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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Fim de 2006... e este é o último texto que publico neste blog neste ano marcado pela quebra de alguns ciclos que certamente ocasionaram mudanças que ainda não sei se para bem ou para mal.
Mais um ano se foi e mais uma vez, tenho a sensação de que apesar das mudanças, termino 2006 como mais um ano irrelevante. Ao menos é assim que me sinto, apesar dos bons momentos, das pessoas que conhecí, do novo emprego, nova profissão... enfim, não sinto mudanças tão significativas.
2006 também teve momentos ruins... eleições com resultados frustrantes, notícias tristes...
Há quem diga que 2007 será um ano de mudanças como eu dizia sobre 2006 ano passado. Especialmente os mais esotéricos, afirmando que pelo horóscopo chinês será um ano guiado pelo porco e bla-bla-bla... De qualquer forma, 7 é um número que parece me "perseguir", de certa forma. Cheguei a adotar o 7 como um "número de sorte". (Quanta bobagem...)
As poucas mudanças que ocorreram na minha vida em 2006, foram fruto de uma decisão incomum para a minha índole, ainda feita em 2005: a de não planejar absolutamente nada para 2006, para não me frustrar com meus planos, "abraçando" as possibilidades de mudanças fossem quais fossem.
Pois é... todo ano eu planejo, planejo e quebro a cara... em 2006, não planejei e acabei indo parar na 7a. melhor empresa para trabalhar segundo a revista Exame (cujos critérios para a escolha dessa lista são questionáveis)...
Fiz isso com minha profissão, mas não posso fazer isso com o meu lado emocional, ou afetivo, que é o que pode me trazer alguma mudança realmente significativa na minha auto-estima, na minha vontade de viver, enfim... não posso esperar que 2007 me traga alguma surpresa tão especial.
Certamente os esotéricos diriam algo como "é normal para alguém como você, do signo de capricórnio (zodíaco) ou cão (horóscopo chinês) ser assim, insatisfeito com sigo mesmo o tempo todo e..." (pra variar, não me convencendo...)
Para mim, é mais fácil aceitar a idéia de que não conseguí derrotar a saudade de momentos que eu podía viver em outros tempos, porque não conseguí ainda acreditar que uma certa pessoa me odeia.
Quero crer que ela esteja bem, talvez na 5a. melhor empresa para se trabalhar, segundo a revista Exame (que volto a repetir, usa critérios questionáveis...) e que em sua vida, ela não sinta falta alguma do passado, como eu sinto... ou do contrário, ambos erramos muito em nossa decisão.
Sabe? Há duas formas de duas pessoas buscarem a felicidade.
A primeira delas é disputando-a. Aí, ainda que alcancem seus sonhos, ficam sozinhos com estes.
A segunda é compartilhando... Talvez os sonhos nunca sejam alcançados, mas... os sonhos deixam de ser a coisa mais importante em vista dos bons momentos da caminhada.
Não tenho sonhos para 2007, nem com quem dividir os momentos da caminhada.
Resta saber quantos cruzamentos ainda restam no meu caminho e (se) em algum deles algo de especial e surpreendente acontece mudando tudo de repente, ou se estou à beira do fim.
Infelizmente, não tenho como saber. Não há sinalização alguma, nem trilha, nem luz.

sábado, 9 de dezembro de 2006

Eu realmente detesto essa época do ano.
Isso não é novidade nenhuma... todo ano eu escrevo que o Natal já era comemorado cerca de 2000 anos antes de Cristo, que o número de suicídios aumenta dramaticamente, enfim... não vou repetir tudo isso aqui...
Desta vez, vamos falar um pouco do lado bom dessas festas de final de ano. Claro! Por que não?
Seja por sugestão da mídia, das religiões, ou seja lá de onde fôr, a generosidade, a compreenção e o perdão ficam em alta nessa época, o que faz com que muitas diferenças sejam postas de lado, assim como o orgulho pessoal e coisas podem acontecer...
Durante os climas festivos, há muitas confraternizações, reuniões de amigos, festas... e nelas, algumas novas amizades podem surgir, novos romances...
É uma época marcada pelos reencontros, pelas reconciliações, pelas alegrias... mas também por lembranças inesquecíveis e pelas saudades.
O lado bom dessa época, é que é a única época do ano em que o ser humano parece se lembrar de que é um ser humano.
Minhas sugestões para vocês, leitores deste blog, são as seguintes para essa época:

1 - Cuidado com a rua: tá cheio de motorista bêbado nessa época do ano.
2 - Não beba demais. Além de ser péssimo para a saúde, faz com que você pareça um perfeito idiota.
3 - Ligue para seus amigos, tente se encontrar com eles. Se não der, mande lembranças.
4 - Se puder, aproveite para ver pessoalmente as pessoas que você ama e não se importe se te magoaram no passado. (Manera no orgulho! Quem vive de passado é museu!)
5 - Se não puder, mande uma mensagem de carinho. Se essas pessoas já se foram, pare alguns minutos para se lembrar dessas pessoas. (Se quiser, acenda uma vela ou um incenso por elas.)
6 - Se magoou alguém peça perdão, ou pelo menos tente. Pode ser que esse alguém sinta a sua falta.
7 - Se está solitário, não faça nenhuma besteira. Mas não espere que alguém telefone para você ou bata à sua porta. Procure se distrair.
8 - Se tem um namorado ou namorada, marido ou esposa, parceiro ou parceira, enfim... de-lhe o melhor e mais apertado abraço que puder. Faça essa pessoas especial sentir que você está lá. E se não puder, compreenda que quase nada no mundo é como deveria ser.
9 - Não tenha medo de chorar de alegria ou de fazer alguém chorar de alegria. Tenha vergonha das lágrimas de tristeza, suas ou não.
10 - Guarde seu dinheiro para a ladroeira do governo (IPTU, IPVA...) que começa no ano novo. Começar o ano endividado é dureza.

Boas festas!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

"Um dia o amor perguntou ao ódio... Por que você me odeia tanto?
O ódio respondeu: Porque um dia eu te amei demais!"
(Autoria anônima)

Já é de longa data que eu costumo dizer que o amor e o ódio são duas faces da mesma moeda. Mas suspeito que as mulheres nutrem muito mais o ódio do que os homens... bom, pelo menos os que conheço.
Recentemente um amigo meu, já "ajuntado" ha anos, com filha e tudo, me contou (via um desses softwares de mensagem instantânea) que terminou seu relacionamento com a parceira. Ele estava arrasado.
Não tive mais notícias dele.
No dia seguinte, outro amigo meu aqui de Campinas, que arriscou namorar uma menina lá do Rio de Janeiro com direito a "brinde" e tudo também me contou que seu relacionamento anda mal, quase terminando.
Não bastasse isso, tenho um outro amigo de longas datas cuja esposa mora com os filhos e a família no Paraná, mas ele só consegue emprego em São Paulo e gasta muito do dinheiro que consegue a duras penas, com as viagens para ver a esposa e filhos.
O que esses homens têm em comum?
Ora, são nerds como eu. Por isso optei por dedicar um tempo e contar essas histórias.
Somente sendo nerd para entender o que eles devem estar passando nessas horas... ouvindo Scorpions - "Still Loving You" ou outro rock melódico como Nazareth - "Love Hurts", desejando estar com suas parceiras, vivendo alguns momentos bons, desses que compensam a estadia nesse inferno chamado Terra.
Mas nem todas as histórias são tristes.
Tenho um outro amigo (também nerd, pra variar) que saiu de Campinas e mudou-se para Santa Catarina para construir sua nova vida ao lado de sua amada com quem namorou um bom tempo via internet. (Naturalmente fazendo uma ou outra viagem para lá gastando parte de suas economias para saber em que terreno estava pisando... ou você acha que um nerd faria uma loucura dessas assim, "de alegre"?)
E tem também o outro amigo (mais um nerd assumido) que terminou "definitivamente" com a namorada após um desentendimento.
Uma semana depois ela resolveu pedir desculpas e estão juntos novamente. (Duvido que ela encontre outro cara tão legal... e compatível com ela.)
Nós nerds temos uma coisa que a maioria dos homens não tem: uma profunda e sincera admiração por nossas parceiras, companheiras, namoradas, esposas, enfim... Admiração essa que pode durar muitos anos, não raramente, fazendo com que tenhamos sérias dificuldades em superar os sentimentos que ficam.
Os freqüentadores assíduos deste blog certamente sabem que eu jamais conseguí superar o término do meu último relacionamento há quase 4 anos e sabem que mantenho minhas promessas, inclusive algumas das quais me arrependo de ter feito... entre elas a de "não ir atrás" nem entrar em contato com... vocês sabem quem.
Às vezes penso que nerds em geral, são sábios que fazem grandes tolices de vez em quando. E as minhas costumam causar grandes estragos.
Conhece o dilema do porco-espinho? Ele tem medo de se aproximar demais de seus semelhantes, pois sabe o quanto pode machucar a ambos.

"Nossa sabedoria vem de nossa experiência, e nossa experiência de nossas tolices."
Sacha Guitry (Cineasta Russa) 1883-1954