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domingo, 26 de fevereiro de 2006

Rolling Stones e U2 fizeram seus shows no Brasil recentemente... e hoje, como quase todo sábado, acordei com a música que algum vizinho estava ouvindo. Pelo menos ao invés de algum axé, pagode ou sertanojo da vida, pasmem! Laura Brannigan - Self Control!!! Eu me senti em plena década de 80!
Acho que alguma coisa mudou com a passagem dos ingleses e irlandeses por aqui. Acho que a moçada estava precisando mesmo de referências.
Outro dia deu pra ouvir uma garotada aqui do condomínio resmungando alguma coisa como "pede pro DJ" enquanto eu, do lado de cá da janela, organizando alguns dos meus MP3 preparando-os para backup resolvi colocar uma pequena coletânea de rock escolhida a dedo, terminando com "Like Hurricane 2000" uma versão "tunada" de "Like a Hurricane" interpretada pela banda alemã Scorpions acompanhada da Orquestra Filarmônica de Berlin... Temo que talvez tenha sido uma dose um pouco forte demais pra cabeça da molecada acostumada ao som "plano" de Slipknot e Linkin' Park... Porém, eles não têm culpa: só conhecem isso! E isso para eles é a única referência que eles têm... bom, tinham graças a U2 e Rolling Stones.
A culpa fica por conta da podridão do sistema de mídia de massa, um verdadeiro incentivo à acefalia por "livre arbítrio".
Como U2 e Rolling Stones voltaram a fazer parte das referências musicais da grande massa (nunca vi tanta gente ouvindo isso como nos últimos tempos... aliás, nem na década de 80 em que o U2 estava no auge), pode ser uma boa hora para trazerem bandas como Whitesnake ou a já citada Scorpions.
Bandas psicodélicas como Deep Purple merecem uma melhor cobertura da mídia. As duas últimas vezes em que essa banda passou por aqui quase não se falou! Por pouco eles passam por aqui sem ninguém saber!
A falta de referência musical brasileira está tão grave que nem bandas nacionais (algumas muito boas aliás, como a Vega), são completas desconhecidas dos brasileiros!
E mais: a intolerância se mostrou bem clara como as garrafas d'água atiradas em Carlinhos Brown no último Rock In Rio executado no Brasil (Rock In Rio 3... que teve de tudo, mas faltou rock)... aliás, esse Rock In Rio que começou em 1985 como um evento de referência na América Latina, sendo o maior evento da história do rock não teve exemplos de intolerância desse tipo em sua primeira edição, como por exemplo o show de Ozzy Osborne logo após o de James Taylor, ambos muitíssimo bem recebidos pelo público, embora tenham apresentado estilos musicais absolutamente diferentes e distantes. Talvez porque o evento cumpriu sua proposta, ou seja: foi um festival de rock, não axé, nem pseudo-sertanejo, nem pagode... hoje o Rock In Rio é um exemplo magnífico de crise de identidade, que nem no Rio acontece mais... Aliás, nem na América Latina, e praticamente nem tem mais rock! Uma vergonha para os entusiastas daqueles que testemunharam a construção da primeira "Cidade do Rock" em Jacarepaguá, 1985. ("Primeira e única" na opinião unânime de quase tudo quanto é roqueiro que conheço.)
O mais decepcionante é o site oficial do Rock In Rio... inteiro em inglês e hospedado em Portugal! Absolutamente ridículo e nada a ver com a proposta inicial de trazer grandes bandas do rock internacional para a América Latina para os maiores festivais de rock (eu disse ROCK) da história!
O segundo Rock In Rio não foi tão gigantesco quanto o primeiro, mas teve boas apresentações internacionais.
Agora a grande pergunta... Por que eu estou falando tanto de rock hoje no meu blog?
Porque faltou assunto, oras! O que você espera que eu fale sobre carnaval?
Além disso, resolvi dar um tempo para os grandes segredos da humanidade ou coisas que se adiantaram milhares de anos no tempo como os mapas de Piri Reis, ou os para-raios do templo do rei Salomão...


AVISO:

A partir de hoje o meu contrato com o meu antigo provedor de internet está cancelado.
Logo, o meu antigo e-mail não funciona mais.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

AVISO:

Aos amigos, colegas, parceiros de serviço, etc. que após cerca de 10 anos como assinante da "Nutecnet" que posteriormente virou "ZAZ" e que posteriormente virou "
Terra", estou em fase de mudança de provedor.

Como ainda não tenho certeza absoluta da qualidade dos serviços do novo provedor (ainda em estudo), resolvi centralizar a minha conta de e-mail principal numa prestadora internacional gratuita desse tipo de serviço.

Informo que à partir de março de 2006, eu não usarei mais o meu tradicional e-mail picolo@terra.com.br e sim chpicolo@yahoo.com.br .

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

A muitos anos eu tenho por hobby pesquisar sobre coisas que passam despercebidas pela grande maioria das pessoas.
Recentemente eu li o polêmico livro "O Código Da Vinci"... apesar de antes de le-lo eu julgava ser apenas mais um "best seller caça-níqueis", reconheço que julguei muito mal o livro. (Que vai virar um filme certamente deformado que estréia dia 19 de maio.)
É bem verdade sim, que trata-se de uma obra de ficção e que por isso mesmo sua história não deve mesmo ser levada a "ferro e fogo", mas o que me intriga é a incrível quantidade de detalhes explicados pelos personagens do livro que batem rigorosamente com fatos históricos reais que tenho pesquisado ao longo de todos esses anos, me expondo inclusive algumas "peças-chave"... uns "elos perdidos" nas minhas pesquisas... o que me fez "devorar" as páginas do livro como aliás, nunca fiz com uma obra desse gênero.
Não é de se admirar que grupos mais fanáticos busquem quase que desesperadamente, impôr suas idéias dogmáticas quase que sem argumentação, atacando todos os pontos fictícios do livro e claro, apontando como se fossem graves falhas na argumentação do Sr. Dan Brown, que conseguiu um grande feito: fazer com que as pessoas passassem a argumentar sobre poder, mentira associada à religião como controle de massas (embora os fanáticos obviamente não aceitem isso sequer como uma possibilidade, evitando inclusive a pesquisa a respeito sem se basear em seus "livros sagrados").
Tapar o sol com a peneira não é a solução.
Para mim está bastante claro que após o Primeiro Concílio de Nicéia em 325 D.C., quase tudo referente ao cristianismo original foi mudado, tornando-se o "cristianismo" que conhecemos hoje.
Isso explica as fortíssimas discrepâncias entre os textos de Nag Hammadi e Mar Morto (que juntos formam provavelmente a maior coleção de livros apócrifos conhecida) em relação aos altamente suspeitos textos apresentados pelo Vaticano como "a palavra de Deus" e que de certa forma controla um dos maiores exércitos do mundo, distribuídos entre católicos, evangélicos, ortodoxos, protestantes... enfim... não importa a denominação... todos se baseiam nos mesmos "originais" e com isso, se apoiam nos mesmos valores, tornando fácil o controle de toda uma sociedade que pensa exatamente do mesmo jeito.
Somando isso ao fato de que existem menos de meia dúzia de grupos de mídia no mundo, emitindo notícias e embutindo idéias na sociedade tornando-a cada vez mais individualista, medrosa e passiva, fica fácil imaginar os motivos.
Os egípcios sabiam muito bem como controlar grandes quantidades de pessoas por esses meios. E os romanos souberam roubar muito bem esse conhecimento dos egípcios, entre outras coisas... talvez por isso mesmo que muitas invenções hoje atribuídos muitas vezes aos romanos já eram na verdade, do conhecimento dos egípcios. O próprio Dan Brown cometeu esse erro em seu livro, afirmando que a cruz era um método de tortura inventado pelos romanos... os egípcios já utilizavam esse método muito tempo antes. (Não é de se perguntar o que mais se esconde na Biblioteca do Vaticano e em certos cofres de bancos suíços?)
Nem é preciso tecnologias avançadas como as imaginadas para filmes que falam de conspirações como o "Controle da Mente" ("Control Factor", dirigido por Nelson Mccormick).
Basta forçar a imposição de idéias e valores marginalizando as "ovelhas desgarradas"... Um exemplo prático na sociedade moderna para expôr o que quero dizer é a afirmação: "se você não bebe cerveja, não gosta de futebol, não freqüenta baladas, você não é nada na sociedade".
Obviamente, eu não preciso gostar de futebol, beber cerveja ou freqüentar baladas para ser dono da minha própria mente, assim como também posso optar por abolir da minha vida todas as religiões... Estou exercendo o único grande direito que me foi pregado desde a minha infância: livre arbítrio. Mas eu só pude fazer essa escolha, porque consegui com muito esforço ter argumentação para tomar essa decisão.
Não é fácil escolher entre "A" e "B" se você só conhece o "A". Não é fácil separar o joio do trigo se só lhe apresentam o joio e escondem o trigo.
Milhões foram queimados na fogueira em nome dessa "unidade cultural global" e a humanidade praticamente "arrastou" sua parca evolução nos últimos 2000 anos... em nome de quê? Dinheiro? Poder? Não existe desculpa ou justificativa para isso.
Mas também não há como esconder uma mentira para sempre, por maior que ela seja.
Só se pode medir o tamanho de uma mentira, pela quantidade de pessoas que acreditam nela e quanto maior a quantidade de pessoas, maior o número de pessoas revoltadas quando se tocam de que foram enganadas.
Eu é que não quero estar na pele desses "homens do poder" quando isso acontecer. Aliás, se estivesse no lugar deles, trataria imediatamente de arrumar meios para desalienar as massas humanizando-as antes que elas descubram por si próprias.
O que é apenas uma questão de tempo.