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quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Todo mundo já sabe que o objetivo desse blog é mostrar o quanto nós, seres humanos somos ignorantes... Pois bem...
Sei que isso pode parecer um absurdo, mas... me pergunto se existe hoje, alguma tecnologia mais mal desenvolvida do que o telefone.
Mesmo com os modernos telefones celulares cheios de recursos (muito mal aproveitados, diga-se de passagem), acho o hábito de discar números de telefone cada dia mais longos e com mais códigos, sub-códigos, códigos de área, PABX, toll-free, tie-line e outras gambiarras tecno-burocratas, um troço tão boçal e arcaico num mundo em que são comuns as videoconferências e instant messengers da vida (quando não os dois em um único software)...
Agora já tem o lance de VoIP e Telefonia IP, que são duas tecnologias diferentes, mas que se confundem, uma vez que ambas usam redes IP (que convém lembrar, já não está mais conseguindo endereçar todo mundo... ao menos enquanto o IPv6 "não vira").
Caramba... A primeira linha telefônica do Brasil foi encomendada por Dom Pedro II e pouca coisa mudou de lá até a minha infância, em que as linhas ainda eram analógicas e usavam os "paleozóicos" cabos de cobre trançados... aqueles cinzas (que não podiam ver água que se enchiam de ruídos), ou ter longos cabos semelhantes por perto, ou davam as temidas "linhas cruzadas".
Lembro-me que na imnha infância, para eu ligar para alguém, só discava 5 números para ligações locais e mais 3, se a ligação fosse interurbana e só! Simples e óbvio. Havia 25% de chance de se completar a chamada, mas hoje, essa probabilidade deve ter caído para NO MÁXIMO uns 10%, apesar das fantásticas evoluções tecnológicas das linhas digitais, etc.
Digo isso porque você pode de repente esbarrar com alguma voz ininteligível dizendo para "pressionar 1 se quiser fazer isso, ou 2 se quiser fazer aquilo" e antes que a sua paciência se esgote, ou os créditos de seu aparelho acabem, você desliga o telefone e manda um e-mail, que com certeza a pessoa recebe, cedo ou tarde. Em outras palavras, essa tecnologia "estufou" ao invés de se desenvolver".
Mesmo em uma chamada mais imediata, tenho usado muito mais o SMS (péssimamente popularizado no Brasil com o nome de "torpedo") do que a droga da ligação falada, que pode ficar "falhando", perder sinal, etc.
Aliás, na área das telecomunicações, o que não faltam são tecnologias mal utilizadas, gambiarras para baixar custos e grandes operadoras extremamente fominhas (como se já não ganhassem dinheiro suficiente).
Um bom exemplo disso é a tecnologia WAP, que prometia ser uma revolução, mas tornou-se completamente inviável primeiro porque você gasta muuuito dinheiro em créditos para manter uma sessão aberta (culpa das operadoras fominhas que não souberam promover o serviço), segundo porque com o HTML em pleno vapor, quem é que iria perder tempo redesenvolvendo todo o site em WAP só para ser visitado por uns poucos "gatos pingados" querendo mostrar que têm dinheiro para pagar o que as operadoras cobram e que têm um celular capaz de navegar por esses serviços?
E o pager? Acredite ou não, esse "tamagochi" já foi felizmente abandonado aqui no Brasil, mas os estadunidenses insistem em continuar usando essa coisa. Vai ver ainda não descobriram que existe SMS... aliás, (me desculpem as grandes multinacionais, mas...) acho absurdamente ridículo fazer uma ligação internacional de sei lá quantos dígitos, esperar sei lá quanto tempo ouvindo "tecle 1 se quiser fazer isso, ou 2 se quiser fazer aquilo..." desperdiçando um puta tempo (e dinheiro), se poderia perfeitamente enviar através do site da operadora, um SMS com o recado, sem gastar praticamente nada nem de tempo, nem de dinheiro e com a certeza absoluta de a mensagem ser perfeitamente entendida do outro lado, sem os riscos de o receptor pegar um recado de secretária eletrônica com "falhas", "ruídos", ou com som muito baixo, ou mesmo com algum sotaque ininteligível... ou pior ainda, com alguma interrupção no meio do recado por causa de algum evento qualquer.
Mas aí vem as operadoras fominhas de novo e... não disponibilizam o serviço SMS no site, ou só disponibilizam para assinantes... enfim. Tá aí um outro exemplo de tecnologia mal aproveitada.
E o Iridium? Alguém aí lembra?
A promessa de ter um aparelho com o qual você poderia ir a qualquer lugar do mundo que você teria comunicação via satélite perfeita, embora cara pra caramba e com um aparelho que mais parecia um desses brinquedos de sex-shop? Pois bem. O Iridium foi um fiasco e agora temos 66 satélites voando sobre nossas cabeças e que não servem para absolutamente nada. (Originalmente era para ser 77 satélites!)
E o que matou o Iridium? Roaming de telefonia celular, meus amigos! Através desse sistema, o sinal passa de uma operadora a outra, expandindo a cobertura até onde tiver alcance das células... estações retransmissoras, que agora, com o advento do Wi-Fi, dispositivos menores e semelhantes, antes chamados de "hot-spot" agora também são chamados de "access-points" e sabe-se lá que nome vão ter amanhã.
Aliás, confundir os nomes das coisas é fácil.
Aqui no Brasil, a tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line) é confundida com "Speedy", por este ser o nome com o qual uma operadora de telefonia (quase monopólio por essas bandas) andou vendendo a dita cuja. Agora, outras tecnologias de acesso à Internet (com "I" maiúsculo, por favor) comercializadas como "banda larga", mesmo de outras operadoras, são "apelidadas" de "Speedy" pelos "pokaprátika" da vida...
Roteador virou MODEM (MOdulator/DEModulator)? Será mesmo? A coisa tá ficando feia, galera!
Agora em tempo... internet com "i" minúsculo é o mesmo que "internetworking", segundo Andrew Stuart Tannenbaum em seu livro "Redes de Computadores", considerado uma espécie de "bíblia" para quem começa a estudar conceitos de redes.

Continuando esse post, eu esquecí de acrescentar uma coisa: IPv6.
Para mim, há a esperança do IPv6 ser "a" chance para simplificar as comunicações do mundo: um único sistema de endereçamento capaz de gerenciar até cerca de 10000 dispositivos por metro quadrado do planeta Terra!
Imagine! Basta digitar uma seqüência de 6 códigos de 2 dígitos e... voilà!!! acesso a um dispositivo... um IPphone, uma videoconferência, um router, um website, TV digital...
Resta saber se os humanos vão destruir essa chance, criando mais obstáculos do que já temos.
Quer apostar que vão?
Não há limites para a ganância, porque não há limites para a ignorância.
Um mundo tecnologicamente simples e eficiente, é uma utopia que só existe nas mentes dos nerds como eu, desenganados com as "grandes" promessas do progresso.

sábado, 14 de outubro de 2006

É da natureza do ser humano ser limitado em sua capacidade de visão crítica das coisas.
Talvez alguns de nós tenham esse senso de discernimento mais desenvolvido do que outros, não sei...
O que eu sei é que sou muito bom em encontrar defeitos nas coisas e admito: isso costuma de deixar bastante aborrecido. Tenho certeza quase que absoluta de que quando eu fôr bem mais velho, vou ser um daqueles velhos chatos e ranzinzas que reclamam de tudo.
Gente como eu geralmente não é do tipo que fica calado, aceitando conformadamente que nada nunca vai mudar: nunca, é tempo demais e as coisas no mundo sempre mudam sim! E existe uma regra para isso: as coisas sempre tendem a mudar muito rapidamente para pior, ou muito lentamente para melhor.
Digo isso porque para melhor, o esforço é muito grande e de muito poucos indivíduos. Demanda tempo, energia, muita massa encefálica e o que é pior: esses indivíduos têm de lutar contra costumes enraizados feito ervas daninhas, bem contra opiniões de gente que teme as mudanças como se fosse fogo e que tentam desesperadamente apagar qualquer sinal de brasa.
Para dizer que o universo todo gira em torno da Terra, bastou um dogma. Séculos se passaram para que as opiniões mudassem e só então os "loucos" fossem reconhecidos por seu senso de discernimento.
Tempo... essa é a chave.
E tempo, infelizmente é o que menos se tem nos dias de hoje. E o que é pior: pode custar muito caro, dependendo das circunstâncias.
Nos anos 60, quando surgiam os primeiros computadores eletrônicos programáveis e já se falava em linguagens de programação, temia-se a vulgarização das profissões ligadas ao processamento de dados.
Chegou-se a se instituir a idéia do "jamais faça com que as coisas pareçam fáceis", na esperança de que os clientes valorizassem a classe.
Começou aí uma escalada de siglas quase que interminável, tornando algumas literaturas quase que intradutíveis... felizmente esse movimento ruiu no início dos anos 80, com o advento dos microcomputadores e sua conseqüente popularização, pois nessa época, a simplificação prática era a chave para a eficiência e "bandeira" de sofisticação, claramente visível por exemplo, nos comerciais da época, em especial às campanhas dos primeiros Apple Macintosh.
Palmas para Guy Kawasaki, autor de "O Jeito Macintosh", certamente o melhor livro sobre gerência e marketing que já li (OK, admito que li pouco sobre isso, embora eu tenha vivido mais da metade da minha vida convivendo com "marketeiros" de toda espécie no mercado). Bom, esse livro pode ser resumido em poucas palavras: Não basta fazer a coisa certa. Isso todo mundo faz, de um jeito ou de outro e é aí é que está a diferença - fazer a coisa certa, do jeito certo.
Não vou citar exemplos disso. No livro há dezenas deles. E em quase todos, o "fazer a coisa certa do jeito certo", era uma coisa incrivelmente óbvia, mas que ninguém ou quase ninguém se esforçava para que "a coisa certa" fosse feita "do jeito certo"... simplesmente aceitavam, sem acrescentar nada que pudesse melhorar as coisas, ou torna-las mais eficientes.
Vivemos num mundo extremamente competitivo hoje em dia e que quero enfatizar, entre outras coisas, é que temos tendência a sermos passivos e esperar as mudanças com o tempo, sem nos manifestarmos, nem mover esforço algum para que aconteça. E é bem verdade que isso pode demorar muito, especialmente quando ninguém se esforça para que algo mude.
Agora vamos citar um antigo provérbio: "é de pequenino que se torce o pepino".
Bom, não conheço ninguém que se preocupasse em torcer um pepino, mas quando você pretende fazer algo que tende a crescer, como uma construção, ou um grande projeto, é bom que se resolva bem todos pontos-chave ou os pilares principais, ou depois de construído, periga tudo ruir de repente.
Lembra das regras para as mudanças? Pois é: As coisas sempre tendem a mudar para pior muito rapidamente, mas para melhor, pode levar muito tempo.
Isso vale para tudo na vida: na profissão, na vida pessoal (experiência própria)... e o que é mais doloroso: nem sempre você tem como começar tudo de novo.
Tenho fama de reclamão. Talvez eu tenha puxado isso da minha mãe, ou talvez de uma ex-namorada, ou talvez do meu avô, ou tudo isso... não importa.
Até mesmo esse blog já foi criticado pelo meu jeito de criticar as falhas do mundo, mas é exatamente esse o objetivo deste blog: mostrar a ignorância do mundo e até a minha mesmo.
Sim... sou ignorante, mas pelo menos assumo e fico na minha, até que alguém perceba as mesmas coisas que eu. Aí, quem sabe juntos, possamos mudar alguma coisa no mundo... e espero, para melhor.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Finalmente uma atualização do meu site pessoal, o Picolo's Online!
Na verdade, mais da metade dessa atualização já estava pronta, mas como andei revirando a minha vida do avesso nos últimos tempos, não tive tempo de efetua-la antes.
Entre as novidades, estão uma sessão nova chamada "Nerds Famosos" e mais duas certificações para a coleção: Administração de Servidores UNIX e Cisco ESTQ-Core v1, uma certificação através da qual a Cisco Systems me classifica com um título equivalente a "engenheiro de campo", sendo um passo importante para quem busca o título de CCNA (Cisco Certified Network Associate).
Acho que deve ter sido um dos últimos certificados antes da Cisco mudar de logotipo, como aparentemente está mudando.
Enfim...

Boa diversão!