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sábado, 29 de dezembro de 2007

2007 está quase terminado e muitas mudanças aconteceram.
Para a minha alegria, alguns dos meus amigos passaram por grandes mudanças... alguns, de ilustres desprezados finalmente encontraram com o merecido reconhecimento e agora se tornam importantes por sua competência e empenho.
Outros por sua vez, infelizmente passaram por momentos tristes, mas tenho certeza de que superarão triunfalmente, embora talvez leve tempo...
2008 tende a ser o ano dos nerds... até pelos filmes que estão para estrear em 2008/2009 como "Homem de Ferro", "Agente 86", "Thundercats" (trilogia ainda em projeto), "Speed Racer"... que podem de repente trazer alguma diversão, já que o cinema ainda é uma das últimas mídias a "vender" algumas idéias interessantes.
Mas o tema de hoje é outro. Trata-se de uma reflexão sobre o passado, o futuro e as mudanças no presente.



O tempo se vai... mas o tempo vem?

"Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir."

(Tennessee Williams - dramaturgo, autor da famosa peça "Um bonde chamado Desejo" encenado por Vivien Leigh, num filme de 1951 que na versão em português acabou se chamando "Uma rua chamada Pecado".)


Como este é o último texto de 2007, é mais do que natural que começemos a pensar nos projetos para 2008, no entanto, o mundo de hoje é tão imprevisível quanto dinâmico o que nos faz imaginar que planejar o futuro é uma perda de tempo (e na maioria das vezes é mesmo). Porém, não é um exercício inútil, uma vez que com isso, acabamos muitas vezes propor metas para nós mesmos.
Nenhum de nós consegue prever o futuro além do óbvio, como o que ocorre todo final de ano nas programações de certos canais de televisão, ou para onde viaja todo mundo nessa época.
2008 pelo menos para mim tende a ser um ano muito corrido e o mês de janeiro tende a ser brutalmente incomum para mim.
É provável que eu praticamente me enclausure como nunca durante esse primeiro mês e portanto, talvez eu nem escreva nada para pôr nesse blog. Porém acabo de montar um novo computador para substituir o antigo, porém bem mais poderoso e capaz de me ajudar a talvez ganhar algum tempo, o que realmente tem sido muito difícil para mim nos últimos 2 anos.
Faz parte do preço a se pagar por certas mudanças muito radicais, porém altamente necessárias dadas as circunstâncias do passado.
2007 não foi um ano que representou grandes mudanças para mim, como foi 2006, em que abandonei 21 anos de desenvolvimento e produção de mídia digital (ou seja, mais da metade da minha vida) para cair de paraquedas num mercado que para mim era quase que um completo mistério e de cara assumir a responsabilidade de ajudar a manter em funcionamento, algumas das maiores redes de computadores do planeta, o que jamais teria sido possível se eu não tivesse ao meu lado uma equipe formidável, que posso assegurar que foi e ainda é (mesmo com as "danças das cadeiras") a melhor com a qual eu já trabalhei. E olha que já trabalhei com equipes formidáveis...
Tempo, como eu já disse tem sido o elemento mais escasso da minha vida nos últimos 2 anos, de modo que preciso arrumar formas de gastar menos tempo com coisas que não me levarão a nada, ou com coisas do dia-a-dia que me fazem naturalmente perder algum tempo, como a limpeza da casa ou mesmo cozinhar.
Preciso renovar o espaço onde eu vivo, de modo que eu desfrute desse tempo da melhor forma que eu puder, preciso mudar coisas velhas e desgastadas que volta-e-meia precisam de restauração por novas... me livrar de coisas que não uso mais e que além de ocuparem o meu espaço, consomeo o meu ânimo. E ânimo é o que eu preciso para enfrentar esse desconhecido chamado futuro.
Preciso me aprimorar para não ser apenas conhecido no mercado. É preciso garantir o futuro, mas... voltamos ao ponto do início deste texto... Como garantir o futuro se ele nos escapa em previsibilidade?
Conhecimento ajuda, mas os caminhos para o conhecimento são muitos. Há os caminhos certeiros e rápidos como uma rodovia, porém existem também as trilhas misteriosas que nos trazem conhecimentos que escapam aos que trafegam pela rodovia e que podem valer ouro ao final da mesma e são esses os caminhos que sempre trilhei.
É onde encontro os meus diferenciais, os meus pontos de vista, as brincadeiras dos colegas de trabalho quando me chamam de "Picolopedia" ou brincam com a velocidade com a qual encontro certas respostas.
Mas essas trilhas são difíceis, árduas, lentas e desanimam. Por isso, cada vez mais sinto que sigo por elas cada vez mais solitário.
Não é qualquer um que vai onde já fui, que vê coisas como as que já ví, ou que abre mão de certas coisas para conseguir sobreviver por esse tipo de trilha.
Não tenho muitos objetivos para 2008, mas tenho objetivos difíceis que incluem deixar de fazer coisas de que eu gosto, ou abandonar de vez certos hobbies para poder aproveitar melhor o meu tempo em função de um futuro desconhecido.
"Gastei" 2007 tentando entender minha nova realidade. Agora tenho de adaptar minha vida a ela e estar preparado para as surpresas que certamente virão e que tendem a mudar radicalmente o estilo de vida que eu viví até então, embora eu não possa apontar de que forma, mas surpresas sempre trazem mudanças de algum tipo. E a minha intuição me faz sentir surpresas a caminho.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Estamos terminando o ano... e todos os anos nessa época, digo que essa é a época mais falsa do ano.
E por falar em falsidade, há 1682 anos que tem uns caras ditando coisas do tipo "não leiam isso", "não vejam aquilo", "se vocês nos contrariarem, é pecado, vocês estão contra a gente..."
Poder: é só o que importa para essa gente.
Agora dizem para os "fiéis" não verem o filme "A Bússola de Ouro", dizendo que o filme é "antinatalino". ( Só por causa disso quero ver o filme!)
Oras... o Natal como conhecemos hoje por sí só é uma farsa inventada e moldada durante esses exatos 1682 anos e já falamos sobre isso nesse blog nos anos anteriores.

Não existe exército mais eficiente do que o que luta por paixão ao invés da lógica sem perceber que o fazem. Daí a curta distância entre a religião e a política.
E já que estamos falando sobre política, religião e falsidade, que é o principal tema da época, segue a continuação do texto sobre propaganda e como ela pode ser nociva...



Toda propaganda é enganosa (parte 2)

"Você não necessita de inteligência para ter sorte, mas necessita de sorte para ser inteligente."
(Provérbio judaico)


Já falamos sobre a base da propaganda e um pouco sobre o principal veículo disseminador da mesma (televisão), mas não nos atemos ao veículo em sí, mas ao aparelho, como objeto de consumo.
Observem que trata-se de um objeto de consumo sendo procurado como um vício.
Já observaram que onde há um televisor ligado, as pessoas não conversam?
Pois bem... O que faz com que as pessoas liguem seus aparelhos e mantenha-os ligados horas e horas com a programação ruim como é hoje em dia?
A resposta: propaganda.
A programação é ruim, mas as imagens seduzem, induzem, estimulam desejos, criam necessidades, ditam padrões sociais em sua imensa maioria muito aquém da realidade dos telespectadores que ficam lá, consumindo muitas vezes apenas as imagens, uma vez que a imensa maioria da população sequer tem poder aquisitivo para sonhar com os carros populares em promoção que custam "apenas" o valor de um apartamento; ou de frequentar a vida noturna badalada e bonita promovida pela marca de bebida alcólica, em que pessoas se acotovelam em lugares escuros, barulhentos, com fumaça de cigarro, disputa de perfumes caros e brigas no final da "balada".
Todo comercial de shampoo tenta vender a idéia de que seu cabelo tem algum problema e apresenta alguma milagrosa fórmula mágica que fará seu cabelo ficar "como você sempre sonhou", ao invés de apenas fazer o que lá no fundo todo shampoo deveria fazer: simplesmente limpar seu cabelo.
Não bastassem os comerciais de TV com suas imagens cuidadosamente produzidas, corrigidas, editadas digitalmente até se parecerem com sonhos ao invés da vida real, até porque a vida real não vende. Se vendesse, ninguém estaria vendo televisão.
Ou seja, as pessoas "viajam" nas imagens, como quem "viaja" com alguma droga.
Não bastasseem os comerciais, ainda há o merchandising inserido no meio da programação como cupins na madeira: é ruim, ninguém gosta, mas continua lá, corroendo o que interessa de fato.
E as notícias? O jornalismo?
Bom... Podemos chamar de jornalismo o fato de que a imensa maioria das notícias de todos os meios de comunicação de massa vêm dos mesmos 5 grupos de agências de notícias do mundo?
Como chamar de notícia algo que pode perfeitamente ser divulgado por um oligopólio global do jeito que bem quiserem, vendendo idéias apenas do jeito que esse pequeno grupo achar mais "conveniente"?
Notícias locais? Ora... quanta gente não morre em algum acidente de carro novo por dia ou numa briga de bar por noite, após beber umas e outras bebidas apresentadas na TV por causa de alguma mulher que usa o shampoo do comercial que dizia que o cabelo dela tinha pontas duplas?
Os veículos de comunicação de massa influenciam muito mais do que se imagina, porque ditam regras, padrões de pensamento, de comportamento inconsciente, de consumismo.
Por que todo mundo precisa ir e voltar do trabalho na mesma hora?
Por que todo mundo precisa ter um celular novo, ou um carro novo, ou beber alguma bebida alcólica sempre que vai a um bar ou "balada"? (Pior: Pra que "encher" a cara?)
Por que você tem de gostar de cerveja ou futebol?
Por que você precisa frequentar alguma igreja (qualquer que seja) ou fazer parte de alguma maioria de eleitores mesmo que hajam candidatos menos "pilantras" do que os que estão no topo das pesquisas?
Por que você precisa ser como todo mundo?
Você é você mesmo(a) ou é o que a propaganda diz para você ser? (E por tabela, o que as pessoas influenciadas pela propaganda dizem para você ser?)

domingo, 9 de dezembro de 2007

Durante 21 anos da minha vida, trabalhei profissionalmente com produção de imagens para a mídia.
O meu envolvimento nesse meio me permitiu um ponto de vista bastante diferenciado como consumidor. Um ponto de vista que me foi apresentado pela primeira vez (pelo que me lembre) numa aula de Geografia Crítica através de um professor (prefiro não citar o nome dele aqui), a quem sou extremamente grato pela excepcional qualidade de suas aulas.
Quem dera todos tivessem um dia um Mestre como esse que tive o privilégio de ter!
Hoje, vou tentar passar um pouco desse ponto de vista.



Toda propaganda é enganosa (parte 1)

"É muito complicada a vida de um intelectual na sociedade de consumo de massa".
(Florestan Fernandes - Sociólogo e político brasileiro)

Quantas vezes você comprou alguma coisa e uns tempos depois se sentiu enganado(a), frustrado(a) porque o que comprou ficou aquém das expectativas e teve a impressão de ter jogado seu dinheiro fora?
Bom... Antes de falar sobre o tema de hoje, vamos primeiro definir e entender o que é propaganda afinal...
Propaganda é um ou vários meios de se vender produtos, serviços ou idéias através de meios de divulgação coletiva.
Observemos agora duas palavras importantes nessa definição: vender e idéias.
Ora, se estamos falando de vender alguma coisa, imediatamente temos de ter em mente o que qualquer vendededor do mundo usa em sua linguagem para essa finalidade: métodos de persuasão.
Quando se pretende vender alguma coisa, o vendedor usa de todos os meios que conhece para tentar convencer o possível comprador a comprar o produto, serviço ou idéia.
Agora vamos observar com cuidado a palavra "idéia" aqui.
Se observarmos atentamente, estamos nos referindo à palavra "valores". Em outras palavras, a propaganda também serve para persuadir o "comprador" a aceitar valores. (Estudantes de neurolinguística e hipnose sabem bem do que estou falando).
Esses valores podem ser introduzidos na divulgação de modo que o "comprador" nem perceba, mas estão lá.
Exemplo: todo comercial de cerveja mostra um mundaréu de gente feliz num bar cheio de mulheres sedutoras, transmitindo a quem vê a propaganda, a sensação de tesão, felicidade, alegria, saúde... Uma imagem bastante distante da realidade em que após consumir o produto (geralmente em grande quantidade), as pessoas ficam broxantemente vomitando no banheiro um produto conhecido pelos egípcios desde pelo menos 4000 anos A.C. como droga de fabricação caseira que causa entre outras coisas, dissociação sináptica e destruição neuronal e por isso mesmo o seu consumo foi incentivado pela Igreja durante a idade média... mas esse tipo de detalhe, é claro, pouca gente sabe hoje em dia (me lembre de escrever sobre esse assunto), já que esses valores de tesão, felicidade, alegria, saúde, etc., já vêm sendo amplamente divulgados desde a idade média e imensamente incentivados por todos os impérios e governos desde então, exatamente porque "zumbís" ficam mais fáceis de controlar do que mentes conscientes.
Agora que falamos sobre a base de como funciona a propaganda, vamos falar sobre o principal meio de divulgação coletiva atual: a televisão, mas só para não falar o óbvio e atualizar um pouco mais o tema, vamos falar do assunto latente do momento: TV digital.
Recentemente ví uma reportagem de que já não se encontram mais decodificadores para a TV digital nas lojas e que as vendas destes já se esgotaram até mesmo da "padroeira" (Rua Sta. Ifigênia e imediações, em São Paulo, SP), ou seja... as vendas e a procura por esses aparelhos está altíssima. Mas... Por quê?
O que leva as multidões a gastar dinheiro que muitas vezes não têm para ter em casa um aparelho cuja única finalidade é poder sintonizar um sinal digital de meras 720 linhas e converter para um parco sistema de 525 linhas (onde só se pode enxergar 480 por causa do overscan)?
Ora... vendeu-se a idéia de que a qualidade de imagem será assustadoramente maior e para piorar, as lojas exibem as enormes belas e caras TVs de plasma e LCD, com imagens maravilhosas produzidas especialmente para isso, sendo exibidas nestes aparelhos HDTV, mostrando toda a capacidade gráfica das 1080 linhas do "full-HD 1080p ou 1080i" provenientes de um disco HD-DVD ou Blu-Ray, sistemas de armazenamento de mídia que sequer estão padronizados ainda (já se fala no EVD, um terceiro novo sistema de armazenamento concorrente desses e no HVD, para substituir os três padrões)... bem além das 720 linhas que estão sendo usadas em uma ou outra transmissão de TV com programação de qualidade bastante questionável... (Oh, o que eu não deixo de falar para não baixar o nível de qualidade desse blog...)
Ontem, ao encontrar com um amigo da área de vídeo e comentar sobre o assunto, concluímos que neste Natal, vai ter muito consumidor frustrado achando que vai ter aquelas imagens maravilhosas num parco televisor de tubo... e olha que nem falamos na perda de precisão de cores nem na ausência de interatividade, bem como outros pormenores aqui.
Informações técnicas à parte, a depreciação de certos produtos (especialmente eletrônicos) está caindo ao longo dos anos.
O DVD, popularizado há apenas uns 6 anos já começa a dar sinais de decadência (e eu nem conseguí passar o que tinha de VHS para DVD ainda)!
Só para efeito comparativo, a fita cassette, nasceu em 1963 e só foi "substituída" pelo CD nos anos 90 (embora se façam aparelhos que toquem cassettes até hoje).
Percebe a voracidade disso? Esse tipo de fenômeno de consumo imediatista e insconsciente coletivo é chamado pela sociologia de "consumismo". E nessa época (final de ano), é impossível esse fenômeno não ser notado.
Numa era em que o capitalismo produz diariamente muito mais transistores do que grãos de arroz, é no mínimo uma boa idéia pararmos um pouco para ver melhor o que estamos consumindo (e o que estamos disperdiçando).
Enquanto estamos preocupados com nossos televisores de plasma de última geração que nem padronizada está, em algum lugar do mundo pode ter uma criança morrendo de fome, prestes a ser devorada por um abutre.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Esses dias tive um sério problema com meu computador, o que me força a montar um novo...
Com isso, perdí uns dias de folga procurando peças, pesquisando preços, componentes...
Paciência.
Este ano é a segunda vez que tenho de gastar dinheiro com o PC por causa de problemas com o hardware... (Não me lembro de ter tido tantos desse tipo de problema com os meus velhos Macintosh...)
Felizmente tenho um velho notebook japonês Compaq Presario 1621 que me permite (muito lentamente) pelo menos consultar meus e-mails e escrever no meu blog, embora não me permita trabalhar som e imagem como fazia com meu computador "principal".
Mas o texto de hoje fala de outra coisa...


Paixões

"A forma mais fácil de atrair o público é faze-lo saber que num dado horário e local, alguém tentará algo que em caso de falha lhe trará subitamente a morte."
(Harry Houdini, ilusionista, escapista, ator e desenganador)


Vamos falar de paixões...
Sou um apaixonado por música desde criança, me considero um fanático por audiofilia, adoro videogames antigos, gosto de praticar io-iô quando posso, curto um bom vinho em casa de vez em quando... mas como o gosto pelas coisas vêm de valores puramente pessoais, para mim, o assunto "futebol" por exemplo, não passa de mera perda de tempo que não me acrescenta absolutamente nada.
No entanto, para muitas pessoas, é quase como o ar que respiram, um vício, um ópio...
Ontem, como todos sabem um famoso clube de futebol foi rebaixado para a segunda divisão.
Isso não muda a minha vida em absolutamente nada, a não ser pelo gostinho de poder deixar aqui as minhas "alfinetadas" para as minhas "ex", cuja única coisa em comum (além de serem asiáticas inteligentíssimas), é o fato de se auto-declararem corinthianas. (E nos três casos eu só soube depois de ter começado oficialmente os namoros...)
O time perdeu? E daí? E eu com isso? (Aposto que nenhuma delas abandonou sua paixão pelo "timão"... Quem mandou?)
Gostar de alguma coisa é saudável, confere personalidade à pesssoa, muitas vezes a caracteriza, faz com que ela seja lembrada, mas paixão é como uma doença.
Todo mundo passa por esse tipo de experiência na vida e aprender com as derrotas pode ser muito difícil.
Ora... quantas vezes você não chorou ao perder alguma coisa de que gostava?
Ainda que supere isso, o momento jamais será esquecido. Logo, quando perder alguma coisa, o meu conselho é: procure aprender com isso. Choros e lamentações embora muitas vezes sejam inevitáveis, não resolvem absolutamente nada.
Como explicar então que coisas que não nos dizem respeito algum possam mexer tanto conosco?
A resposta é simples: trata-se de um desenvolvimento de uma afeição a algo ou alguém, como que se fosse sua própria responsabilidade, como uma espécie de "adoção"... um sentimento de carinho que remota a algo muito semelhante ao afeto materno ou paterno.
No caso do futebol, aproveitar desse sentimento para fins de lucro é um negócio incrivelmente rentável, tanto para os "cartolas" quanto para a política... mas enfim, já estou saturado desse tipo de assuntos "podres"...
Eu também já perdí muita coisa de que eu gostava muito. Já chorei muito também... até aprender que as únicas coisas que posso fazer ao perder algo, é tentar começar tudo de novo e tentar entender como perdí.
Vencer, pode ser bom, mas conseguir aprender com uma derrota, é uma grande vitória. (Já dá para imaginar qual vai ser o tema da "Gaviões" para o carnaval de 2008... né garotas? Ha-ha-ha!)