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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

A muitos anos eu tenho por hobby pesquisar sobre coisas que passam despercebidas pela grande maioria das pessoas.
Recentemente eu li o polêmico livro "O Código Da Vinci"... apesar de antes de le-lo eu julgava ser apenas mais um "best seller caça-níqueis", reconheço que julguei muito mal o livro. (Que vai virar um filme certamente deformado que estréia dia 19 de maio.)
É bem verdade sim, que trata-se de uma obra de ficção e que por isso mesmo sua história não deve mesmo ser levada a "ferro e fogo", mas o que me intriga é a incrível quantidade de detalhes explicados pelos personagens do livro que batem rigorosamente com fatos históricos reais que tenho pesquisado ao longo de todos esses anos, me expondo inclusive algumas "peças-chave"... uns "elos perdidos" nas minhas pesquisas... o que me fez "devorar" as páginas do livro como aliás, nunca fiz com uma obra desse gênero.
Não é de se admirar que grupos mais fanáticos busquem quase que desesperadamente, impôr suas idéias dogmáticas quase que sem argumentação, atacando todos os pontos fictícios do livro e claro, apontando como se fossem graves falhas na argumentação do Sr. Dan Brown, que conseguiu um grande feito: fazer com que as pessoas passassem a argumentar sobre poder, mentira associada à religião como controle de massas (embora os fanáticos obviamente não aceitem isso sequer como uma possibilidade, evitando inclusive a pesquisa a respeito sem se basear em seus "livros sagrados").
Tapar o sol com a peneira não é a solução.
Para mim está bastante claro que após o Primeiro Concílio de Nicéia em 325 D.C., quase tudo referente ao cristianismo original foi mudado, tornando-se o "cristianismo" que conhecemos hoje.
Isso explica as fortíssimas discrepâncias entre os textos de Nag Hammadi e Mar Morto (que juntos formam provavelmente a maior coleção de livros apócrifos conhecida) em relação aos altamente suspeitos textos apresentados pelo Vaticano como "a palavra de Deus" e que de certa forma controla um dos maiores exércitos do mundo, distribuídos entre católicos, evangélicos, ortodoxos, protestantes... enfim... não importa a denominação... todos se baseiam nos mesmos "originais" e com isso, se apoiam nos mesmos valores, tornando fácil o controle de toda uma sociedade que pensa exatamente do mesmo jeito.
Somando isso ao fato de que existem menos de meia dúzia de grupos de mídia no mundo, emitindo notícias e embutindo idéias na sociedade tornando-a cada vez mais individualista, medrosa e passiva, fica fácil imaginar os motivos.
Os egípcios sabiam muito bem como controlar grandes quantidades de pessoas por esses meios. E os romanos souberam roubar muito bem esse conhecimento dos egípcios, entre outras coisas... talvez por isso mesmo que muitas invenções hoje atribuídos muitas vezes aos romanos já eram na verdade, do conhecimento dos egípcios. O próprio Dan Brown cometeu esse erro em seu livro, afirmando que a cruz era um método de tortura inventado pelos romanos... os egípcios já utilizavam esse método muito tempo antes. (Não é de se perguntar o que mais se esconde na Biblioteca do Vaticano e em certos cofres de bancos suíços?)
Nem é preciso tecnologias avançadas como as imaginadas para filmes que falam de conspirações como o "Controle da Mente" ("Control Factor", dirigido por Nelson Mccormick).
Basta forçar a imposição de idéias e valores marginalizando as "ovelhas desgarradas"... Um exemplo prático na sociedade moderna para expôr o que quero dizer é a afirmação: "se você não bebe cerveja, não gosta de futebol, não freqüenta baladas, você não é nada na sociedade".
Obviamente, eu não preciso gostar de futebol, beber cerveja ou freqüentar baladas para ser dono da minha própria mente, assim como também posso optar por abolir da minha vida todas as religiões... Estou exercendo o único grande direito que me foi pregado desde a minha infância: livre arbítrio. Mas eu só pude fazer essa escolha, porque consegui com muito esforço ter argumentação para tomar essa decisão.
Não é fácil escolher entre "A" e "B" se você só conhece o "A". Não é fácil separar o joio do trigo se só lhe apresentam o joio e escondem o trigo.
Milhões foram queimados na fogueira em nome dessa "unidade cultural global" e a humanidade praticamente "arrastou" sua parca evolução nos últimos 2000 anos... em nome de quê? Dinheiro? Poder? Não existe desculpa ou justificativa para isso.
Mas também não há como esconder uma mentira para sempre, por maior que ela seja.
Só se pode medir o tamanho de uma mentira, pela quantidade de pessoas que acreditam nela e quanto maior a quantidade de pessoas, maior o número de pessoas revoltadas quando se tocam de que foram enganadas.
Eu é que não quero estar na pele desses "homens do poder" quando isso acontecer. Aliás, se estivesse no lugar deles, trataria imediatamente de arrumar meios para desalienar as massas humanizando-as antes que elas descubram por si próprias.
O que é apenas uma questão de tempo.

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