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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Muita gente vai protestar contra esse texto de hoje mas aqui vai um aviso: vou ignorar os protestos sumariamente, portanto, nem percam seu tempo.
No dia 26 de março de 2007, eu publiquei aqui no meu blog, que desde a Idade do Bronze a sociedade está condicionada a se comportar como ovelhas. (Especialmente através da religião., onde o pastor sempre age como uma espécie de pai salvador... mas raríssimamente é citado que as ovelhas e são criadas para serem tosquiadas ou virarem churrasco.)
E repetindo o que eu já disse no começo dessa série "Elementos Alienantes":
"Tenho certeza que ao longo dessa série, muita gente vai discordar, achar que estou falando bobagem e talvez até atacar os pontos de vista que apresentarei nesse blog ao longo dessa série.
Porém, devo ressaltar antes de qualquer coisa, que o objetivo aqui deste blog é fazer as pessoas questionarem seus valores, pesquisarem, pensarem, raciocinarem ao invés de simplesmente partirem para a defesa de seus dogmas, mesmo que não consigam alcançar conclusão alguma.
Enfim, deixar claro que enquanto as pessoas forem sempre seguidoras da maioria, não estarão efetivamente pensando e ao invés disso, estarão assumindo sua preguiça mental e virando zumbís."
Essa série está começando a "esquentar" mesmo é agora. Isso é só um "aperitivo". O que vem aí está para bater de frente com valores impregnados na mente das pessoas há mais de 2500 anos e que hoje estão mais disseminados do que nunca. (Detalhe: ainda não estou me referindo ao texto de hoje).



Elementos Alienantes - Parte 3:
Política e Religião (Mesma coisa)


"Muitos fizeram comércio de ilusões e falsos milagres, enganando os ignorantes."
(Leonardo Da Vinci)


Desde muito tempo tenho buscado sem sucesso, uma referência sobre como teria surgido o modelo de controle social conhecido como "pastor e ovelhas", oriundo da Idade do Bronze e que certamente deu orígem aos métodos de controle social dos impérios que surgiram desde então, em que um indivíduo se apresenta como "criatura divina", ou "filho do(s) deus(es)" ou qualquer coisa desse naipe fazendo com que as outras pessoas o sigam como líder, pelo medo de seu poder social ou pelos seus "milagres" que nunca passaram de conhecimento privilegiado (para não dizer científico) das coisas.
Foi assim com os maias, os incas, os astecas, os egípcios, os hebreus, os fenícios... e com quase todo povo da antiguidade.
Pois bem... Eu estava procurando essa referência no lugar errado.
Um dia eu recebí um e-mail (uma das zilhares de correntes que correm como praga pela Internet) sobre "como capturar porcos selvagens" e aí "a ficha caiu": Esse método que funciona com porcos selvagens, pode ser usado de maneira similar com ovelhas, com cavalos, com gado, gansos... e um dia alguém descobriu que isso funciona com o ser humano também. Aí ficou fácil!
Juntando esse método (que leva à acomodação) à sensação de medo (que leva à submissão), se pode construir um império!
OK... então temos duas forças que sempre caminharam juntas ao longa da história e são os mais poderosos elementos de alienação existentes: política e religião. E o motivo pelo qual caminham juntos é bastante óbvio: um completa o outro, ou seja, quando um traz conforto, o outro traz medo e vice-versa.
Agora vamos analisar friamente cada um desses dois elementos...
Através da religião, pode-se formar um exército de pessoas prontas a dar a vida pelo que acreditam: valores apresentados como promessas.
Só para citar alguns exemplos, temos em nossa época, os "homens-bomba", que acreditam que se matando em nome de sua crença religiosa irão para o paraíso se encontrar com 72 virgens. (Mas ninguém disse como elas eram, né?)
Um exemplo pouco citado eram os dos sacrifícios humanos astecas, em que formavam-se filas imensas de guerreiros esperando para dar seu sangue num altar para que o deus-sol mantivesse o mundo funcionando (o que pouca gente sabe é que as canaletas nas laterais de certas pirâmides astecas eram para escorrer sangue humano) e que quanto mais crianças chorassem, mais chuva teriam para o cultivo agrícola.
Mortes em nome da religião nunca foram novidade.
No começo do atual cristianismo (que nem de longe se parece com o antigo cristianismo de antes do Primeiro Concílio de Nicéia), mais precisamente no período que hoje conhecemos como "Idade das Trevas" ou mais suavemente como "Idade Média", foi marcada por massacres intermináveis em nome da religião, com pessoas sendo queimadas na fogueira ou afogadas acusadas de bruxaria. Hoje sabe-se que muitas dessas pessoas eram apenas curiosos em busca de conhecimento científico. Não é por acaso que esse período foi o de maior disseminação da ignorância humana de que temos conhecimento hoje.
Curiosamente nessa mesma época, a única instituição que detinha os direitos de conhecimento científico era... (adivinha!)
Pois bem... e o povo tinha de acreditar que o rei era uma espécie de "protegido" dos deuses para aceitar seus decretos, leis, ordens e julgamentos. Daí que os sacerdotes simbolizavam uma espécie de "elo místico" entre "quem mandava" e o "poder divino", de modo que nasciam os "acordos" e aqui, começamos a falar de política.
As tentativas de manter essa relação "poder+divindade" estão aí até hoje, sobretudo em países de base educacional ruim.
No Brasil mesmo, podemos var "partidos cristãos" e candidatos que insistem em dizer em campanha, que seguem essa ou aquela religião em busca de votos.
Durante o Império egípcio, só a família real e os sacerdotes tinham direito à educação, enquanto o resto do povo tinha de acreditar que a família real era sagrada e capaz de milagres... ao contrário do que Hollywood prega, os "escravos" o eram de livre e espontânea vontade.
Aliás... Já falamos sobre Propaganda e Marketing, não? (Hollywood é propagadora de idéias.)
Manter o poder sobre uma sociedade, é faze-la inteira de escravos de uma minoria.
O medo da lei, seja de orígem política ou de orígem do lado da religião, torna esses escravos mansos, como os porcos selvagens, os gansos, o gado, as ovelhas...

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