conformado. (Para mim, a solidão vai muito além de estar com pessoas à minha volta.)
E para piorar...
Eu tinha de escrever um texto sobre Star Trek para o site da Strix como fui convidado a fazer. Me propús a escreve-lo, mas não sabía se conseguiria nesse estado de espírito, especialmente porque Star Trek me traz recordações que vêm desde a minha infância até o dia em que abandonei a Frota Estelar Brasil após terminar com "aquela lá", de modo que o desafio emocional para mim, foi gigantesco.
O texto saiu, como que por milagre depois de umas 3 noites em claro: quando terminei, exclamei a mim mesmo: "É... Acho que consegui."
E aqui, no meu blog, resolví compartilhar um pouco do que faltou no texto publicado lá: um toque de emoção.



O que é ser um trekker afinal?

"Devemos questionar a lógica da existência de um Deus onisciente e onipotente que cria seres humanos com todos os seus defeitos e depois atribui a eles esses defeitos."
(Gene Roddenberry, criador de Star Trek - "Jornada Nas Estrelas")


Esta madrugada eu terminei de escrever um texto com o objetivo de dar uma idéia do mundo de Star Trek para quem não conhece saber do que se trata quando ver o novo filme que estréia semana que vem (de a cordo com a data mundial de lançamento).
É com muito orgulho que posso dizer que conseguí escrever esse texto, agora publicado em http://strix.art.br/2009/04/967/
Faltou muita coisa para incluir, como o fato de Robert Wise, o diretor de filmes legendários como a primeira versão de "O Dia Em Que a Terra Parou" e diretor do primeiro longa-metragem baseado na série se curvar diante dos atores da série clássica ao conhece-los, dizendo estar honrado de estar diante do que ele chamou de "lendas-vivas".
Faltou dizer que os atores choraram ao ver uma nave de verdade apresentada pela NASA como o primeiro ônibus espacial, com o nome "Enterprise".
Faltou dizer que já testemunhei quase 2000 pessoas emocionadas, muitas delas não conseguindo conter as lágrimas no final da exibição do episódio "The Inner Light" no Palácio das Convenções do Anhembí.
Faltou contar da emoção de encontrar e abraçar uma certa pessoa muito especial ao sair de uma convenção, ainda uniformizado.
Faltou dizer que sou capaz de apostar que a Paramount vai dar um jeito de criar outra série para TV após a estréia desse longa-metragem.
Faltou dizer que as cinzas do gênio que criou esse universo imaginário tão fascinante serão enviadas ao espaço em 2012 junto com as homenagens de fâs do mundo todo.
Faltou dizer que em 43 anos nesse mundo de aventura e ciência, uma coisa destaca Star Trek de todas as outras séries de TV e cinema e que é o maior motivo de seu sucesso: humanidade.
Aqui no Brasil, sempre que digo que sou trekker, ou fâ da série "Jornada Nas Estrelas", sempre percebo duas reações típicas: a primeira e imensamente mais comum, é a de desprezo, como se fosse uma imensa bobagem sem sentido... é como se as pessoas rotulassem imediatamente "coisa típica de nerd" ou algo parecido com loucura. A outra reação, sempre começa com um sorriso que as pessoas não conseguem segurar. É uma característica de quem realmente conhece as entrelinhas por trás desse universo imaginário.
Um grande amigo disse certa vez que ao cumprimentar as pessoas com a saudação típica "Vida longa e próspera", eu estou na verdade identificando os nerds.
Bom... talvez ele tenha razão.
De certa forma, talvez o que todo nerd busca seja encontrar formas de vida inteligente aqui mesmo na Terra.
Formas de vida que possam ser chamadas simplesmente de espécie humana.
Infelizmente após vários anos saudando as pessoas assim, tenho notado que encontrar essas formas de vida tem se tornado cada dia mais difícil.
O vídeo que quero compartilhar com vocês, eu encontrei por acaso.
Ele trás uma série de imagens sob a trilha sonora do que considero o melhor episódio de todas as séries de Star Trek ("The Inner Light", já citado).
Ele corresponde a várias das lembranças que todo trekker carrega consigo de cenas das séries e que de certa forma, representam desafios mais ou menos como os que passaram pela minha mente enquanto eu escrevia o texto.
Ainda que você não entenda nada do que vir nessas imagens, se você conseguir ler as entrelinhas e ao final do vídeo se sentir emocionado(a), posso afirmar que você é trekker como eu, é nerd como eu... e não sabia.
Se esse fôr o seu caso, meus parabéns! Você é um ser humano. Do contrário, lamento que você tenha perdido seu tempo.

Clique aqui para ver o vídeo no YouTube.

Enquanto existir pessoas em que se possa confiar, ainda haverá esperança no futuro da humanidade.
Quando elas não existirem mais, e espécie humana se destruirá sozinha.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O meu tempo anda muito curto... Mal consigo tempo para mim mesmo.
Os leitores que me desculpem, mas se continuar assim, logo terei de abandonar este blog, ou não conseguirei tocar um monte de projetos em andamento...
E para piorar, todos os anos nessa época, sou forçado a gastar alguns dias com uma palhaçada absurda chamada declaração de imposto de renda.
E esse ano não foi diferente.



Declara aí, palhaço!

"Não posso obrigar ninguém a ser patriota, mas posso obrigar a pagar imposto."
(Manuel Ferraz de Campos Sales, o 4o. Presidente do Brasil)


Tudo o que é imposto, não é democrático.
E julgando friamente pela quantidade de impostos, de democrático o Brasil não tem nada.
Como se não bastasse a quantidade e os valores absurdos, ainda há a complexidade, a perda de tempo, e a tal da "reforma tributária" da qual eu ouço desde criança e que duvido que eu veja algum dia acontecer, a menos que seja para pior.
E o motivo é simples: não existem interesses de que as coisas se tornem simples para os pagadores de impostos, porque tornam transparentes e facilita acompanhar para onde vai o dinheiro. (No escuro, ninguém consegue perceber quanto canudinho tem no mesmo copo de suco... muito menos quem tá bebendo mais ou menos suco.)
Sou capaz de apostar que facilmente mais de 70% do que se paga de imposto é completamente sugado no meio do caminho até o destino final pelo próprio preço que se paga em todo o processo de controle, cobrança, processamento e naturalmente, os "gatos" para sugar parte do que cai na mão do "governo".
O imposto de renda, por exemplo.
Precisava ser tão complexo?
Aliás, pra quê o "governo" precisa de tantas informações a seu respeito?
Você teve mesmo paciência de ler as 257 páginas do "PerguntaoIRPF2009.doc" (10 a mais que no ano passado) para saber rigorosamente todos os detalhes sobre como preencher corretamente a sua declaração? (P***!!! 257 páginas!!! Vai tomar no ...!!!)
Como um analfabeto por exemplo faria sua declaração?
Você acha mesmo que um cidadão comum (que não seja advogado) vai conseguir ter paciência para entender o que diabos é a tal Lei No. 11033 de 2004 e todas as outras leis citadas nela?
Agora...
Digamos que o arquivo com a sua declaração do ano anterior se perdeu por algum motivo (seu hard disk "fritou", o disquete foi mastigado por seu cãozinho de estimação, ou seu notebook foi saqueado num arrastão), por que você precisa digitar tudo de novo?
Por que o tal do "receitanet" não pode ser usado para importar todos os dados da declaração do ano anterior direto do servidor do "governo", já que o "governo" supostamente tem todos dados que eles exigem de você (sem nenhuma justificativa do por quê)?
E falando em digitar... se você pode optar pela declaração "simplificada", por que no programa "IRPF2009.EXE" você precisa preencher todos os ítens?
A bem da verdade: Muito, mas muito mesmo do que você é obrigado a preencher não serve para absolutamente nada além de deixar margens para que os "aspones" possam justificar seu cabide de emprego, o governo possa dizer que os "aspones" têm razão (usando de um recurso jurídico conhecido como "fé pública" pelo qual torna-se inquestionável tudo o que dizem, embora ninguém que eu conheça em sã consciência consiga confiar nessa gente) e você (o palhaço) continue a pagar por isso tudo e por outras coisas que nem o "governo" seria capaz de explicar.
Aliás... sabe a diferença entre contribuição, tarifa, tributo, taxa e imposto?
Na prática, o "cidadão" comum não percebe diferença alguma. Aliás, no Brasil não existe mesmo diferença prática entre esses termos.
Mas na teoria...
O termo "contribuição" refere-se a um valor cujo pagamento é opcional por um serviço de ganho coletivo, ou seja, você não precisa pagar se não quiser, mas naturalmente você poderá ter uma degradação de algum serviço, por exemplo... se deixar de pagar a "caixinha" do prédio onde mora, muito provavelmente o porteiro não o lembrará mais de pegar o seu jornal.
O termo "tarifa" pode referir-se ao valor por algum serviço prestado e que naturalmente pode incluir insumos como o preço dos papéis, grampos ou tinta para carimbo gastos durante esse serviço. Originalmente era um valor cobrado a título de direitos alfandegários.
"Tributo", refere-se a um valor pago ou prestado em sinal de dependência ou em homenagem. (Isso mesmo! Homenagem! Tá no dicionário! acabei de consultar!)
"Taxa é um valor acrescentado como imposto, com o intuito de proteger um segmento mercantil ou efetuar algum serviço social.
Exemplos: "A taxa sobre o valor do cigarro aumenta o preço do produto, reduzindo o seu consumo e esse valor supostamente iria para tratamento de vítimas do tabaco."; "O produto vindo da China está mais barato que o fabricado no Brasil, portanto será taxado para proteger a Indústria nacional. (E o dinheiro vai para onde?)"
Já o termo "imposto"... bom, a primeira definição segundo um velho dicionário Aurélio que tenho aqui, é "que se faz prestar ou realizar à força." (Como aliás, qualquer coisa que o nosso "digníssimo governo" faz com que aceitemos "de boa".)
Aliás, é engraçado como o nosso "governo" gosta de usar o termo "contribuinte" para o cidadão que é obrigado a contribuir, não?
Os leitores mais observadores a essa altura já notaram que tenho usado propositalmente vários termos entre aspas... alguns, são meros eufemismos, outros são termos ou citações literais" mas outros são palavras cuja definição eu discordo completamente.
"Governo" por exemplo, ponho entre aspas porque trata-se de uma entidade completamente desgovernada; "cidadão" como coloquei no texto agora a pouco refere-se ao indivíduo que não tem consciência nenhuma de sua participação na sociedade, logo não pode ser chamado de cidadão; "País", entre aspas quando me refiro ao Brasil, tem um motivo especial: o Brasil nem país é!
A começar com o fato de que o título de "país" foi comprado: nunca houve uma revolução constitucionalista, algo que tivesse efeito de separação da política feudal a qual o Brasil está preso desde a sua colonização, mas que mudou de nome para "república"... mero "upgrade de marketing".
A única tentativa desse tipo que me consta foi a mal-fadada Revolução Constitucionalista de 1932, que se tivesse sido bem-sucedida, provavelmente hoje, a região Sul/Sudeste ficaria livre de ter de carregar nas costas a sustentação das "capitanias hereditárias do norte", ainda hoje pertencentes aos "senhores feudais" que atendem por títulos mais modernos como "deputado", "governador" ou "senador".
Dados oficiais dizem que 932 heróis morreram nessa tentativa. Mas há quem diga que mais de 2200 pessoas se foram por conta disso.
Aliás, ainda hoje muita gente morre por causa do "governo", que enquanto empresta dinheiro para o FMI numa mera campanha eleitoreira, o povão que continua pagando impostos (em especial o CPMF que foi pago por muitos anos a mais do que foi divulgado e periga voltar sob o nome de CSS) continua morrendo sem os hospitais... só para citar um exemplo "basico".
Para o fausto d'El Rei: para a glória do imposto*... até quando?


* Citação "modernizada" de um trecho de um texto de Manoel Bandeira - Ouro Preto - Lira dos 50 anos:

“Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre!
De cada ribeirão trepidante e de cada recosto
De montanha o metal rolou na cascalhada
Para fausto d’El-Rei: para a glória do imposto
Que restou do esplendor de outrora? Quase nada:
pedras....templos que são fantasmas ao sol-posto."