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quarta-feira, 25 de julho de 2007

Lamentavelmente, o "jeitinho brasileiro" continua fazendo vítimas.
Embora seja o assunto do momento, não dá para ignorar isso ou fazer pouco caso.
Querem fazer piadas sobre isso? Vão contar para as famílias das vítimas!
Querem fazer algo de útil? Junte-se a essas famílias para enfrentar as tropas de choque como elas fizeram ao tentar saber de seus parentes enquanto estes queimavam.


O maior ringue de patinação do mundo

"Relaxa e goza"
(Ministra do Turismo Marta Suplicy, sobre a crise no setor aéreo em 13 de junho de 2007, ou seja, antes do acidente com o vôo 3054 da TAM)


O título do meu texto de hoje, não refere-se ao Aeroporto de Congonhas, mas ao sistema todo que o envolve.
Pode até ser que algum babaca engraçadinho use esse título como piadinha na Internet... aliás, fazer piada de problemas graves e trágicos é especialidade do brasileiro, povo acostumado a ser contido por tropa de choque quando resolve manifestar sua indignação, como ocorreu com as famílias das vítimas do vôo 3054 da TAM.
E assim, o "jeitinho brasileiro" fez cerca de 200 vítimas...
Pois é... O mesmo "jeitinho" que liberou uma pista sem grooves para escoamento de água para pouso de aviões grandes como o Airbus A320, este aliás com um dos reversos com problemas (ou seja, também na base do "jeitinho"). Isso depois de um avião menor (bem menor, um ATR42 da Pantanal Linhas Aéreas) já ter patinado na mesma pista, depois de dois aviões terem se chocado durante um mero taxiamento e de a mesma pista já ter sido fechada no dia 5 de fevereiro de 2007 por causa de riscos de derrapagem antes da reforma que não terminou por causa adivinhem do quê? Do "jeitinho", claro!
E com "jeitinho", Congonhas, um aeroporto de 1936, projetado para aviões que nem turbinas tinham continua em operação, sendo remendado e remendado e remendado e remendado... numa área que a cidade cercou, que hoje não tem mais área de escape numa era em que as aeronaves tendem a crescer de tamanho, a se tornarem mais rápidas e requerirem pistas cada vez maiores. Ou seja, por mais dinheiro que se gaste em reformas, esse aeroporto não tem mais como continuar funcionando. É pôr "dentes de ouro em boca de defunto", como diria um grande amigo meu, responsável pelas famosas fotos das cascatas da Casa da Dinda...
Mas com "jeitinho", o desgraçado do Aeroporto de Congonhas continua funcionando e pra lá de sobrecarregado. (Sou testemunha ocular disso... nunca vou me esquecer do barulho que eu ouvía das aeronaves. Tive uma namorada que morava praticamente do lado do aeroporto! Felizmente ela estava para se mudar na época em que infelizmente terminamos.)
Pois é... o avião se foi, as vítimas em sua imensa maioria também, assim como os sonhos e futuro de várias famílias, mas o jeitinho tá aí... continua... e sabe do que mais?
Aposto que a culpa vai cair sobre o piloto (que já morreu mesmo), ou de algum "bode espiatório", "laranja"... enfim, qualquer um menos os responsáveis pelo "jeitinho", o verdadeiro culpado por todo tipo de crise que existe no Brasil.
Há outros blogs ressaltando exatamente isso, num deles, há um texto na íntegra, de Paulo Faria, da Infraero (que certamente vai acabar perdendo o emprego pelas declarações dele).
Aproveito para contar a história de uma outra nave, desta vez, uma embarcação marítima. Um navio de guerra chamado Vasa, construído para representar a Família Real da Suécia (a Casa de Vasa) e portanto, o mais luxuoso, monumental e imponente navio de combate até então construído... que afundou no começo da viagem inaugural em 1628, para a vergonha dos suecos, mas foi recuperado nos anos 50 e hoje está exposto num museu como um exemplo, para o mundo aprender a planejar melhor seus projetos antes de pôlos em prática na base do "jeitinho" como os brasileiros costumam fazer.
O Vasa hoje, é o único navio de guerra do século XVII ainda em existência e 95% do seu casco ainda é original.
Já o Airbus A320... não há como recupera-lo e a história certamente será esquecida pela grande massa, especialmente pelos nossos "jeitosos" governantes relaxados, gozando da nossa cara.

domingo, 1 de julho de 2007

O texto à seguir está circulando na internet sob a forma de e-mail. Está também publicada em algumas páginas de blogs, jornais, fóruns, etc.
A autoria é atribuída a "um brasileiro que mora em Long Island", Arnaldo Jabor (um dos que já foi expulso das mídia graças às suas crônicas), Gustavo Augusto Brites,... enfim. Ninguém sabe.
Porém desmente nítidamente vários dos mitos impregnados nas mentes da maioria dos brasileiros, como um tapa para ver se acordam.
Sei que é inútil tentar fazer cego que não quer ver, passar a enxergar, mas resolví reproduzir aqui no meu blog o tal texto, mesmo sabendo que este texto sequer alcançará 1% da população e portanto terá um efeito de persuasão absolutamente nulo, comparado com os 99,9% de alcance dos "Gols do Fantástico", ou do "Domingão do Faustão".
Este texto deveria vir estampado na primeira página dos livros didáticos das escolas, deveria ser divulgado como um manifesto lido pelo Presidente em rede nacional, pois trata diretamente de questões fundamentais que têm influência direta no crescimento do país em termos econômicos, sociais e educacionais.
Mas este texto diz tudo o que o brasileiro comum lamentavelmente não quer nem saber, ou sabe e faz questão de ignorar, com medo de ser "diferente", de medo de mostrar que pode fazer algo pelo país, ao invés de deixar as coisas como estão.
Tenho certeza de estar perdendo o meu tempo publicando isso, mas não me importo. Ao menos eu estou fazendo alguma coisa, (pouca coisa, é verdade)... como uma pequena contribuição para tentar mudar os rumos dessa história.




A verdade está na cara mas não se impõe


Brasileiro é um povo solidário.
Mentira.
Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre.
Mentira.
Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema: Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador.
Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto.
Mentira. Já foi.
Hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora.
Mentira. Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa, e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático.
Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim: o pagamento dos privilégios do poder.
E ainda somos obrigados a votar! Democracia isso?

Pense nisso:
O famoso jeitinho brasileiro é, na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro? Caramba, meu avô dizia isso em 1950!
Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?