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segunda-feira, 26 de março de 2007

Se o Brasil voltar a ser uma ditadura (o que não é difícil), eu certamente vou ser o primeiro cara a ser exilado depois deste texto... se não "sumirem" comigo primeiro.
Eu tinha em mente publicar algo mais educativo como a história da música e a evolução dos diversos estilos de música popular até a decadência musical dos tempos modernos... talvez eu até publique isso... mas vai demorar porque a história é muito longa.
Optei por publicar pontos de vista bem mais importantes... de ordem emergencial mesmo.

Ovelhas não pensam, mas são obrigadas a votar... no pastor, claro.


"(...) Você também pode alcançar a imortalidade. Basta fazer apenas uma coisa notável."
(Trecho de uma campanha publicitária inspirada na obra de Isaac Asimov... como se a maioria dos brasileiros soubesse alguma coisa sobre a obra de um dos maiores escritores de ficção científica de todos os tempos.)

Já comentamos sobre quem é o público-alvo do sistema de mídia (chamemos assim todo o conjunto de jornais, e emissoras de rádio e televisão, cuja concessão pertence direta ou indiretamente APENAS a pessoas ligadas à política como deputados, senadores, prefeitos, vereadores, governadores, etc.).
Já comentamos também o quanto você, caro(a) e raro(a) leitor(a) (e bota raro(a) nisso) tem poder de formação de opinião no meio de uma sociedade que desde a Idade do Bronze está condicionada a se comportar como ovelhas. (Especialmente através da religião., onde o pastor sempre age como uma espécie de pai salvador... mas raríssimamente é citado que as ovelhas e são criadas para serem tosquiadas ou virarem churrasco.)
Mostramos um exemplo prático de como funciona a escolha dos candidatos em uma eleição e como o sistema de mídia pode persuadir toda uma população a escolher apenas entre uns poucos candidatos entre vários.
Agora, começa uma campanha do governo produzida pela fundação PADRE ANCHIETA no mesmo sistema de mídia... ("Padre"? E ainda tem gente que acha que religião e governo não são farinha do mesmo saco...) deixando claro que TODO BRASILEIRO é "democraticamente" OBRIGADO a ser eleitor, pois do contrário, não pode abrir conta em banco, nem prestar concurso público, nem fazer compras à prazo... enfim, não "existe" perante a "sociedade" do RG, CPF... em outras palavras, deixa de ser UM NÚMERO e com isso deixa de "ser gente", de ter dignidade... "democraticamente". (Ou seria melhor dizer "ditatorialmente"?)
E se ao invés de OBRIGADOS a sermos eleitores, tivéssemos a escolha de optar por votar ou não? O que aconteceria?
Vamos estimar que apenas 21% dos potenciais eleitores comparecessem às urnas... estranhamente cerca de 79% da população sequer tem acesso à internet... olha que engraçado: dá uma porcentagem bem próxima à do número de eleitores que votou no primeiro e segundo candidatos mais votados nas últimas eleições para presidente, né?
Acho que com esse pequeno exercício de observação lógica podemos concluir que não é interessante para o governo, que os candidatos que mais aparecem no sistema de mídia DELES, possam sequer correr o risco de competir de igual para igual com "os outros" candidatos, de partidos bem menos privilegiados (com verbas de "rabo preso" para campanha), ou com direito a menos tempo na TV, rádio, jornal... enfim, nos sistema de mídia DELES... o mesmo que fatura com "reality shows", ou que faz lavagem cerebral com programas humorísticos previsíveis, novelas que deformam valores sociais ou com telejornais que mostram as notícias apenas como é "interessante" que sejam mostradas.
Tá certo... você pode até dizer que não é nada disso, que eu estou exagerando... (e eu posso retrucar dizendo que você votou no Lula ou no Serra nas últimas eleições, mas fazer o quê? Eu sou "ovelha negra", seu racista!) então responda essa: Temos atualmente 28 partidos registrados no TSE... Por quê candidatos de só 2 partidos tiveram quantidade de votos significativa nas últimas eleições?
Enquanto discutimos assuntos polêmicos como política e religião, embora o provérbio popular reza que "política e religião não se discute", resta deixar claro que o termo "democracia" para o governo, significa algo bem diferente do que consta nos nossos dicionários, tanto que ao invés do investimento prioritário em educação, para que o povo deixe de ser ovelha e passe a saber escolher qual grama comer, prefere-se investir em projetos eleitoreiros e medidas paliativas como "Bolsa-Família", "Bolsa-Escola", "Vale-Gás", "Cartão-Alimentação", "bolsa-isso", "bolsa-aquilo"... é como passar óleo na ferida das ovelhas inquietas para que continuem mansas, pastando tranquilamente.
Para mim, é bastante claro que esse tipo de modelo já não funciona mais, especialmente quando a própria sobrevivência da espécie humana está em jogo.
Faltam pensadores no mundo, assim como sentimos falta de proteção contra os efeitos da radiação solar hoje, como sentiremos falta de água potável em menos de 30 anos, ou como faltará ar respirável em menos de 100 anos se esse modelo "pastor e ovelha" continuar como é hoje e como é desde a Idade do Bronze, ou desde que surgiram as diferenças entre poder e plebe.
Vamos colocar da seguinte forma: Se mantivermos as coisas como estão, os netos nos nossos ricos e corruptos políticos não terão ar para respirar. (E nós, ovelhas, também não.)

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