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domingo, 13 de julho de 2008

Como ando realmente sem tempo para escrever aqui no meu blog (e as idéias não vêm quando consigo um pouquinho), resolví "descarregar" aqui, alguns textos curtos que eu não tive paciência de desenvolver... nem valem a pena. Não vão mudar as coisas mesmo!
Bom... pelo menos não agora.



Alguns textos curtos...

"Tudo aquilo que algum idiota diz que é urgente, é algo que algum imbecil não fez em tempo hábil e quer que você, o otário se estrepe pra fazer em tempo recorde".
(Anônimo)


"Prêmio de Excelência"

Em qualquer mercado, há uma coisa em comum: quando acontece algo de errado, você fica sabendo rapidinho e da pior forma.
Entretanto, quando você faz as coisas corretamente e o resultado é positivo, poucas são as empresas que apontam isso, como se quisessem esconder de seus funcionários que estes estão fazendo a coisa certa e assim, desestimulados, os funcionários não buscam inovar, buscar diferenciais... fazem só o banal, o normal, o básico... aí essas empresas culpam os funcionários por não experimentarem, não se interessarem, etc.
Não estou querendo me gabar não, mas dia 2 de julho fui agraciado com o reconhecimento "Award Of Excellence" da AT&T, assim como outros colegas que estão de parabéns.
Esse é o tipo de prêmio que eu jamais ganhei em 21 anos da minha vida dedicados às tecnologias de mídia e imagem.
Tenho ou não tenho razão de chamar o mercado de produção de mídia de "mercado ingrato"?
Não é de se admirar que todos os profissionais realmente bons que conhecí no mercado de edição de imagem digital o abandonaram... (e eu só não apaguei a luz porque preparei algumas pessoas da melhor forma que pude para que pudessem pelo menos manter umas velas acesas... E espero sinceramente que consigam encontrar uma luz no fim do túnel com elas antes que elas se apaguem.)
Algumas pessoas podem até imaginar que esse prêmio pode me subir à cabeça... duvido. Já estou suficientemente convencido de que se não fosse a colaboração da fantástica equipe com a qual trabalho, os resultados das mudanças que estimulei jamais seriam alcançados e eu jamais ganharia esse prêmio.
Estamos todos no mesmo barco e cada um de nós faz uma parte. Este é o verdadeiro conceito de equipe e sempre terei isso em mente cada vez que falar sobre esse prêmio. (E quem sabe de outros?)



"Lei seca"

Parece que o único cara que está adorando esse papo de "lei seca" sou eu.
Com isso, o número de mulheres com bafo de cerveja caiu dramaticamente e já começa a ficar interessante ir a um ou outro "happy-hour"...
Mas sinceramente, ainda penso que proibir comerciais de cerveja teria um efeito muito mais positivo e eficiente. Porém, o "lobby" é muito forte e os interesses em fazer com que as pessoas continuem enchendo seus carrinhos de supermercado com cerveja do invés de comida são mais fortes ainda.
Além disso, pra que brigar com quem se tem o rabo preso se pode faturar com multa (como se já não pagássemos tributos suficientes ao "governo"...)
De mim, o "governo" não vai faturar nem um tostão a mais por causa dessa lei... eu não bebo mesmo!
Aliás, não existe no Brasil nenhum setor governamental mais descaradamente corrupto que o sistema de trânsito.
Já escreví sobre isso algumas vezes e sei que nada será feito.
Afinal, quem é que "fiscaliza" esses órgãos do sistema de trânsito brasileiro mesmo? Pois é... o próprio "governo".
Como se ele tivesse competência para fiscalizar a si próprio.
Mas o povão se preocupa com isso? Que nada! Eles só querem é sua cervejinha!
Logo pretendo publicar aqui no meu blog a verdadeira história da mesma, como sua história foi distorcida ao longo da história, por quem, com qual propósito, desde quando se conhece seus efeitos... enfim... tudo o que tenho certeza que ninguém vai prestar atenção e achar que não passa de "teoria da conspiração"... falando nisso...



"Teoria da conspiração"

O maior mal da humanidade é tratar as chamadas "teorias da conspiração" como se fossem "apenas teorias".
Não existe teoria de conspiração quando se têm argumentos baseados na observação prática das mesmas e dados de fontes seguras que se transformam em informações logicamente bastante concretas.
O ruim é que as pessoas não conversam a respeito... Novelas, futebol e religiões dão mais audiência.
Enquanto o diálogo continuar sendo banido da humanidade, as "egüinhas pocotó" continuarão se reproduzindo e se comportando como cupins, consumindo os recursos do nosso planeta.
As tais sociedades secretas (que sabem muito bem do que estou falando ou não teriam me enviado pelo menos 3 e-mails muito discretos e bem-elaborados por sinal como uma espécie de "fica na tua"), deveriam se tocar de que já perderam o controle da situação pela própria ignorância causada pelo poder.
John Ronald Reuel Tolkien não poderia ter descrito simbolicamente esse poder em sua obra "O Senhor Dos Anéis" de melhor forma.
Pois é... o Poder é cíclico como um anel, corrompe até os mais fortes e é praticamente indestrutível.
Aliás, o próprio Tolkien (que curiosamente fez parte de várias "sociedades") acreditava que a dominação e o controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, “trazem sofrimento à criação”.
Me pergunto se ele se refería aos modernos meios de comunicação de massa ou ao tempo que gastamos de nossas vidas para fazer funcionar engenhocas que nós humanos criamos para nos beneficiar e que agora não sabemos mais viver sem elas.
Aliás, é exatamente nisso que se baseia todo o poder dos verdadeiros poderosos: a mais elementar necessidade humana... a de sentir conforto e segurança.
Praticamente tudo o que o ser humano criou (com excessão das armas, do meu ponto de vista) foi com esse propósito.
Tudo! Ferramentas, utensílios, crenças religiosas, exoterismo... (Exercício: Se o alfabeto rúnico foi inventado pelo John Ronald Reuel Tolkien, que morreu em 1973, então que papo é esse de "oráculo milenar" que os exotéricos falam tanto e que só ouví falar depois dos meus 18 anos?)



"Campinas - 14 x 7 x 365"

Na cidade de Campinas, os relógios deveriam ter apenas 14 horas.
Com excessão de 2 supermercados, 2 farmácias, 2 padarias, alguns bares "boêmios", uma ou outra "casa noturna" e provavelmente todos os puteiros da cidade (uns 2... mil), nada, absolutamente nada funciona entre 22:00 e 8:00. E isso é 7 dias por semana, 365 dias por ano.
Para uma cidade cujo povo vive se achando "os baladeiros de plantão", isso é no mínimo uma total e absoluta falta de senso de ridículo.
Já pensei em fazer um documentário em vídeo sobre a vida noturna de Campinas e postar na minha página do YouTube... mas seria certamente um documentário muuuuito curto e certamente eu teria problemas para encontrar algum cinegrafista que queira rodar a cidade com uma câmera na mão depois das 22:00.
Eu até tentei... mas dirigir e segurar a câmera ao mesmo tempo não é o que eu chamaria de uma missão simples.
As "casas noturnas" dizem fechar quando o último cliente ir embora, mas... ninguém quer ficar por último.
Os bares que ficam abertos até mais tarde, fecham normalmente lá pela 1:30, mas lá pelas 0:30 já tem garçom perguntando se quer mais alguma coisa da cozinha e 1:00 já estão lavando o piso. (Nos finais de semana! Durante a semana, dá 1:00 já não tem mais ninguém!)
A desculpa para tal é sempre a mesma... a tal da "violência"...
Em São Paulo (a capital paulista que os campinóides não se conformam de Campinas não ser a capital), famosa pela violência com muito mais assassinatos diários por cabeça que Campinas, curiosamente não usa essa desculpa para manter sua vida noturna.
Aliás, tem bar lá que abre as portas nos horários que os de Campinas estão fechando.
Aliás, tem casa noturna por lá que abre quando as de Campinas estão fechando.
Não é de admirar que as cidades vizinhas tenham tantos bares e casas noturnas.
Ah sim! Eu ía me esquecendo! Tem uma coisa que funciona mais tempo do que 14 horas por dia em Campinas sim... os caixas 24 horas... Ah! Esses sim, funcionam por 16 horas por dia. Um maravilhoso exemplo de eficiência de serviço.
Bom... tem ainda os motéis (a maioria fora da região considerada "urbana" da cidade e portanto não contam), o aeroporto de Viracopos (esse então fica pra lá dos 2000 puteiros da cidade) e os hospitais, que rezemos para que não entrem nessa onda.



"Superprocessadores do futuro"

Atualmente, o supercomputador mais rápido do mundo é o Roadrunner da IBM, que usa processadores Cell e AMD (a Intel ficou de fora dessa festa).
É fantástico como a tecnologia desses brinquedos evoluiu rápido... (E dizer que cheguei a conhecer pessoalmente o "cartão perfurado" em seu auge... isso me faz sentir-me tão velho...)
Ví nascer os microcomputadores, varei incontáveis madrugadas em desenvolvimento de software e mais incontáveis madrugadas ainda trabalhando para pagar minhas contas e resolver os problemas que os computadores mesmo me causaram... enfim.
Fico imaginando como a coisa está evoluindo, em que pé estaremos daqui uns 20 anos...
Às vezes fico imaginando como seriam as tecnologias empregadas no futuro, em especial no mundo da supercomputação...
Uma idéia que veio à minha mente outro dia foi que os atuais processadores aquecem muito, pela resistência que os materiais têm à passagem da corrente elétrica... em especial nas "curvas", ou seria melhor dizendo, nas "esquinas".
Imaginei então que se o caminho desses elétrons pudesse ser o mais reto e contínuo possível, de modo que estes praticamente não precisassem "dobrar esquinas", eles poderiam circular em velocidades muito maiores e com muito menos aquecimento de material.
Falando em circular, então por que não dispôr esse caminho em forma de "anel"... um grande anel de silício com o caminho dos elétrons nele?
Mas... e o processamento? Como fazer os transistores (que funcionam mais ou menos como "válvulas") funcionarem sem atrito? Hummm... no meio do caminho poderíamos ter micro-fotoacopladores e micro-fotomultiplexadores de modo que estes convertessem os fluxos dos elétrons em fluxos de luz para o interior do anel, onde seriam abrigados múltiplos processadores fotônicos (cujos atuais avanços na área não são novidade alguma pra ninguém... basta procurar na Internet).
Sinceramente eu não sei se o que andei tomando para ter umas idéias dessas (vai ver foi idéia inspirada na obra do Tolkien)... ou vai ver as pizzas me inspiraram... Será que essas idéias vão acabar em pizza?
(Margheritta, por favor!)



"Redescoberta do vinil"

Depois de ganhar um toca-discos "Garrard 630s" de presente do "Clube de Audiofilia de Campinas" (um grupo de amigos que se reúne de vez em quando para ouvir áudio analógico e trocar idéias e dicas sobre música e equipamentos de som, do qual faço parte), resolví restaura-lo e aproveitar seus recursos ao máximo... A cada nova descoberta na Internet e aplicação da mesma na prática, passei a ouvir sons em músicas que eu ouço desde criança e que eu nunca tinha percebido... mas que estão lá, esperando pare serem "descobertos" e apreciados... detalhes minuciosos que um CD jamais poderia trazer à tona... MP3 então... nem f******!!!
Os(as) leitores(as) desavisados(as) podem até achar que é saudosismo da minha parte (e de certa forma pode até ser), mas muito pouca gente hoje realmente conhece toca-discos além daquelas "vitrolinhas de plástico" ou aparelhos danificados com o tempo que foram abandonados devido à pouca praticidade.
Na melhor das hipóteses, vêm toca-discos como "ferramenta de DJ" (lê-se "deejay", pronuncia-se "dijêi" e não "dejota" e muito menos "djidjei", por favor...).
Esses profissionais da animação de bailes e casas noturnas, são os responsáveis por destruir aparelhos, discos e agulhas em atacado... mas por outro lado, ainda alimenta a indústria do áudio analógico e nós, audiófilos somos gratos por isso, pois continuamos podendo comprar cápsulas, agulhas, aparelhos e peças de reposição para ouvir as reproduções sonoras mais perfeitas que uma invenção humana pode reproduzir.
Curtir "bolachões pretos" era o meu principal hobby desde a minha infância e foi até o final dos anos 90 quando eu já julgava que o CD "esmagaria" de vez o vinil (o que por pouco não aconteceu).
De lá para cá, a indústria do consumismo eletrônico só inventou mídias diferentes e pirotecnias para maquiar descaradamente as limitações do áudio digital, que peca pela falta de profundidade em reproduções naturais do som (a natureza do som é analógica).
Um bom aparelho de toca-discos de precisão, com uma boa cápsula, uma boa agulha elíptica devidamente montada e regulada com precisão digamos... "cirúrgica", num braço ajustado corretamente tocando um disco com giro preciso e limpo de modo que só um audiófilo experimentado e 'iniciado" sabe fazer, é capaz de deixar qualquer home theater morrendo de vergonha!
Até bem pouco tempo atrás eu pensava fazer parte de um grupo de aficcionados "delirantes" nesse sentido, mas recentemente o que tenho mesmo é comprovado que eu sou mesmo é um privilegiado que não se deixou render pela praticidade dos aparelhos modernos em detrimento da precisão de engenharia da reprodução de áudio 100% analógico.
E fico feliz de não ser o único a se cansar do "colorido falso" do áudio digital. Prova disso é o aumento das vendas de vinil nos últimos tempos.
Segundo a RIAA (numa notícia publicada pela revista "Rolling Stones", a venda de discos de vinil cresceu 36,6% em 2007, em relação a 2006. Por outro lado, a venda de CDs caiu 17% e a do SACD, caiu 30.5% nesse mesmo período.
Já há quem diga que o vinil está voltando com tudo. E quem mais tem comemorado são os roqueiros e os eruditos (farinha do mesmo saco que normalmente têm apenas aspectos diferentes).
Surround é legal no cinema... mas som natural e puro mesmo... é estéreo (ainda que com um pouco de estalidos de carga estática ou desgaste de sulco).



"Padrão brasileiro de plugs e tomadas"

Obra de gênio! Depois de mais de 100 anos de uso de plugs e tomadas no Brasil, finalmente alguém percebe que tá na hora de ter um padrão.
Pena que esse "padrão" é mais um para se somar os outros "padrões" já existentes no mundo.
Para piorar a coisa, o tal "padrão" não é compatível com padrões de outros países como Estados Unidos e Japão, que usam plugs de contatos chatos, ou seja... continuaremos a ter de usar os mesmos adaptadores que usamos ha anos, se não tivermos de adquirir adaptadores novos porque por um motivo ou outro o velho adaptador pode não encaixar direito numa tomada nova, criando-se assim um ponto de insegurança com chance fácil de acidente, faísca, etc.
Pessoalmente o "padrão" funcional mesmo é o que encontramos em alguns filtros de linha, que aceitam tanto plugs de contatos redondos quanto chatos, sem o uso de adaptadores.
Parece que a única boa notícia é que nas novas edificações serão exigidas o fio do aterramento, o "terceiro pino" que ao invés de ser devidamente instalado para o uso em equipamentos que os exige, muita gente simplesmente ignora o mesmo, como se fosse "dispensável". ignorância lamentável, de conseqüências algumas vezes desastrosa.
Plugs e tomadas preparadas para isso existem há muitos anos em outros países e poderíam ser adotados no Brasil, mas... como resolveram reeditar um "padrão" já considerado por muitos como "obsoleto" ao invés de adotar algum padrão já existente, uma coisa podemos ter certeza: alguém vai ganhar muito dinheiro com isso, e não será o consumidor.
Sem contar que certamente algum político vai usar como "bandeira" em campanha política.
Se eu souber quem é, já perdeu meu voto.
Medida paliativa com intuito eleitoreiro ou cumprimento de "favor", ainda que tenha apenas"cheiro" disso pra mim, é "tolerância zero".
Quanto à ABNT... lamentavelmente chega atrasada... de novo. (Alguém aí lembra do meu texto sobre os lamentáveis teclados ABNT e ABNT-2?)
Retrato de um povo que só age reativamente e é incapaz de planejar qualquer coisa para o futuro.



"Ficção científica no Brasil"

Se você é um(a) cidadão(ã) que se considera "normal, cite apenas uma série de ficção científica brasileira.
Um filme?
Um escritor?
Pois é...
Retrato de um povo que só age reativamente e é incapaz de planejar qualquer coisa para o futuro.
Precisa dizer mais?