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domingo, 14 de maio de 2006

E hoje é o "Dia das Mães"... uma comemoração criada para os comerciantes venderem mais nessa época, abusando de um fortíssimo apelo sentimental dando a entender que quem não compra um presente para dar à sua mãe no dia das mães é filho(a) desnaturado(a)...
Francamente... abomino esse tipo de apelo. O comércio deveria se envergonhar de transformar a mãe da gente em campanha publicitária.
Mãe é coisa séria! Sagrada! Que vergonha!

Todo mundo escreve sobre o "Dia das Mães" em seu blog hoje... mas hoje eu prefiro escrever sobre outra pessoa, que um dia amei tanto quanto...

Eu quero falar um pouco da minha já legendária "ex"... ao menos como eu ainda me lembro dela depois de tanto tempo.
Irritava-se com grande facilidade, mas também era muito sensível e carinhosa.
Tinha uma incrível capacidade de acumular diferencial estático e vivia dando (e tomando) choques elétricos por causa disso.
Tinha um sorriso lindo, mas detestava ser fotografada.
Era extremamente criativa e sabia surpreender como ninguém, mesmo quando podia ser previsível, seja através dos telefonemas quase diários, ou através dos bilhetinhos que trocávamos sorrateiramente de modo que volta-e-meia encontrávamos algum bilhetinho um do outro... era gostoso encontrar um bilhetinho dela dizendo que me adorava, que sentia saudades... ainda tenho todos os que achei guardados numa caixa, junto com outras lembranças dela. (OK, eu sei que isso pode não ser lá muito "saudável"... deixa pra lá! Isso é problema meu!)
Só que eu dava muita mancada com ela... era muito desastrado, distraído... E é claro... isso a irritava muito e eu nunca me conformei com isso, como também nunca me conformei com a realidade de que nosso relacionamento não podia dar certo daquele jeito... com os caminhos que estávamos tomando, apesar dos 4 anos de aventuras, prazeres, tristezas, surpresas, abraços, vontades, realizações, beijos e lágrimas que compartilhamos juntos.
É difícil acreditar que tudo isso tenha acabado, mesmo depois de tanto tempo e mesmo depois de eu mesmo ter "assinado" o final da melhor parte da minha vida... Mas eu seria o lastro que a impediria de alcançar vôos mais altos. Eu seria o que a limitaria a ser o "nada" que eu sou hoje, então para mim, a liberdade, foi último presente que dei a ela.
Se a minha vida hoje serve para alguma coisa, talvez seja para torcer para que ela consiga realizar tudo o que deseja na vida e ser feliz. Só isso.
E hoje, além do "Dia das mães", é o aniversário dela, que não vejo a mais de 3 anos, mas que eu não esqueço e nem tenho esperanças de um dia ve-la de novo.
Como não temos mais contato, deixo aqui um "Feliz Aniversário" para ela, um bom "Dia das Mães" para a minha mãe e por que não, para a minha "ex sogra"?
Quer saber? Feliz "dia das Mães" pra todo mundo.

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