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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Estamos terminando o ano... e todos os anos nessa época, digo que essa é a época mais falsa do ano.
E por falar em falsidade, há 1682 anos que tem uns caras ditando coisas do tipo "não leiam isso", "não vejam aquilo", "se vocês nos contrariarem, é pecado, vocês estão contra a gente..."
Poder: é só o que importa para essa gente.
Agora dizem para os "fiéis" não verem o filme "A Bússola de Ouro", dizendo que o filme é "antinatalino". ( Só por causa disso quero ver o filme!)
Oras... o Natal como conhecemos hoje por sí só é uma farsa inventada e moldada durante esses exatos 1682 anos e já falamos sobre isso nesse blog nos anos anteriores.

Não existe exército mais eficiente do que o que luta por paixão ao invés da lógica sem perceber que o fazem. Daí a curta distância entre a religião e a política.
E já que estamos falando sobre política, religião e falsidade, que é o principal tema da época, segue a continuação do texto sobre propaganda e como ela pode ser nociva...



Toda propaganda é enganosa (parte 2)

"Você não necessita de inteligência para ter sorte, mas necessita de sorte para ser inteligente."
(Provérbio judaico)


Já falamos sobre a base da propaganda e um pouco sobre o principal veículo disseminador da mesma (televisão), mas não nos atemos ao veículo em sí, mas ao aparelho, como objeto de consumo.
Observem que trata-se de um objeto de consumo sendo procurado como um vício.
Já observaram que onde há um televisor ligado, as pessoas não conversam?
Pois bem... O que faz com que as pessoas liguem seus aparelhos e mantenha-os ligados horas e horas com a programação ruim como é hoje em dia?
A resposta: propaganda.
A programação é ruim, mas as imagens seduzem, induzem, estimulam desejos, criam necessidades, ditam padrões sociais em sua imensa maioria muito aquém da realidade dos telespectadores que ficam lá, consumindo muitas vezes apenas as imagens, uma vez que a imensa maioria da população sequer tem poder aquisitivo para sonhar com os carros populares em promoção que custam "apenas" o valor de um apartamento; ou de frequentar a vida noturna badalada e bonita promovida pela marca de bebida alcólica, em que pessoas se acotovelam em lugares escuros, barulhentos, com fumaça de cigarro, disputa de perfumes caros e brigas no final da "balada".
Todo comercial de shampoo tenta vender a idéia de que seu cabelo tem algum problema e apresenta alguma milagrosa fórmula mágica que fará seu cabelo ficar "como você sempre sonhou", ao invés de apenas fazer o que lá no fundo todo shampoo deveria fazer: simplesmente limpar seu cabelo.
Não bastassem os comerciais de TV com suas imagens cuidadosamente produzidas, corrigidas, editadas digitalmente até se parecerem com sonhos ao invés da vida real, até porque a vida real não vende. Se vendesse, ninguém estaria vendo televisão.
Ou seja, as pessoas "viajam" nas imagens, como quem "viaja" com alguma droga.
Não bastasseem os comerciais, ainda há o merchandising inserido no meio da programação como cupins na madeira: é ruim, ninguém gosta, mas continua lá, corroendo o que interessa de fato.
E as notícias? O jornalismo?
Bom... Podemos chamar de jornalismo o fato de que a imensa maioria das notícias de todos os meios de comunicação de massa vêm dos mesmos 5 grupos de agências de notícias do mundo?
Como chamar de notícia algo que pode perfeitamente ser divulgado por um oligopólio global do jeito que bem quiserem, vendendo idéias apenas do jeito que esse pequeno grupo achar mais "conveniente"?
Notícias locais? Ora... quanta gente não morre em algum acidente de carro novo por dia ou numa briga de bar por noite, após beber umas e outras bebidas apresentadas na TV por causa de alguma mulher que usa o shampoo do comercial que dizia que o cabelo dela tinha pontas duplas?
Os veículos de comunicação de massa influenciam muito mais do que se imagina, porque ditam regras, padrões de pensamento, de comportamento inconsciente, de consumismo.
Por que todo mundo precisa ir e voltar do trabalho na mesma hora?
Por que todo mundo precisa ter um celular novo, ou um carro novo, ou beber alguma bebida alcólica sempre que vai a um bar ou "balada"? (Pior: Pra que "encher" a cara?)
Por que você tem de gostar de cerveja ou futebol?
Por que você precisa frequentar alguma igreja (qualquer que seja) ou fazer parte de alguma maioria de eleitores mesmo que hajam candidatos menos "pilantras" do que os que estão no topo das pesquisas?
Por que você precisa ser como todo mundo?
Você é você mesmo(a) ou é o que a propaganda diz para você ser? (E por tabela, o que as pessoas influenciadas pela propaganda dizem para você ser?)

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