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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Esses dias tive um sério problema com meu computador, o que me força a montar um novo...
Com isso, perdí uns dias de folga procurando peças, pesquisando preços, componentes...
Paciência.
Este ano é a segunda vez que tenho de gastar dinheiro com o PC por causa de problemas com o hardware... (Não me lembro de ter tido tantos desse tipo de problema com os meus velhos Macintosh...)
Felizmente tenho um velho notebook japonês Compaq Presario 1621 que me permite (muito lentamente) pelo menos consultar meus e-mails e escrever no meu blog, embora não me permita trabalhar som e imagem como fazia com meu computador "principal".
Mas o texto de hoje fala de outra coisa...


Paixões

"A forma mais fácil de atrair o público é faze-lo saber que num dado horário e local, alguém tentará algo que em caso de falha lhe trará subitamente a morte."
(Harry Houdini, ilusionista, escapista, ator e desenganador)


Vamos falar de paixões...
Sou um apaixonado por música desde criança, me considero um fanático por audiofilia, adoro videogames antigos, gosto de praticar io-iô quando posso, curto um bom vinho em casa de vez em quando... mas como o gosto pelas coisas vêm de valores puramente pessoais, para mim, o assunto "futebol" por exemplo, não passa de mera perda de tempo que não me acrescenta absolutamente nada.
No entanto, para muitas pessoas, é quase como o ar que respiram, um vício, um ópio...
Ontem, como todos sabem um famoso clube de futebol foi rebaixado para a segunda divisão.
Isso não muda a minha vida em absolutamente nada, a não ser pelo gostinho de poder deixar aqui as minhas "alfinetadas" para as minhas "ex", cuja única coisa em comum (além de serem asiáticas inteligentíssimas), é o fato de se auto-declararem corinthianas. (E nos três casos eu só soube depois de ter começado oficialmente os namoros...)
O time perdeu? E daí? E eu com isso? (Aposto que nenhuma delas abandonou sua paixão pelo "timão"... Quem mandou?)
Gostar de alguma coisa é saudável, confere personalidade à pesssoa, muitas vezes a caracteriza, faz com que ela seja lembrada, mas paixão é como uma doença.
Todo mundo passa por esse tipo de experiência na vida e aprender com as derrotas pode ser muito difícil.
Ora... quantas vezes você não chorou ao perder alguma coisa de que gostava?
Ainda que supere isso, o momento jamais será esquecido. Logo, quando perder alguma coisa, o meu conselho é: procure aprender com isso. Choros e lamentações embora muitas vezes sejam inevitáveis, não resolvem absolutamente nada.
Como explicar então que coisas que não nos dizem respeito algum possam mexer tanto conosco?
A resposta é simples: trata-se de um desenvolvimento de uma afeição a algo ou alguém, como que se fosse sua própria responsabilidade, como uma espécie de "adoção"... um sentimento de carinho que remota a algo muito semelhante ao afeto materno ou paterno.
No caso do futebol, aproveitar desse sentimento para fins de lucro é um negócio incrivelmente rentável, tanto para os "cartolas" quanto para a política... mas enfim, já estou saturado desse tipo de assuntos "podres"...
Eu também já perdí muita coisa de que eu gostava muito. Já chorei muito também... até aprender que as únicas coisas que posso fazer ao perder algo, é tentar começar tudo de novo e tentar entender como perdí.
Vencer, pode ser bom, mas conseguir aprender com uma derrota, é uma grande vitória. (Já dá para imaginar qual vai ser o tema da "Gaviões" para o carnaval de 2008... né garotas? Ha-ha-ha!)

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