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domingo, 30 de abril de 2006

Vamos por partes...

Linux não é bem um sistema operacional e sim um kernel acompanhado de um monte de software disponibilizado pela Free Software Foundation (FSF) em regime de "código aberto", apelidado de GNU, devido ao movimento internacional definitivamente NÃO CONHECIDO como "Galera Nerd Unida", ou "Global Nerd Union" e sim como "GNU is Not Unix", que consiste em promover o desenvolvimento de "software livre", em que o usuário possa distribuir gratuitamente, modificar, estudar o código-fonte, enfim... adaptar à sua necessidade livremente e fazer com ele o que quiser sem dever nada a ninguém.

Não é segredo algum que esse papo de "software livre" surgiu (diz a lenda) quando Richard Stallman tentou fazer um update de sistema operacional e precisou de um driver para poder fazer funcionar uma impressora, mas o fabricante não só não disponibilizou o driver, nem forneceu detalhes sobre seu funcionamento para que Stallman pudesse fazer o seu próprio, forçando-o a ter de comprar outra impressora (e certamente ele comprou de outra marca).

Pois bem. Esse comportamento por parte de fabricantes de hardware, de guardar APENAS PARA SI o funcionamento do hardware que produz, impedindo o desenvolvimento de drivers e consequentemente de software capaz de controlar esses dispositivos em outros sistemas operacionais além daqueles para os quais o dispositivo foi pensado inicialmente, é o que chamamos de comportamento "proprietário". (Ou "próprio-otário" na verdade, pois o fabricante deixa de vender seu produto para uma fatia interessante do mercado, formada justamente por formadores de opinião como técnicos, especialistas e programadores, além de "se queimar" com estes... Na minha opinião, péssima medida de marketing.)

Até a uns tempos atrás, existia uma empresa chamada Compaq, famosa por fabricar computadores cheios de hardware customizado, cujos drivers para seus componentes, só eles tinham e estavam pouco se lixando se você quisesse usar algum sistema operacional mais moderno. Assim, se você quisesse meramente usar um software mais moderno, teria de simplesmente jogar seu computador no lixo e comprar outro (isso é o que chamamos de filosofia de "software proprietário").
Mas felizmente, graças a movimentos como GNU, FSF, etc., boa parte do hardware desse tipo de computador já foi "destrinchado" e "drivers livres" implementados em várias distribuições de sistemas operacionais GNU têm tirado muitas dessas antigas máquinas dos armários, dando-lhes uma boa sobrevida.

Empresas com filosofias de software proprietário como a Compaq (que já foi tarde), ou 3Com (que perde terreno dramaticamente para a Realtek, que disponibiliza drivers para seus produtos para "n" sistemas operacionais diferentes, como BeOS, Linux, MacOS, entre outros), tendem a ser mal-faladas nas conversas entre técnicos experientes de intormática.

O maior problema dos sistemas operacionais de código aberto, é político, não técnico.
Pequenas atitudes arrogantes como uma simples janela alertando o usuário que o dispositivo que ele pretende instalar em seu computador usa um driver "que não tem a assinatura do império", podem fazer com que alguns usuários devolvam seus dispositivos recém-comprados às lojas, sem sequer instalar os tais drivers que funcionariam perfeitamente, forçando os fabricantes desses dispositivos a LICENCIAR a tal "assinatura do império" SOB CERTAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS como por exemplo a de que tal dispositivo NÃO PODERÁ TER DRIVERS PARA OUTROS SISTEMAS OPERACIONAIS, NEM TER SEU FUNCIONAMENTO DIVULGADO para que programadores livres o façam.

A "Guerra-Fria" deste começo de século, não é mais entre dois países, e sim entre o "livre" e o "proprietário", ou melhor dizendo, entre a liberdade e a prisão.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Sinceramente, não vejo lá muitas razões para esse blog continuar existindo.
O mundo não vai mudar por causa dele: as pessoas continuarão ocupadas demais tentando sobreviver ao invés de viver, distraídas com futilidades ao invés de questionando o que poderiam fazer para melhorar o mundo em que vivem, se matando por causas dogmáticas ao invés de lógicas, lutando por status pessoal ao invés de justiça e destruindo a natureza em causa própria.
A única lei que vigora realmente no mundo é "o que importa sou eu e dane-se o resto do universo".
Quantas vezes você já não comprou algum produto e acabou decepcionado com a qualidade do mesmo?
Quantos produtos absolutamente inúteis e de qualidade duvidosa encontramos à venda nas lojas e que só servirão efetivamente para poluir o planeta?
Quantos colegas de trabalho te dão "bom dia" ou "boa tarde" antes de apresentar-lhe algum problema? (E solução ninguém lhe apresenta, né?)
Quanto você paga em impostos que jamais retornam para você sob a forma de benefício algum?
Quantos mecanismos para lesa-lo(a), explora-lo(a), rouba-lo(a), engana-lo(a) surgem diariamente e desses, quantos são idealizados por aqueles que dizem defender suas causas, mas que só buscam defender a própria causa?
Quanta gente perde o emprego diariamente sem motivo algum além da ganância dos intocáveis e poderosos donos das grandes corporações?
Não se iludam! O mundo é isso: Mentiras, individualismo egoísta e impunidade por parte dos leões e total ignorância por parte dos cordeiros, que vivem sonhando em viverem como os leões. E quando um ou outro consegue, continua ignorante das conseqüências de seus atos. Afinal de contas, o exemplo vem de cima.
Aparentemente, ninguém se toca de que somos todos passageiros de uma mesma nave e que não existe opção alguma de fugir dela além da morte.
E essa nave está sendo aos poucos, condenada pelos próprios passageiros que logo perceberão que a própria vida se tornará inviável... tarde demais para que qualquer providência tenha efeito.
O poder, deveria vir acompanhado de responsabilidade, não de impunidade.
Como o que vem acompanhado de responsabilidade é o conhecimento, as pessoas fogem dele e não as culpo por issopois também com o conhecimento, vem a depressão, atristeza, a sensação de impotência diante dos fatos, raiva, desânimo...
Esse é o mundo que eu vejo, infelizmente.
Eu quero um mundo melhor, mas me sinto sozinho nesse esforço inútil de tentar mudar o mundo... sozinho.

sábado, 15 de abril de 2006

Por acaso eu disse que sou azarado?
Eu tinha uma caixa arquivadora num armário aqui em casa, cheio de documentos... alguns inúteis (porém arquivados, pois nas repartições públicas têm-se o péssimo hábito de se exigir uns documentos absurdamente idiotas) e outros importantíssimos... pois bem. Deu cupim neles.
O mais impressionante é que ao invés de corroerem coisas inúteis como extratos bancários, os cupins preferiram alguns dos meus certificados.
Eles estão legíveis, não se perderam por completo, mas ficam inúteis se eu quiser pendura-los em alguma parede.
Não bastasse a bagunça e o cheiro ruim do cupincida, ainda tive uma semana inacreditavelmente movimentada... e sem carro boa parte dela, pois estava em revisão, faltando apenas a parte elétrica... que eu ainda pretendo mandar fazer essa semana.
E ontem, dia 14 foi Páscoa... e com ela, lembranças de um outro dia 14.
Prefiro não falar sobre isso. É pura perda de tempo, assim como outras lembranças que me vêm doces, seguidas da amargura da lembrança de que não passam de lembranças. E isso me deixa irritado.
Simplesmente não consigo me acostumar com isso.
Esse blog tá um saco, né? Tá parecendo alguma música estilo "dor de corno" do tipo que embala as noitadas dos bêbados e seus copos de bebida amarga. Tão amarga quanto as mágoas que tentam inutilmente afogar.
Eu poderia falar sobre outra coisa, como por exemplo o quanto acho primitivos certos rituais religiosos muito comuns nessa época. Mas sinceramente, Também é perda de tempo.
Aliás, o que não é perda de tempo hoje em dia?
Quer saber? Esse blog é perda de tempo. Não dá pra mudar o mundo com ele.

terça-feira, 11 de abril de 2006

E no dia 1.o de abril, eu cumpri o que prometi... em parte.
Não é que a droga do museu estava fechado para reforma e eu tive de ficar a uns 30m de distância da "obra"?
E ainda paguei estacionamento por isso...
Cara... como sou azarado!
Nem pra "espantar os meus fantasmas" o "departamento lá de cima" dá uma forcinha?
Desse jeito vou virar ateu só de raiva!
Até quando vou continuar sendo um nerd azarado?
Francamente, estou cansado dessa vida... se é que posso chamar de vida.
A rotina está me deixando maluco!
A imensa quantidade de gente que me pede favores o tempo todo não incomoda. Eu adoro ajudar as pessoas, mas isso toma muito do meu tempo e acabo não vivendo a minha vida como gostaria.
No serviço tenho um agravante nesse sentido: Parece que todo mundo depende de mim pra tudo o tempo todo.
Às vezes penso que é preguiça mesmo das pessoas, pois tem muita coisa extremamente básica que elas poderiam fazer por elas mesmas, mas acaba caindo tudo nas minhas costas... e isso cansa.
Para tentar mudar um pouco a rotina e aprender coisas novas, andei fazendo uns cursos...
Semana passada completei mais um curso... na verdade 4:
"UNIX - Introdução e Avançado" (que acabou virando um curso básico de AIX/L);
"Linux - Introdução e Conceitos" (excelente curso);
"Solaris - Introdução e Avançado" (ficou só no básico... curso avançado de Solaris em cerca de uma semana é humanamente impossível!);
"Regatta, SAN e Shark" (outro excelente curso sobre implementação e administração de "florestas de servidores corporativos" virtuais e sistemas de armazenamento de dados de grande capacidade).
As notas dos cursos ainda não saíram. A de Linux consegui 9,4 e 10 nas avaliações teórica e prática, respectivamente. Creio que nas avaliações de "San/Regatta/Shark" e "Solaris - Introdução e Avançado, eu também deva ter ido relativamente bem.
Manifesto publicamente aqui o meu agradecimento pela oportunidade e pelo excelente trabalho dos instrutores (IBM) e demais envolvidos no projeto "Oficina do Futuro" (Instituto Eldorado/Solectron).
Mas no fundo, continuo chateado... como se nada mudasse. Na verdade, nada muda.
Eu só queria poder planejar a minha vida e ver esses planos funcionarem... só isso!
É pedir muito?
Mas o que mais me desanima é que TODOS os meus planos SEMPRE, mas SEMPRE MESMO, acabam exatamente como a visita ao tal museu que tenho planejado a meses.
Cara... que inferno!
Não adianta... Esquece!
Os fanáticos que me perdoem, mas se Deus existe, o passatempo predileto dele é frustrar os meus planos.
Isso inclui planos de vida, planos profissionais, planos emotivos, planos materiais...
Sempre que começo alguma coisa e as coisas começam a dar errado, prefiro sempre começar direito do ZERO. Mas como fazer isso com a minha própria vida?
Francamente, eu deveria desistir... acabar de vez com isso tudo logo de uma vez.
Já está tudo perdido mesmo! Tudo danado!
Pra piorar, já estou começando a me sentir velho... E o que eu vou ter no final da vida de pois de tudo o que eu tentei fazer e acabei fracassando?
Infelizmente, justiça é uma grande ilusão nesse mundo, onde o que vale mesmo é a mentira... em tudo.