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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Continuo me isolando dos jornais, revistas e telejornais... ultimamente só estão servindo para ocupar as nossas mentes com coisas absolutamente inúteis, como futebol, escândalos na política que a gente sabe como vão terminar, ou fofocas sobre a vida alheia e sinceramente, já tenho muita coisa para ocupar o meu tempo e minha mente. E de vez em quando é bom parar tudo e fazer um bom exercício de reflexão...
Por isso, resolví deixar claro que estou escrevendo uma série especial sobre relacionamentos, paratentar fazer com que as pessoas reflitam mais sobre isso ao invés de futebol e outras coisas inúteis.


Relacionamentos - parte 3: Amor e felicidade - Passando a limpo tudo o que já se escreveu sobre isso

"O Amor é como pimenta. Ela pode deixar sua vida mais doce, mas também queima."
(Kung-Fu-Tse, ou "Confúcio", famoso filósofo chinês.)


Outro dia me fizeram uma pergunta e eu repito para vocês, caros(as) leitores(as): Você é feliz?
Pense bem! Não estou perguntando se você ESTÁ feliz e sim se você É feliz, mas feliz MESMO, ou seja, plenamente feliz.
Pois bem... Se você diz que "é feliz", eu digo que você "está" feliz, porque a felicidade é um estado de espírito dependente de circunstâncias que além de não serem permanentes, estão fora de seu alcance de controle.
Exemplo: de repente alguém muito importante para você morre num acidente. Como você poderá dizer que é feliz quando uma coisa dessas acontece?
Pois é... somos condicionados a buscar a tal "felicidade total e plena" por toda a vida, sem compreender que essa tal "felicidade total e plena" só existe por momentos em que você pode dizer que está feliz, porque nem sempre você se sente realmente assim... mesmo que queira.
O segundo ponto sobre a felicidade, é que ela pode ser relativa. Ou seja, referente a alguma coisa.
Exemplo: Estar feliz com a equipe com a qual você trabalha.
Mas afinal de contas... Que diabos é essa tal "felicidade" que buscamos tanto a vida toda e que até tentamos mostrar às pessoas, mesmo quando não nos sentimos realmente felizes?
Os dicionários geralmente dizem que felicidade é algo como "Qualidade ou estado de afortunado, contente, alegre, bem-sucedido, bem-lembrado, ou bem-imaginado".
Por essa definição, a "felicidade plena" implica em ser "bem sucedido em tudo", ou seja, na profissão, na sociedade, nas economias, na família, no amor... Opa! Esbarramos no segundo "mito" citado no nosso título.
Reparem que o "amor" aqui, figura como uma parte da tal "felicidade plena", e não o todo.
Pior: como definir isso num mundo como hoje, já citado como de relacionamentos predominantemente "virtuais e descartáveis" se o tal "amor" é algo que como se diz, é para se viver ao invés de tentar definir?
Mas peraí... se é algo para se "viver" então trata-se de uma "sensação", assim como a felicidade.
OK... então que tipo de sensação é essa, já que facilmente pode ser confundida com saudade ou carência?
Bom... para não confundir as coisas, penso que o amor pode ser interpretado aqui (pelo menos por enquanto), simplesmente como um "afeto especial". E como o dito popular de que "uma coisa leva à outra", creio que podemos chamar de "carência" à falta desse "afeto especial".
Já a saudade... é um sentimento referente a algo que já não se tem há tempos.
Muito bem... agora que o (a) leitor(a) aprendeu a separar as coisas, vamos voltar ao nosso "afeto especial"...
Observando as pessoas, você percebe que as pessoas tentam "medir" o amor que sentem, mas o fato é que essa sensação parte de uma série de valores pessoais que a pessoa está ou não sentindo naquele instante, logo é daí que surge a complicação característica do mesmo, que já rendeu muitos e muitos quilômetros de papel sob todo tipo de literatura possível.
Resumindo, o termo "amor" refere-se a uma sensação resultante de um conjunto grande de sensações vividas num determinado momento, baseada em valores pessoais e atribuídos a uma pessoa, ou algo. Logo, a quantidade desses valores vividos nesse momento é que vai ser responsável pela tal "medição" do tal "amor" que as pessoas costumam tentar fazer...
Mas convém lembrar que esse conjunto enorme de sensações baseadas em valores pessoais fazem parte da tal felicidade, mas não corresponde à própria.
Por isso, se você estiver falido(a), com a cebeça quente, cheio(a) de preocupações, esses valores todos que poderiam "vir à tona", não vêm, e aí, costuma-se dizer que o "amor acabou", ou "diminuiu". Ora... os valores ainda estão lá, assim como as sensações, mas o que ocorre nesses casos é que você pode estar inabilitado(a) para sentir as boas sensações dos mesmos, porque não sente liberdade para tal. E por que? Ora... porque o amor não tem prioridade sobre a felicidade.
Sei que essa afirmação pode chocar alguns, mas é verdade, porque estamos condicionados não a buscar o amor, mas sim a "felicidade plena" e se esta estiver "arranhada", ou ameaçada, ficamos tensos, preocupados, nervosos... enfim... muitos relacionamentos já ruíram por causa disso. (Experiência própria.)
Só mais uma coisa... amor não se faz. Amor se vive.
As pessoas têm o péssimo hábito de dizer que fazem amor quando na verdade, o que fazem é sexo. E é claro que isso traz à tona muitas das sensações atribuídas aos valores pessoais já citados e aí sim, ajudar a sentir a tal sensação conhecida como amor, mas é bom deixar bem claro que são coisas diferentes.
Se sexo é "hardware", amor é "software".
Falei?

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