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sábado, 29 de dezembro de 2007

2007 está quase terminado e muitas mudanças aconteceram.
Para a minha alegria, alguns dos meus amigos passaram por grandes mudanças... alguns, de ilustres desprezados finalmente encontraram com o merecido reconhecimento e agora se tornam importantes por sua competência e empenho.
Outros por sua vez, infelizmente passaram por momentos tristes, mas tenho certeza de que superarão triunfalmente, embora talvez leve tempo...
2008 tende a ser o ano dos nerds... até pelos filmes que estão para estrear em 2008/2009 como "Homem de Ferro", "Agente 86", "Thundercats" (trilogia ainda em projeto), "Speed Racer"... que podem de repente trazer alguma diversão, já que o cinema ainda é uma das últimas mídias a "vender" algumas idéias interessantes.
Mas o tema de hoje é outro. Trata-se de uma reflexão sobre o passado, o futuro e as mudanças no presente.



O tempo se vai... mas o tempo vem?

"Há um tempo para partir, mesmo quando não há um lugar certo para ir."

(Tennessee Williams - dramaturgo, autor da famosa peça "Um bonde chamado Desejo" encenado por Vivien Leigh, num filme de 1951 que na versão em português acabou se chamando "Uma rua chamada Pecado".)


Como este é o último texto de 2007, é mais do que natural que começemos a pensar nos projetos para 2008, no entanto, o mundo de hoje é tão imprevisível quanto dinâmico o que nos faz imaginar que planejar o futuro é uma perda de tempo (e na maioria das vezes é mesmo). Porém, não é um exercício inútil, uma vez que com isso, acabamos muitas vezes propor metas para nós mesmos.
Nenhum de nós consegue prever o futuro além do óbvio, como o que ocorre todo final de ano nas programações de certos canais de televisão, ou para onde viaja todo mundo nessa época.
2008 pelo menos para mim tende a ser um ano muito corrido e o mês de janeiro tende a ser brutalmente incomum para mim.
É provável que eu praticamente me enclausure como nunca durante esse primeiro mês e portanto, talvez eu nem escreva nada para pôr nesse blog. Porém acabo de montar um novo computador para substituir o antigo, porém bem mais poderoso e capaz de me ajudar a talvez ganhar algum tempo, o que realmente tem sido muito difícil para mim nos últimos 2 anos.
Faz parte do preço a se pagar por certas mudanças muito radicais, porém altamente necessárias dadas as circunstâncias do passado.
2007 não foi um ano que representou grandes mudanças para mim, como foi 2006, em que abandonei 21 anos de desenvolvimento e produção de mídia digital (ou seja, mais da metade da minha vida) para cair de paraquedas num mercado que para mim era quase que um completo mistério e de cara assumir a responsabilidade de ajudar a manter em funcionamento, algumas das maiores redes de computadores do planeta, o que jamais teria sido possível se eu não tivesse ao meu lado uma equipe formidável, que posso assegurar que foi e ainda é (mesmo com as "danças das cadeiras") a melhor com a qual eu já trabalhei. E olha que já trabalhei com equipes formidáveis...
Tempo, como eu já disse tem sido o elemento mais escasso da minha vida nos últimos 2 anos, de modo que preciso arrumar formas de gastar menos tempo com coisas que não me levarão a nada, ou com coisas do dia-a-dia que me fazem naturalmente perder algum tempo, como a limpeza da casa ou mesmo cozinhar.
Preciso renovar o espaço onde eu vivo, de modo que eu desfrute desse tempo da melhor forma que eu puder, preciso mudar coisas velhas e desgastadas que volta-e-meia precisam de restauração por novas... me livrar de coisas que não uso mais e que além de ocuparem o meu espaço, consomeo o meu ânimo. E ânimo é o que eu preciso para enfrentar esse desconhecido chamado futuro.
Preciso me aprimorar para não ser apenas conhecido no mercado. É preciso garantir o futuro, mas... voltamos ao ponto do início deste texto... Como garantir o futuro se ele nos escapa em previsibilidade?
Conhecimento ajuda, mas os caminhos para o conhecimento são muitos. Há os caminhos certeiros e rápidos como uma rodovia, porém existem também as trilhas misteriosas que nos trazem conhecimentos que escapam aos que trafegam pela rodovia e que podem valer ouro ao final da mesma e são esses os caminhos que sempre trilhei.
É onde encontro os meus diferenciais, os meus pontos de vista, as brincadeiras dos colegas de trabalho quando me chamam de "Picolopedia" ou brincam com a velocidade com a qual encontro certas respostas.
Mas essas trilhas são difíceis, árduas, lentas e desanimam. Por isso, cada vez mais sinto que sigo por elas cada vez mais solitário.
Não é qualquer um que vai onde já fui, que vê coisas como as que já ví, ou que abre mão de certas coisas para conseguir sobreviver por esse tipo de trilha.
Não tenho muitos objetivos para 2008, mas tenho objetivos difíceis que incluem deixar de fazer coisas de que eu gosto, ou abandonar de vez certos hobbies para poder aproveitar melhor o meu tempo em função de um futuro desconhecido.
"Gastei" 2007 tentando entender minha nova realidade. Agora tenho de adaptar minha vida a ela e estar preparado para as surpresas que certamente virão e que tendem a mudar radicalmente o estilo de vida que eu viví até então, embora eu não possa apontar de que forma, mas surpresas sempre trazem mudanças de algum tipo. E a minha intuição me faz sentir surpresas a caminho.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Estamos terminando o ano... e todos os anos nessa época, digo que essa é a época mais falsa do ano.
E por falar em falsidade, há 1682 anos que tem uns caras ditando coisas do tipo "não leiam isso", "não vejam aquilo", "se vocês nos contrariarem, é pecado, vocês estão contra a gente..."
Poder: é só o que importa para essa gente.
Agora dizem para os "fiéis" não verem o filme "A Bússola de Ouro", dizendo que o filme é "antinatalino". ( Só por causa disso quero ver o filme!)
Oras... o Natal como conhecemos hoje por sí só é uma farsa inventada e moldada durante esses exatos 1682 anos e já falamos sobre isso nesse blog nos anos anteriores.

Não existe exército mais eficiente do que o que luta por paixão ao invés da lógica sem perceber que o fazem. Daí a curta distância entre a religião e a política.
E já que estamos falando sobre política, religião e falsidade, que é o principal tema da época, segue a continuação do texto sobre propaganda e como ela pode ser nociva...



Toda propaganda é enganosa (parte 2)

"Você não necessita de inteligência para ter sorte, mas necessita de sorte para ser inteligente."
(Provérbio judaico)


Já falamos sobre a base da propaganda e um pouco sobre o principal veículo disseminador da mesma (televisão), mas não nos atemos ao veículo em sí, mas ao aparelho, como objeto de consumo.
Observem que trata-se de um objeto de consumo sendo procurado como um vício.
Já observaram que onde há um televisor ligado, as pessoas não conversam?
Pois bem... O que faz com que as pessoas liguem seus aparelhos e mantenha-os ligados horas e horas com a programação ruim como é hoje em dia?
A resposta: propaganda.
A programação é ruim, mas as imagens seduzem, induzem, estimulam desejos, criam necessidades, ditam padrões sociais em sua imensa maioria muito aquém da realidade dos telespectadores que ficam lá, consumindo muitas vezes apenas as imagens, uma vez que a imensa maioria da população sequer tem poder aquisitivo para sonhar com os carros populares em promoção que custam "apenas" o valor de um apartamento; ou de frequentar a vida noturna badalada e bonita promovida pela marca de bebida alcólica, em que pessoas se acotovelam em lugares escuros, barulhentos, com fumaça de cigarro, disputa de perfumes caros e brigas no final da "balada".
Todo comercial de shampoo tenta vender a idéia de que seu cabelo tem algum problema e apresenta alguma milagrosa fórmula mágica que fará seu cabelo ficar "como você sempre sonhou", ao invés de apenas fazer o que lá no fundo todo shampoo deveria fazer: simplesmente limpar seu cabelo.
Não bastassem os comerciais de TV com suas imagens cuidadosamente produzidas, corrigidas, editadas digitalmente até se parecerem com sonhos ao invés da vida real, até porque a vida real não vende. Se vendesse, ninguém estaria vendo televisão.
Ou seja, as pessoas "viajam" nas imagens, como quem "viaja" com alguma droga.
Não bastasseem os comerciais, ainda há o merchandising inserido no meio da programação como cupins na madeira: é ruim, ninguém gosta, mas continua lá, corroendo o que interessa de fato.
E as notícias? O jornalismo?
Bom... Podemos chamar de jornalismo o fato de que a imensa maioria das notícias de todos os meios de comunicação de massa vêm dos mesmos 5 grupos de agências de notícias do mundo?
Como chamar de notícia algo que pode perfeitamente ser divulgado por um oligopólio global do jeito que bem quiserem, vendendo idéias apenas do jeito que esse pequeno grupo achar mais "conveniente"?
Notícias locais? Ora... quanta gente não morre em algum acidente de carro novo por dia ou numa briga de bar por noite, após beber umas e outras bebidas apresentadas na TV por causa de alguma mulher que usa o shampoo do comercial que dizia que o cabelo dela tinha pontas duplas?
Os veículos de comunicação de massa influenciam muito mais do que se imagina, porque ditam regras, padrões de pensamento, de comportamento inconsciente, de consumismo.
Por que todo mundo precisa ir e voltar do trabalho na mesma hora?
Por que todo mundo precisa ter um celular novo, ou um carro novo, ou beber alguma bebida alcólica sempre que vai a um bar ou "balada"? (Pior: Pra que "encher" a cara?)
Por que você tem de gostar de cerveja ou futebol?
Por que você precisa frequentar alguma igreja (qualquer que seja) ou fazer parte de alguma maioria de eleitores mesmo que hajam candidatos menos "pilantras" do que os que estão no topo das pesquisas?
Por que você precisa ser como todo mundo?
Você é você mesmo(a) ou é o que a propaganda diz para você ser? (E por tabela, o que as pessoas influenciadas pela propaganda dizem para você ser?)

domingo, 9 de dezembro de 2007

Durante 21 anos da minha vida, trabalhei profissionalmente com produção de imagens para a mídia.
O meu envolvimento nesse meio me permitiu um ponto de vista bastante diferenciado como consumidor. Um ponto de vista que me foi apresentado pela primeira vez (pelo que me lembre) numa aula de Geografia Crítica através de um professor (prefiro não citar o nome dele aqui), a quem sou extremamente grato pela excepcional qualidade de suas aulas.
Quem dera todos tivessem um dia um Mestre como esse que tive o privilégio de ter!
Hoje, vou tentar passar um pouco desse ponto de vista.



Toda propaganda é enganosa (parte 1)

"É muito complicada a vida de um intelectual na sociedade de consumo de massa".
(Florestan Fernandes - Sociólogo e político brasileiro)

Quantas vezes você comprou alguma coisa e uns tempos depois se sentiu enganado(a), frustrado(a) porque o que comprou ficou aquém das expectativas e teve a impressão de ter jogado seu dinheiro fora?
Bom... Antes de falar sobre o tema de hoje, vamos primeiro definir e entender o que é propaganda afinal...
Propaganda é um ou vários meios de se vender produtos, serviços ou idéias através de meios de divulgação coletiva.
Observemos agora duas palavras importantes nessa definição: vender e idéias.
Ora, se estamos falando de vender alguma coisa, imediatamente temos de ter em mente o que qualquer vendededor do mundo usa em sua linguagem para essa finalidade: métodos de persuasão.
Quando se pretende vender alguma coisa, o vendedor usa de todos os meios que conhece para tentar convencer o possível comprador a comprar o produto, serviço ou idéia.
Agora vamos observar com cuidado a palavra "idéia" aqui.
Se observarmos atentamente, estamos nos referindo à palavra "valores". Em outras palavras, a propaganda também serve para persuadir o "comprador" a aceitar valores. (Estudantes de neurolinguística e hipnose sabem bem do que estou falando).
Esses valores podem ser introduzidos na divulgação de modo que o "comprador" nem perceba, mas estão lá.
Exemplo: todo comercial de cerveja mostra um mundaréu de gente feliz num bar cheio de mulheres sedutoras, transmitindo a quem vê a propaganda, a sensação de tesão, felicidade, alegria, saúde... Uma imagem bastante distante da realidade em que após consumir o produto (geralmente em grande quantidade), as pessoas ficam broxantemente vomitando no banheiro um produto conhecido pelos egípcios desde pelo menos 4000 anos A.C. como droga de fabricação caseira que causa entre outras coisas, dissociação sináptica e destruição neuronal e por isso mesmo o seu consumo foi incentivado pela Igreja durante a idade média... mas esse tipo de detalhe, é claro, pouca gente sabe hoje em dia (me lembre de escrever sobre esse assunto), já que esses valores de tesão, felicidade, alegria, saúde, etc., já vêm sendo amplamente divulgados desde a idade média e imensamente incentivados por todos os impérios e governos desde então, exatamente porque "zumbís" ficam mais fáceis de controlar do que mentes conscientes.
Agora que falamos sobre a base de como funciona a propaganda, vamos falar sobre o principal meio de divulgação coletiva atual: a televisão, mas só para não falar o óbvio e atualizar um pouco mais o tema, vamos falar do assunto latente do momento: TV digital.
Recentemente ví uma reportagem de que já não se encontram mais decodificadores para a TV digital nas lojas e que as vendas destes já se esgotaram até mesmo da "padroeira" (Rua Sta. Ifigênia e imediações, em São Paulo, SP), ou seja... as vendas e a procura por esses aparelhos está altíssima. Mas... Por quê?
O que leva as multidões a gastar dinheiro que muitas vezes não têm para ter em casa um aparelho cuja única finalidade é poder sintonizar um sinal digital de meras 720 linhas e converter para um parco sistema de 525 linhas (onde só se pode enxergar 480 por causa do overscan)?
Ora... vendeu-se a idéia de que a qualidade de imagem será assustadoramente maior e para piorar, as lojas exibem as enormes belas e caras TVs de plasma e LCD, com imagens maravilhosas produzidas especialmente para isso, sendo exibidas nestes aparelhos HDTV, mostrando toda a capacidade gráfica das 1080 linhas do "full-HD 1080p ou 1080i" provenientes de um disco HD-DVD ou Blu-Ray, sistemas de armazenamento de mídia que sequer estão padronizados ainda (já se fala no EVD, um terceiro novo sistema de armazenamento concorrente desses e no HVD, para substituir os três padrões)... bem além das 720 linhas que estão sendo usadas em uma ou outra transmissão de TV com programação de qualidade bastante questionável... (Oh, o que eu não deixo de falar para não baixar o nível de qualidade desse blog...)
Ontem, ao encontrar com um amigo da área de vídeo e comentar sobre o assunto, concluímos que neste Natal, vai ter muito consumidor frustrado achando que vai ter aquelas imagens maravilhosas num parco televisor de tubo... e olha que nem falamos na perda de precisão de cores nem na ausência de interatividade, bem como outros pormenores aqui.
Informações técnicas à parte, a depreciação de certos produtos (especialmente eletrônicos) está caindo ao longo dos anos.
O DVD, popularizado há apenas uns 6 anos já começa a dar sinais de decadência (e eu nem conseguí passar o que tinha de VHS para DVD ainda)!
Só para efeito comparativo, a fita cassette, nasceu em 1963 e só foi "substituída" pelo CD nos anos 90 (embora se façam aparelhos que toquem cassettes até hoje).
Percebe a voracidade disso? Esse tipo de fenômeno de consumo imediatista e insconsciente coletivo é chamado pela sociologia de "consumismo". E nessa época (final de ano), é impossível esse fenômeno não ser notado.
Numa era em que o capitalismo produz diariamente muito mais transistores do que grãos de arroz, é no mínimo uma boa idéia pararmos um pouco para ver melhor o que estamos consumindo (e o que estamos disperdiçando).
Enquanto estamos preocupados com nossos televisores de plasma de última geração que nem padronizada está, em algum lugar do mundo pode ter uma criança morrendo de fome, prestes a ser devorada por um abutre.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Esses dias tive um sério problema com meu computador, o que me força a montar um novo...
Com isso, perdí uns dias de folga procurando peças, pesquisando preços, componentes...
Paciência.
Este ano é a segunda vez que tenho de gastar dinheiro com o PC por causa de problemas com o hardware... (Não me lembro de ter tido tantos desse tipo de problema com os meus velhos Macintosh...)
Felizmente tenho um velho notebook japonês Compaq Presario 1621 que me permite (muito lentamente) pelo menos consultar meus e-mails e escrever no meu blog, embora não me permita trabalhar som e imagem como fazia com meu computador "principal".
Mas o texto de hoje fala de outra coisa...


Paixões

"A forma mais fácil de atrair o público é faze-lo saber que num dado horário e local, alguém tentará algo que em caso de falha lhe trará subitamente a morte."
(Harry Houdini, ilusionista, escapista, ator e desenganador)


Vamos falar de paixões...
Sou um apaixonado por música desde criança, me considero um fanático por audiofilia, adoro videogames antigos, gosto de praticar io-iô quando posso, curto um bom vinho em casa de vez em quando... mas como o gosto pelas coisas vêm de valores puramente pessoais, para mim, o assunto "futebol" por exemplo, não passa de mera perda de tempo que não me acrescenta absolutamente nada.
No entanto, para muitas pessoas, é quase como o ar que respiram, um vício, um ópio...
Ontem, como todos sabem um famoso clube de futebol foi rebaixado para a segunda divisão.
Isso não muda a minha vida em absolutamente nada, a não ser pelo gostinho de poder deixar aqui as minhas "alfinetadas" para as minhas "ex", cuja única coisa em comum (além de serem asiáticas inteligentíssimas), é o fato de se auto-declararem corinthianas. (E nos três casos eu só soube depois de ter começado oficialmente os namoros...)
O time perdeu? E daí? E eu com isso? (Aposto que nenhuma delas abandonou sua paixão pelo "timão"... Quem mandou?)
Gostar de alguma coisa é saudável, confere personalidade à pesssoa, muitas vezes a caracteriza, faz com que ela seja lembrada, mas paixão é como uma doença.
Todo mundo passa por esse tipo de experiência na vida e aprender com as derrotas pode ser muito difícil.
Ora... quantas vezes você não chorou ao perder alguma coisa de que gostava?
Ainda que supere isso, o momento jamais será esquecido. Logo, quando perder alguma coisa, o meu conselho é: procure aprender com isso. Choros e lamentações embora muitas vezes sejam inevitáveis, não resolvem absolutamente nada.
Como explicar então que coisas que não nos dizem respeito algum possam mexer tanto conosco?
A resposta é simples: trata-se de um desenvolvimento de uma afeição a algo ou alguém, como que se fosse sua própria responsabilidade, como uma espécie de "adoção"... um sentimento de carinho que remota a algo muito semelhante ao afeto materno ou paterno.
No caso do futebol, aproveitar desse sentimento para fins de lucro é um negócio incrivelmente rentável, tanto para os "cartolas" quanto para a política... mas enfim, já estou saturado desse tipo de assuntos "podres"...
Eu também já perdí muita coisa de que eu gostava muito. Já chorei muito também... até aprender que as únicas coisas que posso fazer ao perder algo, é tentar começar tudo de novo e tentar entender como perdí.
Vencer, pode ser bom, mas conseguir aprender com uma derrota, é uma grande vitória. (Já dá para imaginar qual vai ser o tema da "Gaviões" para o carnaval de 2008... né garotas? Ha-ha-ha!)

sábado, 10 de novembro de 2007

Desta vez resolví escrever sobre mim mesmo. Me descrever é complicado, mas resolví ser um pouco mais ousado que isso e acabei redigindo uma...


Entrevista comigo mesmo

"Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades."
(Epicuro de Samos, filósofo grego, famoso por defender a liberdade humana e a tranquilidade de espírito.)


Picolo's Blog: O especialista em tecnologias de mídia digital Claudio Henrique Picolo começou sua carreira oficialmente em 1985 após concluir seus primeiros cursos de programação e comprar seu primeiro microcomputador, onde começou a desenvolver suas técnicas de imagens digitais caminhando em busca do mercado de Computação Gráfica e animação, numa época em que nem se falava sobre isso no Brasil.
Há quem imagine que o termo "Computação Gráfica teria sido criado por ele mesmo bem no início dos anos 80, ao traduzir o termo original do inglês "Computer Graphics".
Em 1992 começou a migrar das animações em vídeo para novamente ser pioneiro, fazendo parte da primeira equipe especializada em desenvolvimento de projetos de multimídia do Brasil, conhecida na época como "Magivision Associados", onde desenvolveu alguns padrões de apresentação de imagens que acabaram sendo adotadas por exemplo, nos caixas eletrônicos da rede de bancos Itaú.
Ainda em 1993, entrou no mercado de pré-impressão gráfica, produzindo através das agências e bureaus por onde trabalhou, incontáveis trabalhos de imagem para empresas como 3M, Coca-Cola, Fiat, Siemens/VDO, Monroe, Indisa, Veiling Holambra, Polimec, TVB (SBT).
Em 1995, foi destaque no seminário "New Media Forum" promovido as USP pela Apple Computer, Strata, Adobe Systems, Macromedia e Digital Design/Specular (Metacreations) sendo um dos cerca de 300 técnicos participantes a conseguir concluir o projeto especificado no início do seminário. (Só dois conseguiram.)
Em 2006, após 21 anos de dedicação à produção de mídia digital, fortemente decepcionado com os rumos que este mercado estavam seguindo, mudou radicalmente de mercado indo trabalhar com monitoração e suporte de redes de computadores na IBM através da BRQ Informática e hoje, através da Global Value Solutions.
Entre seus hobbies, estão a coleção de cartuchos para o videogame Atari 2600 e a prática de io-iô freestyle (uma modalidade de io-iô reconhecida mundialmente como esporte, mais ou menos como a "formula 1" do mundo dos io-iôs) e escrever este blog.
Claudio, como se sente sendo entrevistado em seu próprio blog?
Claudio H. Picolo: Bom, antes de qualquer coisa, me sinto na obrigação de dizer que é uma honra para mim ter tanta gente inteligente lendo o meu blog e é um orgulho ver nas estatísticas de presença do mesmo que tanta gente acaba voltando a visita-lo.
No entanto, pode parecer um pouco frustrante para o leitor e até uma demonstração de egocentrismo ou narcisismo da minha parte, ser entrevistado por mim mesmo, mas se levarmos em conta que 90% das entrevistas na mídia são pré-combinadas, especialmente em mídia impressa (e olha que falo como testemunha ocular desse fato), esta seria apenas mais uma entre outras bem no estilo em que o(a) leitor(a) certamente já está acostumado(a).
PB: Com tantos anos e tanto know-how adquirido com seu pioneirismo no mercado de produção de mídia, por que essa mudança tão radical para a área de redes de computadores?
CHP: O reconhecimento profissional no mercado sempre foi muito pequeno e os valores nunca corresponderam à minha dedicação. Além disso, apesar de eu ter aprendido e testado várias técnicas amplamente conhecidas, provindas de instituições seríssimas como a CIE, muitas vezes eu me encontrava na necessidade de provar isso em detrimento do mero orgulho de alguns clientes que sempre achavam que tinham razão em determinadas coisas só porque tinham grande poder aquisitivo e eram conhecidos no mercado exatamente por causa disso. Aliás um problema muito sério desse mercado é exatamente a picaretagem.
Tem muito profissional bom sendo tratado com muita injustiça, o que me irrita profundamente e perdí a conta de quantos eu já ví deixando o mercado por causa desse tipo de coisa. E o pior é que a picaretagem maior vem de gente grande, gente que tem muita fama e dinheiro. É muito difícil argumentar contra isso.
É a palavra deles conta a sua e o dinheiro sempre acaba falando mais alto que a ciência.
PB: E como você se sente agora, num mercado tão radicalmente diferente?
CHP: O reconhecimento é maior, apesar de eu não me sentir ainda tão à vontade nesse mercado como me sentia no outro, obviamente pela minha ainda pouca experiência nesse setor, mas é um mercado muito mais maduro e trabalho com uma equipe formidável. Tenho certeza de estar adquirindo esse know-how no caminho certo e do jeito certo.
Tenho muitos planos na cabeça, e ainda estou estudando um jeito de começar a executa-los, mas até lá, preciso pôr minha vida de novo nos eixos.
Preciso aprender a programar melhor o meu tempo, mas ainda não aprendí como faze-lo de modo adequado.
Ainda perco muito tempo com imprevistos. E aí acabo deixando muita coisa pendente, ou deixando para depois muita coisa que eu queria já ter feito como cursos ou certificações.
De certa forma, estou tentando aproveitar para viver um pouco ao invés de apenas trabalhar.
PB: É verdade que apesar de todos esses anos dedicando-se a tecnologias, você é mais conhecido pela prática de io-iô?
CHP: (Risos) É verdade sim.
Desde que me cadastrei na Associação Brasileira de Io-iô, passei a me dedicar à divulgação do io-iô como esporte, especialmente entre a molecada, como uma espécie de incentivo para que eles busquem sair um pouco do videogame para experimentarem um pouco mais do mundo real, estimulando também sua curiosidade e assim, eles desenvolvem coordenação motora, senso de observação e até acabam estudando física e química por tabela para tentar fazer com que seus io-iôs durmam mais tempo, fiquem mais estáveis, etc. Além é claro de começarem a conversar mais, trocar mais idéias, entenderem mais os pontos de vista alheios, se desenvolvendo socialmente de forma muito mais saudável e inteligente do que disputando entre si como acontece com torcidas de futebol, ou tentando chamar atenção numa balada.
De tanto participar dos "fóruns da ABI", de repente me surpreendí ao ver o meu nome entre os 6 ioiozeiros que mais participaram. Atualmente estou em 8o. lugar nesse quesito, mesmo me considerando um jogador medíocre.
PB: Você já foi reconhecido no meio do público por isso?
CHP: Algumas vezes, geralmente pela garotada. Mas algumas vezes fica engraçado.
Tenho uns vídeos de io-iô que produzí, postados na minha página do YouTube e logo que comecei a postar esses vídeos aconteceu de eu pegar o fretado da empresa de volta para casa e o rapaz que estava sentado ao meu lado olhou para mim e disse "você não é aquele cara do io-iô?"
PB: Agora a pouco você disse que estava tentando "viver um pouco ao invés de apenas trabalhar"... O que você quis dizer com isso?
CHP: Você já se perguntou alguma vez se você trabalha para viver ou vive para trabalhar?
Se nunca se fez essa pergunta, recomendo faze-lo todos os dias ao acordar.
Como diria um amigo meu, economista, "dinheiro não é tudo".
Conheço gente que pela busca cega pelo dinheiro, praticamente "vendeu a alma ao diabo".
Francamente, não tenho pressa em alvejar algum cargo superior só pela busca por mais dinheiro sem me preparar muito antes.
Tudo tem seu tempo. Além disso estou conseguindo pagar as minhas contas... sem luxo, mas estou.
No outro mercado, eu me sentia praticamente um escravo sem direito à minha vida pessoal.
As contas eram muito difíceis de pagar, por mais que eu trabalhasse. Eu vivia pensativo sobre como resolver isso, vivia nervoso, me sentindo um fracassado e isso infelizmente teve reflexos irreparáveis na minha vida pessoal.
PB: Que tipo de reflexos?
CHP: Preciso mesmo falar sobre isso? Um grande amigo meu já me alertou para o ar melancólico que esse blog pega quando toco nesse assunto, mas tudo bem, aqui vai...
Eu errei... Cometí muitos erros, magoei muito uma pessoa que eu não queria magoar e acabei me afastando dela para não arrasta-la comigo para uma ruína eminente.
Com isso eu ganhei algum tempo, para mudar algumas coisas na minha vida... fazer alguns cursos e conseguir mudar de rumo com grande sacrifício... Infelizmente esse sacrifício acabou incluindo o meu relacionamento com essa pessoa.
PB: Não há como recuperar isso?
CHP: Isso não depende mais de mim. Depende dela.
Eu só estou cumprindo o que prometí em meu último e-mail: não incomoda-la. Foi jeito de provar àquela teimosa, de que tenho palavra. Se algum dia ela quiser quebrar o silêncio, claro que será bem-vinda, mas ela vai precisar de muita força de vontade para vencer o próprio orgulho.
PB: Você fala muito dela em seu blog. Acha que ela lê?
CHP: Tento pensar que não, mas acho muito difícil ela não querer ler de vez em quando.
Vivo tentando disfarçar, mas simplesmente não consigo deixar de imaginar que ela pode estar lendo minhas observações, se divertindo com as bobagens que escrevo de vez em quando, ou "se achando" com as minhas declarações em algumas entrelinhas, ou mesmo escancaradas.
Éramos muito unidos apesar das diferenças e tivemos uma relação muito marcante para não sentirmos saudade um do outro.
Se ela tivesse um blog, eu leria. Estou numa desvantagem muito injusta sob esse ponto de vista. Ela pode saber quase tudo a meu respeito, enquanto eu não posso saber nada a respeito de como ela está hoje.
PB: É verdade que você está sozinho desde que terminaram ou já teve algum outro relacionamento desde então?
CHP: Tive relacionamentos de amizade. Sou um homem de princípios, entre eles o de evitar mulheres comprometidas. E todas as mulheres interessantes que já passaram pela minha frente desde então já estavam comprometidas. Fora isso, não vejo motivos que impeçam "novas possibilidades", por assim dizer.
Às vezes penso que talvez algumas mulheres tenham um certo medo de não serem correspondidas se tentarem se envolver comigo, especialmente pelo fato de eu ser exigente e não esconder isso.
PB: Essa exigência já te causou problemas?
CHP: Sim. Já cheguei a brigar com o meu pai por causa disso. Ele simplesmente não consegue entender que eu não sou de me envolver superficialmente. Ou me envolvo pra valer, ou nada feito.
A minha mãe por outro lado, entende, mas não deixa de ficar tentando me "empurrar" uma ou outra menina que ela conheceu no dia-a-dia, ou nos bailes que ela freqüenta, o que sinceramente me enche o saco...
Mas se há algo que realmente me deixa irritado são certas atitudes da mulherada aqui da região, que já nem perdem tempo de tentar distinguir homem de babaca. Para elas é tudo a mesma coisa! Apenas fazem cara de nojo ao olhar para qualquer homem numa magnífica demonstração da mais pura estupidez. Mulher assim no meu conceito, é simplesmente "descartada" no ato!
PB: Não acha essa sua atitude muito radical? Não acha que isso o prejudica pelo fato de te manter sozinho?
CHP: De forma alguma! Eu não sou obrigado a correr o risco de ter de aturar uma mulher intragável só para agradar as pessoas ao invés de agradar a mim mesmo. Eu tolero muitos defeitos, afinal, todos nós os temos, mas estupidez é garantia de educação ruim.
Gente assim grita à toa com as pessoas. E quando alguém grita com alguém, não tem nem razão, nem respeito algum.
PB: Você já escreveu sobre praticamente todo tipo de assunto em seu blog. De onde você arranja tanta informação?
CHP: Da Internet, claro! Difícil é qualificar a informação e isso demanda tempo e paciência.
Dados existem aos montes na Internet, informações desencontradas e boatos, mais ainda.
Certamente já escreví muita bobagem baseado em pontos de vista sem embasamento, mas essa fase acabou e o Picolo's blog já saiu da "fase experimental" faz tempo.
PB: E o que causou essa "mudança de fase"?
CHP: Acreditaria que foi uma bronca do Luís Fernando Veríssimo? Pois é... nem eu... na verdade, ainda não sei se foi dele mesmo. Não tive coragem de perguntar, mas se você toma um puxão de orelha de um mestre desse naipe, o mínimo que deve fazer é prestar muita atenção para ver se aprende alguma coisa. Ele citou no e-mail, o projeto Wikipedia, que na época ainda estava começando a "tomar forma" para mim, por assim dizer.
Virei fâ do Wikipedia graças a esse misterioso e-mail. O site é realmente fantástico! Fala sobre quase tudo! Qualquer dia desse, se bobear devo achar algum wiki falando de mim por lá...
PB: E o Picolo's Online? Faz muito tempo que não é atualizado. O que aconteceu?
CHP: De fato, tem muita coisa desatualizada lá, especialmente o meu perfil... tenho alguns certificados que lá não constam... Enfim, eu estava com a versão nova do site no meu HD, pronto para pedir a senha de acesso ao servidor onde ele está hospedado para atualiza-lo, quando uma falha grave de uma fonte de força queimou a placa lógica do HD.
Ainda não sei se tento mandar consertar o HD, ou se faço uma outra versão dessa atualização.
Sinceramente, penso em fechar o site. Não tenho muito tempo para gastar com ele e nem vejo mais necessidade de te-lo funcionando. Tudo tem um fim um dia.
O próprio Picolo's Blog eu penso em abandonar no término desse ano!
Embora eu tenha recebido alguns e-mails elogiando esse trabalho de tentar mostrar como nós, seres humanos temos tendência de agirmos como marionetes, através da observação de pontos de vista ignorados pela grande maioria das pessoas...
O fato é que gasto muito tempo com isso (o que convenhamos, não vai mudar nada no mundo em que vivemos) ao invés de me dedicar mais a buscar por exemplo, certos certificados que o mercado gostaria que eu tivesse.
Por outro lado, o Picolo's Blog me estimula a meditar e pesquisar sobre assuntos diversos e assim, organizar meus pontos de vista sobre conhecimentos gerais, o que me ajuda a enxergar muitos assuntos por um ângulo diferenciado e de forma bem mais clara, me dando inclusive um diferencial profissional.
É provável que eu passe a escrever somente de tempos em tempos ao invés de praticamente uma vez por semana, mas ainda não me decidí.
Talvez eu pare de jogar io-iô também. Não tenho mais tido tempo para isso.
PB: Você quer dizer então que você tem percebido que esse exercício de meditação exigido para redigir os textos do Picolo's Blog podem estar te ajudando profissionalmente?
CHP: Exatamente! No mundo corporativo, uma visão diferenciada é importantíssima quando se busca a resolução de problemas.
Muitas vezes esse dom é interpretado como "criatividade", por exemplo, mas é resultado de anos de meditação e observação e não há curso no mundo que ensine isso. Só a prática mesmo.
PB: Quer dizer mais alguma coisa aos seus leitores?
CHP: Sim... Muito obrigado pela atenção, pelo carinho, pelas sugestões e pela paciência.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

E hoje é o "Dia das Bruxas", ou "Halloween"... Coincidência ou não, minha primeira namorada eu conhecí num dia 31 de outubro...
E hoje, esta série sobre relacionamentos finalmente chegou ao fim, no entanto existem muitos outros aspectos que não comentei ao longo desta série, até porque englobam infinitas possibilidades, tornando impossível citar exemplo por exemplo, o que definitivamente foge dos princípios fundamentais, que pretendo mostrar (daqui do meu ponto de vista).

Penso que ainda assim, serve de boa referência aqui no mundo ocidental, uma vez que não tenho competência por exemplo, para falar com o mesmo detalhismo ou desenvoltura sobre como funcionam as estruturas de relacionamentos afetivos dos aborígenes ou beduínos... é mais fácil e lógico, focar mais uma cultura mais próxima da realidade em que vivo.
Uma observação importantíssima (e talvez um tanto polêmica) feita ao longo desta série é a forma como definimos esse sentimento tão estigmatizado chamado "amor" e o quanto sabemos pouco sobre ele.
Só para refrescar um pouco a memória, deixamos bem claro que o amor não é o todo e sim uma parte do que definimos como "felicidade plena" e que trata-se de um sentimento extremamente complexo que não pode jamais ser confundido com um mero ato, ação ou um sentimento de paixão e agora, vamos explicar por que.



Relacionamentos - parte 5: O amor, o domínio e as escolhas

"Quase sempre as mulheres fingem desprezar o que mais vivamente desejam."
(William Sheakspeare, certamente o mais influente dramaturgo da história da Língua Inglesa.)



O amor como já foi dito, trata-se de um sentimento extremamente complexo, que é "construído" ao longo do tempo, à partir da união e esforços conjuntos do casal.
Esqueça a lenda sobre "amor à primeira vista". Isso não existe e ponto final.
O que existe é paixão à primeira vista. Nesse sentido, paixão refere-se a uma forte atração momentânea que pode até desencadear num primeiro impulso que leva ao início de algum relacionamento onde aí sim, pode começar-se a se "construir" o tal do "amor".
Essa "construção" funciona mais ou menos como montar um quebra-cabeças novo, ainda com algumas arestas nos encaixes das peças e ao longo do tempo, as peças vão se encaixando melhor, como que "se moldando" para a sua finalidade principal.
Agora podemos chamar as peças do nosso quebra-cabeças de "circunstâncias", para deixar mais claro do que essa "construção é feita".
No entanto, nem tudo são flores e a essa altura, o(a) leitor(a) pode ter se lembrado de que nem sempre se tem o controle das peças e muitas vezes, nos vemos na necessidade de encaixar uma peça quadrada onde deveria ter uma redonda para poder continuar construindo e essa certamente não é a melhor solução, de modo que ou temos de rever todo o quebra-cabeças para ver que peça colocamos no lugar errado, ou procuramos mais até que achemos uma peça que se encaixe melhor.
E é aí que está o grande desafio dos quebra-cabeças: vencer a própria falta de paciência para que consiga completa-lo.
Se você foi uma daquelas crianças que nunca conseguiam terminar de montar um quebra-cabeças ou nunca completavam a montagem daqueles brinquedos de montar, perdendo a paciência e desmanchando tudo antes do término, é bem provável que o faça um dia com o amor da sua vida. (Nesse caso, aconselho a pensar nisso com carinho.)
Se já desmanchou tudo... bom, aí você tem três escolhas:
Opção "A": Você escolhe outro quebra-cabeças e começa a montar do zero. (Os seus pais te compravam outro quebra-cabeças sem que você terminasse o primeiro?)
Opção "B": Você recolhe todas as peças do que acabou de desmanchar, pensa um pouco (ou dá um bom tempo até voltar a ter paciência e inspiração para isso) e começa a montar do zero, porém agora, você já conta com alguma experiência sobre como monta-lo, com as peças que você já conhece e nesse caso, certamente as chances de você chegar até onde já tinha chegado são bem maiores e a re-montagem até aí pode ser muito mais rápida.
Opção "C": Desiste de montar quebra-cabeças.
Uma dica: o amor é um quebra-cabeças com um número infinito de peças, portanto, não adianta ter pressa. Se decidir monta-lo, passará a vida toda montando, ou seja, o amor se confunde com a própria vida em si. E é aqui que começamos a falar sobre a relação entre vida e sentimentos.
Todo mundo sabe que a vida é feita de momentos. Com um pouco de observação, você talvez perceba que esses momentos vão e vem, começam e terminam... enfim, não são totalmente lineares. Eles podem começar, parar e continuar depois... nunca se sabe. E com esses momentos, vêm as emoções.
Os homens, em sua natureza, não são muito bem preparados para lidar com isso.
Desde criança, já lhes chegam (pelo menos aqui no ocidente) com aquela besteira de que "homem não chora", de que isso ou aquilo é "coisa de mulherzinha"... por outro lado, as mulheres são criadas para cuidar exatamente dos assuntos relacionados a emoções e à vida... (e por que não complementar, para estarem preparadas para gerar a própria vida em si mesmas?)
Em outras palavras, as mulheres estão muito melhor preparadas para entenderem de sentimentos do que os homens, que passam a vida toda feito crianças bobas sem entender pipoca nenhuma disso e tendo uma visão limitadíssima do assunto. E é por isso que geralmente é a mulher que domina a relação.
Ela é que escolhe ele, não o contrário. Aí, é muito comum eles encarnarem uma espécie de "personagem emotivo" que não corresponde exatamente ao que são na realidade, exatamente para poder chamar mais a atenção delas... Não vou entrar em detalhes sobre isso aqui.
En fim, ela é que decide por onde montar o "quebra-cabeças", de que maneira e mesmo o que fazer dele, e não pense que ela fica constrangida de espatifar o quebra-cabeças todo não! Afinal, quebra-cabeças diferente para montar tem aos montes para escolher... embora na imensa maioria das vezes, elas escolhem mal à beça, porque não têm critério algum além da emoção. (Lembra do nosso "personagem emotivo"?)
Por outro lado, o homem poderia ser muito mais criterioso, mas... Apesar de serem bons de lógica, na imensa maioria das vezes, não a usam adequadamente. Em outras palavras... Quando a cabeça de baixo tem mais poder de decisão que a de cima, ao invés de quebra-cabeças o que ele consegue quebrar é a cara.
É muito fácil identificar homens assim e as mulheres parecem ter uma certa predileção por eles, porque em geral, elas costumam tratar os relacionamentos como uma espécie de brincadeira e já entram no relacionamento contando com o "fato" de que estão diante de um "personagem emotivo". Além disso, homens assim são muito fáceis de controlar, especialmente (por exemplo) quando querem sentir o prazer de se sentirem no controle do relacionamento, tentando chamar atenção: elas se fazem de difíceis, dão um "chega-pra-lá", "dormem de calça jeans", etc. pelo simples prazer de ver o otário caindo a seus pés. (Aqui fica um aviso para as mulheres: cuidado com esse tipo de atitude se você preza seu relacionamento. De repente o cara é menos babaca do que você pensa e seu relacionamento pode ir para o espaço.)
O poder de domínio do relacionamento da mulher é tão grande, que ela pode inclusive passar a seu babaca eleito predileto, a sensação que quiser, ou mesmo a dúvida que quiser. Basta um mero "golpe de atitude" somado a um pequeno "jogo de palavras".
Mas se o cara já aprendeu com isso, ele deixa de ser babaca e por ela não mais se sentir no controle da situação, coisas podem acontecer: Ou ela foge de medo de se apaixonar de vez, ou ela se entrega de vez e passa de dominadora a dominada. A menos, é claro, que o relacionamento sequer tenha começado... nesses casos, as mulheres costumam ter certos medos desses caras... e fogem deles, embora os admirem à distância.
E se os caras forem do tipo "gentleman", elas fogem mais ainda, geralmente por acharem que o cara está escondendo algo, quando na verdade, esse tipo de homem apenas admira as mulheres como elas são, enxergam nelas muito mais do que apenas um objeto sexual e tenta expressar isso com gentileza e cuidado.
Infelizmente as mulheres desaprenderam como interpretar isso e, no mínimo, pensam se tratar de apenas outro babaca tentando chamar atenção encarnando algum "personagem emotivo" novo.
Por outro lado, uma mulher elegante e educada pode espantar fácil os homens já desacostumados com isso, que nem chegam perto por já se pré-julgarem "inaptos" ou "despreparados" para esse tipo de mulher...
De qualquer forma, autênticos cavalheiros e damas hoje são raríssimos. Especialmente os cavalheiros, até por uma questão de sobrevivência aos tempos modernos.
Não me importo de parecer um idiota por continuar exercitando o meu cavalheirismo, embora me julgue o último da minha espécie ainda a faze-lo.
Como eu já disse disse... posso até ser idiota, mas não sou babaca.

domingo, 21 de outubro de 2007

Eu pensei muito antes de dar um título para este texto de hoje... Mas não havia como ser diferente.
Sexo e compromisso são duas coisas que ora se combinam, ora se separam e descrever em que condições essas coisas acontecem é bastante difícil, mesmo após um bom tempo de meditação a respeito.



Relacionamentos - parte 4: O sexo e o compromisso

"A Natureza humana não é em si, viciante."
(Gaius Cornelius Tacitus - Orador, advogado e senador romano, considerado um dos grandes historiadores da antiguidade)



Segundo a nossa tradição social de orígem européia (e concordando com a maioria das culturas do planeta), se um casal assume um "compromisso social", a sociedade entende que é normal que eles possam fazer sexo.
A maioria dessas culturas chama esse "compromisso social" de casamento. (Felizmente hoje em dia os namoros já são considerados como compromissos tão válidos quanto, em várias dessas sociedades).
Bom, nesse tipo de cultura, o que acontece então se de repente o casal não assume compromisso algum, mas resolve "experimentar" e isso passa a ser rotineiro?
Na teoria, ninguém tem nada a ver com isso. Na prática, fofoqueiros(as) em geral chamariam isso de "pouca-vergonha" ou coisa muito pior (mas adorariam estar no lugar de um dos dois lá do nosso exemplo).
Vamos acrescentar mais um elemento para piorar as coisas... E se um dos dois tem um "compromisso social" assumido com uma terceira pessoa? (Namoro, casamento, "rolo", enfim...)
Aí é um baita escândalo... Se a menina/mulher engravidar então... Aí é o fim do mundo! Quem é que vai cuidar da criança? Mãe-solteira? "Produção independente"? O pai vai assumir? Vai aparecer ou nem? Ou morre assassinado pelo outro cara? (E olha que estamos falando de uma sociedade que se julga "civilizada"!)
Agora vamos analisar o ponto de vista de outra sociedade... uma certa tribo indígena, por exemplo.
Lá, se uma (ou mais) mulheres resolverem se deitar com um homem na mesma rede numa noite fria para se "aquecer", ninguém questiona.
Na noite seguinte ela(s) podem deitar-se com outros rapazes que podem ou não aceitar isso. E novamente ninguém sequer resmunga sobre isso na aldeia. É normal.
Opa! Uma delas engravidou!? E agora? Quem é o pai? Resposta: a tribo. E é a tribo que investe para que essa criança cresça forte, saudável e educada conforme seus costumes e conhecimentos. (E agora, ô seu "civilizado"?)
Até aqui, analisamos duas sociedades com costumes bastante distintos com o intuito de mostrar o quanto os costumes de uma sociedade podem influenciar o surgimento ou não de uma relação mais íntima entre homens e mulheres. Agora analisaremos um segundo fator.
Já falamos sobre o amor no texto anterior. Mostramos que amor e felicidade são coisas bastante diferentes e que não devem ser confundidas e mostramos também que o amor é uma parte e não um todo da "felicidade plena" que não pode ser confundida com "felicidade momentânea ou temporária".
O que não falamos sobre o amor e deixamos para esse texto, é que ele é diretamente atribuído e confundido com sexo.
Ora... ninguém faz amor. Faz é sexo mesmo! Amor é um sentimento, não um ato físico ou mesmo um atributo do tipo "longo" ou "grosso" ou "duro" ou sob outro ponto de vista, "molhado", "apertado" ou "quente".
Sentimento não se define, não se mede, não se compara. Sentimento se sente e ponto final. E para sentir, é necessário viver, experimentar. Logo, para sentir o momento é necessário viver o momento, experimentar o momento. E nós, gente "civilizada" conseguimos desaprender completamente como fazer isso graças aos nossos costumes, tradições e crenças.
Vamos analisar uma situação prática pela qual certamente o(a) leitor(a) já deve ter passado...
Um homem e uma mulher gostam muito um do outro, mas um não vê o outro como "exatamente o seu número", mas resolvem "experimentar"... começam com uns beijos, gradativamente já evoluem para umas preliminares e... fato consumado.
Foi bom, gostoso... (sentiram, viveram, experimentaram) e resolvem repetir a dose mais umas duas ou três vezes e... nesse ponto um dos dois se julga apaixonado e diz que ama o outro que por sua vez, "segura a onda" e resolve dar um "basta" antes que o relacionamento tome ares mais sérios (tipo "compromisso social") ou coisa pior. Afinal, a outra parte não é "exatamente o seu número".
Essa "outra parte" naturalmente pode se sentir desprezada e sua reação pode ser imprevisível, mas fica uma dúvida... afinal, eles experimentaram, viveram, sentiram algo durante seus momentos a dois (cada um do seu jeito, óbvio), mas o que foi que sentiram? Amor? Não... Muito provavelmente não. Afinal, não eram "exatamente o número" um do outro, ambos viveram seus momentos de "felicidade momentânea ou temporária" que certamente serão lembrados, mas não alcançaram a tão buscada "felicidade plena" ou "permanente", já que não puderam dar continuidade seja pela circunstância que fôr. No exemplo citado, chamamos essa circunstância de "exatamente o seu número".
Aqui chegamos num ponto-chave: para que a relação dure, é necessário que as circunstâncias sejam favoráveis, ou seja... se não é "exatamente o seu número", que seja pelo menos "um número muito próximo" a ponto de haver alguma tolerância, ou concessão de ambas as partes para aí sim, com o tempo irem construindo, se ajustando. Porém, as circunstâncias podem nos surpreender e pôr obstáculos que aos poucos podem minar a relação. E é muito difícil acontecer de ambos perceberem que sua relação pode estar ameaçada por circunstâncias muitas vezes externas e fora de controle.
Para piorar, geralmente quem não costuma acreditar que essas circunstâncias estão fora de controle é justamente quem domina a relação. (Falaremos sobre isso num próximo texto que já começa a se formular na minha mente.)
Moral da história: A nossa sociedade "civilizada" cobra compromissos "permanentes" e acabamos nos condicionando a cobrar isso de nós mesmos. Não que isso seja errado, mas no mínimo, deveríamos ser melhor preparados para isso antes de nos lançar a novos relacionamentos para podermos pelo menos saber separar uma coisa da outra, ou seja, um relacionamento por prazer sem compromissos (também conhecido como "sexo casual") de um relacionamento "de construção", em que as experiências de vida se somam de tal forma que é impossível sequer imaginar o tipo de surpresas que podem acontecer num relacionamento desse tipo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Continuo me isolando dos jornais, revistas e telejornais... ultimamente só estão servindo para ocupar as nossas mentes com coisas absolutamente inúteis, como futebol, escândalos na política que a gente sabe como vão terminar, ou fofocas sobre a vida alheia e sinceramente, já tenho muita coisa para ocupar o meu tempo e minha mente. E de vez em quando é bom parar tudo e fazer um bom exercício de reflexão...
Por isso, resolví deixar claro que estou escrevendo uma série especial sobre relacionamentos, paratentar fazer com que as pessoas reflitam mais sobre isso ao invés de futebol e outras coisas inúteis.


Relacionamentos - parte 3: Amor e felicidade - Passando a limpo tudo o que já se escreveu sobre isso

"O Amor é como pimenta. Ela pode deixar sua vida mais doce, mas também queima."
(Kung-Fu-Tse, ou "Confúcio", famoso filósofo chinês.)


Outro dia me fizeram uma pergunta e eu repito para vocês, caros(as) leitores(as): Você é feliz?
Pense bem! Não estou perguntando se você ESTÁ feliz e sim se você É feliz, mas feliz MESMO, ou seja, plenamente feliz.
Pois bem... Se você diz que "é feliz", eu digo que você "está" feliz, porque a felicidade é um estado de espírito dependente de circunstâncias que além de não serem permanentes, estão fora de seu alcance de controle.
Exemplo: de repente alguém muito importante para você morre num acidente. Como você poderá dizer que é feliz quando uma coisa dessas acontece?
Pois é... somos condicionados a buscar a tal "felicidade total e plena" por toda a vida, sem compreender que essa tal "felicidade total e plena" só existe por momentos em que você pode dizer que está feliz, porque nem sempre você se sente realmente assim... mesmo que queira.
O segundo ponto sobre a felicidade, é que ela pode ser relativa. Ou seja, referente a alguma coisa.
Exemplo: Estar feliz com a equipe com a qual você trabalha.
Mas afinal de contas... Que diabos é essa tal "felicidade" que buscamos tanto a vida toda e que até tentamos mostrar às pessoas, mesmo quando não nos sentimos realmente felizes?
Os dicionários geralmente dizem que felicidade é algo como "Qualidade ou estado de afortunado, contente, alegre, bem-sucedido, bem-lembrado, ou bem-imaginado".
Por essa definição, a "felicidade plena" implica em ser "bem sucedido em tudo", ou seja, na profissão, na sociedade, nas economias, na família, no amor... Opa! Esbarramos no segundo "mito" citado no nosso título.
Reparem que o "amor" aqui, figura como uma parte da tal "felicidade plena", e não o todo.
Pior: como definir isso num mundo como hoje, já citado como de relacionamentos predominantemente "virtuais e descartáveis" se o tal "amor" é algo que como se diz, é para se viver ao invés de tentar definir?
Mas peraí... se é algo para se "viver" então trata-se de uma "sensação", assim como a felicidade.
OK... então que tipo de sensação é essa, já que facilmente pode ser confundida com saudade ou carência?
Bom... para não confundir as coisas, penso que o amor pode ser interpretado aqui (pelo menos por enquanto), simplesmente como um "afeto especial". E como o dito popular de que "uma coisa leva à outra", creio que podemos chamar de "carência" à falta desse "afeto especial".
Já a saudade... é um sentimento referente a algo que já não se tem há tempos.
Muito bem... agora que o (a) leitor(a) aprendeu a separar as coisas, vamos voltar ao nosso "afeto especial"...
Observando as pessoas, você percebe que as pessoas tentam "medir" o amor que sentem, mas o fato é que essa sensação parte de uma série de valores pessoais que a pessoa está ou não sentindo naquele instante, logo é daí que surge a complicação característica do mesmo, que já rendeu muitos e muitos quilômetros de papel sob todo tipo de literatura possível.
Resumindo, o termo "amor" refere-se a uma sensação resultante de um conjunto grande de sensações vividas num determinado momento, baseada em valores pessoais e atribuídos a uma pessoa, ou algo. Logo, a quantidade desses valores vividos nesse momento é que vai ser responsável pela tal "medição" do tal "amor" que as pessoas costumam tentar fazer...
Mas convém lembrar que esse conjunto enorme de sensações baseadas em valores pessoais fazem parte da tal felicidade, mas não corresponde à própria.
Por isso, se você estiver falido(a), com a cebeça quente, cheio(a) de preocupações, esses valores todos que poderiam "vir à tona", não vêm, e aí, costuma-se dizer que o "amor acabou", ou "diminuiu". Ora... os valores ainda estão lá, assim como as sensações, mas o que ocorre nesses casos é que você pode estar inabilitado(a) para sentir as boas sensações dos mesmos, porque não sente liberdade para tal. E por que? Ora... porque o amor não tem prioridade sobre a felicidade.
Sei que essa afirmação pode chocar alguns, mas é verdade, porque estamos condicionados não a buscar o amor, mas sim a "felicidade plena" e se esta estiver "arranhada", ou ameaçada, ficamos tensos, preocupados, nervosos... enfim... muitos relacionamentos já ruíram por causa disso. (Experiência própria.)
Só mais uma coisa... amor não se faz. Amor se vive.
As pessoas têm o péssimo hábito de dizer que fazem amor quando na verdade, o que fazem é sexo. E é claro que isso traz à tona muitas das sensações atribuídas aos valores pessoais já citados e aí sim, ajudar a sentir a tal sensação conhecida como amor, mas é bom deixar bem claro que são coisas diferentes.
Se sexo é "hardware", amor é "software".
Falei?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Um homem solteiro, morando sozinho por mais de 4 anos parece incomodar algumas pessoas... Denem-se!
Não sou obrigado a manter aparência de nada, nem fingir relacionamento algum só para agradar socialmente.
Embora eu já tenha experimentado algumas aventuras ao longo da minha vida, a experiência me ensinou que aventura não é comigo.
Ou é pra valer, ou não é e ponto final.



Relacionamentos - parte 2: Babaca é quem faz babaquice. Idiota é quem faz idiotice.

"Sem um desvio do normal, progresso é impossível."
(Frank Zappa, músico e compositor.)


A palavra "babaca" certamente é uma variante da palavra "babão" e que refere-se ao cara que "chega babando".
Uma palavra dessas só pode ter sido inventada em alguma "balada" da vida por alguma garota cansada desses bobalhões que chegam do nada agarrando uma menina que nunca viu na vida achando que ela vai gostar disso... e geralmente o que um cara desses arruma é uma tremenda briga com o namorado da menina.
Pode até ser que tenha menina que topa esse tipo de coisa, mas vai ver os "detalhes": Geralmente tá com a caveira cheia de álcool, ou drogada, ou fumada, ou tudo isso não importando a ordem dos fatores.
Essas, topam qualquer parada só pela "farra" e... é encrenca, meu chapa! Depois reclamam que os caras não ligam para elas no dia seguinte...
A bem da verdade, os relacionamentos tornaram-se cada dia mais descartáveis e ninguém mais se preocupa em construir algo duradouro.
Isso quando existe algum relacionamento... Vivemos numa época em que as pessoas parecem buscar muito mais o virtual do que o real.
Programas como Second Life, que começou como um jogo e agora é usado para congressos, seminários e assuntos sérios (justificável nesses casos, por ser até mais econômico do que deslocar técnicos ou executivos), ou o Red Light Center, mais voltado a relacionamentos virtuais (seia-se: sexo virtual)...
Reflexo dos tempos modernos... cheios de doenças, crimes, tabús, medos... O virtual é mais seguro, confortável e cômodo.
Com isso, os relacionamentos reais passaram a ter um "tom" de "aventura", sendo assustador para algumas pessoas acostumadas com o virtual.
Já os poucos relacionamentos reais... tomaram um "ar" de descartável, como se amanhã pudesse trocar de par como quem troca de roupa e tudo bem... Assim, cada indivíduo (homem ou mulher) passa a ser apenas mais um indivíduo no mundo do "lavou tá novo"...
Definitivamente não sou babaca. Detesto ser confundido ou tratado como se fosse um, ou "mais um" e nem de longe o meu comportamente pode ser descrito como o desses caras que descreví aí acima.
Eu fui criado, formado e condicionado a ser "aquele lá", não "só mais um". Mas a pergunta que fica é... Até que ponto estou preparado para isso?
Hoje em dia não há espaço para romantismo, nem para nada que não seja simplesmente sobreviver, ou se preparar para sobreviver no futuro.
As relações sociais hoje tornaram-se um jogo tão delicado de aparências que a mera sinceridade perdeu seu valor. E para "manter as aparências da maioria" um cara como eu muitas vezes se vê forçado a ficar quieto num canto ao invés de poder expressar livremente, pontos de vista que de repente podem chocar, ou simplesmente me fazer parecer "diferente".
Se meus comentários podem me fazer "parecer idiota" ou não agradam porque de repente meus comentários ou os meus assuntos são do interesse apenas de uma minoria rotulada como "nerds" por exemplo, aqui vai uma declaração: eu sou um idiota mesmo e assumo. Mas pelo menos não sou babaca.
E mais: tenho fama de ser um cara difícil... Aliás, depois de todos esses anos, após o término do meu último relacionamento (causado entre outras coisas por um dos assuntos supra-citados), ainda não conseguí me envolver de novo, não por falta de admiração, mas por precaução.
Na verdade não sou um cara tão difícil... basta uma mulher bonita e inteligente para chamar a minha atenção aí fico apenas observando, observando... É óbvio que em 90% dos casos não passa de mera admiração da minha parte.
Sobram 10%... essas sim são interessantes, porém... a maioria são comprometidas e as que não são... bom... já citei no meu post anterior, que "Quando uma mulher está mesmo a fim de um homem, ela sabe como atingir o seu objetivo." e "Nenhum homem sabe surpreender e seduzir como uma mulher."
Logo... por que não deixar essa parte com elas já que elas são tão boas nisso? Afinal, sou um idiota, não um babaca...
E por que idiota? Oras... já falei demais sobre isso.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Esse assunto é polêmico.
Pensei muito antes de escrever sobre isso, embora inicialmente eu quisesse escrever sobre outro assunto.
Tenho passado dias tentando me isolar das notícias dos telejornais para buscar algo que não fosse revoltante ou que culminasse numa denúncia ou numa espécie de aviso para a humanidade.
Não é fácil buscar idéias construtivas para os relacionamentos humanos.



Relacionamentos - parte 1: Amizade entre homem e mulher é possível?

"A diferença entre a empolgação e o amor eterno é que a empolgação dura mais."
(Oscar Wilde, escritor e dramaturgo)



Sim. É possível. (Pronto... já terminei o texto de hoje...)
Bom, na verdade é possível sim, desde que ambos tenham plena consciência particular de que não estão com nenhuma segunda intenção. Muito simples!
Ora, se é tão simples, por que tanta gente simplesmente não acredita que isso é possível?
Pura pressão social para que as pessoas não acreditem nisso e pronto! É a eterna praga social de forçar idéias dogmáticas em nossas mentes de modo que não pensemos nesse tipo de assunto.
Oras... eu sou um bom exemplo prático de que um homem pode sim ter amizade sincera não apenas com uma, mas com várias mulheres sem ter nenhum envolvimento emocional mais íntimo (ou mesmo sexo, já que alguns inevitavelmente podem "esbarrar" nessa idéia ao ler esse texto).
Digo que sou um bom exemplo, porque tenho algumas amigas por vários anos e nunca rolou nada.
É bem verdade que eu também tomo certas precauções para manter a amizade (além é claro de ser sempre sincero, peça-chave fundamental de qualquer relacionamento).
Uma delas é respeitar o espaço delas, seu tempo... especialmente se estão namorando, são noivas ou casadas. Nesses casos, procuro manter uma certa "distância segura" por assim dizer... nada mais chato do que o casal querer passar um tempo juntos e o amigo da menina ligar para convidar para sair...
Programas "típicos" como "pegar um cineminha" ou passar um tempo juntos a sós em algum lugar podem também comprometer a imagem pessoal da moça... especialmente se há gente fofoqueira "antenada": Tenho uma amiga que quando casou, teve gente que achou que era comigo.
Uma coisa que certamente pode destruir uma boa amizade é bom beijo na boca. É assumir que à partir daquele momento a amizade vira algo mais comprometedor e aí, duas coisas podem acontecer: ou o casal assume um relacionamento mais sério, tipo um namoro mesmo - o que geralmente acontece se ambos já iniciaram a "amizade", já meio que "sondando" o(a) parceiro(a) - ou alguém sente seu espaço "invadido" e a amizade acaba.
Já cansei de ouvir gente contando de amizades que terminaram com um beijo.
Ora... Um beijo é algo muito íntimo, carregado de emoção, embora os jovens estejam se beijando feito doidos nas "baladas" da vida sem sentirem absolutamente nada. No entanto, pode acontecer de o casal resolver "experimentar", curtir o momento e só.
Uma vez eu fiquei com uma garota... beijei e tudo. Mas foi só isso. Anos depois, continuamos amigos, ela casou e de vez em quando ainda trocamos um papo por telefone. (Se bem que depois que ela casou, foi só e-mail mesmo... vai que eu ligo e interrompo alguma coisa...)
Outra boa precaução para conservar uma boa amizade é ignorar completamente o que dizem ou falam da gente. (Ô mania que esse povo tem de ficar se metendo na vida dos outros! Já não basta terem a própria vida para se preocuparem?)
Se ambos têm consciência suficiente para separar as coisas e não se deixa influenciar pelas conversas alheias, ou induções sociais, há boa probabilidade de a amizade pode durar bastante.
Sexo... nem pensar, a não ser que o clima entre os dois esteja tão quente que não dê mesmo para segurar. Se o tesão partir de um lado só... é melhor ir para o banheiro e se refrescar.
Admiração... claro! É a base de qalquer relação! É o que faz com que agreguemos sempre mais à nossa vida, conhecimento, enriquecimento de experiência pessoal, enfim.
Agora... mudando de pato para ganso... É possível uma amizade virar um namoro? Ou algo mais?
Difícil dizer... Embora eu já tenha namorado certa vez uma menina que eu já conhecia há mais ou menos uns dois anos antes de começarmos a namorar, o fato é que não tínhamos contato frequente. Nem dá para chamar de amizade... éramos "conhecidos" mesmo.
Penso que uma amizade entre um homem e uma mulher pode sim virar um namoro (como eu já disse) se ambos estão se "sondando", se "estudando" para ver se dá para arriscar ou não, mesmo que instintivamente. É... Acho que pode acontecer sim. Mas pessoalmente, imagino que é nesses casos em que as pessoas sempre pensam quando dizem não acreditarem numa amizade sincera entre um homem e uma mulher. Porém, acho bastante raros os casos em que um namoro surge naturalmente dessa forma e dá certo, embora seja um desejo íntimo muito comum, especialmente quando existe uma admiração constante e crescente um pelo outro... inevitável em qualquer caso, eu diria.
Comigo, nunca aconteceu de eu passar a namorar uma amiga já conhecida de longas datas, embora admire várias mulheres e tenha um carinho muito grande por algumas delas.
Acho que se algum dia isso acontecer, não partirá de mim.
As mulheres têm muito mais sensibilidade e maturidade para perceber se e quando uma relação pode partir para um "estágio mais avançado" ou não, do que os homens e assim, saber o momento certo e o jeito certo de "investir". Quando uma mulher está mesmo a fim de um homem, ela sabe como atingir o seu objetivo.
Nenhum homem sabe surpreender e seduzir como uma mulher.
Já com o homem... Bom... penso que com todos nós homens sensatos, acontece um pensamento mais ou menos assim: "Eu admiro muito uma (ou mais mulheres), sou apaixonado por ela(s), mas não quero prejudicar a amizade, nem me precipitar "arriscando" assumir que gostaria de conhece-la(s) mais intimamente."
Nesses casos, é melhor a mulher tomar a iniciativa mesmo... Homem nenhum se arrisca nessas condições. E se arrisca, geralmente faz bobagem, pois ao contrário das mulheres, os homens misteriosamente não conseguem reconhecer o melhor momento para esse tipo de coisa.
Outros casos são aqueles do namoro que vira amizade e do namoro que simplesmente termina.
No primeiro, o contato continua, ainda existe e sempre há uma lembrança constante dos bons momentos juntos e talvez até possa haver uma pequena centelha que reacenda tudo... mas geralmente essa centelha só existe de um dos lados.
No segundo, há a lembrança dos bons momentos, mas se o relacionamento foi bom e longo, sempre existirão as comparações, baseadas nos valores construídos ao longo da relação e que já se tornaram parte de sua personalidade, o que poderá fazer com que você não se sinta plenamente envolvido(a) por anos, impedindo qualquer tipo de iniciativa de sua parte. E para piorar, junto com as comparações, vêm imediatamente a saudade e o vazio. Isso sim é muito triste, especialmente se ainda existe a tal centelha de ambos os lados e nenhum dos lados fica sabendo um do outro, ou seja... se há ainda alguma possibilidade, ninguém fica sabendo.
Já viu a história do casal que se separou e quando velhinhos se encontraram novamente e se casaram? Pois é... Pena terem perdido tanto tempo.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Lamentavelmente, o "jeitinho brasileiro" continua fazendo vítimas.
Embora seja o assunto do momento, não dá para ignorar isso ou fazer pouco caso.
Querem fazer piadas sobre isso? Vão contar para as famílias das vítimas!
Querem fazer algo de útil? Junte-se a essas famílias para enfrentar as tropas de choque como elas fizeram ao tentar saber de seus parentes enquanto estes queimavam.


O maior ringue de patinação do mundo

"Relaxa e goza"
(Ministra do Turismo Marta Suplicy, sobre a crise no setor aéreo em 13 de junho de 2007, ou seja, antes do acidente com o vôo 3054 da TAM)


O título do meu texto de hoje, não refere-se ao Aeroporto de Congonhas, mas ao sistema todo que o envolve.
Pode até ser que algum babaca engraçadinho use esse título como piadinha na Internet... aliás, fazer piada de problemas graves e trágicos é especialidade do brasileiro, povo acostumado a ser contido por tropa de choque quando resolve manifestar sua indignação, como ocorreu com as famílias das vítimas do vôo 3054 da TAM.
E assim, o "jeitinho brasileiro" fez cerca de 200 vítimas...
Pois é... O mesmo "jeitinho" que liberou uma pista sem grooves para escoamento de água para pouso de aviões grandes como o Airbus A320, este aliás com um dos reversos com problemas (ou seja, também na base do "jeitinho"). Isso depois de um avião menor (bem menor, um ATR42 da Pantanal Linhas Aéreas) já ter patinado na mesma pista, depois de dois aviões terem se chocado durante um mero taxiamento e de a mesma pista já ter sido fechada no dia 5 de fevereiro de 2007 por causa de riscos de derrapagem antes da reforma que não terminou por causa adivinhem do quê? Do "jeitinho", claro!
E com "jeitinho", Congonhas, um aeroporto de 1936, projetado para aviões que nem turbinas tinham continua em operação, sendo remendado e remendado e remendado e remendado... numa área que a cidade cercou, que hoje não tem mais área de escape numa era em que as aeronaves tendem a crescer de tamanho, a se tornarem mais rápidas e requerirem pistas cada vez maiores. Ou seja, por mais dinheiro que se gaste em reformas, esse aeroporto não tem mais como continuar funcionando. É pôr "dentes de ouro em boca de defunto", como diria um grande amigo meu, responsável pelas famosas fotos das cascatas da Casa da Dinda...
Mas com "jeitinho", o desgraçado do Aeroporto de Congonhas continua funcionando e pra lá de sobrecarregado. (Sou testemunha ocular disso... nunca vou me esquecer do barulho que eu ouvía das aeronaves. Tive uma namorada que morava praticamente do lado do aeroporto! Felizmente ela estava para se mudar na época em que infelizmente terminamos.)
Pois é... o avião se foi, as vítimas em sua imensa maioria também, assim como os sonhos e futuro de várias famílias, mas o jeitinho tá aí... continua... e sabe do que mais?
Aposto que a culpa vai cair sobre o piloto (que já morreu mesmo), ou de algum "bode espiatório", "laranja"... enfim, qualquer um menos os responsáveis pelo "jeitinho", o verdadeiro culpado por todo tipo de crise que existe no Brasil.
Há outros blogs ressaltando exatamente isso, num deles, há um texto na íntegra, de Paulo Faria, da Infraero (que certamente vai acabar perdendo o emprego pelas declarações dele).
Aproveito para contar a história de uma outra nave, desta vez, uma embarcação marítima. Um navio de guerra chamado Vasa, construído para representar a Família Real da Suécia (a Casa de Vasa) e portanto, o mais luxuoso, monumental e imponente navio de combate até então construído... que afundou no começo da viagem inaugural em 1628, para a vergonha dos suecos, mas foi recuperado nos anos 50 e hoje está exposto num museu como um exemplo, para o mundo aprender a planejar melhor seus projetos antes de pôlos em prática na base do "jeitinho" como os brasileiros costumam fazer.
O Vasa hoje, é o único navio de guerra do século XVII ainda em existência e 95% do seu casco ainda é original.
Já o Airbus A320... não há como recupera-lo e a história certamente será esquecida pela grande massa, especialmente pelos nossos "jeitosos" governantes relaxados, gozando da nossa cara.

domingo, 1 de julho de 2007

O texto à seguir está circulando na internet sob a forma de e-mail. Está também publicada em algumas páginas de blogs, jornais, fóruns, etc.
A autoria é atribuída a "um brasileiro que mora em Long Island", Arnaldo Jabor (um dos que já foi expulso das mídia graças às suas crônicas), Gustavo Augusto Brites,... enfim. Ninguém sabe.
Porém desmente nítidamente vários dos mitos impregnados nas mentes da maioria dos brasileiros, como um tapa para ver se acordam.
Sei que é inútil tentar fazer cego que não quer ver, passar a enxergar, mas resolví reproduzir aqui no meu blog o tal texto, mesmo sabendo que este texto sequer alcançará 1% da população e portanto terá um efeito de persuasão absolutamente nulo, comparado com os 99,9% de alcance dos "Gols do Fantástico", ou do "Domingão do Faustão".
Este texto deveria vir estampado na primeira página dos livros didáticos das escolas, deveria ser divulgado como um manifesto lido pelo Presidente em rede nacional, pois trata diretamente de questões fundamentais que têm influência direta no crescimento do país em termos econômicos, sociais e educacionais.
Mas este texto diz tudo o que o brasileiro comum lamentavelmente não quer nem saber, ou sabe e faz questão de ignorar, com medo de ser "diferente", de medo de mostrar que pode fazer algo pelo país, ao invés de deixar as coisas como estão.
Tenho certeza de estar perdendo o meu tempo publicando isso, mas não me importo. Ao menos eu estou fazendo alguma coisa, (pouca coisa, é verdade)... como uma pequena contribuição para tentar mudar os rumos dessa história.




A verdade está na cara mas não se impõe


Brasileiro é um povo solidário.
Mentira.
Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre.
Mentira.
Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema: Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador.
Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto.
Mentira. Já foi.
Hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora.
Mentira. Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa, e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático.
Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim: o pagamento dos privilégios do poder.
E ainda somos obrigados a votar! Democracia isso?

Pense nisso:
O famoso jeitinho brasileiro é, na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro? Caramba, meu avô dizia isso em 1950!
Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Acabo de publicar o seguinte texto no site "Quero Mais Brasil".
Este texto será entregue aos governantes desta nação.
Como a maioria dos brasileiros, tenho medo sim de me manifestar, mas não dá mais!
Tenho vergonha de dizer que sou brasileiro, que aceito pagar a maior carga tributária do planeta a um bando de vigaristas que deveriam estar defendendo a nossa causa ao invés de aumentar os próprios salários, sendo que em países desenvolvidos como Inglaterra, essa mesma classe de funcionários públicos são tratados como o que são: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.
Tenho vergonha de ter de dizer "que as coisas são assim mesmo por aqui" a um estrangeiro chocado com as tarifas bancárias no Brasil sendo que em Portugal os bancos vivem APENAS dos juros bancários que correspondem a uma fração insignificante comparada aos juros cobrados no Brasil.
Tenho vergonha de receber todos os dias, e-mails de outros brasileiros indignados com a qualidade da educação, com as discrepâncias absurdas da "justiça"... enfim...
Já tiraram da mídia Boris Casoy, já calaram Arnaldo Jabor, entre tantos outros... não se surpreenda se me calarem também.



Pra SAQUEAR o nosso dinheiro direto na fonte...

O nosso CPF ou CGC não precisa estar "regularizado".

O governo não precisa preencher um formulário do tamanho de um trem e entregar via correios ou internet (e no caso da internet, os servidores da Receita Federal só funcionam de manhã ou é impressão minha?) E Se trocou um único dígito no formulário entregue no correio, precisa ir pessoalmente com um outro formulário integralmente preenchido na própria Receita Federal (e só no período da manhã), porque os sistemas do governo não aceitam declaração retificatória digital sem declaração original também digital.

O governo não precisa baixar dois softwares específicos da internet.

Aí ficam as perguntas...
Pra que imposto de renda com o que já se paga de outros impostos?

http://www.portaltributario.com.br/tributos.htm


http://216.239.51.104/search?q=cache:zmhcXp07BnMJ:
www.sinpro-rs.org.br/paginasPessoais/layout3/..%255Carquivos%255CProf_422%255C
Artigo%2520-%2520A%2520Imensur%C3%A1vel%2520Carga%2520Tribut%C3%A1ria.doc+
a+maior+carga+tribut%C3%A1ria+do+planeta&hl=en&ct=clnk&cd=5&gl=br&client=firefox-a


http://www.impostometro.org.br/

Você acha mesmo que um dia teremos uma reforma tributária no Brasil com tantos interesses em jogo por parte dos "nossos empregados" (muito bem pagos por sinal, se comparados aos "empregados" dos países desenvolvidos) e que têm todo o sistema legislativo, econômico e até jurídico nas mãos?

Sou apenas UM brasileiro se manifestando aqui, num ambiente que não tem alcance de mídia como um canal de TV ou rádio (para o qual é preciso ter rabo preso com o governo para ter concessão), mas se todos nós continuarmos cagando nas calças, de bico calado como fomos condicionados desde o período militar, nunca deixaremos de nos sentir lesados, roubados, saqueados, pilhados, muito "democraticamente".

Que tipo de país você quer para seus filhos?

sábado, 2 de junho de 2007

Ando sem inspiração nem tempo para escrever ultimamente.
Muitos projetos em andamento, muito trabalho, coisas para estudar, ler, pesquisar... especialmente depois de ter perdido o meu HD com quase 1 mês de blog não publicado, a versão nova do meu site (que já penso inclusive em tirar do ar), etc.
Então, só para não perder o costume, resolví escrever um texto bobo hoje...



Manchetes para 2027:

"A palavra futuro é uma palavra em decadência."
(Octavio Paz, prêmio Nobel de Literatura de 1990)

Isto é apenas um exercício... um adiantamento de algumas manchetes de jornais e revistas para daqui uns 20 anos.

"Veja":
Escândalo na Câmara dos Deputados: Ministro revela como funciona a "máfia do cabide", em que mais da metade dos atuais 748 deputados fazem parte do esquema.

"Época":
CPI da "máfia do cabide" pode acabar em pizza.

"Istoé":
"Ninguém vai me prender mesmo! A lei é minha!" - Diz Presidente da Câmara.

"O Estado De São Paulo":
Imposto sobre água potável (IAP) pode aumentar mais 15%.

"Folha de São Paulo":
70% da população (inclusive pessoas com certificação de nível superior) é formada por analfabetos funcionais, diz estudo.

"Geek":
O fim da Intel: AMD adquire a gigante e passa a encarar a IBM na corrida pelos processadores mais poderosos do mundo.

"PC Games":
Nesta edição: Emuladores de Playstation3, Wii e X-Box 360 com (quase) todos os jogos pra matar a saudade.

"Super-Interessante":
Quem foi Einstein mesmo?

"Playboy":
Sacha - a nova rainha dos baixinhos em ensaio pra altinho nenhum botar defeito.

"Placar":
Corínthians enfrenta o São Paulo neste domingo em final do Brasileirão.

"Capricho":
CoMu deXá AqUeLi GaTiNhU AmArRaDaUm nUmA BaLaDa!

"Picolo's Blog":
Eu já avisei sobre essas coisas há mais de 20 anos atrás, mas alguém me deu ouvidos?

"Correio Popular":
Irregularidades embargam obra da nova rodoviária de Campinas pela 4a. vez.

"Correio Popular" (1 semana depois):
Aos 56 anos, morre misteriosamente o autor de "Picolo's Blog".

quinta-feira, 10 de maio de 2007

É verdade que nem sempre estou em casa.
E é mais fácil me achar de madrugada já que troquei o dia pela noite e metade dos meus finais de semana eu trabalho.
Apesar disso, tem gente que mesmo me encontrando em casa através de um telefonema, se recusa a dizer qualquer coisa, dizendo com isso muito mais do que imaginava.


O Significado secreto do silêncio

"A solidão só é agradável quando se está em paz consigo mesmo."
(Biscoito da sorte chinês)

Recebí um telefonema especial na tarde de domingo. Não preciso de um identificador telefônico para imaginar quem seria capaz de ligar, esperar um alô e covardemente, desligar sem dizer uma única palavra.
Embora eu prefira não imaginar nada, não posso descartar o fator mais importante da chamada: o breve silêncio que se fez entre o alô e o "click-tuuuuuuuu" do fim da chamada. Como se "degustasse" cada minúscia de um simples "alô".
Não existe som mais solitário que o silêncio, nem mais triste.
Como eu preferiria ter ouvido pelo menos um "alô", um "oi" - o que quer que fosse - tudo menos a sensação imaginativa de sentir uma lágrima escorrendo do outro lado da linha.
Por essas e outras que aprendí a odiar telefones.
Se fosse pessoalmente, certamente o silêncio ganharia outra conotação e o áspero "click-tuuuuuuuu" certamente seria trocado por alguma atitude bem menos covarde.
De qualquer forma, foi apenas um telefonema... nada mais. (Nada mais?)
Um engano? Oras... se fosse engano a pessoa do outro lado teria dito algo como "desculpe, liguei por engano".
OK, caiu a linha... Caiu? Por que não ligou de novo? Por quê tanto mistério?
Por quê perturbar a minha paz assim? Por nada?
Que tipo de mal um simples "alô"ou um "oi" que fosse poderia causar?
Quer conversar? Sem problemas! Não precisa ter medo. Não sou mais criança.
Tem medo de enfrentar seu orgulho de frente por simplesmente aceitar dar o braço a torcer? Ou medo de mostrar o seu lado fraco? Ou melhor dizendo, o seu lado humano, raro, admirável, carente, porém terno?
Eu ainda estou aqui, aguardando o retorno do "alô", do "oi", ou sabe-se lá que outro...
Talvez eu esteja esperando exatamente isso: que a humildade finalmente vença o orgulho, pois penso que é exatamente isso que tenha faltado esse tempo todo.
Enquanto sua humildade não vencer seu orgulho, continuarei tentanto imaginar que foi apenas um engano... se você realmente quer que eu pense assim.