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sábado, 18 de novembro de 2006

Não estou bêbado... até porque um cálice de vinho não embebeda ninguém.
Mas tenho observado por vários anos o quanto somos todos cegos diante de um fato: somos nós, seres humanos que podemos mudar o mundo.
Todos os dias vejo gente desanimada, sofrendo de depressão, reclamando das coisas... é a vida. O que se há de fazer?
Ora... aceitar que nada pode nunca ser mudado é o começo do fracasso. E sinceramente, já cansei disso...
Cansei de ouvir gente durante anos se borrando de medo de perder o emprego, ou achando que os colegas podem ser mandados embora por umas bobagens tão ínfimas... picuinhas que as fazem até fingirem ser o que não são ao invés de aplicarem as maiores das virtudes que um ser humano pode ter que são simplesmente a honestidade e a humildade...
Gente com medo de ser mandada embora do emprego é uma constante, especialmente em empresas grandes. Posso contar "n" histórias a respeito, provenientes das mais diferenciadas fontes. Mas cá entre nós... e daí?
Se você for competente e for mandado embora, Dane-se! A empresa não merecia você! Ou foi por ter políticas que impedem que você possa usar seus talentos adequadamente, ou porque os chefes são estúpidos demais para perceberem que o mundo é dinâmico e que se existe algum ponto no processo em que existem reclamações, é porque existem pontos vulneráveis que precisam ser mexidos e se há alguém que detectou isso, é porque tem visão suficiente para tal e ainda por cima tem disposição para sugerir as melhorias.
Chefe que ao invés de o ouvir, simplesmente trata o gênio como se fosse o problema e o manda embora... o dá de presente para o concorrente, que além de aproveitar muito bem esse conhecimento contra a empresa em questão, ainda ganha um diferencial por ter profissionais capazes de sugerir mudanças e sempre se adaptarem melhor ao mundo selvagem do capitalismo. E aí? Como é que fica?
Antes que pensem que fui mandado embora, não... não fui não. (Pelo menos não ainda... Nem perto disso, acho eu.)
Aliás, não acredito que a empresa onde trabalho, seria cega a esse ponto, mesmo com todos os defeitos que ela tem. Mas qual empresa não tem defeitos? (Claro não vou falar deles aqui nesse blog. É anti-ético, antiprofissional e feio.)
Além disso, penso que é muito mais vantajoso para a empresa ter por perto um maluco como eu, observando suas falhas e assim adquirindo argumentação crítica para expôr na medida do viável aos canais certos (que podem aprimorar as coisas) do que dar esse conhecimento de bandeja para qualquer que seja a concorrência.

"Os loucos que acham que podem mudar o mundo, são os que o fazem."
(Steve Jobs, co-fundador da Apple Computer e dono da Pixar Animation Studios)
Clique aqui para baixar a versão em vídeo do comercial da Apple que tem uma versão esse poema (10MB, QuickTime)

Às vezes penso que a verdadeira função esperada de mim lá é essa, ao invés de fazer apenas o que todo mundo faz... ou seja, o trivial, o que está nos procedimentos para que eu execute feito uma maquininha...
Ora... somos seres humanos. Tarefas de máquinas devem ser deixadas para as máquinas!
Elas não têm capacidade para criar, inventar, observar e melhorar o mundo em que vivemos. Nós, humanos é que temos! Seja na empresa, na família, nas relações... em tudo!
Nós cometemos erros sim... é da nossa natureza errar. Reconhecer o erro é um passo adiante. Saber o que fazer para corrigi-lo são dois.
Uma dica: jamais invente passos demais para resolver uma coisa simples. Inventar uma solução paliativa são três passos... para trás.
Por isso coisas simples funcionam bem e complexas emperram quando mais se precisa delas.
A prática é feita de coisas simples.
Deixa a complicação para a teoria... afinal de contas, de vez em quando é bom reservar um tempinho para refletir sobre as coisas.
É o que faço semanalmente (ou quase) nesse blog... Eu diria que pensar é um bom exercício.
Para mim, medo de ser mandado embora é característica de profissional que ou não confia no próprio taco, ou não conhece o taco que tem.

O que espero com esse texto, é dar uma força aos amigos desanimados, colegas de trabalho ou não.

Aproveito para deixar uma pergunta a uma pessoa que em uma certa época sofreu a tortura de passar meses sabendo que iria ser mandada embora do emprego e uns tempos após te-lo perdido, sofreu provavelmente a pior fase de sua vida: Você sabe o que ando fazendo da minha vida já faz muito tempo (blog, site...) enquanto eu nunca mais soube de você. Como você se sentiria se de repente você não tivesse mais como saber absolutamente nada de mim pelo resto da sua vida? (Apenas pense nisso. Não precisa responder se não quiser.)
O final desse cálice de vinho é por você.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Já faz um bom tempo que quero falar aqui neste blog sobre uma das maiores maravilhas da humanidade: as mulheres.
Esses seres muitas vezes parecem feitos de puro carinho, desde o momento em que nos dão um simples sorriso até onde os limites da imaginação permitirem.
No entanto, existem aquelas que não são bem assim. Estão mais para sanguessugas disfarçadas de atraentes fêmeas fáceis de serem identificadas pelo comportamento soberbo e fútil.
Até o vocabulário que usam e a forma como o usam as denuncia facilmente, mas muitos de nós homens, fascinados pela própria imaginação caem nessas armadilhas e muitos já se esvaíram em vão.
Mas não estamos aqui para falarmos desse lado sombrio do sexo feminino. Estamos aqui para falar das verdadeiras mulheres, das que realmente merecem ser valorizadas.
Estamos falando dessas hoje cada dia mais raras criaturas, quase extintas, postas no mundo para serem companheiras fiéis, dedicadas e capazes de dar ao mundo o que ele mais precisa: vida. Não no sentido de dar à luz como a natureza sabiamente escolheu para tal dádiva, mas para nos fazer sentirmos vivos, no dia-a-dia, ser a nossa razão de ser, nossa motivação, nossos sonhos, nossos desejos, ou mesmo nossa saudade.
Não é de se admirar que a mulher era tão relacionada ao sentido de "divino" pelas diversas religiões pagãs européias de antes do Primeiro Concílio de Nicéia, ou mesmo de várias religiões do mundo, pouco conhecidas aqui no ocidente.
Uma espada sem a bainha, machuca e é causa de dor e sofrimento. Da mesma forma, a bainha sem a espada é frágil, vazia e triste. Juntos, impõem respeito, se completam e encantam.
No entanto, muitas espadas e bainhas já se separaram nas batalhas ao longo da história assim como muitas espadas e bainhas já se perderam. É uma união fácil de se partir nos conflitos.
Se existe uma verdade no mundo, a maior de todas é essa: O convexo e o côncavo se completam e assim o elo se forma.
Quem não tiver o discernimento para compreender isso, passará a vida perseguindo ilusões e quem como eu, tiver um dia quebrado esse elo, talvez um dia chegue a essas mesmas conclusões que eu cheguei e se identificará como a espada, ou como a bainha.
E como todo final de guerra, as lágrimas se tornam inevitáveis.