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terça-feira, 13 de março de 2007

Já escreví várias vezes sobre esse tema. Posso escrever mil vezes sobre isso e nada vai mudar.
A imensa maioria da humanidade já está tão condicionada que penso ser mais fácil os computadores se tornarem conscientes do que a humanidade.

O público-alvo: ovelhas

"Odeio a televisão. Odeio-a tanto como aos amendoins. Mas não consigo parar de comer amendoins."
(Orson Welles, radialista e cineasta famoso por mostrar ao mundo o poder da mídia.)


Se você chegou até este texto, considere-se privilegiado(a), pois você sabe ler, tem acesso a um computador com acesso à internet e teve intelecto suficiente para conseguir chegar até este texto que está lendo agora.
E se ler este texto até o final, creio que sou capaz de apostar que você faz parte de menos de 5% da população do Brasil com capaz de sentir curiosidade. Em termos mundiais, eu posso arriscar que essa porcentagem diminui drasticamente para algo em torno de uns 0,03%.
Portanto, se você pensa ser formador(a) de opinião, esqueça. O seu poder de opinião é absolutamente nulo comparado ao poder da mídia, cujas especialidades são ditar tendências, criar falsos valores ou valores distorcidos, entregar "raciocínios prontos" de modo que as pessoas não se sintam estimuladas a ligar os fatos e acreditar em tudo sem questionar.
Uma boa prova do que estou falando é o resultado das últimas eleições: votou-se APENAS nos candidatos que "aparecem", como se não houvessem outros, como os apresentados por partidos menores que não têm nem tempo de mídia, nem dinheiro para campanha (que sai aliás, dos nossos bolsos).
A mídia dita moda, conta histórias como elas não acontecem, cria expectativas e discussões completamente inúteis como as relacionadas a futebol, novela ou o tal do "reality show" Big Brother... Aliás, o Big Brother mesmo foi um odioso personagem criado por George Orwell em seu livro "1984" em que critica exatamente o poder da mídia sobre as massas, sobre o domínio do pensamento coletivo e como isso pode ser explorado. No livro, ele arecia um homem bonzinho cujo discurso pouco difere dos de qualquer apresentador de telejornal de algum grande canal de televisão, ou de algum político...
Pois é... assim a mídia, zomba dos zumbís inconscientes, "teleguiados", que compram as imagens, as fantasias, os comerciais, mas cuja esmagadora maioria mal têm como pagar as contas da casa... quando têm casa, ou nem isso. O barraco alugado tem televisão e inevitavelmente, algum santo exposto em algum canto...
Vai ser votado algum projeto de lei para criar mais impostos? Dane-se! Quero saber se o meu time vai ganhar o campeonato pra poder comemorar e tirar sarro dos amigos que torcem para o time adversário.
Ih! Outra reportagem sobre aquecimento global? Que chato! Quem será que vai pro "paredão"? E aquela mocinha da novela? Será que vai ficar com fulano?
Sabe? Analogamente, podemos fazer um comparativo milenar... o povo é como uma criação de ovelhas... sempre acaba indo para onde o pastor manda, porque a maioria vai para onde o pastor manda.
E quem é o pastor? Já pensou nisso? Ou ovelha não pensa?

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