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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

E hoje é o "Dia das Bruxas", ou "Halloween"... Coincidência ou não, minha primeira namorada eu conhecí num dia 31 de outubro...
E hoje, esta série sobre relacionamentos finalmente chegou ao fim, no entanto existem muitos outros aspectos que não comentei ao longo desta série, até porque englobam infinitas possibilidades, tornando impossível citar exemplo por exemplo, o que definitivamente foge dos princípios fundamentais, que pretendo mostrar (daqui do meu ponto de vista).

Penso que ainda assim, serve de boa referência aqui no mundo ocidental, uma vez que não tenho competência por exemplo, para falar com o mesmo detalhismo ou desenvoltura sobre como funcionam as estruturas de relacionamentos afetivos dos aborígenes ou beduínos... é mais fácil e lógico, focar mais uma cultura mais próxima da realidade em que vivo.
Uma observação importantíssima (e talvez um tanto polêmica) feita ao longo desta série é a forma como definimos esse sentimento tão estigmatizado chamado "amor" e o quanto sabemos pouco sobre ele.
Só para refrescar um pouco a memória, deixamos bem claro que o amor não é o todo e sim uma parte do que definimos como "felicidade plena" e que trata-se de um sentimento extremamente complexo que não pode jamais ser confundido com um mero ato, ação ou um sentimento de paixão e agora, vamos explicar por que.



Relacionamentos - parte 5: O amor, o domínio e as escolhas

"Quase sempre as mulheres fingem desprezar o que mais vivamente desejam."
(William Sheakspeare, certamente o mais influente dramaturgo da história da Língua Inglesa.)



O amor como já foi dito, trata-se de um sentimento extremamente complexo, que é "construído" ao longo do tempo, à partir da união e esforços conjuntos do casal.
Esqueça a lenda sobre "amor à primeira vista". Isso não existe e ponto final.
O que existe é paixão à primeira vista. Nesse sentido, paixão refere-se a uma forte atração momentânea que pode até desencadear num primeiro impulso que leva ao início de algum relacionamento onde aí sim, pode começar-se a se "construir" o tal do "amor".
Essa "construção" funciona mais ou menos como montar um quebra-cabeças novo, ainda com algumas arestas nos encaixes das peças e ao longo do tempo, as peças vão se encaixando melhor, como que "se moldando" para a sua finalidade principal.
Agora podemos chamar as peças do nosso quebra-cabeças de "circunstâncias", para deixar mais claro do que essa "construção é feita".
No entanto, nem tudo são flores e a essa altura, o(a) leitor(a) pode ter se lembrado de que nem sempre se tem o controle das peças e muitas vezes, nos vemos na necessidade de encaixar uma peça quadrada onde deveria ter uma redonda para poder continuar construindo e essa certamente não é a melhor solução, de modo que ou temos de rever todo o quebra-cabeças para ver que peça colocamos no lugar errado, ou procuramos mais até que achemos uma peça que se encaixe melhor.
E é aí que está o grande desafio dos quebra-cabeças: vencer a própria falta de paciência para que consiga completa-lo.
Se você foi uma daquelas crianças que nunca conseguiam terminar de montar um quebra-cabeças ou nunca completavam a montagem daqueles brinquedos de montar, perdendo a paciência e desmanchando tudo antes do término, é bem provável que o faça um dia com o amor da sua vida. (Nesse caso, aconselho a pensar nisso com carinho.)
Se já desmanchou tudo... bom, aí você tem três escolhas:
Opção "A": Você escolhe outro quebra-cabeças e começa a montar do zero. (Os seus pais te compravam outro quebra-cabeças sem que você terminasse o primeiro?)
Opção "B": Você recolhe todas as peças do que acabou de desmanchar, pensa um pouco (ou dá um bom tempo até voltar a ter paciência e inspiração para isso) e começa a montar do zero, porém agora, você já conta com alguma experiência sobre como monta-lo, com as peças que você já conhece e nesse caso, certamente as chances de você chegar até onde já tinha chegado são bem maiores e a re-montagem até aí pode ser muito mais rápida.
Opção "C": Desiste de montar quebra-cabeças.
Uma dica: o amor é um quebra-cabeças com um número infinito de peças, portanto, não adianta ter pressa. Se decidir monta-lo, passará a vida toda montando, ou seja, o amor se confunde com a própria vida em si. E é aqui que começamos a falar sobre a relação entre vida e sentimentos.
Todo mundo sabe que a vida é feita de momentos. Com um pouco de observação, você talvez perceba que esses momentos vão e vem, começam e terminam... enfim, não são totalmente lineares. Eles podem começar, parar e continuar depois... nunca se sabe. E com esses momentos, vêm as emoções.
Os homens, em sua natureza, não são muito bem preparados para lidar com isso.
Desde criança, já lhes chegam (pelo menos aqui no ocidente) com aquela besteira de que "homem não chora", de que isso ou aquilo é "coisa de mulherzinha"... por outro lado, as mulheres são criadas para cuidar exatamente dos assuntos relacionados a emoções e à vida... (e por que não complementar, para estarem preparadas para gerar a própria vida em si mesmas?)
Em outras palavras, as mulheres estão muito melhor preparadas para entenderem de sentimentos do que os homens, que passam a vida toda feito crianças bobas sem entender pipoca nenhuma disso e tendo uma visão limitadíssima do assunto. E é por isso que geralmente é a mulher que domina a relação.
Ela é que escolhe ele, não o contrário. Aí, é muito comum eles encarnarem uma espécie de "personagem emotivo" que não corresponde exatamente ao que são na realidade, exatamente para poder chamar mais a atenção delas... Não vou entrar em detalhes sobre isso aqui.
En fim, ela é que decide por onde montar o "quebra-cabeças", de que maneira e mesmo o que fazer dele, e não pense que ela fica constrangida de espatifar o quebra-cabeças todo não! Afinal, quebra-cabeças diferente para montar tem aos montes para escolher... embora na imensa maioria das vezes, elas escolhem mal à beça, porque não têm critério algum além da emoção. (Lembra do nosso "personagem emotivo"?)
Por outro lado, o homem poderia ser muito mais criterioso, mas... Apesar de serem bons de lógica, na imensa maioria das vezes, não a usam adequadamente. Em outras palavras... Quando a cabeça de baixo tem mais poder de decisão que a de cima, ao invés de quebra-cabeças o que ele consegue quebrar é a cara.
É muito fácil identificar homens assim e as mulheres parecem ter uma certa predileção por eles, porque em geral, elas costumam tratar os relacionamentos como uma espécie de brincadeira e já entram no relacionamento contando com o "fato" de que estão diante de um "personagem emotivo". Além disso, homens assim são muito fáceis de controlar, especialmente (por exemplo) quando querem sentir o prazer de se sentirem no controle do relacionamento, tentando chamar atenção: elas se fazem de difíceis, dão um "chega-pra-lá", "dormem de calça jeans", etc. pelo simples prazer de ver o otário caindo a seus pés. (Aqui fica um aviso para as mulheres: cuidado com esse tipo de atitude se você preza seu relacionamento. De repente o cara é menos babaca do que você pensa e seu relacionamento pode ir para o espaço.)
O poder de domínio do relacionamento da mulher é tão grande, que ela pode inclusive passar a seu babaca eleito predileto, a sensação que quiser, ou mesmo a dúvida que quiser. Basta um mero "golpe de atitude" somado a um pequeno "jogo de palavras".
Mas se o cara já aprendeu com isso, ele deixa de ser babaca e por ela não mais se sentir no controle da situação, coisas podem acontecer: Ou ela foge de medo de se apaixonar de vez, ou ela se entrega de vez e passa de dominadora a dominada. A menos, é claro, que o relacionamento sequer tenha começado... nesses casos, as mulheres costumam ter certos medos desses caras... e fogem deles, embora os admirem à distância.
E se os caras forem do tipo "gentleman", elas fogem mais ainda, geralmente por acharem que o cara está escondendo algo, quando na verdade, esse tipo de homem apenas admira as mulheres como elas são, enxergam nelas muito mais do que apenas um objeto sexual e tenta expressar isso com gentileza e cuidado.
Infelizmente as mulheres desaprenderam como interpretar isso e, no mínimo, pensam se tratar de apenas outro babaca tentando chamar atenção encarnando algum "personagem emotivo" novo.
Por outro lado, uma mulher elegante e educada pode espantar fácil os homens já desacostumados com isso, que nem chegam perto por já se pré-julgarem "inaptos" ou "despreparados" para esse tipo de mulher...
De qualquer forma, autênticos cavalheiros e damas hoje são raríssimos. Especialmente os cavalheiros, até por uma questão de sobrevivência aos tempos modernos.
Não me importo de parecer um idiota por continuar exercitando o meu cavalheirismo, embora me julgue o último da minha espécie ainda a faze-lo.
Como eu já disse disse... posso até ser idiota, mas não sou babaca.

domingo, 21 de outubro de 2007

Eu pensei muito antes de dar um título para este texto de hoje... Mas não havia como ser diferente.
Sexo e compromisso são duas coisas que ora se combinam, ora se separam e descrever em que condições essas coisas acontecem é bastante difícil, mesmo após um bom tempo de meditação a respeito.



Relacionamentos - parte 4: O sexo e o compromisso

"A Natureza humana não é em si, viciante."
(Gaius Cornelius Tacitus - Orador, advogado e senador romano, considerado um dos grandes historiadores da antiguidade)



Segundo a nossa tradição social de orígem européia (e concordando com a maioria das culturas do planeta), se um casal assume um "compromisso social", a sociedade entende que é normal que eles possam fazer sexo.
A maioria dessas culturas chama esse "compromisso social" de casamento. (Felizmente hoje em dia os namoros já são considerados como compromissos tão válidos quanto, em várias dessas sociedades).
Bom, nesse tipo de cultura, o que acontece então se de repente o casal não assume compromisso algum, mas resolve "experimentar" e isso passa a ser rotineiro?
Na teoria, ninguém tem nada a ver com isso. Na prática, fofoqueiros(as) em geral chamariam isso de "pouca-vergonha" ou coisa muito pior (mas adorariam estar no lugar de um dos dois lá do nosso exemplo).
Vamos acrescentar mais um elemento para piorar as coisas... E se um dos dois tem um "compromisso social" assumido com uma terceira pessoa? (Namoro, casamento, "rolo", enfim...)
Aí é um baita escândalo... Se a menina/mulher engravidar então... Aí é o fim do mundo! Quem é que vai cuidar da criança? Mãe-solteira? "Produção independente"? O pai vai assumir? Vai aparecer ou nem? Ou morre assassinado pelo outro cara? (E olha que estamos falando de uma sociedade que se julga "civilizada"!)
Agora vamos analisar o ponto de vista de outra sociedade... uma certa tribo indígena, por exemplo.
Lá, se uma (ou mais) mulheres resolverem se deitar com um homem na mesma rede numa noite fria para se "aquecer", ninguém questiona.
Na noite seguinte ela(s) podem deitar-se com outros rapazes que podem ou não aceitar isso. E novamente ninguém sequer resmunga sobre isso na aldeia. É normal.
Opa! Uma delas engravidou!? E agora? Quem é o pai? Resposta: a tribo. E é a tribo que investe para que essa criança cresça forte, saudável e educada conforme seus costumes e conhecimentos. (E agora, ô seu "civilizado"?)
Até aqui, analisamos duas sociedades com costumes bastante distintos com o intuito de mostrar o quanto os costumes de uma sociedade podem influenciar o surgimento ou não de uma relação mais íntima entre homens e mulheres. Agora analisaremos um segundo fator.
Já falamos sobre o amor no texto anterior. Mostramos que amor e felicidade são coisas bastante diferentes e que não devem ser confundidas e mostramos também que o amor é uma parte e não um todo da "felicidade plena" que não pode ser confundida com "felicidade momentânea ou temporária".
O que não falamos sobre o amor e deixamos para esse texto, é que ele é diretamente atribuído e confundido com sexo.
Ora... ninguém faz amor. Faz é sexo mesmo! Amor é um sentimento, não um ato físico ou mesmo um atributo do tipo "longo" ou "grosso" ou "duro" ou sob outro ponto de vista, "molhado", "apertado" ou "quente".
Sentimento não se define, não se mede, não se compara. Sentimento se sente e ponto final. E para sentir, é necessário viver, experimentar. Logo, para sentir o momento é necessário viver o momento, experimentar o momento. E nós, gente "civilizada" conseguimos desaprender completamente como fazer isso graças aos nossos costumes, tradições e crenças.
Vamos analisar uma situação prática pela qual certamente o(a) leitor(a) já deve ter passado...
Um homem e uma mulher gostam muito um do outro, mas um não vê o outro como "exatamente o seu número", mas resolvem "experimentar"... começam com uns beijos, gradativamente já evoluem para umas preliminares e... fato consumado.
Foi bom, gostoso... (sentiram, viveram, experimentaram) e resolvem repetir a dose mais umas duas ou três vezes e... nesse ponto um dos dois se julga apaixonado e diz que ama o outro que por sua vez, "segura a onda" e resolve dar um "basta" antes que o relacionamento tome ares mais sérios (tipo "compromisso social") ou coisa pior. Afinal, a outra parte não é "exatamente o seu número".
Essa "outra parte" naturalmente pode se sentir desprezada e sua reação pode ser imprevisível, mas fica uma dúvida... afinal, eles experimentaram, viveram, sentiram algo durante seus momentos a dois (cada um do seu jeito, óbvio), mas o que foi que sentiram? Amor? Não... Muito provavelmente não. Afinal, não eram "exatamente o número" um do outro, ambos viveram seus momentos de "felicidade momentânea ou temporária" que certamente serão lembrados, mas não alcançaram a tão buscada "felicidade plena" ou "permanente", já que não puderam dar continuidade seja pela circunstância que fôr. No exemplo citado, chamamos essa circunstância de "exatamente o seu número".
Aqui chegamos num ponto-chave: para que a relação dure, é necessário que as circunstâncias sejam favoráveis, ou seja... se não é "exatamente o seu número", que seja pelo menos "um número muito próximo" a ponto de haver alguma tolerância, ou concessão de ambas as partes para aí sim, com o tempo irem construindo, se ajustando. Porém, as circunstâncias podem nos surpreender e pôr obstáculos que aos poucos podem minar a relação. E é muito difícil acontecer de ambos perceberem que sua relação pode estar ameaçada por circunstâncias muitas vezes externas e fora de controle.
Para piorar, geralmente quem não costuma acreditar que essas circunstâncias estão fora de controle é justamente quem domina a relação. (Falaremos sobre isso num próximo texto que já começa a se formular na minha mente.)
Moral da história: A nossa sociedade "civilizada" cobra compromissos "permanentes" e acabamos nos condicionando a cobrar isso de nós mesmos. Não que isso seja errado, mas no mínimo, deveríamos ser melhor preparados para isso antes de nos lançar a novos relacionamentos para podermos pelo menos saber separar uma coisa da outra, ou seja, um relacionamento por prazer sem compromissos (também conhecido como "sexo casual") de um relacionamento "de construção", em que as experiências de vida se somam de tal forma que é impossível sequer imaginar o tipo de surpresas que podem acontecer num relacionamento desse tipo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Continuo me isolando dos jornais, revistas e telejornais... ultimamente só estão servindo para ocupar as nossas mentes com coisas absolutamente inúteis, como futebol, escândalos na política que a gente sabe como vão terminar, ou fofocas sobre a vida alheia e sinceramente, já tenho muita coisa para ocupar o meu tempo e minha mente. E de vez em quando é bom parar tudo e fazer um bom exercício de reflexão...
Por isso, resolví deixar claro que estou escrevendo uma série especial sobre relacionamentos, paratentar fazer com que as pessoas reflitam mais sobre isso ao invés de futebol e outras coisas inúteis.


Relacionamentos - parte 3: Amor e felicidade - Passando a limpo tudo o que já se escreveu sobre isso

"O Amor é como pimenta. Ela pode deixar sua vida mais doce, mas também queima."
(Kung-Fu-Tse, ou "Confúcio", famoso filósofo chinês.)


Outro dia me fizeram uma pergunta e eu repito para vocês, caros(as) leitores(as): Você é feliz?
Pense bem! Não estou perguntando se você ESTÁ feliz e sim se você É feliz, mas feliz MESMO, ou seja, plenamente feliz.
Pois bem... Se você diz que "é feliz", eu digo que você "está" feliz, porque a felicidade é um estado de espírito dependente de circunstâncias que além de não serem permanentes, estão fora de seu alcance de controle.
Exemplo: de repente alguém muito importante para você morre num acidente. Como você poderá dizer que é feliz quando uma coisa dessas acontece?
Pois é... somos condicionados a buscar a tal "felicidade total e plena" por toda a vida, sem compreender que essa tal "felicidade total e plena" só existe por momentos em que você pode dizer que está feliz, porque nem sempre você se sente realmente assim... mesmo que queira.
O segundo ponto sobre a felicidade, é que ela pode ser relativa. Ou seja, referente a alguma coisa.
Exemplo: Estar feliz com a equipe com a qual você trabalha.
Mas afinal de contas... Que diabos é essa tal "felicidade" que buscamos tanto a vida toda e que até tentamos mostrar às pessoas, mesmo quando não nos sentimos realmente felizes?
Os dicionários geralmente dizem que felicidade é algo como "Qualidade ou estado de afortunado, contente, alegre, bem-sucedido, bem-lembrado, ou bem-imaginado".
Por essa definição, a "felicidade plena" implica em ser "bem sucedido em tudo", ou seja, na profissão, na sociedade, nas economias, na família, no amor... Opa! Esbarramos no segundo "mito" citado no nosso título.
Reparem que o "amor" aqui, figura como uma parte da tal "felicidade plena", e não o todo.
Pior: como definir isso num mundo como hoje, já citado como de relacionamentos predominantemente "virtuais e descartáveis" se o tal "amor" é algo que como se diz, é para se viver ao invés de tentar definir?
Mas peraí... se é algo para se "viver" então trata-se de uma "sensação", assim como a felicidade.
OK... então que tipo de sensação é essa, já que facilmente pode ser confundida com saudade ou carência?
Bom... para não confundir as coisas, penso que o amor pode ser interpretado aqui (pelo menos por enquanto), simplesmente como um "afeto especial". E como o dito popular de que "uma coisa leva à outra", creio que podemos chamar de "carência" à falta desse "afeto especial".
Já a saudade... é um sentimento referente a algo que já não se tem há tempos.
Muito bem... agora que o (a) leitor(a) aprendeu a separar as coisas, vamos voltar ao nosso "afeto especial"...
Observando as pessoas, você percebe que as pessoas tentam "medir" o amor que sentem, mas o fato é que essa sensação parte de uma série de valores pessoais que a pessoa está ou não sentindo naquele instante, logo é daí que surge a complicação característica do mesmo, que já rendeu muitos e muitos quilômetros de papel sob todo tipo de literatura possível.
Resumindo, o termo "amor" refere-se a uma sensação resultante de um conjunto grande de sensações vividas num determinado momento, baseada em valores pessoais e atribuídos a uma pessoa, ou algo. Logo, a quantidade desses valores vividos nesse momento é que vai ser responsável pela tal "medição" do tal "amor" que as pessoas costumam tentar fazer...
Mas convém lembrar que esse conjunto enorme de sensações baseadas em valores pessoais fazem parte da tal felicidade, mas não corresponde à própria.
Por isso, se você estiver falido(a), com a cebeça quente, cheio(a) de preocupações, esses valores todos que poderiam "vir à tona", não vêm, e aí, costuma-se dizer que o "amor acabou", ou "diminuiu". Ora... os valores ainda estão lá, assim como as sensações, mas o que ocorre nesses casos é que você pode estar inabilitado(a) para sentir as boas sensações dos mesmos, porque não sente liberdade para tal. E por que? Ora... porque o amor não tem prioridade sobre a felicidade.
Sei que essa afirmação pode chocar alguns, mas é verdade, porque estamos condicionados não a buscar o amor, mas sim a "felicidade plena" e se esta estiver "arranhada", ou ameaçada, ficamos tensos, preocupados, nervosos... enfim... muitos relacionamentos já ruíram por causa disso. (Experiência própria.)
Só mais uma coisa... amor não se faz. Amor se vive.
As pessoas têm o péssimo hábito de dizer que fazem amor quando na verdade, o que fazem é sexo. E é claro que isso traz à tona muitas das sensações atribuídas aos valores pessoais já citados e aí sim, ajudar a sentir a tal sensação conhecida como amor, mas é bom deixar bem claro que são coisas diferentes.
Se sexo é "hardware", amor é "software".
Falei?