Translate

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ultimamente tenho escrito textos mais pessoais no meu blog... logo volto a escrever sobre a minha indignação declarada à ignorância.
Por hora, me sentí na obrigação de postar alguma coisa hoje, centenário da imigração japonesa no Brasil, uma vez que desde criança admiro esse povo batalhador e honrado, famoso pela paciência, pelo detalhismo, pela arte, pela engenhosidade e pela simplicidade e clareza de pensamento.
Me sinto nessa obrigação, porque tenho profundos laços emocionais e culturais, bem como um passado que faz com que seja impossível eu agir de forma diferente.
Entretanto, o texto de hoje não é uma homenagem dedicada, mas relatos ocorridos entre os dias 7 e 8 de junho, em que participei de uma festa comemorativa da comunidade nipo-brasileira de Campinas...



Coincidências...

"Não existem acasos. Todas as coincidências são significativas."

(Frase de orígem obscura, frequentemente atribuída a Albert Einstein ou algum escritor famoso.)


Tudo bem que já me manifestei ateu aqui nesse blog e essa declaração deixa bem claro que eu não acredito em nenhum tipo de "divindade" como as pregadas pelas religiões. Mas isso não me impede de reparar nas coincidências que ocorrem em nossas vidas e que podem nos fazer imaginar que exista de fato algum tipo de "destino", ou "carma" do qual não podemos fugir.
Creio que os fatos ocorridos comigo no final de semana dos dias 7 e 8, formam um bom exemplo do que estou comentando aqui.
Nossa história começa na quinta-feira, dia 5, com a minha mãe dizendo que já estava chegando a hora de trocar a pia da cozinha (referindo-se apenas à cuba, sifão e o tubo que o liga à tubulação de esgoto).
Coincidentemente, percebí um vazamento na madrugada de sexta para sábado.
Ao analisar o caso, notei que o tubo que ligava o sifão ao sistema de esgoto estava podre (queria saber de quem foi a brilhante idéia de pôr uma tubulação de metal logo alí... como se este não pegasse água salgada para corroe-lo).
Bom... sem chance de consertar o vazamento de madrugada, o que fiz foi tirar tudo o que pude debaixo da pia e desmontar o "prejuízo" até onde deu.
De manhã, comprei uma válvula com ralo novo, um sifão universal com tubo tipo "fole" e gastei um bom tempo restaurando até onde deu (só não troquei a cuba, mas já está em projeto... ou quase).
Esse primeiro relato me pareceu meio que um "aviso" de que outras coisas estariam para acontecer... sempre me pego dizendo que "deve estar para acontecer algo muito especial para compensar isso". (Sempre penso que de entre as leis do Universo, a do auto-equilíbrio é uma das mais importantes, assim como o número phi, mas deixa pra lá...)
Pois bem... ainda no sábado, fui a um evento aqui em Campinas, o "Festival do Japão 2008" ocorrido no Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas, o "Nipo" (para os íntimos), cujos eventos freqüento desde os anos 90, (com excessão da época em que eu namorava a Célia, que certamente morreria de ciúmes se eu sequer olhasse para outra asiática).
Nesse evento, fui com uma amiga de longas datas (que apesar de casada, costumamos sair de vez em quando), e um casal de amigos meus.
Pois bem... agora começam as coincidências: o casal escolheu os lugares de numa mesa, onde ficaríamos. (É comum o uso de mesas coletivas nesse tipo de festival.)
Coincidentemente... pasmem! Os pais da Camila, a colega de quarto de "república" da Célia estavam do outro lado da mesa! (Mas que diabos eles estariam fazendo alí? Eles são de São Paulo! Tem festival "equivalente" muito maior por lá e pela classe social daquela família, encontra-los numa festa de entrada franca seria a última coisa que eu faria... mas admirei sua humildade, embora eu tenha ficado um tanto "abobado"... aliás, ainda me pergunto se ví mesmo o que penso que ví...)
A princípio eu não reconhecí (eu já disse... fiquei "abobado" com o fato... levei um tempo para "me ligar"), mas percebí que aqueles rostos me eram familiares. Depois, me esforcei para não demonstrar que reconhecí, embora tenha cumprimentado com uma leve inclinação de cabeça. Na verdade, eu não sabia como reagir... Qualquer reação minha poderia desencadear uma série de possibilidades que eu não estava nem um pouco afim de calcular naquele momento. Aliás, ainda me pergunto se o simples fato de eu ter sido visto fará circular alguma notícia a meu respeito... o Universo como eu disse, tem forças muito estranhas... prefiro não pensar nisso. A experiência me ensinou a evitar esse tipo de pensamento... (Já citei o caso da Celita.)
Bom, um tempo depois de comer um yakissoba com os amigos, fomos dar uma volta para ver o resto do evento... Durante esse "jantar", coincidentemente ví de longe um velho amigo fotógrafo... (daqui a pouco eu explico o que essa observação faz aqui nesse texto...)
Durante o passeio, coincidentemente, acabei encontrando o irmão da Celina (outra das minhas "ex") e esse eu cumprimentei normalmente já que não tenho nenhuma promessa que me impeça de ter algum contato direto como é o meu caso com a Célia. (Creio que eu só não volto a ter algum contato direto com a Celina, porque já estamos "navegando em barcos diferentes" faz muito tempo, embora eu tenha umas lembranças realmente muito boas dela.)
E para completar o evento, durante a apresentação da cantora Mariko Nakahira, coincidentemente, vejo uma "personna non-grata" da história da minha vida, o irmão da paixão mais destrutiva que tive no passado, chamada Celita, filmando o evento.
Preferí fingir que não o ví. (Ignorantes estúpidos não merecem nem o mínimo da minha atenção. Quanto à Celita... bom, valeu para aprender até que ponto uma paixão pode levar um homem à ruína. Hoje quero o máximo de distância possível dela, tamanha a minha decepção.)
De madrugada, já em casa, resolví visitar a página do Orkut do meu amigo fotógrafo (olha ele aí)... para deixar-lhe um recado dizendo que o ví, quando me deparei com umas fotos novas em seu álbum... ele tinha fotografado as "misses" do concurso "Miss Centenário". Eu já tinha visto umas fotos das candidatas no site do "Nipo" e no Jornal Nikkei...
Aproveitei a visita para parabenizar meu amigo pelo belo trabalho e comentar apontando algumas delas como possíveis novos talentos, e acabei destacando uma que fotografava muito bem...
Aí no domingo, resolví ir novamente ao evento... desta vez, sozinho.
Por incrível que pareça, não encontrei ninguém que eu conhecia, mas por um acaso acabei conhecendo pessoalmente uma das candidatas lá do concurso "Miss Centenário"... coincidentemente logo aquela que eu havia destacado... uma simpatia de pessoa!
Parabenizei-a e disse a ela que ela fotografa muitíssimo bem, que ela tem futuro como modelo.
Contei de sua foto no álbum do meu amigo fotógrafo e ao chegar em casa, não resistí e comentei a foto nesse álbum, registrando o meu prazer em conhece-la.
Dois dias depois, ela me adicionou no Orkut. (Antes que alguém pense bobagens, ela é muito novinha e tem namorado.)
Coincidentemente uns dias depois, outra candidata do concurso visitou o meu perfil no Orkut. e coincidentemente, descobrí através de um comentário numa foto do meu amigo fotógrafo, que é vizinha da outra "miss"... (OK, essa já é um pouquinho mais velha e pelo perfil dela no Orkut... tá solteira.)
Mudando de assunto...
Numerologicamente, 2008 é "o meu ano" segundo um amigo meu... ano do rato segundo o calendário chinês, (embora o meu signo no horóscopo chinês seja o cachorro, mas tudo bem)...
Nascí em 10/01/1971, logo completei 37 anos em 10/01/2008.
Em numerologia,
2+0+0+8=10=1.
3+7=10=1.
Hoje, dia 18/06/2008 comemora-se o centenário da imigração japonesa no Brasil.
1+8+0+6+2+0+0+8 = 25
Só que tive 3 namoradas... as três japonesas (sansei).
25+3 = 28 = 2+8 =10 = 1
Coincidentemente... (O universo tem forças estranhas, né? Vai entender!?)