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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Mais um ano está terminando e com ele, mais um segmento da História humana foi escrito.
2008 foi um ano bom para mim, mas poderia ter sido ainda melhor se a minha impaciência não me atormentasse.
Meu "feeling" me diz que há tendências boas se formando para os audiófilos do Brasil em 2009, com uma gravadora montando uma fábrica de discos de vinil no Brasil, seguindo uma tendência mundial de uma espécie de "revival" do áudio analógico (o que me dá idéias imediatas sobre o que escrever neste blog para o ano que vem, mas não sei ainda se... enfim...)
A falta de tempo tem feito com que a quantidade de textos que tenho postado por ano fosse reduzida e muito provavelmente 2009 não será diferente.
Um provérbio indú (ou indiano, como preferir), diz que "o sorriso que você põe para fora volta para você.", é bastante sábio no que diz respeito às leis de ação e reação do Universo, em que você pode fazer seu destino, ajudando as pessoas e com isso, sendo ajudado de modo que todos saem ganhando.
A minha dica é... Surpreenda alguém em 2009, ou mesmo à partir de agora e... você poderá se surpreender também.


O último texto de 2008

"Um homem cujos erros levam 10 anos para corrigir, é um homem completo."
(Julius Robert Oppenheimer)

Como parece que já está se tornando meio que uma tradição nesse blog, tenho feito textos mais introspectivos de final de ano e esse ano, escreví bem pouco aqui (só 15 textos, inclusive esse), reflexo de escassez de tempo, mas não de reflexões sobre o mundo, sobre a vida, sobre o futuro ou passado, sobre esperanças ou saudades.
Em 2008, deixei de praticar io-iô como praticava, não por não gostar do esporte, mas por enjôo de ver sempre os mesmos assuntos, ou de me sentir "deslocado" demais da imagem que quero deixar para o mundo sobre mim mesmo.
Infelizmente a idéia que a sociedade tem dos praticantes de io-iô é a de que não passam de garotos imaturos ou rebeldes que não fazem outra coisa da vida, o que nem de longe corresponde à realidade, embora hajam de fato jogadores de io-iô que constroem essa imagem, mas conhecí jogadores extraordinários de reconhecimento internacional que são geralmente artistas: publicitários, fotógrafos, desenhistas, músicos, ou técnicos e pesquisadores. Mas a imagem estigmatizada que a sociedade tem dessa "tribo", infelizmente é muito difícil de mudar e gastar o raríssimo tempo que tenho lutando contra esse tipo de estigma, correndo ainda o risco de deixar uma imagem estigmatizada desse tipo de mim mesmo, não é exatamente o que tenho em mente, especialmente porque preciso cuidar da minha imagem num ambiente corporativo internacional... Mas de vez em quando ainda pego algum io-iô e jogo sozinho, meio que como uma terapia, longe dos olhares desconcertantes de um mundo preconceituoso que só consegue ver no io-iô uma imagem de algo sem futuro (enquanto a NASA desenvolve construções espaciais baseadas nos estudos dos movimentos dos io-iôs), mas enfim... não dá pra mudar o mundo.

Em 2008, passei a dever a um simples toca-discos que ganhei de presente de um amigo, a "erupção" de uma paixão que sempre tive desde a minha infância e que estava meio que "adormecida" há muitos anos: a audiofilia.
Bom... Na verdade, passei anos "brigando" com o áudio digital e concluí que não dá mais para perder meu tempo tentando arrancar detalhes de onde não existem. Logo... voltei para o som analógico e mandei o som digital para o lugar dele: A medíocre praticidade de ter 2GB de MP3 num celular para ouvir no ônibus e me abstrair do sambinha do motorista.
Áudio é única paixão da minha vida que nunca me decepcionou, me agraciando com sons, acordes e expressões despercebidas dos ouvidos menos treinados (do mesmo mundo que pensa que todo ioiozeiro não passa de moleque vagal) que acabei investindo bastante nesse setor e até penso em uns upgrades no meu velho setup... projeto pendente para 2009, se tudo der certo.

2008 foi um ano muito bom para mim profissionalmente, mas talvez não tenha sido para algumas pessoas que conhecí e por quem eu tenho torcido muito, por isso termino o ano um tanto triste por elas, mas são pessoas fortes, inteligentes e tenho certeza de que darão a volta por cima, de modo que não preciso me preocupar... São pessoas que merecem muito mais do que o azar de terem feito escolhas ruins. Continuo na torcida pelo sucesso dessa gente com quem tive o prazer de conviver como colega de trabalho, alguns como amigos e até como admirador.

Termino 2008 solitário, por opção.
Já sei bem o tipo de mulher que me interessa e já passei da fase de me arriscar em aventuras sem perspectivas construtivas.
A quantidade e o tamanho dos erros que cometí nesse campo, me dão total competência, para poder afirmar categoricamente que a minha vida sentimental até hoje só teve final desastroso para mim e para minhas ex-companheiras... especialmente uma: aquela que odiaria o meu projeto de investir num upgrade do meu sistema de som, que adoraria me ver jogando io-iô, detestaria saber que algum dia admirei alguém além dela e que apesar disso, apostei com uma amiga que se ela desse sinal de vida antes da virada para o ano em que completaríamos 10 anos de termos nos conhecido, eu lhe faria uma pergunta que poderia mudar até mesmo a resposta a uma pergunta que ela me fez no dia em que me separei dela... e que não respondí.
Tá aí uma aposta que eu gostaria de perder. Se eu ganhar... bom... não combinamos nada. Acho que vamos apenas continuar tomando café e jogando conversa fora...

Eu já passei por muita coisa na vida... Em 2009 completo 38 anos.
Sobreviví aos tempos da ditadura; marchei em 7 de setembro; ví o lançamento do primeiro filme da série "Guerra Nas Estrelas"; testemunhei a Guerra Fria; a queda do Muro de Berlim; a ascenção e queda da Atari; já morei em edícula cheia de goteiras; já ajudei a construir uma casa com as próprias mãos e ví meus pais terem de vende-la; já reaproveitei coisas do lixo; já estudei em colégio pobre e colégio chique; já fui católico, protestante, fundacionista e ateu; já me apaixonei e me iludí bastante; já conhecí bastante gente famosa; já trabalhei para empresas pobres e hoje trabalho para algumas das empresas mais ricas e poderosas do mundo; já morei sozinho durante anos; consertei muita coisa, estraguei outras; ensinei muito e aprendí bastante; rí bastante e chorei muito; tenho minha assinatura numa sonda espacial que hoje orbita Saturno; ví gente nascendo, crescendo, casando, tendo filhos, morrendo... e comemorando reveillons ano após ano, enquanto os dias da minha existência continuam indo... um dia por dia.
2009 vem aí. Que tipo de surpresa poderia marcar a minha vida agora?
E a sua?

domingo, 7 de dezembro de 2008

Acredito ser esse o último texto da série "Elementos Alienantes".
Foi cansativo escrever uma série tão longa, mas essa é definitivamente a série de textos mais importante que já publiquei em Picolo's Blog.
Se você está chegando agora, recomendo ler cuidadosamente toda a série "Elementos Alienantes" aqui nesse blog antes de ler esse último texto.
Esse último texto, como eu disse, vai causar muita polêmica e não estou nem aí pra isso.
Se você aceita ou não, o problema é seu.
Além disso, eu não sou exatamente o cara mais indicado para falar desse elemento alienante especificamente, porque tenho muitos motivos pessoais para odia-lo profundamente com todas as minhas forças de modo que a minha opinião no texto de hoje acaba lamentavelmente se apresentando como altamente suspeita. (Já deixei de aproveitar muitas boas oportunidades por causa desse elemento e odia-lo de certa forma ajudou a me tornar o recluso que sou hoje.)
No entanto, prometo aos leitores que tentarei ser o mais imparcial possível ao apresentar aqui, os fatos que venho pesquisando, observando e coletando ao longo dos anos.
Procurarei também expôr as fontes de onde obtive as informações para que o(a) próprio(a) leitor(a) possa tirar suas próprias conclusões além dos já tradicionais hyperlinks com os quais o(a) leitor(a) já está acostumado(a).




Elementos Alienantes - Parte 6:
Cerveja - nem de longe tão inofensiva quanto se diz


"Mede-se a grandeza de uma idéia pela resistência que ela provoca."

(Anaxágoras de Clazômenas)

Como tenho repetido ao longo desta série, muitos dos valores em que a nossa sociedade se baseia para a definição de seu comportamento, infelizmente provém de idéias implantadas artificialmente como se fossem verdades absolutas e muitas destas estão bastante longe da realidade.
A quantidade desse tipo de valores é absolutamente incontável assim como a idade da imensa maioria das mesmas.
Tenho procurado apontar os elementos alienantes mais óbvios e nítidos ao longo desta série, mas o(a) leitor(a) já deve ter observado que boa parte da sociedade em que vivemos reconhece vários deles e simplesmente os aceita pacificamente como os "porcos selvagens" citados em "Elementos Alienantes - Parte 3" e se parar para fazer um pequeno exercício de refexão, poderá chegar à pergunta: Por quê as pessoas que percebem desses elementos não se defendem dos mesmos?
A resposta está em observar o comportamento de uma pessoa dopada, drogada, ou bêbada, que age conscientemente sem dar a mínima para a qualidade de seus atos, agindo emocionalmente, porém sem a mínima lógica, mais ou menos como ocorre com as vítimas do golpe conhecido como "boa noite cinderela".
Agora, imagine se você puder aplicar um "boa noite cinderela" em escala global.
Pois bem... eu disse que esse texto causaria resistência e não é à toa.
As pessoas tendem fugir desse tipo de reflexão em escalas globais, pois tendem a ver as coisas em escala muito pequena por julgarem ser demais para elas, num belo exemplo de preguiça mental, mas isso não é culpa delas, uma vez que são induzidas a isso desde crianças há gerações desde a Idade do Bronze, (ou talvez antes).
A bem da verdade, a cerveja atua principalmente como um tipo de potencializador dos outros elementos alienantes já citados nessa série e o pior é que seu consumo foi impregnado na sociedade ao longo da história de modo que a própria sociedade em sí funcione em torno dela.
Numa cuidadosa observação nos caixas dos supermercados, o(a) leitor(a) poderá observar que apesar dos efeitos que causa, o produto está entre os mais vendidos (se não fôr o mais vendido) nos supermercados. Vende mais que arroz, leite ou feijão. (E pasmem! Tem gente que deixa de comprar leite pras crianças pra comprar a dita cuja!
Que a Cerveja quimicamente é uma droga, nenhum bioquímico do mundo nega. E não é porque o seu consumo é permitido por lei que deixa de ser perigosa. Aliás, o seu consumo é extremamente estimulado pelos meios de comunicação (que como já foi dito nessa série têm ligações diretas com a política), bem como pelo lobby formado pelos fabricantes.
O que as pessoas têm tendência de negar é que ela é nociva ao organismo e principalmente ao cérebro, mesmo tendo a maior parte de sua composição feita de água, que como "solvente universal", serve apenas como meio de transporte para a droga propriamente dita.
Todo "apreciador" de cerveja "sabe" muito bem do que toda cerveja é feita, ou seja, malte, cevada, levedo, lúpulo e água. Pode perguntar a qualquer um num bar qualquer.
Agora... experimente perguntar mais fundo como... o que é lúpulo exatamente, e a cevada? Poucos, senão nenhum vai dizer que o "tal" do lúpulo é uma planta da espécie Humulus lupulus, da família Cannabaceae que é a família botânica da Cannabis sativa, da qual se produz haxixe e maconha, ou que a cevada (Hordeum vulgare) é uma gramínea, muito usada como alimento para animais e humanos mas que, se fermentada como ocorre na cerveja (junto com os outros ingredientes da mesma), o resultado é uma boa quantidade de álcool que como muitos sabem, em quantidade acima da moderada, causa sérios distúrbios cerebrais (vários deles permanentes) e diversos tipos de câncer. Ou ainda que o levedo da cerveja, é um organismo eucariota que pertence ao grupo dos Fungos. Se chama Saccharomyces cerevisiae e é a mesma levedura do pão, podendo ser usada para a produção de etanol, um álcool etílico usado como um combustível tóxico muito conhecido pelos danos cerebrais irreparáveis que pode causar se ingerido, de entre eles, o mais conhecido é a cegueira.
Além de se desenvolver naturalmente no pão, se desenvolve também naturalmente em esterco, em especial, fezes de gado e cavalos.
Os efeitos da cerveja no cérebro humano certamente já são conhecidos desde os primeiros indícios de sua produção ou seja, pelo menos 4000 a.C. e desde então, sabendo do fato de os bebedores da mesma além da euforia e sujeição ao vício, tendem também a ser sugestionáveis através de um fenômeno bioquímico conhecidos hoje como "desconexão sináptica", os grandes impérios (como o Egípcio, o Babilônico e o Sumério e mais tarde, durante a "Idade das Trevas", pela Igreja Católica e hoje, pelos meios de comunicação de massa) passaram a indicar cerveja para quase tudo, decretando o seu consumo como praticamente uma obrigatoriedade.
Ora... os antigos impérios sabiam muito bem o que estavam fazendo ao estimular o seu uso.
Para se ter uma idéia do quanto os antigos impérios conheciam os efeitos desse tipo no cérebro das pessoas, o chá de jasmim por exemplo, foi proibido na China Imperial, exceto para o Imperador e para a Família Real (que consumiam o chá diariamente), pois este causava exatamente o efeito de estimular as ligações sinápticas.
Mas as empresas de propaganda faturam milhões com campanhas massivas... E é claro, vão defender a todo custo esse nicho. (Naturalmente tentando a todo custo atribuir imagens de prazer ao produto, uma técnica amplamente utilizada no meio publicitário como mensagem sub-liminar.)
Nenhum comercial de cerveja mostra o que acontece com quem "bebe todas", como por exemplo os vômitos, as ressacas, os acidentes de trânsito, ou as brigas de família. (Veja esses vídeos. Isso aqui é a realidade: vídeo1, vídeo2, vídeo3,)
O "governo" tentando disfarçar de tempos em tempos até faz umas campanhas tímidas para dar uma de "eu não tenho nada a ver com isso"... Mas o fato é que graças ao "lobby", a lei da "vista grossa" termina por virar medidas paliativas como certas alterações recentes no código de trânsito (nítidamente arrecadatórias, pra variar, já que ninguém vai mudar de hábitos mesmo).
A impregnação na sociedade chega a tal ponto que numa pesquisa* realizada na Inglaterra por psicólogos, jornalistas e especialistas em marketing, com o intuito de demonstrar o poder dos meios de comunicação de massa, concluiu-se que apenas uma parcela ínfima da população realmente gostava de cerveja e que a imensa maioria dos que se diziam "apreciadores de cerveja" na verdade o faziam apenas por um fenômeno amplamente conhecido na psicologia como "indução social".
(Se você já viu alguma pegadinha na TV do tipo... um "pesquisador" pedindo a opinião de um transeunte e um casal próximo dando opiniões absurdas e o cara aceitar as opiniões como se fossem suas, sabe do que estou falando.)
Se você prestar bem atenção, sempre que um bebedor é filmado ou fotografado, faz questão de levantar o copo para mostrar que está lá bebendo todas, como se o cobrassem por isso e quisesse se afirmar socialmente.
Apesar de muitas vezes atribuir a idéia de que os árabes inventaram a cerveja, eles normalmente não têm o costume de freqüentar bares. Preferem freqüentar cafés.
Árabe pode ser tudo menos bobo. Vai ver é por isso que estão construindo tudo aquilo lá em Dubai enquanto aqui no Brasil a gente constrói favela.

Fontes:
Wikipedia, Super-Interessante, Canal Futura, TV Escola, BBC e posts dos tópicos da comunidade do Orkut "Eu Odeio Cerveja!".
* Ainda estou caçando os dados para saber quando e de que forma essa tal pesquisa foi feita. Lamentavelmente não conseguí encontrar onde ela foi publicada.

domingo, 9 de novembro de 2008

Estou "enrolando" para falar de um dos elementos alienantes que para mim, é nítidamente um dos mais antigos, mais perigosos e infelizmente, mais aceitos pela sociedade.
Quero deixar para falar dele por último, porque certamente será um texto que causará muita resistência, haverão muitas pessoas achando que estarei falando bobagem baseadas em valores dos quais estão se "alimentando" desde crianças e assim ocorreu durante muitas gerações passadas.
Então resolví escrever um texto "intermediário" para expôr o meu ponto de vista, de modo que pelo menos haja alguma atenção na seriedade com a qual estou tratando esses textos dessa série.
Como um "semi-recluso", os meus pontos de vista sobre várias coisas são vistos "de fora" e portanto, têm outros valores de base, uma vez que não sou afetado pelos mesmos elementos da maioria. Embora isso não seja vantagem alguma, apenas um outro ângulo de visão com outros modos de compreenção de certas coisas.



Elementos Alienantes - Parte 5:
Análise geral dos elementos alienantes


"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
(Oscar Wilde)


Nós, representantes de uma moderna cultura emergente pós-Império Romano infelizmente somos monumentais ignorantes do conhecimento técnico e científico dos povos da antiguidade, cuja mera existência já nos escapa, graças à ganância de poder dos impérios que se sucederam, que apagaram os registros históricos sobre tudo o que esses povos extraordinários construíram no passado. Quase tudo.
Raríssimos achados arqueológicos nos dão uma vaga idéia do que eles conheciam na sua época e que ainda estamos começando a redescobrir nos campos da engenharia, matemática, astronomia, física, química... e seus efeitos.
Já citei alguns exemplos ao longo dos anos neste blog, como a "Bateria de Bagdad" ou o "Mecanismo de Antikythera", instrumento capaz de calcular a posição exata no zodíaco de todos os planetas do sistema solar, do Sol, da Lua (simulando inclusive a sua órbita irregular), funcionava como calendário perpétuo, calculava ainda as estações, os solstícios, os equinócios e marcava até o ano olímpico. Mas o mais notável desse instrumento é ele ter existido no ano 1 a.C. Para se ter uma idéia do que isso significa, instrumentos que começaram a usar os mesmos conceitos só começaram a surgir no século 18. Portanto, não devemos jamais subjulgar o conhecimento dos antigos.
O leitor nesse ponto deve estar se perguntando o que tem isso a ver com a nossa série "Elementos Alienantes". A resposta é: tudo.
Muito do que se sabia no passado foi tomado pelos impérios que se sucederam como se fossem criação deles, ou ainda como conhecimento estratégico guardado a sete chaves (como aliás, os governos fazem até hoje e continuarão fazendo).
Quase todas as construções que você pode achar que são romanas, como as estradas retas, os sistemas de esgoto ou mesmo o Coliseu, na verdade são etruscas. Aliás, foram os etruscos os primeiros a fazer representações artísticas do "céu" e do "inferno". (Ou seja... antes das invasões romanas, não existia esse conceito).
Tente citar um único nome de algum grande arquiteto, matemático ou físico romano e vai acabar descobrindo que não houve nenhum.
Aliás, Arquimedes foi durante um bom tempo um nome bastante temido pelos romanos, na época em que o matemático (para nós, ignorantes mais famoso por sair pelado pela cidade gritando "Eureka! Eureka!" do que por muitos de seus feitos como por exemplo ter sido consultor de defesa da cidade de Siracusa, defendida pelas máquinas que inventou e que por exemplo, podíam tombar as embarcações romanas, ou por suas catapultas de múltiplos alcances que causaram muitas baixas nas tropas romanas.
Quase tudo o que hoje pode nos parecer teoria da conspiração, é na verdade a mais pura prática e esse conhecimento, nos escapa porque nós, meros "súditos" não passamos de ignorantes. Pois é... "conhecimento é poder". E a maior garantia de poder dos conspiradores é exatamente a ignorância, causada pelos métodos alienantes cujos elementos principais estamos analisando aqui.
Todo elemento alienante tem certas características comuns que nos permitem identifica-lo.
São elas:

1 - Todo elemento alienante é sempre apresentado como algo inocente.
2 - Todo elemento alienante acaba sendo interpretado pela sociedade alienada (que não sabe nem tem condições de se identificar como alienada) como alguma necessidade básica, extremamente necessária quando na verdade é completamente dispensável.
3 - Há apoio ou incentivo de ordem governamental ao seu uso/consumo/acatação como idéia, mesmo que o "governo" simule uma posição "contrária" com medidas nítidamente paliativas à sua contenção. (Paliativas por que têm pleno conhecimento da necessidade da existência desses elementos para a garantia de seu poder, mas não pode levantar suspeitas.)
4 - Existe a necessidade de que o elemento alienante se torne parte da cultura da sociedade como algo indelével, logo todos esses elementos alienantes são atribuídos a sensações emocionais muito fortes. (A emoção é a maior inimiga da razão. Sempre.)
5 - Como elemento de cultura social, a própria sociedade acaba meio que "obrigando" os indivíduos "não alienados" por esse elemento alienante a usa-lo, consumi-lo ou aceita-lo, como se fosse uma necessidade e principalmente, procurando fazer com que qualquer idéia contrária tenha de ser ignorada, como pura bobagem, freqüentemente atribuindo valores como "besteira", ou dizendo coisas do tipo "você nunca vai ter isso ou aquilo se..." enfim, há uma cobrança social muito grande em prol dos elementos alienantes, mas infelizmente não há a valorização do contrário.

Os elementos alienantes definitivamente não são coisas novas, embora todos os dias possam surgir elementos alienantes novos. Em alguns casos, podem já fazer parte da cultura da sociedade há milhares de anos, como ocorre por exemplo com as religiões.
A bem da verdade, todos nós somos alienados de certa forma. Porém o grau de alienação pode ser muito diferente. Um alienado extremamente alienado, não passa de uma espécie de "zumbí", controlado por emoções e valores impostos, incapaz de analisar valores ou raciocinar por sí próprio.
Certa vez, um aluno apresentou a seu professor, uma idéia de um aparato mais eficiente do que os que existiam em sua época e este professor zombou do aluno e o ridicularizou em sala de aula dizendo que sua idéia era ridícula e impossível.
Pois bem... o aluno era Nicola Tesla. E a idéia era o princípio do motor elétrico de corrente alternada. (Aliás... deve ter sido o primeiro cientista a pesquisar sobre comunicação wireless...)
Moral da história: Se alguém lhe apresentar algo como uma grande besteira, preste bastante atenção... pode ser que ele(a) não tenha razão.

sábado, 18 de outubro de 2008

O texto de hoje, não coincidentemente após a semana do "dia dos professores", é dedicado aos verdadeiros mestres. Não os que ensinam por ensinar, mas os que vão além do currículo proposto para ser ensinado.
Gente que eu admiro, e que me fizeram ter a visão para perceber o quanto sou insignificante diante do Universo.
Algumas pessoas acham que eu sei de tudo... já brincaram comigo me chamando de "Picolopedia" e outras coisas... mas esse cara que as pessoas acham que sabe de tudo não passa de um infeliz ignorante solitário num mundo mais ignorante ainda.

Por isso esse blog é uma guerra declarada à ignorância. A minha, inclusive.
O meu pai diz que o que eu tenho de aprender agora que alcancei um bom grau de reconhecimento profissional, é viver. Talvez ele tenha razão.
Na verdade, os meus pais me prepararam para um monte de coisa, menos viver em família. - Herança de ter me criado numa casa em que meus pais não se entendiam.
O resultado: Eu não sei por exemplo, como conviver com a felicidade sem fazer um monte de bobagens das quais eu me arrependo amargamente e não consigo me perdoar.
Eu queria que tivesse sido diferente, mas infelizmente já perdí esse "bonde", por medo, por ignorância e até por respeito a valores individuais.
Todo ignorante é um alienado. E eu, como bom ignorante, sou alienado pelo sentimento de solidão, pelas lembranças das minhas experiências de vida e pela recusa a ser e agir como a maioria das pessoas deste mundo.
Já me chamaram de "vencedor", de "o cara", de "mestre" (sem ter mestrado em nada), de "doutor" (também sem ter doutorado em nada)...
Na verdade, eu não sou nada disso.
Não passo de um indivíduo qualquer, cheio de defeitos e manias, envelhecendo sozinho, isolado na medida da minha decepção para com o mundo, com a sociedade, com a vida...
Não estou aqui neste mundo pelo dinheiro, ou pelo poder. Esses são valores ilusórios e egoístas demais para o meu ponto de vista, embora ditem a existência do resto do mundo.
Eu estou aqui só pela glória da minha morte nesta guerra e só o futuro dirá se valeu a pena a minha existência na Terra... ainda que eu sempre me sinta "sozinho" nela.



Elementos Alienantes - Parte 4:
A Indústria do Pseudo-Certificado


"Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um;
Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas."
(Provérbio Chinês)


Eu planejava escrever sobre outro assunto nessa seqüência da séria "Elementos Alienantes".
mas esse foi um dos assuntos que apareceram no meio do caminho e que eu não tinha imaginado que poderia ser classificado como "elemento alienante"... E nesse caso, trata-se de um daqueles elementos tidos como "necessidade básica" sem de fato o ser.
O pior é que é só um dos zilhares dessa classe, cujo valor estimado está muito além do valor real.
Para entender como esse tipo de elemento nasce, vamos repassar um pouco de programação neurolinguística...
O ser humano tem 3 níveis de consciência. O primeiro nível é a consciência, que faz com que tomemos nossas decisões baseadas em valores pessoais que arrancamos do "segundo nível , ou seja, o nosso sub-consciente e que são construídos ao longo de nossas experiências de vida sem percebermos, através do "terceiro nível", ou seja, o inconsciente.
Pessoas inteligentes têm domínio do segundo nível porque conseguem "filtrar" sua inconsciência e não deixar que qualquer coisa vire valores que poderão ser usados como peso para decisões futuras sem uma cuidadosa validação desses valores.
No entanto, isso não acontece com a maioria da população (e um dos elementos alienantes do qual pretendo falar mais tarde, num texto à parte, aparentemente é o principal responsável por esse tipo de comportamento, atuando como um "catalizador da preguiça mental" na maioria das pessoas que usam esse elemento em suas vidas).
A maior parte da população, age quase que por instinto, sem validar os valores que lhes são apresentados.
Exercício: escolha uma frase de efeito afirmativa que tenha ares de provérbio sábio e cite para um popular qualquer de instrução média-baixa (esse tipo está cada vez mais abundante nos tempos de hoje).
Se ele responder imediatamente dizendo "verdade", esse já atribuiu o valor da frase em seu subconsciente sem questionar.
Se ele repetir a frase e dizer imediatamente "verdade", também. No entanto, esse talvez ainda se lembre da frase no futuro (ao contrário do primeiro que nem se lembrará dela, mas assumiu os valores da frase como valores que seguirá no futuro.
Se ele questionar a frase... esse tomou uma atitude inteligente.
Pois bem... agora podemos começar a explicar o elemento alienante de hoje.
Na verdade, trata-se de péssimo hábito que começa muito freqüentemente nos departamentos de RH das empresas que com o único intuito de reduzir o número de pessoas para serem entrevistadas, acabam laborando anúncios com uma frase em especial: exige-se curso "assim" ou certificação "assado".
O que parece uma medida inocente que poderá facilitar a vida dos entrevistadores é na verdade um incentivo a um dogma que se tornou uma das indústrias mais lucrativas da nossa época: a indústria do diploma, ou do certificado.
As pessoas em busca do emprego, mesmo que absolutamente bem qualificadas para o cargo em questão, simplesmente deixam de aparecer. (Aí a galera do RH vem com a desculpa esfarrapada de que não acha pessoal qualificado... ridículo, não? Se pusessem apenas as exigências realmente necessárias nos anúncios...)
Pois bem... esses "frustrados" que não têm a maldita certificação se sentem então forçados a fazer os cursos exigidos meramente por que são exigidos, ou seja... apenas para se sentirem confiantes para se apresentarem para uma entrevista futura. Nada mais que isso.
Nenhum crescimento pessoal ou profissional... nada. Apenas para poderem apresentar o maldito papel exigido.
De olho nesse povo, gente esperta e cheia da grana, viu um mercado extraordinário e agora vemos pseudo-faculdades "pipocando" aos montes em tudo quanto é lugar, se confundindo com faculdades e universidades de verdade, que muitas vezes se vêm forçadas a assumir um comportamento semelhante ao dessas "empresas de ensino", ou seja: pagou, passou. (Oh... o que conheço de professor puto da vida com esse tipo de coisa... e com razão.)
Okay... terminado o curso, o nosso herói que gastou um dinheiro que não tinha e um tempo precioso da sua vida vai para a entrevista de emprego e de repente se estrepa... Oras... o que aconteceu?
Simples: o(a) entrevistador(a) percebeu que pessoas diferentes com o mesmo certificado da mesma instituição muitas vezes têm qualificações práticas diferentes e que o certificado cuja invencão de exigência do RH no final das contas não serviu como elemento de medida, porque da mesma instituição apareceu um cara que domina os assuntos em questão e outro que não.
Logo... o tal do "papel" acabou não valendo absolutamente nada mais do que nada e o nosso herói perdeu tempo e dinheiro.
Entenda por "nosso herói" por exemplo, os milhares de estudantes que terminam o segundo grau e partem desesperados em busca de um certificado de nível superior, qualquer que seja, não com o intuito de se desenvolverem como indivíduos, mas acreditando na propaganda social de que o tal certificado é "garantia de emprego", ou "garantia de futuro".
Agora, tem empresas faturando com isso também... empresas cujo foco principal deveria ser o produto que vendem, como software, hardware ou qualquer outra coisa ao invés dos cursos que "promove" (na verdade, vendem e faturam aos montes com cursos, apostilas, livros, licensas de uso de seu material "educativo"... e pior: "empurram" para o mercado como uma necessidade a ser exigida e... lá vamos para o anúncio do RH de novo...
Conselho aos leitores: Não caiam nesse papo furado em hipótese alguma! Se vocês quiserem fazer cursos, ótimo! Mas não o façam porque o mercado de trabalho "exige". ou porque vocês "ouviram falar" que vocês precisam... Faça-os por vocês. Por satisfação pessoal de vocês, por seu próprio desenvolvimento pessoal.
O mercado... oras... o mercado tem seus meios de achar os profissionais que querem independente do papel. E não há nada mais improdutivo que um profissional formado que detesta o assunto em que se formou. Certificado é bom, mas honra-lo é muito melhor.
Conheço um monte de gente extremamente competente em seus cargos, formados em coisas completamente diferentes do que praticam como profissão.
E outra... vamos analisar agora o cara hiper-certificado... o cara que tem tantos títulos que mal consegue carregar numa pasta... esse dificilmente consegue emprego.
E o motivo: muitos entrevistadores acabam com medo de acabar contratando um cara melhor qualificado do que ele(a) próprio(a) e acabar sendo passado para trás, ou pior ainda: de perder o emprego.
Essas pessoas "hiper-qualificadas" muitas vezes acabam dando aulas em "empresas de ensino", numa tentativa de subrevivência, ganhando bem menos do que mereceriam pelas qualificações que alcançaram.
E aprender a ter visão das coisas e usar essa visão com sabedoria, é uma arte que faz o verdadeiro diferencial inovador que as empresas realmente buscam.
Papel... é só papel no final das contas. O que vale mesmo é a pessoa e o que ela aprendeu de verdade com suas experiências.
Eu me recuso a fazer um curso de nível superior se ele não fôr reconhecido. E outra: se eu fizer um, será por mim. O mercado... ora... ele não quer papel. Ele quer é resultados.
O papel que se exploda!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Muita gente vai protestar contra esse texto de hoje mas aqui vai um aviso: vou ignorar os protestos sumariamente, portanto, nem percam seu tempo.
No dia 26 de março de 2007, eu publiquei aqui no meu blog, que desde a Idade do Bronze a sociedade está condicionada a se comportar como ovelhas. (Especialmente através da religião., onde o pastor sempre age como uma espécie de pai salvador... mas raríssimamente é citado que as ovelhas e são criadas para serem tosquiadas ou virarem churrasco.)
E repetindo o que eu já disse no começo dessa série "Elementos Alienantes":
"Tenho certeza que ao longo dessa série, muita gente vai discordar, achar que estou falando bobagem e talvez até atacar os pontos de vista que apresentarei nesse blog ao longo dessa série.
Porém, devo ressaltar antes de qualquer coisa, que o objetivo aqui deste blog é fazer as pessoas questionarem seus valores, pesquisarem, pensarem, raciocinarem ao invés de simplesmente partirem para a defesa de seus dogmas, mesmo que não consigam alcançar conclusão alguma.
Enfim, deixar claro que enquanto as pessoas forem sempre seguidoras da maioria, não estarão efetivamente pensando e ao invés disso, estarão assumindo sua preguiça mental e virando zumbís."
Essa série está começando a "esquentar" mesmo é agora. Isso é só um "aperitivo". O que vem aí está para bater de frente com valores impregnados na mente das pessoas há mais de 2500 anos e que hoje estão mais disseminados do que nunca. (Detalhe: ainda não estou me referindo ao texto de hoje).



Elementos Alienantes - Parte 3:
Política e Religião (Mesma coisa)


"Muitos fizeram comércio de ilusões e falsos milagres, enganando os ignorantes."
(Leonardo Da Vinci)


Desde muito tempo tenho buscado sem sucesso, uma referência sobre como teria surgido o modelo de controle social conhecido como "pastor e ovelhas", oriundo da Idade do Bronze e que certamente deu orígem aos métodos de controle social dos impérios que surgiram desde então, em que um indivíduo se apresenta como "criatura divina", ou "filho do(s) deus(es)" ou qualquer coisa desse naipe fazendo com que as outras pessoas o sigam como líder, pelo medo de seu poder social ou pelos seus "milagres" que nunca passaram de conhecimento privilegiado (para não dizer científico) das coisas.
Foi assim com os maias, os incas, os astecas, os egípcios, os hebreus, os fenícios... e com quase todo povo da antiguidade.
Pois bem... Eu estava procurando essa referência no lugar errado.
Um dia eu recebí um e-mail (uma das zilhares de correntes que correm como praga pela Internet) sobre "como capturar porcos selvagens" e aí "a ficha caiu": Esse método que funciona com porcos selvagens, pode ser usado de maneira similar com ovelhas, com cavalos, com gado, gansos... e um dia alguém descobriu que isso funciona com o ser humano também. Aí ficou fácil!
Juntando esse método (que leva à acomodação) à sensação de medo (que leva à submissão), se pode construir um império!
OK... então temos duas forças que sempre caminharam juntas ao longa da história e são os mais poderosos elementos de alienação existentes: política e religião. E o motivo pelo qual caminham juntos é bastante óbvio: um completa o outro, ou seja, quando um traz conforto, o outro traz medo e vice-versa.
Agora vamos analisar friamente cada um desses dois elementos...
Através da religião, pode-se formar um exército de pessoas prontas a dar a vida pelo que acreditam: valores apresentados como promessas.
Só para citar alguns exemplos, temos em nossa época, os "homens-bomba", que acreditam que se matando em nome de sua crença religiosa irão para o paraíso se encontrar com 72 virgens. (Mas ninguém disse como elas eram, né?)
Um exemplo pouco citado eram os dos sacrifícios humanos astecas, em que formavam-se filas imensas de guerreiros esperando para dar seu sangue num altar para que o deus-sol mantivesse o mundo funcionando (o que pouca gente sabe é que as canaletas nas laterais de certas pirâmides astecas eram para escorrer sangue humano) e que quanto mais crianças chorassem, mais chuva teriam para o cultivo agrícola.
Mortes em nome da religião nunca foram novidade.
No começo do atual cristianismo (que nem de longe se parece com o antigo cristianismo de antes do Primeiro Concílio de Nicéia), mais precisamente no período que hoje conhecemos como "Idade das Trevas" ou mais suavemente como "Idade Média", foi marcada por massacres intermináveis em nome da religião, com pessoas sendo queimadas na fogueira ou afogadas acusadas de bruxaria. Hoje sabe-se que muitas dessas pessoas eram apenas curiosos em busca de conhecimento científico. Não é por acaso que esse período foi o de maior disseminação da ignorância humana de que temos conhecimento hoje.
Curiosamente nessa mesma época, a única instituição que detinha os direitos de conhecimento científico era... (adivinha!)
Pois bem... e o povo tinha de acreditar que o rei era uma espécie de "protegido" dos deuses para aceitar seus decretos, leis, ordens e julgamentos. Daí que os sacerdotes simbolizavam uma espécie de "elo místico" entre "quem mandava" e o "poder divino", de modo que nasciam os "acordos" e aqui, começamos a falar de política.
As tentativas de manter essa relação "poder+divindade" estão aí até hoje, sobretudo em países de base educacional ruim.
No Brasil mesmo, podemos var "partidos cristãos" e candidatos que insistem em dizer em campanha, que seguem essa ou aquela religião em busca de votos.
Durante o Império egípcio, só a família real e os sacerdotes tinham direito à educação, enquanto o resto do povo tinha de acreditar que a família real era sagrada e capaz de milagres... ao contrário do que Hollywood prega, os "escravos" o eram de livre e espontânea vontade.
Aliás... Já falamos sobre Propaganda e Marketing, não? (Hollywood é propagadora de idéias.)
Manter o poder sobre uma sociedade, é faze-la inteira de escravos de uma minoria.
O medo da lei, seja de orígem política ou de orígem do lado da religião, torna esses escravos mansos, como os porcos selvagens, os gansos, o gado, as ovelhas...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Não, você não digitou o endereço errado no seu browser!
O Picolo's Blog é aqui mesmo!



Pausa para mudar a cara do velho blog...

"Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé."
(Provérbio grego, amplamente citado como originário da Bíblia... Maomé nasceu bem depois, não?)


Como não sou webdesigner (nem quero ser) e o servidor onde ficavam armazenadas as imagens correspondentes à interface tanto do meu site pessoal (que já abandonei faz muito tempo) quanto deste blog não está mais acessível de modo que eu possa atualizar qualquer coisa por lá, optei por adotar um dos padrões de de layout do próprio Blogger (claro, com alguma personalização que remeta à "cara" com a qual os leitores estão acostumados a ver há anos).

Eu planejava dissertar sobre mais "elementos alienantes" hoje, dando continuidade à série que decidí escrever aqui, mas já fazia um certo tempo que eu estava tentando criar coragem para mudar radicalmente a cara do velho blog quando ao ler uma postagem no Blog do meu amigo, o Dr. Carlos Dagnone, que ficou mais "velhinho" essa semana, me deparei com uma notícia triste: o fim do contador IPstat, que marcou as estatísticas do Picolo's Online desde suas primeiras publicações e mais tarde, as do Picolo's Blog, cuja marca acima de 6000 visitas superou todas as expectativas desde o seu surgimento como uma espécie de brincadeira em 2002.

Com essa eminente degradação, resolví usar o tempo que eu gastaria para o novo texto, adaptando o velho blog à nova realidade, procurando minimizar as dependências de fontes externas como no passado, em que ele ainda era limitado de recursos e que ainda hoje pretendo mante-lo fiel às orígens com texto "limpo", sem imagens ou vídeos ao longo do corpo do texto.

Espero que gostem do novo Picolo's Blog!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Em plena época de olimpíada, em que as pessoas só falam nisso, percebo claramente que é porque não se fala em outra coisa na primeira página de tudo quanto é jornal e portal na Internet.
Muito mais do que um conjunto de competições esportivas, uma olimpíada é acima de tudo uma competição de demonstração de marketing político, razão pela qual os EUA preferem (pela primeira vez na História) mostrar internamente que ganharam mais medalhas que todo mundo ao invés de engolir que estão em segundo lugar, com a China tendo conseguido mais medalhas de ouro.
Assim, tentam a todo custo, divulgar (pelo menos em seu território) a idéia de que "são superiores", não se distanciando muito do tipo de política que os nazistas usaram no começo do século 20. (Me recuso a usar numeração romana aqui no meu blog! Não vou com a cara do Império Romano que já ruiu faz muito tempo e aqui nesse blog, quem manda sou eu! Vai ser imperialista assim na cdc!!! Aqui não!)
Prosseguindo com a série "Elementos Alienantes", o assunto de hoje aborda exatamente isso: Como as idéias são formadas na mente das pessoas através dos meios de divulgação e se transformam em valores que irão influenciar suas decisões futuras.




Elementos Alienantes - Parte 2:
Propaganda e Marketing


"Propaganda é a mentira legalizada."
(H. G. Wells, escritor)


Antes de qualquer coisa convém conceituarmos o que diabos significam essas duas palavras que andam sempre juntas, já que uma delas se refere a uma coisa que não tem a menor eficiência sem a outra.
"Propaganda" significa "propagar", "espalhar", "distribuir". Já a palavra "marketing" vem do inglês, um termo que não tem uma palavra equivalente em Português, mas que tem um significado exato: "pôr à venda e vender". Refere-se a todo um conjunto de técnicas que vão desde o planejamento e a coleta de informações e estudo de um potencial segmento da população, na elaboração de uma linguagem eficiente para a comunicação com esse segmento e no projeto mais eficiente possível para a "venda" a esse segmento, um determinado produto, serviço ou idéia através da forma mais eficiente de divulgação (olha a "propaganda" aí) a esse segmento, com um determinado propósito que pode ser lucro comercial, condicionamento social ou poder.
A imensa maioria das pessoas (em especial os comerciantes), pensam que sabem tudo sobre seu produto e acham uma agência especializada em Propaganda e Marketing não passa de uma gráfica rápida e "inventam" a forma que acham ser a melhor para a divulgação de seu produto ou serviço.
Ou seja... 4 anos de estudo de um especialista em Propaganda e Marketing numa faculdade não servem para nada, né?
Uma equipe de redatores, técnicos em imagens em foto e vídeo, músicos, fotógrafos, desenhistas, artistas, pesquisadores... Tudo um bando de inúteis que podem ser tratados como tal, porque o cara é o "dono da bola" que sabe tudo e quer brincar de artista, né? Tá bom... (Cansei de ver esse tipo de coisa quando eu trabalhava com produção de mídia...)
Bom... É comum dizer que "vender é uma arte". Ninguém nega isso, mas toda arte tem técnica e aqui, essa técnica chama-se "linguagem". No entanto, numa escala muito mais ampla do que apenas palavras e para demonstrar isso, convido o(a) leitor(a) a interpretar as seguinte frase:
Usar saia é coisa de mulher e se não tiver nada por baixo é coisa de puta!
(Desculpem o vocabulário um tanto áspero, mas faz parte da demonstração.)
Pois bem... concorda com a frase?
Faça uma pequena pausa, pense bem na frase e leia de novo, até ter certeza de que concorda com a afirmação ou conhece alguém que concorda conscientemente disso.
OK? Pois bem... agora imagine você falando isso convictamente para um militar escocês, que desde sua infância tem o uso do kilt como uma honra.
Entendeu como funciona a coisa?
A frase que serve para um segmento da população não serve para outro e o motivo para isso é um conjunto de valores que cada segmento tem para sí como parte de sua existência. Esse conjunto de valores, chamamos de "subconsciência".
Mas a "linguagem" que comentei aqui vai ainda mais além. Vai até uma camada mais profunda do pensamento humano, chamada "inconsciência", que é onde esses valores se formam e é onde a "mágica" das técnicas de marketing procuram atingir para levar sua mensagem à maior quantidade de pessoas possível.
Naturalmente é um esforço a longo prazo e que não terá eficiência da noite para o dia. Essa "linguagem" é conhecida como "neurolingüística"
Na prática, vamos comparar como isso funciona, expondo uma situação bastante comum e simples: O lanche do "Zé-do-Burguer" é pelo menos 3 vezes maior, mais saboroso e mais saudável que o do "Mc&Ronald's" e custa o mesmo preço. Mas o tal do "Zé" reclama que apesar de ter fundado sua lanchonete na mesma época (e do lado), continua não vendendo nem um milionésimo do que o concorrente, por mais que se esforce em divulgar "pra todo mundo".
Bom... o "Zé" mandou imprimir mais de 10000 cópias do seu cardápio completo em tinta azul numa folha 10x15cm e distribuiu pela cidade toda, bonitinho, com telefone, endereço, preços, um monte de splashes falando dos lanches em promoção e até um mapinha para ter onde chegar.
O Mc&Ronald's pôs apenas um comercial na TV promovendo apenas um de seus lanches, em que os atores (crianças) comiam o lanche e diziam ser delicioso ao som de um jingle fácil de memorizar e repetir.
Resumindo a história: o "Zé-do-Burger" e o "Mc&Ronald's" usaram linguagens diferentes, além disso, o "Mc&Ronald's" direcionou a sua propaganda para um segmento específico usando a linguagem certa para esse segmento. Já o "Zé"... jogou dinheiro fora com os 10000 impressos e passou a dizer que propaganda não funciona.
Outra técnica muito usada é a da fidelização precoce.
Consiste em fazer com que os valores sobre um produto, uma marca ou um conjunto de idéias se formem nas cabeças das pessoas enquanto ainda crianças, de modo que quando crescerem, tomarão decisões baseadas em valores que surgiram de sentimentos de quando eram ainda crianças.
Por isso é comum empresas como Coca-Cola promoverem visitas das escolas às fábricas, ou McDonald's reservarem um espaço em suas lanchonetes para festas de crianças.
Quando adultas, talvez nem se lembrem dos detalhes dessas visitas ou festinhas, mas os valores ficaram e escolherão a Coca-Cola ao invés da Dolly e preferirão incondicionalmente a batata do McDonald's ao invés da do Fry Chicken, mesmo que seja a mesma batata, do mesmo fornecedor e preparada exatamente do mesmo jeito.
Algumas vezes o marketing pode transformar um produto numa cultura, ou mesmo numa palavra, como "gramofone" (palavra que nasceu da marca "Berliner Gramophone", que era uma empresa que fazia discos com uma técnica especial de gravação em que a agulha vibrava lateralmente em relação ao sulco do disco ao invés dos cilindros de Edison, cuja agulha vibrava perpendicularmente ao sulco do mesmo), ou "vitrola" (palavra que nasceu da marca "Victrola", o primeiro modelo de toca-discos elétrico de fabricação "Victor Talking Machine, Co.", em 1925).
Tá... agora que explicamos o que é Propaganda e Marketing, talvez alguns ou algumas leitores(as) devam estar se perguntando o "por quê" disso estar na minha lista de "elementos alienantes".
Pois é... no começo desse texto já dei a pista: o propósito nem sempre é "alavancar" um negócio.
Essas técnicas podem ser (e são) muitíssimo utilizadas para o condicionamento social e poder.
Por que você acha que ao longo da História os grandes imperadores mandavam representar sua esfinge nas moedas de seus reinos, elevar estátuas representando-os sempre em poses heróicas, simbolizando força e poder?
Como acha que mesmo após a morte de Hitler ainda existam tantos seguidores das idéias pregadas através de seus acessores de Marketing (em especial Joseph Goebbels) e atribuídas a ele?
Como acha que chegamos a ter um molusco na presidência e um monte de sanguessugas no poder aqui no Brasil? (E como a maioria do povão aceita isso sem fazer absolutamente nada além de reclamar nas reuniões com os amigos?)
Para encerrar esse post, convido o(a) leitor(a) a sempre se fazer duas perguntas: Você tem mesmo certeza de que suas decisões são conscientes ou será que seus valores já não estão sendo trabalhados desde a sua infância através de sua inconsciência? Até que ponto você está usando a lógica ao invés da emoção em suas decisões?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Nos últimos dias ando me sentindo realmente muito sozinho, o que me faz sentir saudades e refletir sobre mim mesmo, sobre as besteiras que fiz na vida, sobre os momentos de felicidade que viví, sobre tudo o que já enfrentei, tudo o que já experimentei, tudo o que evitei... enfim... é como uma viagem no tempo.
Tenho ouvido músicas de diversas épocas da minha vida ultimamente e meditado muito, como se eu estivesse nos meus últimos dias de vida.
E como tenho me sentido sozinho, não tenho tido com quem compartilhar isso, além do meu cálice de vinho (um Salton Classic, Cabernet Sauvignon, safra de 2005), algumas pipocas para não ficar completamente bêbado e um computador.
Lamentavelmente, as emoções deixaram de ter valor nesse mundo, e portanto, minhas emoções não significam nada nele, assim como a arte, que foi substituída pelo comércio, seja na música, na TV... em toda parte.
Uma prova do que estou falando, é um teste feito recentemente pelo Washington Post: puseram um artista considerado o maior violinista dos EUA, tocando com um autêntico violino Stradivarius numa estação do metrô e ninguém, absolutamente ninguém parou para ouvir sequer uma nota durante os 45 minutos de apresentação.
A conclusão é que a espécie humana tornou-se literalmente zumbí, contaminada com uma peste epidêmica chamada alienação.
E no caso, alienação é a dependência de valores que não complementarão a vida dos viciados em absolutamente nada, consumirá tempo precioso de suas vidas e as afastarão da sensibilidade de perceber as coisas realmente interessantes a seu redor, como a beleza das emoções, da arte, ou mesmo a beleza das mulheres que está além do peito, bunda, pernas e cintura (para os homens) ou roupas e acessórios (para as mulheres), ou ainda perceber a diferença da música artística da "música" meramente comercial imposta pelas gravadorase meios de comunicação de massa.
Então decidí que preciso publicar no meu blog, uma série especial sobre os elementos que causam essa alienação.
Tenho certeza que ao longo dessa série, muita gente vai discordar, achar que estou falando bobagem e talvez até atacar os pontos de vista que apresentarei nesse blog ao longo dessa série.
Porém, devo ressaltar antes de qualquer coisa, que o objetivo aqui deste blog é fazer as pessoas questionarem seus valores, pesquisarem, pensarem, raciocinarem ao invés de simplesmente partirem para a defesa de seus dogmas, mesmo que não consigam alcançar conclusão alguma.
Enfim, deixar claro que enquanto as pessoas forem sempre seguidoras da maioria, não estarão efetivamente pensando e ao invés disso, estarão assumindo sua preguiça mental e virando zumbís.




Elementos Alienantes - Parte 1:
A Televisão


"A esperança do ator hoje é o cinema, porque a televisão não tem mais jeito. Nela, infelizmente o comércio venceu a arte."
(Walmor Chagas, ator, durante entrevista recente no programa "Zoom" na TV Cultura)



Não apenas a televisão, mas o rádio, jornais e revistas fazem parte do mesmo sistema de mídia e se comportam exatamente do mesmo jeito e (pelo menos aqui no Brasil, de onde vamos fazer as referências para esse post), para você ter o direito de ter uma emissora de rádio, TV, ou mesmo um jornal... enfim, qualquer meio de comunicação de massa, você precisa de uma Concessão Federal, ou seja, uma permissão especial do "governo", que mediante seus próprios interesses pode ou não conceder a tal "concessão".
(Não estou fazendo apologia à emissoras piratas aqui, até porque elas podem interferir nas transmissões de rádio da aviação e da polícia, por exemplo, podendo em vários casos significar um perigo potencial para os passageiros das aeronaves ou para as vidas dos policiais em ação.)
Pois bem... Então se poucos podem ter a tal "Concessão Federal" e o "governo" é o único órgão que pode escolher à vontade quem pode e quem não pode ter a mesma, então nada mais cômodo que a ceder apenas a "amigos", ou "membros de confiança" mediante certas condições, não? (Quem viu na íntegra o "documentário proibido" de Simon Hartog, da BBC Channel 4, entitulado "Beyond The Citizen Kane" sabe muito bem do que estou falando.)
Claro que estamos falando de jornalismo aqui... Os jornais podem publicar o que bem entenderem, desde que as notícias sejam aprovadas por um "jornalista responsável" e pelo diretor do jornal, TV, ou rádio. E esse "diretor" (já conhecí alguns desses tipos e vai por mim... não confiaria nem um centavo nas mãos deles).
Tá... esse lance do jornalismo é uma parte já bastante conhecida e até bastante batida aqui nesse blog, mas... e o resto da programação?
Bom... 95% do resto da programação da TV aberta é feita de 3 coisas:
comércio (propagandas, comerciais e merchandising embutido na programação, em especial, programas de auditório que aliás, só servem pra isso), religião (não importa a denominação) e "esporte" (futebol, futebol, futebol... de vez em quando se fala de uma natação ou vôlei em época de olimpíada). Os outros 5% são "completados" por séries de TV, filmes ou novelas (esse último ítem equivale a uns 2%... em horário nobre).
Pois bem... aqui está o motivo de eu ter escolhido a televisão como o primeiro dos textos sobre os elementos alienantes: 3 desses elementos são divulgados como se fossem "necessidades" ou são geradores de "necessidades" e pior ainda: apresentados quase que em regime de "lavagem cerebral" ou seja, como se "o mundo fosse só isso".
A verdade é que ninguém vai morrer de uma hora para outra se deixar de falar sobre esportes (ao invés de falar deles, praticá-los pode ser mais saudável) ou praticar alguma religião e quanto à propaganda... lembro-me claramente dos tempos de colégio, que um certo professor de Geografia contou de uma pesquisa que concluiu que
a imensa maioria dos produtos comercializados são absolutamente inúteis, não sendo nem de longe, essenciais para a sobrevivência do ser humano.
(Ora... a humanidade viveu muito bem até o século passado sem celulares e muito bem até o século retrasado sem a televisão, não?)
É bem verdade que muitos dos produtos oferecidos podem tornar nossa vida mais confortável, mas convenhamos... até que ponto não estamos comprando um monte de lixo que vai nos dar mais dores de cabeça e perdas de tempo do que conforto?
Até que ponto as coisas que estamos comprando são duráveis ou descartáveis?
(Pra que todo mundo tenta me "empurrar" um carro "zero Km" via financiamento no melhor estilo "papo de vendedor" se pelo menos 30% do valor de um veículo 0KM fica na concessionária ao retirar o veículo e tenho de levar o carro para revisões periódicas exatamente como um carro usado? E mais: pra que que eu vou gastar meu suado dinheirinho com um carro popular 0Km sem porcaria nenhuma, se posso comprar um carro de luxo mais antigo pelo mesmo preço?)
A bem da verdade, os meios de comunicação de massa como jornal, rádio e principalmente a televisão, não passam de meios para nos "empurrar" valores falsos ao longo da vida e nos fazer esquecer de parar e olhar para o mundo, ou reunir os amigos para conversar assuntos realmente inteligentes ao invés dos gols do campeonato paulista, da bunda da mulher-melão (ou qualquer outra "vedete boazuda" do momento) ou do modelo novo de câmera fotográfica digital que fotografa automaticamente ao detectar sorrisos.
A essa altura do campeonato o leitor, já de saco cheio vai falar que tem TV paga... Bom... se você pode pagar por isso, ótimo! Você é um(a) privilegiado(a).
Mais de 90% da população não pode sequer pensar nisso ou ficará sem dinheiro para sustentar a família.
Agora a grande pergunta: quanto tempo você tem para ver televisão? (Exercício: Você paga para ter acesso 24h por dia a todos aqueles canais, todos os dias do mês. Peque esse valor e divida pelo tempo que você realmente usa o serviço. Não seria mais justo você pagar apenas pelo serviço que usa?)
Felizmente ainda temos as TVs educativas abertas (que ninguém ou quase ninguém vê, porque mal consegue entender do que se trata): 2 canais, que mal funcionam 24h, mas que têm documentários excelentes e alguns programas bastante interessantes.
Infelizmente em um deles, os assuntos têm horários um tanto obscuros e nunca se pode "adivinhar" que tipo de assunto será apresentado.
Quanto às séries e filmes... bom... só são exibidos nos horários em que a imensa maioria da população está trabalhando ou dormindo, tornando a televisão, o aparelho mais inútil desse começo de século.
Pelo menos tenho um aparelho de DVD para dar alguma utilidade à essa joça... por enquanto, porque em breve, o DVD vira obsoleto, como aconteceu com o VHS, com o Betamax, com o recente HD-DHD e vai acontecer com o BluRay muito em breve.
É a indústria criando necessidades de consumo... e nós, simplesmente consumindo sem questionar, feito gado no pasto.

domingo, 13 de julho de 2008

Como ando realmente sem tempo para escrever aqui no meu blog (e as idéias não vêm quando consigo um pouquinho), resolví "descarregar" aqui, alguns textos curtos que eu não tive paciência de desenvolver... nem valem a pena. Não vão mudar as coisas mesmo!
Bom... pelo menos não agora.



Alguns textos curtos...

"Tudo aquilo que algum idiota diz que é urgente, é algo que algum imbecil não fez em tempo hábil e quer que você, o otário se estrepe pra fazer em tempo recorde".
(Anônimo)


"Prêmio de Excelência"

Em qualquer mercado, há uma coisa em comum: quando acontece algo de errado, você fica sabendo rapidinho e da pior forma.
Entretanto, quando você faz as coisas corretamente e o resultado é positivo, poucas são as empresas que apontam isso, como se quisessem esconder de seus funcionários que estes estão fazendo a coisa certa e assim, desestimulados, os funcionários não buscam inovar, buscar diferenciais... fazem só o banal, o normal, o básico... aí essas empresas culpam os funcionários por não experimentarem, não se interessarem, etc.
Não estou querendo me gabar não, mas dia 2 de julho fui agraciado com o reconhecimento "Award Of Excellence" da AT&T, assim como outros colegas que estão de parabéns.
Esse é o tipo de prêmio que eu jamais ganhei em 21 anos da minha vida dedicados às tecnologias de mídia e imagem.
Tenho ou não tenho razão de chamar o mercado de produção de mídia de "mercado ingrato"?
Não é de se admirar que todos os profissionais realmente bons que conhecí no mercado de edição de imagem digital o abandonaram... (e eu só não apaguei a luz porque preparei algumas pessoas da melhor forma que pude para que pudessem pelo menos manter umas velas acesas... E espero sinceramente que consigam encontrar uma luz no fim do túnel com elas antes que elas se apaguem.)
Algumas pessoas podem até imaginar que esse prêmio pode me subir à cabeça... duvido. Já estou suficientemente convencido de que se não fosse a colaboração da fantástica equipe com a qual trabalho, os resultados das mudanças que estimulei jamais seriam alcançados e eu jamais ganharia esse prêmio.
Estamos todos no mesmo barco e cada um de nós faz uma parte. Este é o verdadeiro conceito de equipe e sempre terei isso em mente cada vez que falar sobre esse prêmio. (E quem sabe de outros?)



"Lei seca"

Parece que o único cara que está adorando esse papo de "lei seca" sou eu.
Com isso, o número de mulheres com bafo de cerveja caiu dramaticamente e já começa a ficar interessante ir a um ou outro "happy-hour"...
Mas sinceramente, ainda penso que proibir comerciais de cerveja teria um efeito muito mais positivo e eficiente. Porém, o "lobby" é muito forte e os interesses em fazer com que as pessoas continuem enchendo seus carrinhos de supermercado com cerveja do invés de comida são mais fortes ainda.
Além disso, pra que brigar com quem se tem o rabo preso se pode faturar com multa (como se já não pagássemos tributos suficientes ao "governo"...)
De mim, o "governo" não vai faturar nem um tostão a mais por causa dessa lei... eu não bebo mesmo!
Aliás, não existe no Brasil nenhum setor governamental mais descaradamente corrupto que o sistema de trânsito.
Já escreví sobre isso algumas vezes e sei que nada será feito.
Afinal, quem é que "fiscaliza" esses órgãos do sistema de trânsito brasileiro mesmo? Pois é... o próprio "governo".
Como se ele tivesse competência para fiscalizar a si próprio.
Mas o povão se preocupa com isso? Que nada! Eles só querem é sua cervejinha!
Logo pretendo publicar aqui no meu blog a verdadeira história da mesma, como sua história foi distorcida ao longo da história, por quem, com qual propósito, desde quando se conhece seus efeitos... enfim... tudo o que tenho certeza que ninguém vai prestar atenção e achar que não passa de "teoria da conspiração"... falando nisso...



"Teoria da conspiração"

O maior mal da humanidade é tratar as chamadas "teorias da conspiração" como se fossem "apenas teorias".
Não existe teoria de conspiração quando se têm argumentos baseados na observação prática das mesmas e dados de fontes seguras que se transformam em informações logicamente bastante concretas.
O ruim é que as pessoas não conversam a respeito... Novelas, futebol e religiões dão mais audiência.
Enquanto o diálogo continuar sendo banido da humanidade, as "egüinhas pocotó" continuarão se reproduzindo e se comportando como cupins, consumindo os recursos do nosso planeta.
As tais sociedades secretas (que sabem muito bem do que estou falando ou não teriam me enviado pelo menos 3 e-mails muito discretos e bem-elaborados por sinal como uma espécie de "fica na tua"), deveriam se tocar de que já perderam o controle da situação pela própria ignorância causada pelo poder.
John Ronald Reuel Tolkien não poderia ter descrito simbolicamente esse poder em sua obra "O Senhor Dos Anéis" de melhor forma.
Pois é... o Poder é cíclico como um anel, corrompe até os mais fortes e é praticamente indestrutível.
Aliás, o próprio Tolkien (que curiosamente fez parte de várias "sociedades") acreditava que a dominação e o controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, “trazem sofrimento à criação”.
Me pergunto se ele se refería aos modernos meios de comunicação de massa ou ao tempo que gastamos de nossas vidas para fazer funcionar engenhocas que nós humanos criamos para nos beneficiar e que agora não sabemos mais viver sem elas.
Aliás, é exatamente nisso que se baseia todo o poder dos verdadeiros poderosos: a mais elementar necessidade humana... a de sentir conforto e segurança.
Praticamente tudo o que o ser humano criou (com excessão das armas, do meu ponto de vista) foi com esse propósito.
Tudo! Ferramentas, utensílios, crenças religiosas, exoterismo... (Exercício: Se o alfabeto rúnico foi inventado pelo John Ronald Reuel Tolkien, que morreu em 1973, então que papo é esse de "oráculo milenar" que os exotéricos falam tanto e que só ouví falar depois dos meus 18 anos?)



"Campinas - 14 x 7 x 365"

Na cidade de Campinas, os relógios deveriam ter apenas 14 horas.
Com excessão de 2 supermercados, 2 farmácias, 2 padarias, alguns bares "boêmios", uma ou outra "casa noturna" e provavelmente todos os puteiros da cidade (uns 2... mil), nada, absolutamente nada funciona entre 22:00 e 8:00. E isso é 7 dias por semana, 365 dias por ano.
Para uma cidade cujo povo vive se achando "os baladeiros de plantão", isso é no mínimo uma total e absoluta falta de senso de ridículo.
Já pensei em fazer um documentário em vídeo sobre a vida noturna de Campinas e postar na minha página do YouTube... mas seria certamente um documentário muuuuito curto e certamente eu teria problemas para encontrar algum cinegrafista que queira rodar a cidade com uma câmera na mão depois das 22:00.
Eu até tentei... mas dirigir e segurar a câmera ao mesmo tempo não é o que eu chamaria de uma missão simples.
As "casas noturnas" dizem fechar quando o último cliente ir embora, mas... ninguém quer ficar por último.
Os bares que ficam abertos até mais tarde, fecham normalmente lá pela 1:30, mas lá pelas 0:30 já tem garçom perguntando se quer mais alguma coisa da cozinha e 1:00 já estão lavando o piso. (Nos finais de semana! Durante a semana, dá 1:00 já não tem mais ninguém!)
A desculpa para tal é sempre a mesma... a tal da "violência"...
Em São Paulo (a capital paulista que os campinóides não se conformam de Campinas não ser a capital), famosa pela violência com muito mais assassinatos diários por cabeça que Campinas, curiosamente não usa essa desculpa para manter sua vida noturna.
Aliás, tem bar lá que abre as portas nos horários que os de Campinas estão fechando.
Aliás, tem casa noturna por lá que abre quando as de Campinas estão fechando.
Não é de admirar que as cidades vizinhas tenham tantos bares e casas noturnas.
Ah sim! Eu ía me esquecendo! Tem uma coisa que funciona mais tempo do que 14 horas por dia em Campinas sim... os caixas 24 horas... Ah! Esses sim, funcionam por 16 horas por dia. Um maravilhoso exemplo de eficiência de serviço.
Bom... tem ainda os motéis (a maioria fora da região considerada "urbana" da cidade e portanto não contam), o aeroporto de Viracopos (esse então fica pra lá dos 2000 puteiros da cidade) e os hospitais, que rezemos para que não entrem nessa onda.



"Superprocessadores do futuro"

Atualmente, o supercomputador mais rápido do mundo é o Roadrunner da IBM, que usa processadores Cell e AMD (a Intel ficou de fora dessa festa).
É fantástico como a tecnologia desses brinquedos evoluiu rápido... (E dizer que cheguei a conhecer pessoalmente o "cartão perfurado" em seu auge... isso me faz sentir-me tão velho...)
Ví nascer os microcomputadores, varei incontáveis madrugadas em desenvolvimento de software e mais incontáveis madrugadas ainda trabalhando para pagar minhas contas e resolver os problemas que os computadores mesmo me causaram... enfim.
Fico imaginando como a coisa está evoluindo, em que pé estaremos daqui uns 20 anos...
Às vezes fico imaginando como seriam as tecnologias empregadas no futuro, em especial no mundo da supercomputação...
Uma idéia que veio à minha mente outro dia foi que os atuais processadores aquecem muito, pela resistência que os materiais têm à passagem da corrente elétrica... em especial nas "curvas", ou seria melhor dizendo, nas "esquinas".
Imaginei então que se o caminho desses elétrons pudesse ser o mais reto e contínuo possível, de modo que estes praticamente não precisassem "dobrar esquinas", eles poderiam circular em velocidades muito maiores e com muito menos aquecimento de material.
Falando em circular, então por que não dispôr esse caminho em forma de "anel"... um grande anel de silício com o caminho dos elétrons nele?
Mas... e o processamento? Como fazer os transistores (que funcionam mais ou menos como "válvulas") funcionarem sem atrito? Hummm... no meio do caminho poderíamos ter micro-fotoacopladores e micro-fotomultiplexadores de modo que estes convertessem os fluxos dos elétrons em fluxos de luz para o interior do anel, onde seriam abrigados múltiplos processadores fotônicos (cujos atuais avanços na área não são novidade alguma pra ninguém... basta procurar na Internet).
Sinceramente eu não sei se o que andei tomando para ter umas idéias dessas (vai ver foi idéia inspirada na obra do Tolkien)... ou vai ver as pizzas me inspiraram... Será que essas idéias vão acabar em pizza?
(Margheritta, por favor!)



"Redescoberta do vinil"

Depois de ganhar um toca-discos "Garrard 630s" de presente do "Clube de Audiofilia de Campinas" (um grupo de amigos que se reúne de vez em quando para ouvir áudio analógico e trocar idéias e dicas sobre música e equipamentos de som, do qual faço parte), resolví restaura-lo e aproveitar seus recursos ao máximo... A cada nova descoberta na Internet e aplicação da mesma na prática, passei a ouvir sons em músicas que eu ouço desde criança e que eu nunca tinha percebido... mas que estão lá, esperando pare serem "descobertos" e apreciados... detalhes minuciosos que um CD jamais poderia trazer à tona... MP3 então... nem f******!!!
Os(as) leitores(as) desavisados(as) podem até achar que é saudosismo da minha parte (e de certa forma pode até ser), mas muito pouca gente hoje realmente conhece toca-discos além daquelas "vitrolinhas de plástico" ou aparelhos danificados com o tempo que foram abandonados devido à pouca praticidade.
Na melhor das hipóteses, vêm toca-discos como "ferramenta de DJ" (lê-se "deejay", pronuncia-se "dijêi" e não "dejota" e muito menos "djidjei", por favor...).
Esses profissionais da animação de bailes e casas noturnas, são os responsáveis por destruir aparelhos, discos e agulhas em atacado... mas por outro lado, ainda alimenta a indústria do áudio analógico e nós, audiófilos somos gratos por isso, pois continuamos podendo comprar cápsulas, agulhas, aparelhos e peças de reposição para ouvir as reproduções sonoras mais perfeitas que uma invenção humana pode reproduzir.
Curtir "bolachões pretos" era o meu principal hobby desde a minha infância e foi até o final dos anos 90 quando eu já julgava que o CD "esmagaria" de vez o vinil (o que por pouco não aconteceu).
De lá para cá, a indústria do consumismo eletrônico só inventou mídias diferentes e pirotecnias para maquiar descaradamente as limitações do áudio digital, que peca pela falta de profundidade em reproduções naturais do som (a natureza do som é analógica).
Um bom aparelho de toca-discos de precisão, com uma boa cápsula, uma boa agulha elíptica devidamente montada e regulada com precisão digamos... "cirúrgica", num braço ajustado corretamente tocando um disco com giro preciso e limpo de modo que só um audiófilo experimentado e 'iniciado" sabe fazer, é capaz de deixar qualquer home theater morrendo de vergonha!
Até bem pouco tempo atrás eu pensava fazer parte de um grupo de aficcionados "delirantes" nesse sentido, mas recentemente o que tenho mesmo é comprovado que eu sou mesmo é um privilegiado que não se deixou render pela praticidade dos aparelhos modernos em detrimento da precisão de engenharia da reprodução de áudio 100% analógico.
E fico feliz de não ser o único a se cansar do "colorido falso" do áudio digital. Prova disso é o aumento das vendas de vinil nos últimos tempos.
Segundo a RIAA (numa notícia publicada pela revista "Rolling Stones", a venda de discos de vinil cresceu 36,6% em 2007, em relação a 2006. Por outro lado, a venda de CDs caiu 17% e a do SACD, caiu 30.5% nesse mesmo período.
Já há quem diga que o vinil está voltando com tudo. E quem mais tem comemorado são os roqueiros e os eruditos (farinha do mesmo saco que normalmente têm apenas aspectos diferentes).
Surround é legal no cinema... mas som natural e puro mesmo... é estéreo (ainda que com um pouco de estalidos de carga estática ou desgaste de sulco).



"Padrão brasileiro de plugs e tomadas"

Obra de gênio! Depois de mais de 100 anos de uso de plugs e tomadas no Brasil, finalmente alguém percebe que tá na hora de ter um padrão.
Pena que esse "padrão" é mais um para se somar os outros "padrões" já existentes no mundo.
Para piorar a coisa, o tal "padrão" não é compatível com padrões de outros países como Estados Unidos e Japão, que usam plugs de contatos chatos, ou seja... continuaremos a ter de usar os mesmos adaptadores que usamos ha anos, se não tivermos de adquirir adaptadores novos porque por um motivo ou outro o velho adaptador pode não encaixar direito numa tomada nova, criando-se assim um ponto de insegurança com chance fácil de acidente, faísca, etc.
Pessoalmente o "padrão" funcional mesmo é o que encontramos em alguns filtros de linha, que aceitam tanto plugs de contatos redondos quanto chatos, sem o uso de adaptadores.
Parece que a única boa notícia é que nas novas edificações serão exigidas o fio do aterramento, o "terceiro pino" que ao invés de ser devidamente instalado para o uso em equipamentos que os exige, muita gente simplesmente ignora o mesmo, como se fosse "dispensável". ignorância lamentável, de conseqüências algumas vezes desastrosa.
Plugs e tomadas preparadas para isso existem há muitos anos em outros países e poderíam ser adotados no Brasil, mas... como resolveram reeditar um "padrão" já considerado por muitos como "obsoleto" ao invés de adotar algum padrão já existente, uma coisa podemos ter certeza: alguém vai ganhar muito dinheiro com isso, e não será o consumidor.
Sem contar que certamente algum político vai usar como "bandeira" em campanha política.
Se eu souber quem é, já perdeu meu voto.
Medida paliativa com intuito eleitoreiro ou cumprimento de "favor", ainda que tenha apenas"cheiro" disso pra mim, é "tolerância zero".
Quanto à ABNT... lamentavelmente chega atrasada... de novo. (Alguém aí lembra do meu texto sobre os lamentáveis teclados ABNT e ABNT-2?)
Retrato de um povo que só age reativamente e é incapaz de planejar qualquer coisa para o futuro.



"Ficção científica no Brasil"

Se você é um(a) cidadão(ã) que se considera "normal, cite apenas uma série de ficção científica brasileira.
Um filme?
Um escritor?
Pois é...
Retrato de um povo que só age reativamente e é incapaz de planejar qualquer coisa para o futuro.
Precisa dizer mais?

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ultimamente tenho escrito textos mais pessoais no meu blog... logo volto a escrever sobre a minha indignação declarada à ignorância.
Por hora, me sentí na obrigação de postar alguma coisa hoje, centenário da imigração japonesa no Brasil, uma vez que desde criança admiro esse povo batalhador e honrado, famoso pela paciência, pelo detalhismo, pela arte, pela engenhosidade e pela simplicidade e clareza de pensamento.
Me sinto nessa obrigação, porque tenho profundos laços emocionais e culturais, bem como um passado que faz com que seja impossível eu agir de forma diferente.
Entretanto, o texto de hoje não é uma homenagem dedicada, mas relatos ocorridos entre os dias 7 e 8 de junho, em que participei de uma festa comemorativa da comunidade nipo-brasileira de Campinas...



Coincidências...

"Não existem acasos. Todas as coincidências são significativas."

(Frase de orígem obscura, frequentemente atribuída a Albert Einstein ou algum escritor famoso.)


Tudo bem que já me manifestei ateu aqui nesse blog e essa declaração deixa bem claro que eu não acredito em nenhum tipo de "divindade" como as pregadas pelas religiões. Mas isso não me impede de reparar nas coincidências que ocorrem em nossas vidas e que podem nos fazer imaginar que exista de fato algum tipo de "destino", ou "carma" do qual não podemos fugir.
Creio que os fatos ocorridos comigo no final de semana dos dias 7 e 8, formam um bom exemplo do que estou comentando aqui.
Nossa história começa na quinta-feira, dia 5, com a minha mãe dizendo que já estava chegando a hora de trocar a pia da cozinha (referindo-se apenas à cuba, sifão e o tubo que o liga à tubulação de esgoto).
Coincidentemente, percebí um vazamento na madrugada de sexta para sábado.
Ao analisar o caso, notei que o tubo que ligava o sifão ao sistema de esgoto estava podre (queria saber de quem foi a brilhante idéia de pôr uma tubulação de metal logo alí... como se este não pegasse água salgada para corroe-lo).
Bom... sem chance de consertar o vazamento de madrugada, o que fiz foi tirar tudo o que pude debaixo da pia e desmontar o "prejuízo" até onde deu.
De manhã, comprei uma válvula com ralo novo, um sifão universal com tubo tipo "fole" e gastei um bom tempo restaurando até onde deu (só não troquei a cuba, mas já está em projeto... ou quase).
Esse primeiro relato me pareceu meio que um "aviso" de que outras coisas estariam para acontecer... sempre me pego dizendo que "deve estar para acontecer algo muito especial para compensar isso". (Sempre penso que de entre as leis do Universo, a do auto-equilíbrio é uma das mais importantes, assim como o número phi, mas deixa pra lá...)
Pois bem... ainda no sábado, fui a um evento aqui em Campinas, o "Festival do Japão 2008" ocorrido no Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas, o "Nipo" (para os íntimos), cujos eventos freqüento desde os anos 90, (com excessão da época em que eu namorava a Célia, que certamente morreria de ciúmes se eu sequer olhasse para outra asiática).
Nesse evento, fui com uma amiga de longas datas (que apesar de casada, costumamos sair de vez em quando), e um casal de amigos meus.
Pois bem... agora começam as coincidências: o casal escolheu os lugares de numa mesa, onde ficaríamos. (É comum o uso de mesas coletivas nesse tipo de festival.)
Coincidentemente... pasmem! Os pais da Camila, a colega de quarto de "república" da Célia estavam do outro lado da mesa! (Mas que diabos eles estariam fazendo alí? Eles são de São Paulo! Tem festival "equivalente" muito maior por lá e pela classe social daquela família, encontra-los numa festa de entrada franca seria a última coisa que eu faria... mas admirei sua humildade, embora eu tenha ficado um tanto "abobado"... aliás, ainda me pergunto se ví mesmo o que penso que ví...)
A princípio eu não reconhecí (eu já disse... fiquei "abobado" com o fato... levei um tempo para "me ligar"), mas percebí que aqueles rostos me eram familiares. Depois, me esforcei para não demonstrar que reconhecí, embora tenha cumprimentado com uma leve inclinação de cabeça. Na verdade, eu não sabia como reagir... Qualquer reação minha poderia desencadear uma série de possibilidades que eu não estava nem um pouco afim de calcular naquele momento. Aliás, ainda me pergunto se o simples fato de eu ter sido visto fará circular alguma notícia a meu respeito... o Universo como eu disse, tem forças muito estranhas... prefiro não pensar nisso. A experiência me ensinou a evitar esse tipo de pensamento... (Já citei o caso da Celita.)
Bom, um tempo depois de comer um yakissoba com os amigos, fomos dar uma volta para ver o resto do evento... Durante esse "jantar", coincidentemente ví de longe um velho amigo fotógrafo... (daqui a pouco eu explico o que essa observação faz aqui nesse texto...)
Durante o passeio, coincidentemente, acabei encontrando o irmão da Celina (outra das minhas "ex") e esse eu cumprimentei normalmente já que não tenho nenhuma promessa que me impeça de ter algum contato direto como é o meu caso com a Célia. (Creio que eu só não volto a ter algum contato direto com a Celina, porque já estamos "navegando em barcos diferentes" faz muito tempo, embora eu tenha umas lembranças realmente muito boas dela.)
E para completar o evento, durante a apresentação da cantora Mariko Nakahira, coincidentemente, vejo uma "personna non-grata" da história da minha vida, o irmão da paixão mais destrutiva que tive no passado, chamada Celita, filmando o evento.
Preferí fingir que não o ví. (Ignorantes estúpidos não merecem nem o mínimo da minha atenção. Quanto à Celita... bom, valeu para aprender até que ponto uma paixão pode levar um homem à ruína. Hoje quero o máximo de distância possível dela, tamanha a minha decepção.)
De madrugada, já em casa, resolví visitar a página do Orkut do meu amigo fotógrafo (olha ele aí)... para deixar-lhe um recado dizendo que o ví, quando me deparei com umas fotos novas em seu álbum... ele tinha fotografado as "misses" do concurso "Miss Centenário". Eu já tinha visto umas fotos das candidatas no site do "Nipo" e no Jornal Nikkei...
Aproveitei a visita para parabenizar meu amigo pelo belo trabalho e comentar apontando algumas delas como possíveis novos talentos, e acabei destacando uma que fotografava muito bem...
Aí no domingo, resolví ir novamente ao evento... desta vez, sozinho.
Por incrível que pareça, não encontrei ninguém que eu conhecia, mas por um acaso acabei conhecendo pessoalmente uma das candidatas lá do concurso "Miss Centenário"... coincidentemente logo aquela que eu havia destacado... uma simpatia de pessoa!
Parabenizei-a e disse a ela que ela fotografa muitíssimo bem, que ela tem futuro como modelo.
Contei de sua foto no álbum do meu amigo fotógrafo e ao chegar em casa, não resistí e comentei a foto nesse álbum, registrando o meu prazer em conhece-la.
Dois dias depois, ela me adicionou no Orkut. (Antes que alguém pense bobagens, ela é muito novinha e tem namorado.)
Coincidentemente uns dias depois, outra candidata do concurso visitou o meu perfil no Orkut. e coincidentemente, descobrí através de um comentário numa foto do meu amigo fotógrafo, que é vizinha da outra "miss"... (OK, essa já é um pouquinho mais velha e pelo perfil dela no Orkut... tá solteira.)
Mudando de assunto...
Numerologicamente, 2008 é "o meu ano" segundo um amigo meu... ano do rato segundo o calendário chinês, (embora o meu signo no horóscopo chinês seja o cachorro, mas tudo bem)...
Nascí em 10/01/1971, logo completei 37 anos em 10/01/2008.
Em numerologia,
2+0+0+8=10=1.
3+7=10=1.
Hoje, dia 18/06/2008 comemora-se o centenário da imigração japonesa no Brasil.
1+8+0+6+2+0+0+8 = 25
Só que tive 3 namoradas... as três japonesas (sansei).
25+3 = 28 = 2+8 =10 = 1
Coincidentemente... (O universo tem forças estranhas, né? Vai entender!?)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Depois de ter escrito um monte de texto aqui nesse blog, um parece ter realmente chamado uma atenção especial dos leitores.
As pessoas comentaram, me mandaram e-mails pedindo mais... e pra mim foi uma surpresa.
Certamente "Entrevista comigo mesmo" foi o texto de maior sucesso deste blog ano passado.
Isso me frustra um pouco, porque eu para mim, a série "Relacionamentos" é muito mais importante, em qualidade de conteúdo.
Mas já que os leitores querem saber mais sobre mim... aqui vai...



Entrevista comigo mesmo 2: atendendo a pedidos.

"A curiosidade não é um pecado. Mas devemos ser cautelosos com a nossa curiosidade..."
(Harry Potter, personagem fictício criado por Joanne Kathleen Rowling)



Picolo's Blog: No dia 10 de Novembro de 2007, Picolo's Blog entrevistou seu próprio criador, o especialista em mídias digitais Claudio Henrique Picolo e hoje atendendo a pedidos, ele está aqui para outra entrevista e mais: topou falar de assuntos que na última entrevista ele evitava!
Como se não bastasse todo o currículo apresentado na apresentação da entrevista anterior, agora ele trabalha para a AT&T, como prestador de serviços para a IBM.
Claudio, como se sente com essa mudança toda em tão pouco tempo?
CHP: Bom, estou só há 21 meses trabalhando com redes de computadores e já trabalho numa das maiores empresas de telecomunicações do mundo e prestando serviços para a maior empresa de tecnologia de informação do planeta! Nada mal para um novato!
Porém, é bom ter os pés no chão e deixar sempre bem claro que apesar de toda a minha experiência no mundo da tecnologia, ainda sou novo no setor de redes e telecomunicações.
Me sinto muito crú na área ainda, não estou nem perto das certificações que eu gostaria de ter e além disso, é impossível atender a empresas desse porte sem carregar um fardo burocrático e estratégico de tamanho proporcional, o que atrapalha bastante o foco nos meus estudos.
Mas isso faz parte do desafio além do que as conseqüências dessa experiência certamente serão bastante proveitosas no futuro... e não tenho pressa de tirar essas certificações. Quero te-las válidas de verdade e com conteúdo fixado em minha mente.
De nada adianta ter uma certificação se eu esquecer o conteúdo todo.
PB: Não estar conseguindo ter as certificações que você queria te deixa frustrado?
CHP: De forma alguma! Há outras coisas que eu posso fazer que dependem muito mais do meu senso de organização do que desses certificados, o que me faz entender só agora os motivos que levaram à minha contratação.
Ao contrário do que diz a lenda urbana, empresas como IBM ou AT&T, não contratam por causa de diploma, certificado... o lugar comum é comum demais para quem necessita de soluções criativas que requerem visão lógica de processos, dos fatos do dia-a-dia, de bom senso e até um pouco de diplomacia... coisas que as faculdades não dão como "brinde" junto com os certificados, mas também não vamos desmerece-los. Eles são necessários, mas não são tudo, e embora o RH dessas empresas peçam o certificado para terem menos gente para entrevistar na fila, as empresas propriamente ditas sabem que a distância entre a teoria e a prática é incalculavelmente grande. Teoria demais muitas vezes nos cega de detalhes que envolvem o foco das coisas e nos fazem ter medo de olhar "de fora" para ver onde as coisas podem estar falhando. E é aí que eu estou concentrando meus esforços de aprimoramento desde que entrei nessa área... e estou começando a sentir resultados bastante significativos desse esforço que estão refletindo diretamente no desempenho da equipe com a qual trabalho e naturalmente na qualidade do serviço oferecido ao cliente.
É claro que essas coisas não acontecem da noite para o dia e dependem do trabalho de equipe para que funcionem. E para a minha sorte, a minha equipe é muito show...
PB: E com relação ao sucesso do Picolo's Blog e a curiosidade das pessoas a seu respeito?
CHP: É muito bom ter esse feedback... saber que as pessoas lêem os textos publicados no Picolo's Blog e o mais importante: que gostam.
Tenho me esforçado bastante para registrar minhas reflexões do momento, da forma mais clara possível para que possam ser aproveitadas pelas pessoas como um livro, embora eu não seja escritor.
Quanto às pessoas terem curiosidade sobre mim... bom, eu não sei o que dizer.
Talvez seja o fato de eu ser muito caseiro, ser meio recluso, ter uma vida totalmente diferente do resto da sociedade... sei lá.
PB: Como assim, "diferente"?
CHP: Bom... costumo dizer que sou um vampiro... Eu durmo de manhã e vivo à noite, é verdade... mas não sou como os vampiros do cinema, que se alimentam de sangue, ou viram morcegos... nada disso.
Acho que de vampiro mesmo, só tenho o lado romântico.
Seja como fôr, eu me sinto diferente do resto do mundo... como se eu fosse algum tipo de alienígena... sei lá...
PB: Por que você se isola tanto da sociedade?
CHP: Na verdade, o que faz com que eu acabe me isolando são os conflitos de pontos de vista.
Tenho pontos de vista bastante claros sobre o mundo e sou vacinado contra a maior parte dos tipos de alienação como televisão, futebol, religião ou bebida.
O que faço é procurar usar o meu cérebro de modo mais produtivo, porém isso tem um preço alto: quanto mais eu aprendo sobre o mundo, mais eu acabo me sentindo solitário, porque as pessoas têm medo de abrir os olhos, de ver que o mundo em que vivem nem de longe é a ilusão que os processos de alienação "vendem" e eu não posso fazer nada quanto a isso além de mostrar o meu ponto de vista e ser "rotulado" como "louco", "maluco", etc.
Na verdade até brinco quando me chamam dessas coisas.
Lamentavelmente, os valores da sociedade de consumo são "pré-fabricados", "plantados" por meios de comunicação de massa e estimulados por vizinhos alienados.
É assim desde a Idade do Bronze e não sou eu que vou conseguir mudar isso, infelizmente.
Não estou dizendo que os meus pontos de vista são "os corretos". Na verdade, questiono os meus valores tempo todo, e penso que o mundo poderia ser muito melhor se as pessoas assim o fizessem, pois são esses valores é que nos fazem tomar decisões que poderão refletir duramente em nossas vidas futuras.
PB: Você se sente solitário?
CHP: Sim. Muito. Mas aprendí a esconder bem isso.
A cada dia que passa, mais eu me sinto como se fosse o único, senão o último da minha espécie.
Quanto mais eu expando a minha visão de mundo, mais solitário acabo me sentindo e isso de certa forma acaba por me tornar mais e mais diferente e distante da imensa maioria.
Se isso me torna especial de alguma forma aos olhos de alguns, por outro faz com que eu me sinta cada dia mais solitário com meus meus inconformismos que sei que nunca vão passar disso mesmo.
Infelizmente, a consciência leva ao utopismo.
PB: No seu texto de "Picolo's Blog" do dia 23 de Março deste ano, você terminou o seu texto dizendo que reprime suas emoções. Por quê?
CHP: Porque se eu não reprimisse minhas emoções, hoje provavelmente eu não estaria aqui para dar essa entrevista.
É uma opção difícil que visa evitar paixões desenfreadas.
Já sofrí muito com esse tipo de coisa no passado e é por isso também que evito tomar iniciativas no campo afetivo.
Quero ter certeza de que vale a pena antes de tentar de novo, mas as probabilidades não são nem um pouco favoráveis.
Encontrar alguém capaz de compreender o meu modo de pensar sobre as coisas é praticamente impossível.
Na verdade, já encontrei uma pessoa assim no passado e me recusei falar mais sobre isso na última entrevista.
PB: Você busca encontrar alguma mulher como ela um dia?
CHP: Não tenho esse tipo de esperança. Ela é única e ponto.
Toda mulher tem suas particularidades que a torna especial.
Resta saber se essas particularidades serão tão compatíveis comigo como foram as "daquela lá".
Infelizmente para "aquela lá", eu certamente não passo de "um desastre em sua vida", uma "ilusão", uma "carta fora do baralho" e se é assim que ela pretende me tratar pelo resto de sua vida, então por mais que a ame, ela não merece minha atenção enquanto não mudar de atitude.
E a pior parte dessa história é que ela só não muda de atitude por orgulho pessoal. Só isso.
PB: Você tem fama de se dar bem com as mulheres no ambiente de trabalho.
CHP: Bom... eu tenho por política pessoal evitar relacionamentos com mulheres do trabalho.
O que faço é ser sincero o tempo todo, ser carinhoso quando merecem, (naturalmente procurando manter a minha postura profissional até onde eu puder) e trata-las com o respeito que merecem.
Mas tenho de admitir que tem umas e outras que são realmente incríveis. Com essas, num encontro a sós... sei não hein!? (Risos)
PB: Se uma mulher que lhe fosse atraente "baixasse a guarda", abrisse o jogo com você ou se declarasse claramente, enfim... tomasse alguma iniciativa, o que você faria?
CHP: Acho que a resposta a essa pergunta é bastante óbvia, né? Eu não teria motivos para não arriscar. Afinal de contas, não devo nada a ninguém e... já faz muito tempo que estou "avulso".
Mas penso que as mulheres hoje têm muito medo de se arriscar assim.
Acredito que se elas resolvem fazer isso é porque estão mesmo muito a fim... Nesse caso, se a menina fôr legal, atraente, inteligente, carinhosa... ninguém é de ferro (risos) e não vejo motivos para não dar uma chance para ver no que dá.
PB: Há alguma mulher em vista?
CHP: (Risos) Sempre há uma ou outra que de repente me chama uma atenção especial seja por um motivo ou outro, mas elas não percebem. Ou se percebem, fingem que não percebem.
Elas são realmente muito boas nisso.
PB: São boas em fingir ou chamar a sua antenção?
CHP: Ambas... Mulher é um bicho perigoso.
PB: Algum recado especial para alguma leitora que de repente pode estar a fim de você?
CHP: Bom... A mulher fatal é uma predadora por natureza. Não há no mundo um homem que não goste de ser a presa de uma mulher dessas.
Só posso sugerir que se arrisque mais e tenha menos medo. Não sou um cara fácil, mas também não mordo... bom... posso até morder, mas não machuco não.
PB: Na última entrevista você parecia relutante em falar da sua "ex". Hoje é o aniversário dela. Há algo que você queira dizer a ela?
CHP: Há tanta coisa que eu queria dizer a ela e que estou condenado a guardar para mim mesmo... como o vinho que ela me deu num de meus aniversários e que ainda está guardado, porque sua intenção (e minha também) era abri-lo juntos um dia.
E está lá... condenado dentro daquela garrafa, todo o aroma, o sabor, a vida de um dos excelente cabernet sauvignon cuja safra é do ano em que nos conhecemos.
Eu me considero um cara realmente muito difícil, porque sei que não sou homem para qualquer mulher. Tenho plena consciência do meu valor.
Mas ela era merecedora da minha atenção e do meu carinho até que seu o orgulho e a minha insegurança que eu vivia naquela época devido a vários fatores, fez com que terminássemos.
Nunca conseguí aceitar isso, mas foi a única saída.
Não seria justo impedi-la de alcançar vôos mais altos em sua carreira, sua vida... enfim...
PB: E você não tenta entrar em contato com ela de forma alguma por causa de uma promessa boba que fez a ela num e-mail?
CHP: É. Mas não é uma promessa boba: É uma prova de que eu cumpro minha palavra e isso para mim, é uma questão de honra.
Eu disse no meu último e-mail para ela (que só ela poderia ter lido e apagado como confirmação de te-lo lido), que só ela poderia tentar uma reaproximação através de um contato, não eu.
PB: E se ela nunca tentar essa reaproximação?
CHP: De qualquer forma, vou terminar meus dias com minha palavra cumprida. Devo isso a ela... e de certa forma, a mim mesmo.
Pode doer, mas é o preço da dívida que continuo pagando pela minha ignorância.