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domingo, 9 de novembro de 2008

Estou "enrolando" para falar de um dos elementos alienantes que para mim, é nítidamente um dos mais antigos, mais perigosos e infelizmente, mais aceitos pela sociedade.
Quero deixar para falar dele por último, porque certamente será um texto que causará muita resistência, haverão muitas pessoas achando que estarei falando bobagem baseadas em valores dos quais estão se "alimentando" desde crianças e assim ocorreu durante muitas gerações passadas.
Então resolví escrever um texto "intermediário" para expôr o meu ponto de vista, de modo que pelo menos haja alguma atenção na seriedade com a qual estou tratando esses textos dessa série.
Como um "semi-recluso", os meus pontos de vista sobre várias coisas são vistos "de fora" e portanto, têm outros valores de base, uma vez que não sou afetado pelos mesmos elementos da maioria. Embora isso não seja vantagem alguma, apenas um outro ângulo de visão com outros modos de compreenção de certas coisas.



Elementos Alienantes - Parte 5:
Análise geral dos elementos alienantes


"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
(Oscar Wilde)


Nós, representantes de uma moderna cultura emergente pós-Império Romano infelizmente somos monumentais ignorantes do conhecimento técnico e científico dos povos da antiguidade, cuja mera existência já nos escapa, graças à ganância de poder dos impérios que se sucederam, que apagaram os registros históricos sobre tudo o que esses povos extraordinários construíram no passado. Quase tudo.
Raríssimos achados arqueológicos nos dão uma vaga idéia do que eles conheciam na sua época e que ainda estamos começando a redescobrir nos campos da engenharia, matemática, astronomia, física, química... e seus efeitos.
Já citei alguns exemplos ao longo dos anos neste blog, como a "Bateria de Bagdad" ou o "Mecanismo de Antikythera", instrumento capaz de calcular a posição exata no zodíaco de todos os planetas do sistema solar, do Sol, da Lua (simulando inclusive a sua órbita irregular), funcionava como calendário perpétuo, calculava ainda as estações, os solstícios, os equinócios e marcava até o ano olímpico. Mas o mais notável desse instrumento é ele ter existido no ano 1 a.C. Para se ter uma idéia do que isso significa, instrumentos que começaram a usar os mesmos conceitos só começaram a surgir no século 18. Portanto, não devemos jamais subjulgar o conhecimento dos antigos.
O leitor nesse ponto deve estar se perguntando o que tem isso a ver com a nossa série "Elementos Alienantes". A resposta é: tudo.
Muito do que se sabia no passado foi tomado pelos impérios que se sucederam como se fossem criação deles, ou ainda como conhecimento estratégico guardado a sete chaves (como aliás, os governos fazem até hoje e continuarão fazendo).
Quase todas as construções que você pode achar que são romanas, como as estradas retas, os sistemas de esgoto ou mesmo o Coliseu, na verdade são etruscas. Aliás, foram os etruscos os primeiros a fazer representações artísticas do "céu" e do "inferno". (Ou seja... antes das invasões romanas, não existia esse conceito).
Tente citar um único nome de algum grande arquiteto, matemático ou físico romano e vai acabar descobrindo que não houve nenhum.
Aliás, Arquimedes foi durante um bom tempo um nome bastante temido pelos romanos, na época em que o matemático (para nós, ignorantes mais famoso por sair pelado pela cidade gritando "Eureka! Eureka!" do que por muitos de seus feitos como por exemplo ter sido consultor de defesa da cidade de Siracusa, defendida pelas máquinas que inventou e que por exemplo, podíam tombar as embarcações romanas, ou por suas catapultas de múltiplos alcances que causaram muitas baixas nas tropas romanas.
Quase tudo o que hoje pode nos parecer teoria da conspiração, é na verdade a mais pura prática e esse conhecimento, nos escapa porque nós, meros "súditos" não passamos de ignorantes. Pois é... "conhecimento é poder". E a maior garantia de poder dos conspiradores é exatamente a ignorância, causada pelos métodos alienantes cujos elementos principais estamos analisando aqui.
Todo elemento alienante tem certas características comuns que nos permitem identifica-lo.
São elas:

1 - Todo elemento alienante é sempre apresentado como algo inocente.
2 - Todo elemento alienante acaba sendo interpretado pela sociedade alienada (que não sabe nem tem condições de se identificar como alienada) como alguma necessidade básica, extremamente necessária quando na verdade é completamente dispensável.
3 - Há apoio ou incentivo de ordem governamental ao seu uso/consumo/acatação como idéia, mesmo que o "governo" simule uma posição "contrária" com medidas nítidamente paliativas à sua contenção. (Paliativas por que têm pleno conhecimento da necessidade da existência desses elementos para a garantia de seu poder, mas não pode levantar suspeitas.)
4 - Existe a necessidade de que o elemento alienante se torne parte da cultura da sociedade como algo indelével, logo todos esses elementos alienantes são atribuídos a sensações emocionais muito fortes. (A emoção é a maior inimiga da razão. Sempre.)
5 - Como elemento de cultura social, a própria sociedade acaba meio que "obrigando" os indivíduos "não alienados" por esse elemento alienante a usa-lo, consumi-lo ou aceita-lo, como se fosse uma necessidade e principalmente, procurando fazer com que qualquer idéia contrária tenha de ser ignorada, como pura bobagem, freqüentemente atribuindo valores como "besteira", ou dizendo coisas do tipo "você nunca vai ter isso ou aquilo se..." enfim, há uma cobrança social muito grande em prol dos elementos alienantes, mas infelizmente não há a valorização do contrário.

Os elementos alienantes definitivamente não são coisas novas, embora todos os dias possam surgir elementos alienantes novos. Em alguns casos, podem já fazer parte da cultura da sociedade há milhares de anos, como ocorre por exemplo com as religiões.
A bem da verdade, todos nós somos alienados de certa forma. Porém o grau de alienação pode ser muito diferente. Um alienado extremamente alienado, não passa de uma espécie de "zumbí", controlado por emoções e valores impostos, incapaz de analisar valores ou raciocinar por sí próprio.
Certa vez, um aluno apresentou a seu professor, uma idéia de um aparato mais eficiente do que os que existiam em sua época e este professor zombou do aluno e o ridicularizou em sala de aula dizendo que sua idéia era ridícula e impossível.
Pois bem... o aluno era Nicola Tesla. E a idéia era o princípio do motor elétrico de corrente alternada. (Aliás... deve ter sido o primeiro cientista a pesquisar sobre comunicação wireless...)
Moral da história: Se alguém lhe apresentar algo como uma grande besteira, preste bastante atenção... pode ser que ele(a) não tenha razão.